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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

China vê "esperança" em conversações mas EUA e Irão mostram-se longe da convergência

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China vê "esperança" em conversações mas EUA e Irão mostram-se longe da convergência

O presidente dos Estados Unidos insiste na tese de que o Irão permanece envolvido em negociações destinadas a pôr termo à guerra. Donald Trump sugere mesmo que os sucessivos desmentidos iranianos possam dever-se a receios, por parte dos negociadores, de represálias internas. A operar no campo diplomático, a China afirma ver "um raio de esperança". Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre a evolução do conflito.

Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Abedin Taherkenareh - EPA

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RTP /

Coreia do Sul vai libertar 17 mil milhões de dólares e reduzir impostos sobre combustíveis

A Coreia do Sul vai libertar mais 17 mil milhões de dólares no próximo mês e prolongar os seus cortes no imposto sobre os combustíveis para lidar com as consequências da guerra no Médio Oriente, anunciou o governo esta quinta-feira.
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RTP /

Embaixada dos EUA no Iraque pede aos cidadãos que abandonem o país

A embaixada dos EUA no Iraque emitiu um novo alerta de segurança alegando que grupos armados alinhados com o Irão realizaram ataques generalizados contra cidadãos norte-americanos e alvos ligados a Washington em todo o Iraque, incluindo a região curda.

A embaixada instou os cidadãos norte-americanos a abandonar o Iraque e a não se dirigirem à embaixada em Bagdad ou ao consulado-geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e rockets no espaço aéreo iraquiano.

A embaixada aconselhou aqueles que desejam sair do país a utilizar rotas terrestres para a Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia, uma vez que o espaço aéreo continua encerrado.
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RTP /

G7 vai debater libertação de reservas estratégicas de petróleo

Os ministros das Finanças e da Energia do G7 vão discutir a libertação de reservas estratégicas de petróleo na reunião da próxima semana, disse o ministro francês do Comércio, Serge Papin, esta quinta-feira.
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A pedido do Paquistão
RTP /

Israel retirou Araqchi e Qalibaf da lista de alvos no Irão

Israel retirou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiro, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, da sua lista de alvos após um pedido do Paquistão para que Washington não os incluísse na sua lista, revelou à Reuters esta quinta-feira uma fonte paquistanesa com conhecimento das discussões.

"Os israelitas tinham as suas coordenadas e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem falar. Por isso, os EUA pediram aos israelitas que recuassem", disse a fonte.

Araghchi chefiava a delegação iraniana nas negociações nucleares com os EUA e é um dos diplomatas mais experientes do Irão, enquanto Ghalibaf é visto por alguns na Casa Branca como um parceiro viável.

O exército e o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O Paquistão, o Egito e a Turquia estão a atuar como mediadores entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra com o Irão.

O Islamabad tem mantido contacto direto com Washington e Teerão numa altura em que estes canais estão congelados para a maioria dos outros países. A capital do Paquistão tem sido vista como um local provável caso se realizem negociações de paz.
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Lusa /

Dois mortos e três feridos por estilhaços de míssil intercetado nos EAU

Pelo menos duas pessoas morreram hoje e outras três ficaram feridas por estilhaços de um míssil intercetado por armas de defesas antiaérea em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), anunciaram as autoridades locais.

"O incidente resultou na morte de duas pessoas não identificadas, três feridos e danos em vários carros", lê-se numa mensagem oficial na rede social X.

O Irão, em retaliação à ofensiva conjunta israelo-americana começada em 28 de fevereiro, encerrou a importante via comercial marítima do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: EAU, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

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RTP /

Ministro da Indústria do Irão revela planos de reconstrução para manter a produção em curso

O ministro da Indústria do Irão, Mohammad Atabak, afirma que existem planos para reconstruir rapidamente fábricas críticas que foram danificadas durante a guerra, de forma a garantir que não há escassez.

Em declarações transmitidas pela emissora iraniana IRIB, Atabak disse que as fábricas danificadas, cujos produtos são amplamente utilizados em toda a cadeia de abastecimento, foram colocadas “no topo da lista de reconstrução”.

As fábricas que foram destruídas exigirão “avaliação especializada”, acrescentou, referindo que espera que o processo produtivo do país continue sem interrupções.
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Terceira baixa desde 2 de março
RTP /

Soldado israelita morto em combate no sul do Líbano

O Exército israelita anunciou esta quinta-feira a morte de um soldado no sul do Líbano. "O sargento-mor Uri Grinberg, de 21 anos, de Petah Tikva, soldado da unidade de reconhecimento de elite da Brigada Golani, foi morto em combate no sul do Líbano", referiu o comunicado do Exército.

