Coronavírus. Mais de 1700 casos entre pessoal médico na China. Seis morreram

por RTP
Um dos hospitais na China onde estão a ser tratadas pessoas infetadas com coronavírus Reuters

O último balanço das autoridades chinesas revela que seis profissionais de saúde morreram na China, vítimas do coronavírus. As mortes aconteceram uma semana depois do o médico que alertou as autoridades para o início do surto ter também perdido a vida por causa do vírus. Uma informação a China tentou esconder na altura.

Depois dessa situação, as autoridades optaram por uma estratégia diferente e estão a revelar mais pormenores sobre a situação no país, em particular entre o pessoal médico.

E o que se verifica é que número de infetados entre o pessoal médico, na China, é enorme. "Até 11 de fevereiro, havia 1.716 casos confirmados de coronavírus entre o pessoal médico", disse Zeng Yixin, vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde. "Entre eles, seis infelizmente morreram", acrescentou.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje que os casos de Coronavírus fora da China não têm aumentado substancialmente, o que é um bom sinal. A única exceção continua a ser o cruzeiro que está parado no Japão. Foram registados 44 novos casos. No total, há agora 218 passageiros desse cruzeiro que estão infectados com o coronavírus.

De acordo com a OMS, registou-se também nestes últimos dias uma mudança no padrão de mortalidade do coronavírus. Os últimos números conhecidos apontam para mais 121 mortes. No total, na China, já morreram 1381 pessoas, vítimas do Covid-19. Há também mais infeções, para um total de 63862 casos.

Em todo o mundo, há registo de 64447 pessoas infetadas e 1384 vítimas mortais.

Em parte, este aumento do número de infeções apontadas deve-se ao novo método de contagem chinês para a doença. "As autoridades chinesas confirmaram que mudaram o método como os casos estão a ser contabilizados (...), incluindo agora todos os casos suspeitos com diagnóstico clínico de pneumonia, o que significa que estes novos casos não foram necessariamente confirmados em laboratório como tendo Covid-19", indica o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês) numa resposta escrita enviada à agência Lusa.

De acordo com este centro, que faz a monitorização do Covid-19 na Europa, "apesar da mudança (na contagem), não se pode comparar o número de casos relatados até agora com este novo número (das autoridades chinesas) e isso não significa necessariamente que a epidemia esteja a aumentar na China".

O ECDC explica ainda que "para casos na Europa, a atual definição de caso não tem em consideração os casos suspeitos".

"Um caso confirmado é uma pessoa com confirmação laboratorial da infeção com Covid-19, independentemente dos sinais e sintomas clínicos", clarifica esta entidade. Assim, os dados mais recentes do ECDC - que estão "de acordo com a definição de caso aplicada nos países relevantes" - indicam que, entre 31 de dezembro e hoje, foram registados 60.330 casos de Covid-19 em todo o mundo, tendo-se registado 1.369 mortes.

Segundo o ECDC, existem, neste momento, 35 casos confirmados na União Europeia (UE): 16 na Alemanha, 11 em França, três em Itália, dois em Espanha e um na Bélgica, na Finlândia e na Suécia.

A estes acrescem, na Europa, nove casos no Reino Unido.

Por isso, o ECDC considera que, "atualmente, o risco de infeção por SARS-CoV-2 para a população da UE, Espaço Económico Europeu e Reino Unido é baixo".

C/ Lusa
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