Brasil. Bolsonaro mantém liderança e Haddad isola-se no segundo lugar

por RTP
Jair Bolsonaro tem 28 por cento das intenções de voto, seguido de Fernando Haddad com 19 por cento Reuters

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais brasileiras subiu nas intenções de voto e está isolado no segundo lugar. A liderança continua a pertencer a Jair Bolsonaro, candidato do Partido Social Liberal (PSL), de acordo com a mais recente sondagem, divulgada na terça-feira.

Fernando Haddad, candidato do PT, subiu 11 pontos, de oito para 19 por cento das intenções de voto. Está isolado no segundo lugar, atrás do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, que também tem vindo a aumentar a liderança.

Bolsonaro, que foi esfaqueado numa ação de campanha na cidade de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, subiu seis pontos percentuais desde a última sondagem, de 22 para 28 por cento.

É a segunda sondagem realizada desde que o candidato da extrema-direita foi atacado. É também a segunda vez que o nome de Fernando Haddad é testado enquanto substituto de Lula da Silva, que registava 30 por cento nas intenções de voto mas cuja candidatura foi invalidada por decisão judicial. O antigo Presidente do Brasil foi condenado e está detido no âmbito da Operação Lava Jato.

O novo candidato do PT tem vindo a subir nas sondagens e aumentou a distância em relação ao candidato Ciro Gomes.

Com a subida de Fernando Haddad, “aumentou significativamente” a possibilidade de concorrer a uma segunda volta com Jair Bolsonaro, comentou a diretora do centro de pesquisas Ibope, Marcia Cavallari.

Os candidatos do PSL e do PT têm subido consecutivamente nas sondagens.

O candidato da extrema-direita reúne a preferência do eleitorado masculino (36 por cento entre os homens e 20 por cento entre as mulheres) e tem crescido nos segmentos de eleitores com mais rendimentos e escolaridade.
O candidato do PT tem subido em todas as zonas geográficas, em especial no Nordeste e no Sudeste do Brasil.
Bolsonaro e Haddad aumentam distância sobre os restantes candidatos
O candidato Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista/PDT, manteve os 11 por cento nas intenções de voto registadas na semana anterior.

Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), caiu dois pontos percentuais, de nove para sete por cento.

Marina Silva, do partido Rede, caiu três pontos, de nove para seis por cento.

O candidato do partido Podemos, Álvaro Dias, João Amoêdo, do Partido Novo, e Henrique Meirelles, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) estão empatados com dois por cento nas intenções de voto dos brasileiros.

Cabo Daciolo, do partido Patriota, registou um por cento. Por fim, Vera Lúcia (PSTU), Guilherme Boulos (PSOL) e João Goulart Filho e José Maria Eymael (DC) não descolaram do 0 por cento.

Catorze por cento dos inquiridos vão votar em branco ou nulo, enquanto sete por cento não sabem ou não quiseram dizer em quem irão votar.

A sondagem foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (IBOPE) para a TV Globo e para o jornal Estado de São Paulo.

Esta é a quarta sondagem realizada desde o início da campanha, no dia 16 de agosto. Foram entrevistados 2.506 eleitores em 177 municípios, entre os dias 16 e 18 de setembro.

A primeira volta das eleições no Brasil irá realizar-se a 07 de outubro e a segunda volta, se necessária no caso da eleição para Presidente e senadores, no dia 28 do mesmo mês.

A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95 por cento.
Segunda volta com empate técnico
As simulações da segunda volta das presidenciais indicam um empate técnico em três dos quatro cenários testados para as eleições de outubro.

Se os candidatos fossem Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, cada um registaria 40 por cento, caso as eleições se realizassem hoje.

No cenário de uma votação entre o antigo militar Bolsonaro e o ex-governador Geraldo Alckmin, ambos teriam 38 por cento.

Caso Jair Bolsonaro defrontasse Ciro Gomes, o candidato do PSL obteria com 39 por cento, face aos 40 por cento do candidato do PDT.

O único cenário em que o candidato do PSL sairia vencedor fora da margem de erro é com Marina Silva como opositora. Marina Silva reuniria 36 por cento dos votos, contra 41 por cento de Bolsonaro.
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