Mundo
Comandante Bovino deixa Minneapolis. Trump reorganiza liderança da ofensiva anti-imigração
Gregory Bovino, que tem até agora liderado as operações do ICE no Estado do Minnesota, vai deixar a cidade de Minneapolis e será substituído pelo "czar das fronteiras", Tom Homan.
Gregory Bovino, da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, deverá deixar Minneapolis já esta terça-feira. Após polémicas relacionadas com a morte de cidadãos durante ações dos serviços de imigração (ICE), que este comandante liderava no Estado do Minnesota, o presidente Donald Trump está agora a reorganizar a estrutura, tendo escolhido Tom Homan – o “czar das fronteiras” – para substituir Bovino.
A saída de Gregory Bovino e de vários membros da sua equipa acontece depois manifestações em massa em Los Angeles, Chicago, Charlotte e Minneapolis, atraindo também críticas ferozes das autoridades locais, defensores dos direitos civis e democratas do Congresso.
Bovino foi especialmente criticado após afirmar que Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos morto por agentes do ICE, estava a planear “massacrar” agentes da lei, algo que não foi comprovado pelas autoridades. Jornal da Tarde | 27 de janeiro de 2026
Donald Trump anunciou na segunda-feira que iria colocar o “czar das fronteiras”, Tom Homan, nos comandos da missão no Minnesota, reportando diretamente à Casa Branca.
“Vou enviar Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump. “Ele não esteve envolvido nessa área, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. O Tom é duro, mas justo, e vai reportar diretamente a mim”. No fim de semana estiveram em Minneapolis mais de 1.000 elementos da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e cerca de 2.000 agentes do ICE.
A saída do comandante acontece numa altura em que Trump tem suavizado o tom em relação às operações anti-imigração no Minnesota, tendo inclusivamente conversado com o governador desse Estado e com o autarca de Minneapolis.
O mayor, Jacob Frey, disse ter pedido ao presidente, na chamada telefónica, para acabar com a onda de repressão à imigração. Trump terá concordado que a situação atual não pode continuar.
Frey disse ainda que continuaria a fazer pressão para que os envolvidos nas ações do ICE abandonassem a cidade. O autarca deverá encontrar-se esta terça-feira com Tom Homan, o novo responsável pela operação.
Também a conversa entre o presidente e o governador democrata do Minnesota, Tim Walz, foi “produtiva”.
“Na verdade, parecíamos estar em sintonia”, escreveu Donald Trump numa publicação nas redes sociais, no mesmo dia em que um juiz federal ouviu os argumentos de uma ação judicial que pretende impedir o aumento das medidas de imigração no Estado.
Segundo Walz, Trump explicou na chamada que a sua Administração está à procura de “todos e quaisquer” criminosos no Minnesota. O governador respondeu que o Departamento de Correções do Estado cumpre os pedidos federais relativos a esses criminosos, pelo que não considera necessária a intervenção do ICE.
Na noite de segunda-feira, o presidente Trump esteve reunido na Sala Oval com Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Corey Lewandowski, o seu principal assessor, durante quase duas horas.
c/ agências
A saída de Gregory Bovino e de vários membros da sua equipa acontece depois manifestações em massa em Los Angeles, Chicago, Charlotte e Minneapolis, atraindo também críticas ferozes das autoridades locais, defensores dos direitos civis e democratas do Congresso.
Bovino foi especialmente criticado após afirmar que Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos morto por agentes do ICE, estava a planear “massacrar” agentes da lei, algo que não foi comprovado pelas autoridades. Jornal da Tarde | 27 de janeiro de 2026
Donald Trump anunciou na segunda-feira que iria colocar o “czar das fronteiras”, Tom Homan, nos comandos da missão no Minnesota, reportando diretamente à Casa Branca.
“Vou enviar Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump. “Ele não esteve envolvido nessa área, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. O Tom é duro, mas justo, e vai reportar diretamente a mim”. No fim de semana estiveram em Minneapolis mais de 1.000 elementos da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e cerca de 2.000 agentes do ICE.
A saída do comandante acontece numa altura em que Trump tem suavizado o tom em relação às operações anti-imigração no Minnesota, tendo inclusivamente conversado com o governador desse Estado e com o autarca de Minneapolis.
O mayor, Jacob Frey, disse ter pedido ao presidente, na chamada telefónica, para acabar com a onda de repressão à imigração. Trump terá concordado que a situação atual não pode continuar.
Frey disse ainda que continuaria a fazer pressão para que os envolvidos nas ações do ICE abandonassem a cidade. O autarca deverá encontrar-se esta terça-feira com Tom Homan, o novo responsável pela operação.
Também a conversa entre o presidente e o governador democrata do Minnesota, Tim Walz, foi “produtiva”.
“Na verdade, parecíamos estar em sintonia”, escreveu Donald Trump numa publicação nas redes sociais, no mesmo dia em que um juiz federal ouviu os argumentos de uma ação judicial que pretende impedir o aumento das medidas de imigração no Estado.
Segundo Walz, Trump explicou na chamada que a sua Administração está à procura de “todos e quaisquer” criminosos no Minnesota. O governador respondeu que o Departamento de Correções do Estado cumpre os pedidos federais relativos a esses criminosos, pelo que não considera necessária a intervenção do ICE.
Na noite de segunda-feira, o presidente Trump esteve reunido na Sala Oval com Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Corey Lewandowski, o seu principal assessor, durante quase duas horas.
c/ agências