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Espanha e redes sociais. Dono do Telegram junta-se a Musk em ataque a Sánchez
Depois de o dono da rede social X ter chamado "tirano" ao primeiro-ministro espanhol devido à sua intenção de legislar as redes sociais, também o proprietário do Telegram condenou os passos de Madrid "em direção ao controlo total".
O fundador da plataforma Telegram, Pavel Durov, juntou-se ao dono do X, Elon Musk, nas críticas à decisão do Governo espanhol de proibir o uso de redes sociais a menores de 16 anos e de responsabilizar os líderes dessas empresas por conteúdos com discurso de ódio.
“Estas não são salvaguardas; são passos em direção ao controlo total. Já vimos este cenário antes — governos a usar a segurança como arma para censurar críticos”, escreveu Pavel Durov no Telegram.
Na visão do dono desta plataforma de troca de mensagens, o pacote legislativo proposto por Espanha obriga as empresas a recolher dados sobre todos os utilizadores e a remover conteúdos por precaução de modo a evitar processos judiciais.
Além disso, segundo Durov, a proposta criminalizaria o uso de algoritmos considerados amplificadores de conteúdo prejudicial, permitindo aos governos controlar aquilo a que os utilizadores têm acesso. O dono do Telegram, nascido na Rússia, foi detido em Paris em agosto de 2024 por alegadas atividades criminosas envolvendo a sua plataforma de mensagens, algo que veio depois a negar.
O gabinete do primeiro-ministro espanhol já reagiu a estas declarações, dizendo que a mensagem enviada por Durov aos utilizadores espanhóis do Telegram demonstra a necessidade urgente de regulamentar as redes sociais e aplicações de mensagens para proteger os cidadãos de informações enganosas.
O gabinete de Pedro Sánchez criticou ainda Durov por aproveitar o seu “controlo absoluto” do Telegram para enviar mensagens aos utilizadores espanhóis e acusou-o de espalhar mentiras.
Pedro Sánchez tem vindo a criticar as plataformas tecnológicas desde o início do ano passado, quando propôs acabar com o anonimato nas redes sociais e ligar os dados dos utilizadores a uma carteira de identidade comum da UE.
Esta semana, o líder espanhol apresentou uma resolução do Governo que pretende proibir o uso de redes sociais a menores de 16 anos, responsabilizar os donos dessas empresas pela disseminação de discurso de ódio, criminalizar a manipulação do algoritmo, implementar um sistema de rastreamento de conteúdos de ódio e trabalhar com o Ministério Público para investigar e processar infrações cometidas pelas redes sociais TikTok e Instagram e pelo Grok, o modelo de Inteligência Artificial da rede X.
Espanha não é o primeiro país a tomar medidas no sentido de legislar as redes sociais. Reino Unido, Grécia e França têm também adotado uma postura mais rígida neste campo, especialmente depois de a Austrália se ter tornado, em dezembro, a primeira nação a proibir o acesso por menores de 16 anos.
Elon Musk, proprietário da rede social X, também condenou as medidas propostas por Sánchez, descrevendo-o como “um tirano e um traidor do povo espanhol”.
c/ agências
“Estas não são salvaguardas; são passos em direção ao controlo total. Já vimos este cenário antes — governos a usar a segurança como arma para censurar críticos”, escreveu Pavel Durov no Telegram.
Na visão do dono desta plataforma de troca de mensagens, o pacote legislativo proposto por Espanha obriga as empresas a recolher dados sobre todos os utilizadores e a remover conteúdos por precaução de modo a evitar processos judiciais.
Além disso, segundo Durov, a proposta criminalizaria o uso de algoritmos considerados amplificadores de conteúdo prejudicial, permitindo aos governos controlar aquilo a que os utilizadores têm acesso. O dono do Telegram, nascido na Rússia, foi detido em Paris em agosto de 2024 por alegadas atividades criminosas envolvendo a sua plataforma de mensagens, algo que veio depois a negar.
O gabinete do primeiro-ministro espanhol já reagiu a estas declarações, dizendo que a mensagem enviada por Durov aos utilizadores espanhóis do Telegram demonstra a necessidade urgente de regulamentar as redes sociais e aplicações de mensagens para proteger os cidadãos de informações enganosas.
O gabinete de Pedro Sánchez criticou ainda Durov por aproveitar o seu “controlo absoluto” do Telegram para enviar mensagens aos utilizadores espanhóis e acusou-o de espalhar mentiras.
“Os espanhóis não podem viver num mundo em que oligarcas tecnológicos estrangeiros podem inundar os nossos telemóveis com propaganda apenas porque o Governo anunciou medidas para proteger menores e fazer cumprir a lei”, vincou o gabinete em comunicado.
"Tirano e traidor do povo"
Pedro Sánchez tem vindo a criticar as plataformas tecnológicas desde o início do ano passado, quando propôs acabar com o anonimato nas redes sociais e ligar os dados dos utilizadores a uma carteira de identidade comum da UE.
Esta semana, o líder espanhol apresentou uma resolução do Governo que pretende proibir o uso de redes sociais a menores de 16 anos, responsabilizar os donos dessas empresas pela disseminação de discurso de ódio, criminalizar a manipulação do algoritmo, implementar um sistema de rastreamento de conteúdos de ódio e trabalhar com o Ministério Público para investigar e processar infrações cometidas pelas redes sociais TikTok e Instagram e pelo Grok, o modelo de Inteligência Artificial da rede X.
Espanha não é o primeiro país a tomar medidas no sentido de legislar as redes sociais. Reino Unido, Grécia e França têm também adotado uma postura mais rígida neste campo, especialmente depois de a Austrália se ter tornado, em dezembro, a primeira nação a proibir o acesso por menores de 16 anos.
Elon Musk, proprietário da rede social X, também condenou as medidas propostas por Sánchez, descrevendo-o como “um tirano e um traidor do povo espanhol”.
c/ agências