Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque
O Comando Central dos EUA informou esta quinta-feira que está a realizar operações de resgate após a perda de uma aeronave militar num "espaço aéreo amigo" no Iraque, durante o conflito em curso com o Irão.
U.S. Central Command is aware of the loss of a U.S. KC-135 refueling aircraft. The incident occurred in friendly airspace during Operation Epic Fury, and rescue efforts are ongoing. Two aircraft were involved in the incident. One of the aircraft went down in western Iraq, and the…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 12, 2026
Costa convida Guterres para cimeira de líderes da UE focada no Irão e competitividade
O presidente do Conselho Europeu convidou o secretário-geral da ONU, António Guterres, para a cimeira de líderes da UE da próxima semana, centrada na guerra no Irão e nas suas repercussões económicas, assim como na competitividade da economia.
Numa carta-convite dirigida hoje aos chefes de Estado e Governo da União Europeia (UE), António Costa indica que convidou António Guterres para se juntar aos líderes num almoço de trabalho, com o intuito de "discutir a deterioração da situação internacional e como a UE, em cooperação com os seus parceiros, pode agir para defender o multilateralismo".
Este convite a António Guterres é feito numa altura em que tem havido divergências na UE quanto à postura a adotar perante os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão: enquanto os líderes de Espanha e Itália já consideraram estar em causa uma violação do direito internacional, o chanceler alemão defendeu que não é o momento de "dar lições" aos aliados e a presidente da Comissão Europeia considerou que a Europa não "pode continuar a ser a guardiã da velha ordem internacional".
A guerra no Irão vai ser precisamente um dos temas centrais desta cimeira, com António Costa a salientar que as suas "consequências já estão a ser sentidas na Europa" e a frisar que é preciso abordar a resposta da UE "às suas repercussões geopolíticas e económicas, incluindo no que se refere aos preços da energia e à segurança energética".
"Juntos, temos de identificar os instrumentos que precisamos de mobilizar para garantir uma resposta atempada, coordenada e eficaz, que protege os nossos cidadãos e empresas, trabalhando simultaneamente no sentido de redução das tensões e estabilidade na região", afirma, referindo que os líderes vão também discutir a "situação preocupante" no Líbano, Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
A guerra na Ucrânia vai também voltar a ser discutida pelos líderes, numa altura em que a Hungria continuar a bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev, por acusar o seu executivo de estar a paralisar propositadamente a transferência de petróleo russo para o país através do oleoduto de Druzhba.
Costa diz ter convidado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a dirigir-se aos chefes de Estado e de Governo na reunião, sem referir se a intervenção será feita presencialmente ou por videoconferência.
"Vamos reafirmar o nosso apoio incondicional à Ucrânia, que continua a defender-se contra a agressão russa e a lutar por uma paz justa e duradoura", antecipa Costa, que defende que é necessário "aumentar a pressão sobre a Rússia para que encete negociações significativas com vista à paz".
Costa refere também que, tendo em conta o atual contexto geopolítico, os líderes vão "rever os esforços em curso para aumentar a prontidão" de Defesa na UE, pedindo que se "registem progressos rápidos no reforço da Europa da Defesa, incluindo na sua dimensão industrial, como componente fundamental da autonomia estratégica" do continente.
A nível interno, os líderes vão também discutir o reforço do mercado único e a competitividade da economia europeia, um mês depois de se terem reunido no castelo de Alden Biesen, no leste da Bélgica, para retiro informal convocado por Costa precisamente para debater esses temas.
Costa defende que é necessário "traduzir o sentimento de urgência" das discussões nesse retiro informal para uma agenda com "medidas concretas e prazos ambiciosos".
"A implementação conjunta destas medidas contribuirá para a nossa prosperidade e para a acessibilidade geral do custo de vida dos nossos cidadãos, tornando a UE mais resiliente a crises futuras. Tudo isto requer uma orientação política clara e sustentada do Conselho Europeu", defende.
No contexto desta discussão, o presidente do Conselho Europeu quer também abordar a contribuição que o próximo orçamento comunitário, para o período entre 2028 e 2034, poderá ter nessa "agenda da competitividade".
"Temos de ter uma discussão sincera sobre como é que podemos conciliar as nossas ambições com o nível adequado de financiamento", refere.
Ataque com drone fere pelo menos seis soldados franceses numa base no Iraque
Seis soldados franceses que participavam num treino antiterrorista com parceiros iraquianos ficaram feridos após um ataque com um drone na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, informou o Estado-Maior das Forças Armadas francesas esta quinta-feira.
Este ataque ocorre pouco depois de um outro ataque com um drone ter atingido uma base italiana em Erbil, dentro de um complexo militar que alberga outros contingentes estrangeiros, sem causar feridos.
Após este ataque, as autoridades italianas anunciaram a retirada temporária de todo o pessoal militar da base.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão iraquiano e Erbil sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.
