China. Estudantes protestam contra confinamento em campus universitário

por RTP
Reuters

Um grupo de estudantes da Universidade Técnica de Nanjing, no leste da China, protestou na passada segunda-feira contra o confinamento em vigor na universidade. A direção decretou o fecho do campus universitário durante cinco dias após detetar um caso positivo de covid-19 no estabelecimento.

"Queremos ir para casa”, exigem os estudantes da Universidade Técnica de Nanjing, receando não conseguir viajar durante as férias de inverno. Descontentes com a implementação da obrigatoriedade de permanecer durante cinco dias no campus universitário, exigem a demissão da direção da Universidade, como se ouve em vários vídeos publicados no Twitter. 

Nos últimos dias, a China assistiu a protestos em várias cidades, na maior onda de manifestações no país desde 2012, quando Xi Jinping se tornou presidente.

Os manifestantes têm contestado as duras regras da política de "Covid zero" implementada pelo Governo chinês, chegando mesmo a pedir a renúncia do presidente. Reagindo às críticas, os políticos anunciaram no passado dia 29 de novembro algumas medidas para suavizar a sua política. Várias cidades deixaram cair a testagem em larga escala e a limitação das deslocações. 

"Pequim volta a preparar-se para a vida" foi a manchete do jornal estatal China Daily no dia 29. O jornal acrescentou ainda que  o país estavam "gradualmente a abraçar" o lento regresso à normalidade.

Também a agência noticiosa Xinhua garantiu, no mesmo dia, que o "período mais difícil já passou", mencionando a cada vez mais fraca patogenicidade do vírus graças aos esforços do Governo para vacinar 90% da população.

Contudo, a empresa japonesa Nomura avançou que 53 cidades chinesas, lar de quase um terço da população do país, permanecem com restrições em vigor, estando Nanjing identificada como uma destas cidades.

De acordo com os analistas, a covid-19 na China pode passar em janeiro da atual classificação de nível A na escala de doenças infecciosas para a categoria B, menos rigorosa.

A Nomura prevê ainda que Pequim reabra a economia e abandone os controlos fronteiriços na Primavera do próximo ano - mais cedo do que o esperado.

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