Crimes sexuais. Investigação sobre Epstein pode ter novos suspeitos

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O alegado suicídio do magnata Jeffrey Epstein, no passado sábado numa prisão de alta segurança em Nova Iorque, não vai impedir que as autoridades continuem a investigar os seus crimes de tráfico sexual na mira de novos suspeitos.

Will Barr, procurador-geral dos Estados Unidos, assegurou que o “caso vai continuar a ser investigado contra qualquer um que fosse, alegadamente, cúmplice de Jeffrey Epstein” e “os cúmplices não devem ficar tranquilos”.

“As vítimas merecem justiça e vão tê-la”, acrescentou.

Logo no sábado, o procurador-geral de Manhattan pediu que o Departamento de Justiça investigasse o alegado suicídio de Jeffrey Epstein.

“Fiquei chocado e francamente zangado ao saber da incapacidade do Centro Correcional de Manhattan de garantir adequadamente a sua detenção. Estamos agora a conhecer irregularidades graves neste estabelecimento que são profundamente preocupantes e exigem uma investigação aprofundada”, acrescentou Barr.

No Centro Correcional de Manhattan dois guardas são obrigados a fazer rondas a todos os prisioneiros a cada 30 minutos. No entanto, este procedimento não foi seguido no passado sábado. Os guardas são obrigados a fazer uma verificação de 15 e 15 minutos aos prisioneiros que estão em observação suicida, que era o caso de Epstein, que já se tinha tentado suicidar na cela poucos dias depois de ter sido detido.

As declarações do procurador-geral dos Estados Unidos surgem depois dos acusadores de Epstein terem pedido às autoridades que prosseguissem com as investigações sobre outras pessoas que estivessem envolvidas numa rede de tráfico de menores para abuso sexual.

Também o procurador de Manhattan, onde está instalado o Centro Correcional onde Epstein estava detido, frisou em comunicado que as investigações iam continuar. “Para aquelas que já apresentaram queixa e para as muitas outras que ainda não o fizeram, permitam-me reiterar que estamos empenhados em representá-las na nossa investigação”.

Jeffrey Epstein estava a ser investigado pela procuradoria de Manhattan por alegado abuso sexual de meninas com menos de 14 anos, incluindo tráfico sexual. A acusação alega que o bilionário “trabalhou e conspirou com outros, incluindo funcionários e associados que facilitaram a sua conduta”, atraindo as menores para as suas casas em Manhattan e Palm Beach entre 2002 e 2005.

Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi detido a 6 de julho e aguardava julgamento.

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EUA, Manhattan, Nova Iorque, abuso sexual, prisão, Jeffrey Epstein,

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