Mundo
Embaixador sírio acusa rebeldes de usar armas químicas
Os rebeldes sírios usaram um "produto químico" contra a população de Idleb (no norte), acusou esta terça-feira o embaixador da Síria na ONU. Bachar Jaafari afirmou perante a imprensa, em Nova Iorque, que a intenção dos "terroristas" foi criar um "cenário" que levasse a crer no uso de armas químicas por parte do exército leal ao Presidente Bashar al-Assad.
"Grupos terroristas armados espalharam ontem (segunda-feira) uma espécie
de pó que deve ser muito provavelmente um produto químico, no meio da
multidão em Salaqeb", perto de Idleb, afirmou Jaafari.
O governo de Damasco refere-se sempre aos rebeldes armados como "terroristas".
As vítimas deste "ato odioso e irresponsável," como classificou Jaafari, foram transportadas e tratadas na Turquia "segundo um cenário pré-estabelecido" que visava incriminar o exército sírio," alegou o embaixador.
"Implicar" Damasco
Esta estratégia procura "implicar o governo sírio em falsos pressupostos" e "desviar a atenção" das acusações de Damasco, de que terá sido a oposição a usar igualmente armas químicas no dia 19 de março, perto de Aleppo, afirma Jaafari.Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha afirmaram a semana passada ter "informações" que apontam para o uso de armas químicas, nomeadamente gás sarin, por parte do exército regular sírio.
Em causa estará nomeadamente o incidente de março, perto de Alepo, além de outros episódios alegadamente ocorridos em Homs, Damasco e de novo Alepo.
O incidente referido agora pelo embaixador poderá vir a ser integrado na lista de casos suspeitos.
Os rebeldes alegam que o incidente de março, no qual uma centena de pessoas ficou com as funções respiratórias afetadas e que poderá ter causado mortes, resultou de um bombardeamento do exército sírio contra rebeldes, que haviam acabado de conquistar uma base militar perto de uma aldeia.
Tanto Washington como Londres afirmam necessitar de mais dados e de factos concretos antes de acusar diretamente Damasco de usar o seu arsenal químico.
O Presidente Barack Obama admite que, a ficar provado, o uso de armas químicas marcará "um ponto de viragem" no conflito sírio.
Investigação da ONU
A ONU já pediu autorização para enviar à Síria uma equipa para investigar as acusações mútuas dos rebeldes e de Damasco, mas o governo sírio só tem autorizado a investigação do incidente do mês passado.
Damasco pediu à ONU para investigar o incidente de março mas tem recusado autorização para os especialistas investigarem outras acusações colocadas por Paris e Londres contra o exército sírio, sobre o alegado uso de armas químicas na cidade de Homs e nos arredores de Alepo e de Damasco.
O embaixador Jaafari explicou que o governo sírio não irá autorizar estas inspeções enquanto não conhecer mais profundamente o teor das acusações francesas e britânicas.
"Não recebemos ainda informações sobre estas alegações apesar os nossos pedidos," declarou. A ONU "deveria partilhar estas informações com o governo sírio e com os outros membros do Conselho de Segurança, caso contrário este problema essencial não poderá ser tratado," concluiu Jaafari.
Um dos membros permanentes do Conselho de Segurança é a Rússia, um dos maiores aliados na cena internacional do governo de Bashar al-Assad.
O governo de Damasco refere-se sempre aos rebeldes armados como "terroristas".
As vítimas deste "ato odioso e irresponsável," como classificou Jaafari, foram transportadas e tratadas na Turquia "segundo um cenário pré-estabelecido" que visava incriminar o exército sírio," alegou o embaixador.
"Implicar" Damasco
Esta estratégia procura "implicar o governo sírio em falsos pressupostos" e "desviar a atenção" das acusações de Damasco, de que terá sido a oposição a usar igualmente armas químicas no dia 19 de março, perto de Aleppo, afirma Jaafari.Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha afirmaram a semana passada ter "informações" que apontam para o uso de armas químicas, nomeadamente gás sarin, por parte do exército regular sírio.
Em causa estará nomeadamente o incidente de março, perto de Alepo, além de outros episódios alegadamente ocorridos em Homs, Damasco e de novo Alepo.
O incidente referido agora pelo embaixador poderá vir a ser integrado na lista de casos suspeitos.
Os rebeldes alegam que o incidente de março, no qual uma centena de pessoas ficou com as funções respiratórias afetadas e que poderá ter causado mortes, resultou de um bombardeamento do exército sírio contra rebeldes, que haviam acabado de conquistar uma base militar perto de uma aldeia.
Tanto Washington como Londres afirmam necessitar de mais dados e de factos concretos antes de acusar diretamente Damasco de usar o seu arsenal químico.
O Presidente Barack Obama admite que, a ficar provado, o uso de armas químicas marcará "um ponto de viragem" no conflito sírio.
Investigação da ONU
A ONU já pediu autorização para enviar à Síria uma equipa para investigar as acusações mútuas dos rebeldes e de Damasco, mas o governo sírio só tem autorizado a investigação do incidente do mês passado.
Damasco pediu à ONU para investigar o incidente de março mas tem recusado autorização para os especialistas investigarem outras acusações colocadas por Paris e Londres contra o exército sírio, sobre o alegado uso de armas químicas na cidade de Homs e nos arredores de Alepo e de Damasco.
O embaixador Jaafari explicou que o governo sírio não irá autorizar estas inspeções enquanto não conhecer mais profundamente o teor das acusações francesas e britânicas.
"Não recebemos ainda informações sobre estas alegações apesar os nossos pedidos," declarou. A ONU "deveria partilhar estas informações com o governo sírio e com os outros membros do Conselho de Segurança, caso contrário este problema essencial não poderá ser tratado," concluiu Jaafari.
Um dos membros permanentes do Conselho de Segurança é a Rússia, um dos maiores aliados na cena internacional do governo de Bashar al-Assad.