Mundo
Cheias repentinas. Ajuda mobiliza-se a caminho do Nepal
O Governo português transmitiu esta quarta-feira "solidariedade" às autoridades e povo do Nepal, após as inundações repentinas que devastaram o país e causaram centenas de vítimas.
"O Ministério dos Negócios Estrangeiros [MNE] manifesta a sua solidariedade às autoridades e ao povo do Nepal na sequência das graves inundações repentinas que atingiram o distrito de Rasuwa, junto à fronteira com o Tibete, causando vítimas mortais e avultados danos", referiu o ministério liderado por Paulo Rangel numa mensagem divulgada através das redes sociais.
"Os nossos pensamentos estão com as famílias afetadas e com todos os envolvidos nas operações de busca e salvamento", acrescentou. Pelas 19h30 em Portugal estavam confirmados oficialmente 157 mortos, incluindo uma portuguesa, de acordo com informações dadas pelo marido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. O MNE confirmou pelas 21h00 a existência de outro português desaparecido, entre 350 turistas ainda com paradeiro desconhecido.
Em Portugal, a comunidade nepalesa apressou-se a unir esforços para enviar socorro.
"Foi apenas hoje e já temos vários pedidos da comunidade através das redes sociais que estão à espera de formas de ajudar", afirmou à Lusa Kamal Bhattarai, presidente da Nialp.
Para já, "estamos a organizar-nos para ver como podemos ajudar" e o "mais importante é avaliar o problema", explicou o dirigente da maior associação nepalesa do país.
"Estamos ainda na fase de planeamento", mas "há muita gente que já está a oferecer ajuda", disse o dirigente, salientando que a zona atingida pelas torrentes de água lamacenta, o distrito montanhoso de Rasuwa, na fronteira com a China, é um dos pontos de origem de grande parte dos imigrantes em Portugal.
"Muitos dos nepaleses que imigraram para Portugal são dessa zona", afirmou Kamal Bhattarai, que não teve nenhum familiar atingido.
"Estamos ainda na fase de planeamento", mas "há muita gente que já está a oferecer ajuda", disse o dirigente, salientando que a zona atingida pelas torrentes de água lamacenta, o distrito montanhoso de Rasuwa, na fronteira com a China, é um dos pontos de origem de grande parte dos imigrantes em Portugal.
"Muitos dos nepaleses que imigraram para Portugal são dessa zona", afirmou Kamal Bhattarai, que não teve nenhum familiar atingido.
As Nações Unidas e parceiros humanitários estão também já a mobilizar mantimentos e pessoal para apoiar as comunidades afetadas. O secretário-geral "expressa as suas condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos", indicou o porta-voz de Guterres, em comunicado, manifestando solidariedade a todos os afetados.
"No Nepal, as Nações Unidas estão a apoiar a resposta liderada pelo Governo, incluindo a avaliação da dimensão do desastre e a prestação de assistência urgente", disse Stéphane Dujarric.
Guterres elogiou ainda os socorristas que trabalham para salvar vidas e reiterou a disponibilidade das Nações Unidas para prestar apoio adicional.
"No Nepal, as Nações Unidas estão a apoiar a resposta liderada pelo Governo, incluindo a avaliação da dimensão do desastre e a prestação de assistência urgente", disse Stéphane Dujarric.
Guterres elogiou ainda os socorristas que trabalham para salvar vidas e reiterou a disponibilidade das Nações Unidas para prestar apoio adicional.
Através da presidente da Comissão Europeia, a União Europeia expressou igualmente solidariedade com o governo e povo do Nepal, além das famílias das vítimas.
Ursula von der Leyen lamentou especificamente as vítimas destas "inundações devastadoras", anunciando a ativação do sistema satélite europeu Copernicus para auxiliar os esforços de busca e salvamento.O Copernicus é o programa de observação da Terra da UE, que usa
sobretudo satélites, mas também dados de sensores terrestres, marítimos e
aéreos, para acompanhar o estado do planeta.
"O Copernicus foi ativado para ajudar a mapear as zonas afetadas no Nepal e apoiar a resposta no terreno", anunciou.
"Estamos prontos para mobilizar mais assistência europeia, se necessário", adiantou ainda a líder da Comissão Europeia.
"O Copernicus foi ativado para ajudar a mapear as zonas afetadas no Nepal e apoiar a resposta no terreno", anunciou.
"Estamos prontos para mobilizar mais assistência europeia, se necessário", adiantou ainda a líder da Comissão Europeia.
c/Lusa