Mundo
Diretor da CIA faz visita não anunciada a Moscovo
O diretor da agência de inteligência norte-americana, John Ratcliff, viajou esta terça-feira para Moscovo para reunir com responsáveis russos, segundo avançam vários meios de comunicação norte-americanos.
De acordo com estas informações, Ratcliffe chegou à capital russa na manhã desta terça-feira. A viagem não foi oficialmente confirmada pelo Governo do presidente norte-americano nem pelo Kremlin.
No entanto, dois altos responsáveis norte-americanos confirmaram que constitui a primeira deslocação de Ratcliffe a Moscovo desde que assumiu a liderança da CIA.
A visita de Ratcliffe resolveria o mistério sobre o avistamento de um avião militar norte-americano no aeroporto de Moscovo, esta terça-feira.
A aeronave partiu do aeroporto de Riga, na Letónia, às 05h50 (GMT) e aterrou na capital russa por volta das 07h04 (GMT), de acordo com dados do FlightRadar24. O avião militar deixou Moscovo pouco antes das 16h00 (GMT).
A confirmar-se, esta será a primeira visita de um chefe dos serviços de espionagem dos EUA desde que o antecessor de Ratcliffe, William Burns, manteve conversações com o presidente russo, Vladimir Putin, em novembro de 2021.
Cerca de três meses após este encontro, o presidente russo lançou a invasão em grande escala à Ucrânia.
O que pode ter levado Ratcliffe a Moscovo?
Vários fatores podem explicar esta viagem, desde logo o conflito na Ucrânia. Os Estados Unidos têm tido relações tensas com a Rússia desde que esta lançou a invasão em grande escala na Ucrânia. Trump reuniu-se com Putin numa cimeira no Alasca, em agosto do ano passado, mas o encontro não resultou em avanços e as subsequentes negociações de paz lideradas pelos EUA entre Moscovo e Kiev parecem ter estagnado.
Outra possível explicação para a visita do chefe da CIA à capital russa é o conflito com o Irão. Na segunda-feira, os EUA exortaram os países a cortarem as relações comerciais com o Irão, ameaçando com tarifas secundárias.
Os EUA não têm embaixador na Rússia, que mantém uma parceria estratégica estreita com o Irão, envolvendo amplos laços militares, económicos e diplomáticos.
A visita poderá também estar relacionada com trocas de prisioneiros, à medida que Washington continua a exigir a libertação de vários norte-americanos detidos em território russo.
O último detido a ser libertado foi Robert Gilman, um ex-fuzileiro naval norte-americano detido na Rússia há quatro anos. Foi libertado a 12 de agosto após Putin ter aprovado um indulto.
Na altura, Donald Trump prometeu “continuar a trabalhar pela libertação de todos os americanos injustamente detidos na Rússia”.
A CIA também esteve envolvida num acordo de troca de prisioneiros com a Rússia em 2024, que resultou na libertação do repórter do Wall Street Journal, Evan Gershkovich, bem como do ex-fuzileiro naval americano Paul Whelan e da jornalista russo-americana Alsu Kurmasheva.
c/agências
No entanto, dois altos responsáveis norte-americanos confirmaram que constitui a primeira deslocação de Ratcliffe a Moscovo desde que assumiu a liderança da CIA.
A visita de Ratcliffe resolveria o mistério sobre o avistamento de um avião militar norte-americano no aeroporto de Moscovo, esta terça-feira.
A aeronave partiu do aeroporto de Riga, na Letónia, às 05h50 (GMT) e aterrou na capital russa por volta das 07h04 (GMT), de acordo com dados do FlightRadar24. O avião militar deixou Moscovo pouco antes das 16h00 (GMT).
A confirmar-se, esta será a primeira visita de um chefe dos serviços de espionagem dos EUA desde que o antecessor de Ratcliffe, William Burns, manteve conversações com o presidente russo, Vladimir Putin, em novembro de 2021.
Cerca de três meses após este encontro, o presidente russo lançou a invasão em grande escala à Ucrânia.
O que pode ter levado Ratcliffe a Moscovo?
Vários fatores podem explicar esta viagem, desde logo o conflito na Ucrânia. Os Estados Unidos têm tido relações tensas com a Rússia desde que esta lançou a invasão em grande escala na Ucrânia. Trump reuniu-se com Putin numa cimeira no Alasca, em agosto do ano passado, mas o encontro não resultou em avanços e as subsequentes negociações de paz lideradas pelos EUA entre Moscovo e Kiev parecem ter estagnado.
Outra possível explicação para a visita do chefe da CIA à capital russa é o conflito com o Irão. Na segunda-feira, os EUA exortaram os países a cortarem as relações comerciais com o Irão, ameaçando com tarifas secundárias.
Os EUA não têm embaixador na Rússia, que mantém uma parceria estratégica estreita com o Irão, envolvendo amplos laços militares, económicos e diplomáticos.
A visita poderá também estar relacionada com trocas de prisioneiros, à medida que Washington continua a exigir a libertação de vários norte-americanos detidos em território russo.
O último detido a ser libertado foi Robert Gilman, um ex-fuzileiro naval norte-americano detido na Rússia há quatro anos. Foi libertado a 12 de agosto após Putin ter aprovado um indulto.
Na altura, Donald Trump prometeu “continuar a trabalhar pela libertação de todos os americanos injustamente detidos na Rússia”.
A CIA também esteve envolvida num acordo de troca de prisioneiros com a Rússia em 2024, que resultou na libertação do repórter do Wall Street Journal, Evan Gershkovich, bem como do ex-fuzileiro naval americano Paul Whelan e da jornalista russo-americana Alsu Kurmasheva.
c/agências