Mundo
UE repete apelo à investigação da ONU sobre uso de armas químicas na Síria
Depois da Administração Obama revelar que tem indícios sérios de que o governo sírio terá usado, "em pequena escala," armas químicas contra os rebeldes, a União Europeia reiterou o seu apelo para que o assunto seja investigado pelas Nações Unidas.
"Esperamos um inquérito da ONU no terreno" afirmou o porta-voz da responsável pela diplomacia da UE, Michael Mann. "Necessitamos de elementos de prova," acrescentou.
Até agora, tanto os Estados Unidos como a Grã-Bretanha afirmaram ter "informações" e "provas limitadas" mas "crescentes" de que terão sido usadas armas químicas, "provavelmente pelo regime (sírio de Bashar al-Assad)," como afirmou o primeiro-ministro britânico David Cameron.Crime de guerra
Os Estados Unidos querem aprofundar a investigação das informações "limitadas" que possuem e apoiar eventuais decisões em "factos" como referiu um alto responsável da Casa Branca.
"Todas as opções estão em cima da mesa" afirmou por seu lado o secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel durante uma visita a Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.
"É extremamente grave, é um crime de guerra e devemos leva-lo muito a sério," considerou Cameron à BBC.
"Penso que aquilo que o que o Presidente Obama disse é completamente correto, esta deve ser uma linha vermelha que nos deve incitar a fazer mais", caso seja ultrapassada, acrescentou o chefe do governo britânico.
Incidente suspeito em março
O governo sírio reconhece ter arsenais químicos mas garante não ter intenção de os utilizar e afirma que estão em segurança.
O primeiro sinal de um incidente com armas químicas na Síria registou-se no dia 19 de março de 2013, numa aldeia perto de Aleppo, numa zona recém-conquistada pelos rebeldes e onde existem "instalações militares".
Uma centena de pessoas terá sido afetada, com sintomas de envenenamento e sufocação. Algumas fontes referem registo de mortes.
Governo e rebeldes sírios acusam-se mutuamente do ocorrido mas há dúvidas se se tratou realmente de um bombardeamento ou se foram os rebeldes quem fez detonar uma arma contendo um agente químico não identificado.
Pressão sobre Damasco
Cameron afirmou que, para já, se opõe ao envio de tropas internacionais para o terreno do conflito.
"Não o quero e penso que não tem hipóteses de acontecer. Mas penso que devemos aumentar a pressão sobre o regime, trabalhar com os nossos parceiros, trabalhar com a oposição a fim de encontrar a boa solução," afirmou o primeiro ministro britânico.
"A questão é como aumentar a pressão," acrescentou.
Tanto os Estados Unidos como a Grã-Bretanha têm reforçado nos últimos meses o seu apoio à causa rebelde síria, contra as barreiras diplomáticas colocada pela Rússia e o Irão, países que apoiam Bashar al-Assad, incluindo militarmente.
O Presidente sírio tem por seu lado tentado desviar os apoios ocidentais aos revoltosos, fazendo notar a Washington e a Londres a influência e presença crescente, entre os rebeldes sírios, de elementos extremistas do ramo sunita do Islão, vindos de vários países.
Uso de gás sarin
A diplomacia ocidental está por outro lado desejosa de evitar uma repetição do fiasco iraquiano, quando a ONU autorizou a intervenção armada no país.
O pretexto para a invasão do Iraque em 2003 foi o argumento de que o regime de Saddam Hussein, o então Presidente iraquiano, detinha "armas de destruição maciça". Apesar das "provas" então coligidas pelos serviços de informação e apresentadas por Washington, as referidas armas nunca foram encontradas.
Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez na quinta-feira dia 25 de abril, que o governo sírio tinha provavelmente utilizado armas químicas, sublinhando que as suas informações não eram suficientes para ter a certeza de que Damasco tinha atravessado a "linha vermelha" traçada pela Administração Obama.
Uma hora depois, o ministério britânico dos Negócios Estrangeiros referiu igualmente estar na posse "de informações limitadas mas convincentes, de várias fontes, demonstrando a utilização de armas químicas na Síria, incluindo gás sarin."
Até agora, tanto os Estados Unidos como a Grã-Bretanha afirmaram ter "informações" e "provas limitadas" mas "crescentes" de que terão sido usadas armas químicas, "provavelmente pelo regime (sírio de Bashar al-Assad)," como afirmou o primeiro-ministro britânico David Cameron.Crime de guerra
Os Estados Unidos querem aprofundar a investigação das informações "limitadas" que possuem e apoiar eventuais decisões em "factos" como referiu um alto responsável da Casa Branca.
"Todas as opções estão em cima da mesa" afirmou por seu lado o secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel durante uma visita a Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.
"É extremamente grave, é um crime de guerra e devemos leva-lo muito a sério," considerou Cameron à BBC.
"Penso que aquilo que o que o Presidente Obama disse é completamente correto, esta deve ser uma linha vermelha que nos deve incitar a fazer mais", caso seja ultrapassada, acrescentou o chefe do governo britânico.
Incidente suspeito em março
O governo sírio reconhece ter arsenais químicos mas garante não ter intenção de os utilizar e afirma que estão em segurança.
O primeiro sinal de um incidente com armas químicas na Síria registou-se no dia 19 de março de 2013, numa aldeia perto de Aleppo, numa zona recém-conquistada pelos rebeldes e onde existem "instalações militares".
Uma centena de pessoas terá sido afetada, com sintomas de envenenamento e sufocação. Algumas fontes referem registo de mortes.
Governo e rebeldes sírios acusam-se mutuamente do ocorrido mas há dúvidas se se tratou realmente de um bombardeamento ou se foram os rebeldes quem fez detonar uma arma contendo um agente químico não identificado.
Pressão sobre Damasco
Cameron afirmou que, para já, se opõe ao envio de tropas internacionais para o terreno do conflito.
"Não o quero e penso que não tem hipóteses de acontecer. Mas penso que devemos aumentar a pressão sobre o regime, trabalhar com os nossos parceiros, trabalhar com a oposição a fim de encontrar a boa solução," afirmou o primeiro ministro britânico.
"A questão é como aumentar a pressão," acrescentou.
Tanto os Estados Unidos como a Grã-Bretanha têm reforçado nos últimos meses o seu apoio à causa rebelde síria, contra as barreiras diplomáticas colocada pela Rússia e o Irão, países que apoiam Bashar al-Assad, incluindo militarmente.
O Presidente sírio tem por seu lado tentado desviar os apoios ocidentais aos revoltosos, fazendo notar a Washington e a Londres a influência e presença crescente, entre os rebeldes sírios, de elementos extremistas do ramo sunita do Islão, vindos de vários países.
Uso de gás sarin
A diplomacia ocidental está por outro lado desejosa de evitar uma repetição do fiasco iraquiano, quando a ONU autorizou a intervenção armada no país.
O pretexto para a invasão do Iraque em 2003 foi o argumento de que o regime de Saddam Hussein, o então Presidente iraquiano, detinha "armas de destruição maciça". Apesar das "provas" então coligidas pelos serviços de informação e apresentadas por Washington, as referidas armas nunca foram encontradas.
Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez na quinta-feira dia 25 de abril, que o governo sírio tinha provavelmente utilizado armas químicas, sublinhando que as suas informações não eram suficientes para ter a certeza de que Damasco tinha atravessado a "linha vermelha" traçada pela Administração Obama.
Uma hora depois, o ministério britânico dos Negócios Estrangeiros referiu igualmente estar na posse "de informações limitadas mas convincentes, de várias fontes, demonstrando a utilização de armas químicas na Síria, incluindo gás sarin."