Mundo
Guerra na Ucrânia
Crianças ucranianas. ONU acusa Rússia de "crimes contra a humanidade"
Além da "deportação e transferência forçada", um inquérito das Nações Unidas aponta também Moscovo como responsável pelo "desaparecimento forçado de crianças" ucranianas.
As conclusões da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre a Ucrânia, foram publicadas esta terça-feira, num comunicado divulgado em Genebra, a par da publicação de um relatório.
Incide sobre a transferência ou deportação forçada de crianças ucranianas desde a anexação da Crimeia, em 2014, e nos últimos quatro anos de guerra.
"As provas recolhidas levam a comissão a concluir que as autoridades russas cometeram crimes contra a humanidade, nomeadamente a deportação e a transferência forçada, bem como o desaparecimento forçado de crianças", anunciou a Comissão.
A comissão foi criada em 2022 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar alegadas violações dos direitos humanos, violações do direito internacional humanitário e crimes relacionados cometidos no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
No seu relatório, os investigadores constataram que as autoridades russas "deportaram e transferiram crianças ilegalmente" e "atrasaram indevidamente o seu repatriamento".
A comissão sublinha também que as medidas tomadas em relação às crianças deportadas ou transferidas "violaram o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos" e não foram orientadas pelo superior interesse da criança.
Até ao momento, a comissão confirmou a expulsão ou transferência de 1.205 crianças, mas indica que as autoridades russas "deportaram ou transferiram milhares de crianças das zonas que ocuparam na Ucrânia".
A comissão foi criada em 2022 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar alegadas violações dos direitos humanos, violações do direito internacional humanitário e crimes relacionados cometidos no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
No seu relatório, os investigadores constataram que as autoridades russas "deportaram e transferiram crianças ilegalmente" e "atrasaram indevidamente o seu repatriamento".
A comissão sublinha também que as medidas tomadas em relação às crianças deportadas ou transferidas "violaram o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos" e não foram orientadas pelo superior interesse da criança.
Até ao momento, a comissão confirmou a expulsão ou transferência de 1.205 crianças, mas indica que as autoridades russas "deportaram ou transferiram milhares de crianças das zonas que ocuparam na Ucrânia".
Segundo Kiev, desde o início da invasão, em 2022, terão sido levadas à força cerca de 20 mil crianças, para território russo ou territórios ocupados por Moscovo.
ONU exige devolução incondicional
A Rússia alega ter transferido algumas crianças ucranianas das suas casas ou orfanatos para as proteger da ameaça de hostilidades.
ONU exige devolução incondicional
A Rússia alega ter transferido algumas crianças ucranianas das suas casas ou orfanatos para as proteger da ameaça de hostilidades.
De acordo com os investigadores, 80 por cento das crianças expulsas ou transferidas nos casos examinados pela comissão não regressaram a casa, uma vez que as autoridades russas não estabeleceram um sistema para facilitar o seu regresso.
Circunstância que viola o direito internacional humanitário, o qual exige que as evacuações sejam
"temporárias e motivadas por razões imperiosas de saúde, assistência
médica ou segurança". A questão é extremamente sensível na Ucrânia e continua a ser central nas negociações para um possível acordo de paz entre Kiev e Moscovo. A Ucrânia exige como condição para a paz, a devolução de todas as crianças, pretensão apoiada pela União Europeia.
A 3 de dezembro 2025, a Assembleia Geral da ONU exigiu por larga maioria, que a Rússia devolvesse imediata e incondicionalmente todas as crianças ucranianas que foram transferidas à força ou deportadas desde o início da guerra.
O projeto de resolução, apresentado durante a sessão especial de emergência, foi aprovado com 91 votos a favor, 12 contra e 57 abstenções, ultrapassando a maioria de dois terços necessária entre os membros presentes e votantes.
A resolução manifestou profunda preocupação com o destino das crianças ucranianas separadas das suas famílias desde 2014 – quando Moscovo anexou a Crimeia – incluindo as transferidas dentro do território ucraniano ocupado e as deportadas para a Rússia.
A resolução descreve estes atos como violações das Convenções de Genebra, que proíbem a transferência ou deportação forçada de pessoas protegidas dos territórios ocupados.
A 3 de dezembro 2025, a Assembleia Geral da ONU exigiu por larga maioria, que a Rússia devolvesse imediata e incondicionalmente todas as crianças ucranianas que foram transferidas à força ou deportadas desde o início da guerra.
O projeto de resolução, apresentado durante a sessão especial de emergência, foi aprovado com 91 votos a favor, 12 contra e 57 abstenções, ultrapassando a maioria de dois terços necessária entre os membros presentes e votantes.
A resolução manifestou profunda preocupação com o destino das crianças ucranianas separadas das suas famílias desde 2014 – quando Moscovo anexou a Crimeia – incluindo as transferidas dentro do território ucraniano ocupado e as deportadas para a Rússia.
A resolução descreve estes atos como violações das Convenções de Genebra, que proíbem a transferência ou deportação forçada de pessoas protegidas dos territórios ocupados.