Esta morte eleva para três o número de soldados israelitas mortos no sul do Líbano desde 2 de arço, quando foram retomadas as hostilidades com o Hezbollah. Israel anunciou a sua intenção de reocupar a área a sul do rio Litani, no sul do Líbano, para restabelecer uma zona de segurança.
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RTP /

Presidente da APA afirma que renováveis ajudam a mitigar impacto da crise energética em Portugal

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, explica que a aposta de Portugal em fontes de energia renovável permite mitigar os impactos da crise energética global decorrente do conflito no Médio Oriente.

Pedro A. Pina - RTP

Em declarações à Lusa, José Pimenta Machado afirmou que apesar de Portugal não possuir petróleo nem gás, “há uma coisa que temos em abundância: sol, vento e água”.

Esta aposta nas fontes de energia renovável reduzem o impacto em Portugal da instabilidade energética mundial, decorrente do conflito entre os EUA, Israel e Irão.

O presidente da APA lembra que o desempenho das renováveis foi impulsionado, em grande parte, pela intensa chuva registada este ano, que permitiu encher as albufeiras nacionais.


"Este ano enchemos as barragens todas. Aliás, enchemos e tivemos que fazer descargas de superfície porque elas estavam literalmente cheias", apontou o dirigente.

Para Machado, esta estratégia de aproveitar os recursos que o país possui "não dependendo do exterior" tem-se provado a correta para limitar a escalada de preços para os consumidores.

"O caminho de Portugal nas renováveis é um caminho certo. E este ano mostrou que é mesmo esse caminho e até porque limitou os custos da energia", concluiu, defendendo a necessidade de "acentuar" e "acelerar" esta transição.


Portugal é líder na União Europeia em energias renováveis, com mais de 80% da eletricidade gerada nos primeiros dois meses de 2026 a provir de fontes limpas, de acordo com informação disponível no portal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).
As principais fontes são a hídrica (36,8%) e a eólica (35%), com crescente destaque para a solar (5,2%), ainda de acordo com a APREN.

O encerramento do Estreito de Ormuz e os ataques contra alvos energéticos no Golfo Pérsico fizeram disparar os preços do petróleo e gás, com os valores a atingirem recordes históricos.

Após o anúncio do plano de paz proposto por Trump, os preços do Brent e do gás baixaram, embora os valores continuem longe daqueles registados antes do início da guerra, a 28 de fevereiro.

Este mês, o Governo português aprovou um pacote de medidas estruturais na área da energia que aposta no reforço da produção renovável, na expansão do autoconsumo e na criação de instrumentos para conter preços em cenários de crise energética.

Uma das novidades mais relevantes é a criação de um mecanismo que permite ao Estado intervir diretamente nos preços da energia em caso de crise.

O Ministério do Ambiente e Energia explicou que uma eventual declaração de crise energética poderia justificar-se, mas apenas ao gás natural, depois de se verificar agravamento muito significativo e recente das condições de mercado, com o preço do gás a situar-se "atualmente cerca de 85% acima dos níveis verificados no início da guerra no Médio Oriente".

c/ Lusa
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Estreito de Ormuz
RTP /

Parlamento iraniano defender cobrança de portagem

O Parlamento do Irão tenciona aprovar uma lei destinada a cobrar portagem aos navios que passam pelo Estreito de Ormuz, avança a agência Tasnim.

"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", disse o presidente da comissão de Assuntos Civis, Mohamad Reza Rezaei Kochi.

O projeto de lei em elaboração visa "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz".

A República Islâmica mantém o Estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro.

O bloqueio tem alimentado uma escalada do preço do petróleo.
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Ponto de situação
RTP /

China vê "raio de esperança" em conversações

  • O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, aponta um "raio de esperança" face a movimentações diplomáticas para pôr termo à guerra no Médio Oriente, embora Teerão continue a dizer-se empenhada em defender-se pela via militar. O chefe da diplomacia de Pequim deixou apelos ao diálogo em conversas separadas com os homólogos da Turquia e do Egito;


  • As declarações de Wang Yi surgiram pouco depois de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, ter reiterado que, "até ao momento, nenhuma negociação teve lugar". "Acredito que a nossa posição é completamente sustentada", frisou o governante iraniano;


  • O presidente dos Estados Unidos voltou a garantir que o Irão está interessado em alcançar um acordo. Isto apersar de Teerão ter aparentemente rechaçado uma primeira proposta norte-americana de 15 pontos, recebida por via do Paquistão, opondo-lhe o seu próprio plano e repetindo que, por agora, "não tem a intenção de negociar";


  • Teerão elenca cinco condições, entre as quais o reconhecimento internacional da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, um pagamento pelos danos causados pela guerra e o fim dos combates em todas as frentes;


