Mundo
Da descoberta do corpo ao percurso em Portugal e nos EUA. O que se sabe sobre Cláudio Neves Valente?
O suspeito do homicídio do físico português Nuno Loureiro, Cláudio Neves Valente, morreu dois dias antes de o seu corpo ser encontrado pelas autoridades norte-americanas num armazém de New Hampshire.
São já conhecidos os resultados da autópsia de Cláudio Neves Valente, o suspeito dos homicídios de Nuno Loureiro e de outras duas pessoas na universidade norte-americana Brown. O alegado homicida português estava morto há dois dias quando o seu corpo foi encontrado, revelaram na noite de sexta-feira as autoridades norte-americanas. E está também confirmado que o físico e o suspeito foram colegas de curso no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.
O corpo de Cláudio Neves Valente foi encontrado na noite de quinta-feira, num armazém de New Hampshire, com um ferimento de bala aparentemente autoinfligido. Os dados da autópsia de Neves Valente, com 48 anos à data da morte, foram revelados em comunicado do gabinete do procurador-geral de New Hampshire, John Formella.
O suspeito português, a viver nos Estados Unidos há mais de duas décadas, morreu na terça-feira – o mesmo dia em que o físico Nuno Loureiro, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, sucumbiu aos ferimentos num hospital. Telejornal | 20 de dezembro de 2025
A investigação norte-americana acredita que o suspeito disparou contra Nuno Loureiro, na casa deste em Brookline, subúrbio da região de Boston, na noite da passada segunda-feira. Isto após ter assassinado dois estudantes e ferido outros nove, dois dias antes, na Universidade Brown.Cláudio Neves Valente foi estudante de pós-graduação, de 2000 a 2001, na Universidade Brown, em Providence, Rhode Island.
Falta ainda apurar as motivações do suspeito, como reconheceu o procurador-geral do Estado de Rhode Island, Peter Neronha: “Há muitas incógnitas”.
Estudantes no Técnico
Em Portugal, o suspeito do homicídio de Nuno Loureiro foi monitor do Instituto Superior Técnico, onde foi colega de curso da vítima. O contrato foi rescindido no ano em que rumou aos Estados Unidos para estudar, em fevereiro de 2000 – ato inscrito num despacho publicado em março do mesmo ano em Diário da República. Telejornal | 20 de dezembro de 2025
Neves Valente foi admitido na Universidade Brown no âmbito de uma pós-graduação em Física, em setembro de 2000. Ali esteve matriculado do outono de 2000 até à primavera de 2001, de acordo com a presidente daquela instituição académica, Christina Paxson, citada pela Associated Press.O físico Nuno Loureiro, natural de Viseu, liderava desde 2024 um dos maiores laboratórios do norte-americano MIT, onde também lecionou. Foi assassinado aos 47 anos.
Contactado pelas autoridades norte-americanas, no quadro da investigação aos acontecimentos em Providence e Boston, o Instituto Superior Técnico confirmou que Nuno Loureiro e Cláudio Neves Valente foram colegas de curso.
Em breve nota, a instituição indica que Neves Valente “foi estudante do Técnico, do curso de licenciatura em Engenharia Física Tecnológica, entre 1995 e 2000”. Loureiro “fez o curso no mesmo período”.Técnico e Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, onde Nuno Loureiro encabeçou um grupo de investigação, antes de rumar ao Massachusetts, em 2016, vieram exprimir “o mais profundo respeito pela dor dos familiares e amigos” da vítima, abstendo-se, por outro lado, de comentar “investigações policiais em curso e assuntos do foro da justiça”.
Citado pela Lusa, o presidente do IST, Rogério Colaço, confirmou que “o Técnico foi contactado pelas autoridades dos EUA”. “É o que podemos dizer”, rematou.
A Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária está também envolvida na investigação conduzida pelo FBI.
