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Defesa é responsabilidade da NATO. Gronelândia rejeita pretensões norte-americanas
O Governo da Gronelândia vai intensificar os esforços para garantir que a defesa do território ártico ocorra sob os auspícios da Aliança Atlântica, rejeitando novamente a ambição do presidente dos Estados Unidos de assumir o controlo da região autónoma.
Face à insistência da Donald Trump quanto a querer tomar a Gronelândia e a crescente tensão dos últimos dias, principalmente depois do ataque norte-americano na Venezuela, as autoridades gronelandesas voltaram a rejeitar “de forma inequívoca” a pretensão dos Estados Unidos de “tomar posse” da região. O Governo da ilha anunciou ainda, esta segunda-feira, que intensificar esforços para garantir que a defesa seja assegurada no âmbito da NATO.
“Os Estados Unidos reiteraram novamente o desejo de tomar posse da Gronelândia, algo que a coligação governamental não pode aceitar de maneira nenhuma”, afirmou o Governo num comunicado, acrescentando que pretende reforçar a integração da defesa do território no quadro da Aliança Atlântica, na sequência do apoio expresso por vários Estados-membros.
“À luz da posição muito positiva de seis países da NATO em relação à Gronelândia, o Governo gronelandês vai intensificar os seus esforços para que a defesa do território se inscreva claramente no quadro da NATO”, afirmou a coligação governamental, reiterando que pretende “fazer sempre parte da aliança de defesa ocidental”. O executivo frisou ainda que “todos os Estados-membros da NATO, incluindo os Estados Unidos, têm um interesse comum na defesa da Gronelândia" e que “como parte da Comunidade Dinamarquesa”, o país “é membro da NATO” e, por isso, a sua defesa e segurança deve ser assegurada pela Aliança Atlântica.
O primeiro-ministro da Gronelândia foi ainda mais longe. Nas redes sociais, Jens-Frederik Nielsen admitiu compreender o desconforto com que muitas pessoas acompanhavam as notícias sobre o interesse dos EUA no território ártico.
“Por isso é importante ser completamente claro. A Gronelândia faz parte do Reino da Dinamarca e parte da NATO através da Commonwealth. Isto significa que a nossa segurança e defesa pertencem à NATO. É uma linha básica e fixa”, escreveu o governante.
Nielsen reconheceu haver muita “atenção internacional” no território nos últimos anos, assim como na NATO. Situação que considerou “positiva em si”.
“O nosso país tem importância estratégica, e a nossa segurança é importante. Para nós. Pelos nossos aliados. E pela estabilidade no Ártico”.
Nesse sentido, reafirmou que o Governo gronelandês vai “trabalhar para garantir que o desenvolvimento da defesa na Gronelândia e nos arredores ocorra em estreita cooperação com a NATO”.
“Em diálogo com nossos aliados, incluindo os Estados Unidos. E em colaboração com a Dinamarca”, sublinhou, acrescentando tratar-se de uma “sociedade democrática” que toma as 2próprias decisões”.
“Os Estados Unidos reiteraram novamente o desejo de tomar posse da Gronelândia, algo que a coligação governamental não pode aceitar de maneira nenhuma”, afirmou o Governo num comunicado, acrescentando que pretende reforçar a integração da defesa do território no quadro da Aliança Atlântica, na sequência do apoio expresso por vários Estados-membros.
“À luz da posição muito positiva de seis países da NATO em relação à Gronelândia, o Governo gronelandês vai intensificar os seus esforços para que a defesa do território se inscreva claramente no quadro da NATO”, afirmou a coligação governamental, reiterando que pretende “fazer sempre parte da aliança de defesa ocidental”. O executivo frisou ainda que “todos os Estados-membros da NATO, incluindo os Estados Unidos, têm um interesse comum na defesa da Gronelândia" e que “como parte da Comunidade Dinamarquesa”, o país “é membro da NATO” e, por isso, a sua defesa e segurança deve ser assegurada pela Aliança Atlântica.
O primeiro-ministro da Gronelândia foi ainda mais longe. Nas redes sociais, Jens-Frederik Nielsen admitiu compreender o desconforto com que muitas pessoas acompanhavam as notícias sobre o interesse dos EUA no território ártico.
“Por isso é importante ser completamente claro. A Gronelândia faz parte do Reino da Dinamarca e parte da NATO através da Commonwealth. Isto significa que a nossa segurança e defesa pertencem à NATO. É uma linha básica e fixa”, escreveu o governante.
Nielsen reconheceu haver muita “atenção internacional” no território nos últimos anos, assim como na NATO. Situação que considerou “positiva em si”.
“O nosso país tem importância estratégica, e a nossa segurança é importante. Para nós. Pelos nossos aliados. E pela estabilidade no Ártico”.
“Em diálogo com nossos aliados, incluindo os Estados Unidos. E em colaboração com a Dinamarca”, sublinhou, acrescentando tratar-se de uma “sociedade democrática” que toma as 2próprias decisões”.
“As nossas ações são baseadas no direito internacional”, concluiu o primeiro-ministro da Gronelândia.
No domingo, Trump reiterou que os EUA vão apoderar-se “de uma forma ou de outra” da Gronelândia, alegando precisar de um “título de propriedade” sobre o território.
No início da semana, o Presidente norte-americano reconheceu que podia ter de escolher entre a preservação da integridade da NATO e o controlo da Gronelândia.
As declarações de Trump têm provocado crescente preocupação entre os aliados europeus e reforçado o debate sobre a importância estratégica do Ártico no quadro da segurança euro-atlântica.
No início da semana, o Presidente norte-americano reconheceu que podia ter de escolher entre a preservação da integridade da NATO e o controlo da Gronelândia.
As declarações de Trump têm provocado crescente preocupação entre os aliados europeus e reforçado o debate sobre a importância estratégica do Ártico no quadro da segurança euro-atlântica.