  • Donald Trump agitou também a ideia de que as sucessivas negativas iranianas poderão dever-se a receios, entre os negociadores, de represálias internas. "Eles estão a negociar, por acaso, e querem muito fazer um acordo, mas têm medo de o dizer porque pensam que podem ser mortos pelo seu próprio povo. Também têm medo de ser mortos por nós", teorizou o presidente dos Estados Unidos;


  • O Comando Central dos Estados Unidos indicou, ao final do dia de quarta-feira, ter atingido, até então, mais de dez mil alvos em solo iraniano, incluindo neste balanço a destruição de 92 por cento dos maiores navios da Marinha iraniana. "Danificámos ou destruímos mais de dois terços dos estaleiros e fábricas de produção naval, de mísseis e drones do Irão", afiançou o almirante Brad Cooper, do CentCom;


  • As Forças de Defesa de Israel afirmam ter levado a cabo mais uma vaga de bombardeamentos sobre o Irão, designadamente em Isfahan, no centro do país, atingindo "infraestruturas do regime terrorista";


  • As autoridades do Kuwait anunciaram a detenção de seis pessoas alegadamente envolvidas numa conspiração do Hezbollah xiita libanês para assassinar líderes deste país do Golfo;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a intenção de expandir a ocupação de território do sul do Líbano, propondo-se fixar uma "maior zona-tampão" contra as ações do Hezbollah;


  • O dirigente do Hezbollah Naim Qassem deixou claro que quaisquer negociações com Israel equivaleriam a "uma rendição";


  • A Rússia estará perto de completar uma operação faseada para fazer chegar ao Irão drones, medicamentos e alimentos, de acordo com serviços de informações ocidentais, citados pelo jornal Financial Times;


  • O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou que "o modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano" e defendeu que "é mais do que tempo" de pôr um ponto final ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão;


  • Israel bombardeou um campo de refugiados na Faixa de Gaza. Há notícia de pelo menos um morto e sete feridos. As Forças de Defesa do Estado hebraico alegam que o local servia de abrigo a elementos do Hamas. Neste campo vivem 30 mil palestinianos.
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Lusa /

China aponta existência de "sinais" iranianos a favor de negociações de paz

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, referiu a existência de "sinais" por parte do Irão a favor de negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, os quais constituem, "uma luz de esperança".

Lukas Coch - EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, passou, nos últimos dias, de ameaçar uma escalada da sua guerra contra o Irão para anunciar conversações com a República Islâmica. A afirmação foi, no entanto, energicamente desmentida por Teerão.

"Os Estados Unidos e o Irão emitiram ambos sinais a favor de negociações, deixando entrever uma luz de esperança para a paz", declarou na quarta-feira Wang Yi, durante uma chamada telefónica com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty.

"A comunidade internacional deve incentivar ativamente as partes em conflito a encetar o diálogo. A partir do momento em que se começa a falar, a paz volta a ser possível", sublinhou, segundo um comunicado do seu ministério.

Wang Yi não especificou a que "sinais" iranianos se referia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou ainda na quarta-feira que o Irão não tem "intenção de negociar", mas sim de "continuar a resistir".

Persistem muitas incertezas quanto à eventualidade de negociações entre Teerão e Washington.

Donald Trump continua a afirmar que está a decorrer um diálogo. "Eles estão a negociar e querem mesmo fechar um acordo, mas têm receio de o dizer", afirmou Trump.

Numa chamada telefónica distinta com o homólogo turco, Hakan Fidan, também na quarta-feira, o chefe da diplomacia chinesa declarou que "a prioridade absoluta" continua a ser "promover ativamente as conversações de paz".

Wang Yi saudou o "papel construtivo" desempenhado por Ancara para "favorecer a retoma das negociações", segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

A China, parceira económica e política do Irão, condenou firmemente os ataques norte-americanos e israelitas contra Teerão. Criticou também, de forma implícita, os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.

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RTP /

Israel vai atacar o Irão com máxima intensidade

Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias estão a acompanhar as incidências da guerra a partir de Israel.

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RTP /

MNE Irão. Falar em negociação é "o mesmo que admitir a derrota"

O Irão não dá um passo um atrás. Teerão rejeita qualquer negociação com Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que o país vai "continuar a resistir".

Diz que, falar em negociações é o mesmo que admitir a derrota.
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RTP /

Plano de 15 pontos pode não ser totalmente "verdadeiro"

A Casa Branca não confirma que todas essas exigências sejam um facto, mas sem referir em concreto que aspectos do acordo estão em cima da mesa.

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Lusa /

Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude

As autoridades japonesas começaram hoje a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Foto: Rede Social X

Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria hoje a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.

Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.

O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.

O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).

Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.

Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.

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Lusa /

Filipinas recebem petróleo russo dias após declaração de "estado de emergência energética"

Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.

Foto: Reuters

O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à agência France-Presse (AFP), que não a identificou.

O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.

O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.

Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.

Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.

A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.

 

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