Mundo
Copiloto da Germanwings estava impedido de voar no dia do desastre
Andreas Lubitz, o copiloto que fez cair o avião da Germanwings na última terça-feira, tinha um atestado médico de baixa por doença, o que o impedia de voar naquele dia. A informação é avançada pela Procuradoria de Düsseldorf.
De acordo com a investigação dos procuradores, Andreas Lubitz teria uma nota médica que o impedia de voar, mas terá rasgado este documento médico ocultando a sua existência à companhia.A polícia alemã encontrou na casa do copiloto formulários de "atestados médicos detalhados, rasgados", que dizem também respeito "ao dia dos factos".
A este atestado somam-se os vários documentos médicos entretanto vindos a público que apontam para um historial de problemas psicológicos, nomeadamente várias depressões que exigiram tratamento.

Foto: Albert Gea, Reuters
A Procuradoria indicou já que Lubitz estava ainda sob tratamento a uma depressão, mas não há para já qualquer referência que estabeleça uma ligação entre esse facto e a baixa que o deveria ter impedido de voar na última terça-feira, dia em que, sugerem os dados das caixas negras, fez despenhar um avião da Germanwings com outras 149 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes no voo 4U 9525.
Em tratamento há sete anos
Os documentos agora trazidos a lume foram encontrados pelos investigadores durante as buscas realizadas à casa onde vivia Andreas Lubitz. Fátima Marques Faria e José Luís Carvalho, RTP
Os procuradores falam ainda de uma condição médica de que o copiloto sofria e a qual terá ocultado à empresa Germanwings, mas não adiantam do que se tratava.
O porta-voz da Procuradoria, Ralf Herrenbrueck, fez já saber que não foi descoberta qualquer nota de suicídio e que não há, igualmente, qualquer indicação de que os atos de Andreas Lubitz tenham tido motivação política ou religiosa.
"Documentos com conteúdos médicos foram confiscados [nas suas casas em Düsseldorf e Montabaur] e em que apontam para uma doença existente e o correspondente tratamento pelos médicos", indica a Procuradoria de Düsseldorf, cidade alemã onde vivia Lubitz.
Acrescentam que aquelas notas médicas “revelam que ele não estava em condições de trabalhar (…) nem no próprio dia do crime e suportam a tese de que terá escondido a doença dos seus empregadores e colegas de profissão”.
A este atestado somam-se os vários documentos médicos entretanto vindos a público que apontam para um historial de problemas psicológicos, nomeadamente várias depressões que exigiram tratamento.
Foto: Albert Gea, Reuters
A Procuradoria indicou já que Lubitz estava ainda sob tratamento a uma depressão, mas não há para já qualquer referência que estabeleça uma ligação entre esse facto e a baixa que o deveria ter impedido de voar na última terça-feira, dia em que, sugerem os dados das caixas negras, fez despenhar um avião da Germanwings com outras 149 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes no voo 4U 9525.
Em tratamento há sete anos
Os documentos agora trazidos a lume foram encontrados pelos investigadores durante as buscas realizadas à casa onde vivia Andreas Lubitz. Fátima Marques Faria e José Luís Carvalho, RTP
Os procuradores falam ainda de uma condição médica de que o copiloto sofria e a qual terá ocultado à empresa Germanwings, mas não adiantam do que se tratava.
O porta-voz da Procuradoria, Ralf Herrenbrueck, fez já saber que não foi descoberta qualquer nota de suicídio e que não há, igualmente, qualquer indicação de que os atos de Andreas Lubitz tenham tido motivação política ou religiosa.
"Documentos com conteúdos médicos foram confiscados [nas suas casas em Düsseldorf e Montabaur] e em que apontam para uma doença existente e o correspondente tratamento pelos médicos", indica a Procuradoria de Düsseldorf, cidade alemã onde vivia Lubitz.
Acrescentam que aquelas notas médicas “revelam que ele não estava em condições de trabalhar (…) nem no próprio dia do crime e suportam a tese de que terá escondido a doença dos seus empregadores e colegas de profissão”.