Em 2050, Londres terá clima semelhante a Barcelona

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O estudo para a possibilidade de 104 cidades enfrentarem em 2050 condições climáticas que ainda não foram registadas.
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Um estudo recente revela que o mundo estará mais quente e mais seco em 2050. Cidades com temperaturas mais baixas e localizadas no hemisfério norte irão aproximar-se do clima de cidades 1000 quilómetros mais perto do Equador.

Numa altura em que as alterações climáticas têm sido tema de debate e motivo de manifestações por todo o mundo, um novo estudo do “The Crowther Lab” vem revelar que cerca de 80% das cidades de todo o mundo vão experienciar transformações climáticas drásticas.

Na Europa, as cidades serão 3.5ºC mais quentes no verão e 4.7ºC no inverno.
Comparando com as temperaturas das cidades atuais, o estudo demonstra, através de um mapa, as condições climáticas que 520 cidades irão enfrentar em 2050. Londres, por exemplo, terá temperaturas semelhantes a Barcelona, admitindo-se que a temperatura máxima do mês mais quente aumente 5,9⁰C.

Os termómetros em Moscovo atingirão temperaturas semelhantes às atuais em Sófia, e em Estocolmo experienciar-se-á o clima de Viena.



O estudo revela que as alterações mais drásticas serão sentidas em cidades com temperaturas mais baixas localizadas no hemisfério norte. Nestes casos, as temperaturas vão assemelhar-se às de cidades localizadas 1000 quilómetros mais próximo do Equador.

Num cenário mais geral, prevê-se que as variações térmicas sazonais sejam menos evidentes, devido ao aumento das temperaturas máximas e mínimas durante o ano, bem como de uma distribuição mais equilibrada da precipitação pelas estações do ano.

Em 2050, as cidades de todo o mundo serão mais quentes no inverno e no verão. As estações do ano com maior nível de precipitação serão ainda mais húmidas, e as quentes ainda mais quentes.

Condições climáticas que não existem
O estudo alerta ainda para a possibilidade de 104 cidades enfrentarem, em 2050, condições climáticas que ainda não foram registadas.

“Estas são condições ambientais que ainda não foram experienciadas em nenhuma parte do planeta até ao momento”, revelou o fundador do “The Crowther Lab”, Tom Crowther, ao jornal britânico The Guardian. “Isto significa que haverá novos desafios políticos e infraestruturais que nunca foram enfrentados”, continuou.

Ao demonstrar o cenário do mundo num futuro próximo, o estudo do laboratório suíço tem como objetivo alertar os cidadãos e acelerar a tomada de decisões.

“Não estamos definitivamente preparados para isto. O planeamento para as mudanças climáticas tem de começar ontem. Quanto mais cedo começar, menor será o impacto”, adverte Crowther.

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