“Face às inúmeras solicitações da comunicação social, isto a propósito das notícias que dão conta do envolvimento de um cidadão português em investigações por parte das autoridades dos Estados Unidos da América, aos factos relacionados com o homicídio do físico Nuno Loureiro e de estudantes da Universidade de Brown, a Polícia Judiciária informa que foi ontem contactada e se encontra a prestar colaboração e apoio às autoridades daquele país, desde o momento inicial em que o suspeito se tornou, para aquelas, alvo de interesse”, indicou em comunicado, na sexta-feira, a polícia portuguesa de investigação criminal.
c/ agências
O corpo de Cláudio Neves Valente foi encontrado na noite de quinta-feira, num armazém de New Hampshire, com um ferimento de bala aparentemente autoinfligido. Os dados da autópsia de Neves Valente, com 48 anos à data da morte, foram revelados em comunicado do gabinete do procurador-geral de New Hampshire, John Formella.
O suspeito português, a viver nos Estados Unidos há mais de duas décadas, morreu na terça-feira – o mesmo dia em que o físico Nuno Loureiro, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, sucumbiu aos ferimentos num hospital. Telejornal | 20 de dezembro de 2025
A investigação norte-americana acredita que o suspeito disparou contra Nuno Loureiro, na casa deste em Brookline, subúrbio da região de Boston, na noite da passada segunda-feira. Isto após ter assassinado dois estudantes e ferido outros nove, dois dias antes, na Universidade Brown.Cláudio Neves Valente foi estudante de pós-graduação, de 2000 a 2001, na Universidade Brown, em Providence, Rhode Island.
Falta ainda apurar as motivações do suspeito, como reconheceu o procurador-geral do Estado de Rhode Island, Peter Neronha: “Há muitas incógnitas”.
Estudantes no Técnico
Em Portugal, o suspeito do homicídio de Nuno Loureiro foi monitor do Instituto Superior Técnico, onde foi colega de curso da vítima. O contrato foi rescindido no ano em que rumou aos Estados Unidos para estudar, em fevereiro de 2000 – ato inscrito num despacho publicado em março do mesmo ano em Diário da República. Telejornal | 20 de dezembro de 2025
Neves Valente foi admitido na Universidade Brown no âmbito de uma pós-graduação em Física, em setembro de 2000. Ali esteve matriculado do outono de 2000 até à primavera de 2001, de acordo com a presidente daquela instituição académica, Christina Paxson, citada pela Associated Press.O físico Nuno Loureiro, natural de Viseu, liderava desde 2024 um dos maiores laboratórios do norte-americano MIT, onde também lecionou. Foi assassinado aos 47 anos.
Contactado pelas autoridades norte-americanas, no quadro da investigação aos acontecimentos em Providence e Boston, o Instituto Superior Técnico confirmou que Nuno Loureiro e Cláudio Neves Valente foram colegas de curso.
Em breve nota, a instituição indica que Neves Valente “foi estudante do Técnico, do curso de licenciatura em Engenharia Física Tecnológica, entre 1995 e 2000”. Loureiro “fez o curso no mesmo período”.Técnico e Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, onde Nuno Loureiro encabeçou um grupo de investigação, antes de rumar ao Massachusetts, em 2016, vieram exprimir “o mais profundo respeito pela dor dos familiares e amigos” da vítima, abstendo-se, por outro lado, de comentar “investigações policiais em curso e assuntos do foro da justiça”.
Citado pela Lusa, o presidente do IST, Rogério Colaço, confirmou que “o Técnico foi contactado pelas autoridades dos EUA”. “É o que podemos dizer”, rematou.
A Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária está também envolvida na investigação conduzida pelo FBI.
“Face às inúmeras solicitações da comunicação social, isto a propósito das notícias que dão conta do envolvimento de um cidadão português em investigações por parte das autoridades dos Estados Unidos da América, aos factos relacionados com o homicídio do físico Nuno Loureiro e de estudantes da Universidade de Brown, a Polícia Judiciária informa que foi ontem contactada e se encontra a prestar colaboração e apoio às autoridades daquele país, desde o momento inicial em que o suspeito se tornou, para aquelas, alvo de interesse”, indicou em comunicado, na sexta-feira, a polícia portuguesa de investigação criminal.
c/ agências