Comissão Europeia concede a Espanha 114,7 milhões de euros para fazer face à situação em Ceuta

Comissão Europeia concede a Espanha 114,7 milhões de euros para fazer face à situação em Ceuta

A Comissão Europeia informou esta quarta-feira que concedeu a Espanha 114,7 milhões de euros em ajuda para gerir a situação no seu enclave norte-africano de Ceuta.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Max Cavallari - Reuters

A União Europeia concedeu a Espanha uma ajuda de emergência de 114,7 milhões de euros para apoiar a gestão do enclave de Ceuta, após a chegada em massa e ilegal de migrantes vindos de Marrocos no final de julho.

A Comissão Europeia informou que os recursos seriam utilizados para reforçar a vigilância das fronteiras, adquirir equipamento — como câmaras térmicas — e mobilizar pessoal adicional.

Mais de 70 mil migrantes entraram à força em Ceuta — uma das duas únicas fronteiras terrestres entre a Europa e África, juntamente com o território espanhol de Melilla — nos dias 30 e 31 de julho; um fluxo que resultou em dezenas de mortes e desaparecimentos.

A maioria partiu de imediato, mas alguns milhares —cinco mil, segundo o Governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, ou pelo menos 10 mil, segundo as autoridades locais de Ceuta — permanecem no local, com muitos a dormir nas ruas e nas praias.

Juan Jesús Vivas, presidente do enclave espanhol de Ceuta, tinha solicitado assistência da União Europeia na terça-feira.

O líder, membro do conservador Partido Popular, acusou ainda Marrocos de estar por detrás deste fluxo massivo de pessoas, "seja por ação ou por omissão".

O primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez tinha sustentado que nenhum organismo "forneceu ao governo espanhol provas concretas de que Marrocos planeou ou orquestrou" este fluxo de migrantes.

No entanto, as dúvidas sobre o papel de Marrocos intensificaram-se na semana passada, após a fuga de um relatório policial que apontava para a "permissividade" das forças de segurança do país durante a crise.

Na segunda-feira, as autoridades judiciais espanholas abriram uma investigação à crise, baseando-se sobretudo neste relatório policial.



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