Exército israelita afirma ter atacado postos de comando do Hezbollah
O exército israelita afirmou ter atacado postos de comando do movimento pró-Irão Hezbollah numa série de ataques em Beirute e no sul do Líbano.
צה"ל תקף מפקדות של ארגון הטרור חיזבאללה בביירות ובדרום לבנון
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) March 12, 2026
צה"ל השלים לפני זמן קצר, מספר גלי תקיפות נוספים לעבר תשתיות של ארגון הטרור חיזבאללה בביירות ובדרום לבנון.
הותקפו מפקדות של ארגון הטרור חיזבאללה, מהן פעלו מחבלי הארגון לקידום מתווי טרור נגד מדינת ישראל ואזרחיה.
ארגון… pic.twitter.com/8bvdyEha7e
Estados Unidos e Israel perpetraram ato de agressão
"Existe o risco de o conflito mergulhar toda a região numa violência armada catastrófica e ameaça criar mais um precedente de total impunidade para algumas das maiores potências militares do mundo", sustentam os especialistas em nota conjunta.
Quanto ao Líbano, os peritos encaram igualmente os bombardeamentos aéreos israelitas como "um irresponsável ato de agressão". Em simultâneo, entendem que as ordens de evacuação do sul do país e dos subúrbios de Beirute "são claramente ilegais".
"Somadas aos bombardeamentos intensos e indiscriminados, estas ordens resultaram na deslocação forçada de pelo menos 700 mil pessoas, o que constituirá outro crime de guerra".
Os especialistas lamentam o fracasso do Conselho de Segurança da ONU na preservação da paz no Médio Oriente.Recorde-se que o Conselho de Segurança aprovou na quarta-feira uma resolução a condenar os ataques do Irão a países do Golfo com presença militar norte-americana, omitindo os bombardeamentos norte-americanos e israelitas que deram início à guerra.
Entre os signatários do documento estão os relatores especiais da ONU para a violência contra mulheres e raparigas, Reem Alslem, sobre os Direitos Humanos nos territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanese, sobre o respeito dos Direitos Humanos no combate ao terrorismo, Ben Saul, e sobre o direito à alimentação, Michael Fakhri.
Trump e a ofensiva. "Fizemos uma excursão mas está a correr bem"
Donald Trump anuncia uma vitória sobre o Irão, embora a ofensiva ainda esteja a decorrer.
Foto: Will Oliver - EPA
Reportagem dos correspondentes da RTP em Washington, Cândida Pinto e Ricardo Guerreiro.
Bolsa de Valores de Telavive continua a subir apesar da guerra
Em comparação com o mês anterior, ganhou 13 por cento.
Foto: José Pinto Dias - RTP
Mojtaba Khamenei promete vingança contra israelitas e norte-americanos
O novo líder supremo do Irão promete vingar os mártires dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Exército iraniano ameaça incendiar e destruir infraestruturas de petróleo e gás no Médio Oriente
O exército iraniano ameaçou incendiar e destruir instalações de petróleo e gás no Médio Oriente caso a sua infraestrutura seja atacada.
"Em caso de um ataque deste tipo, toda a infraestrutura de petróleo e gás na região, na qual os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais têm interesses significativos, será incendiada e destruída", acrescentou, num comunicado divulgado pela televisão estatal.
Brent fecha acima dos 100 dólares pela primeira vez desde 2022
O barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 9% hoje e ficou acima dos 100 dólares no fecho do mercado de futuros de Londres, após as declarações do Irão sobre o encerramento de Ormuz.
O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, fechou o dia na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres a 100,46 dólares, o seu preço mais alto desde 2022 e 9,22% superior ao do final da sessão anterior, quando fechou a 91,98 dólares.
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, disse hoje que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, deverá ser prolongado.
Netanyahu declara que Israel está a "esmagar o Irão e o Hezbollah"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahy, diz que Israel está a "esmagar o Irão e o Hezbollah", afirmando que o Irão "já não é o mesmo" após quase duas semanas de ataques conjuntos de Washington e Telavive.
Marinha dos EUA poderá escoltar navios no Estreito de Ormuz com coligação internacional
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse esta quinta-feira em entrevista à Sky News, que a Marinha dos EUA, possivelmente com uma coligação internacional, vai escoltar navios através do Estreito de Ormuz quando for "militarmente possível".
Israel anuncia nova série de ataques "em grande escala" contra Teerão
O exército israelita anunciou o lançamento de uma "ampla onda" de ataques em toda a capital iraniana.
Comandante do exército israelita avisa que guerra no Líbano "não será curta"
O comandante do exército israelita, Eyal Zamir, avisou hoje que a guerra contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano "não será curta" nem secundária face ao Irão e anunciou reforços militares para a fronteira com o país vizinho.
"Esta batalha não será curta. Enviaremos forças adicionais e outras capacidades para a região norte [de Israel]. Continuaremos a operar com grande força", declarou o comandante militar, em comunicado divulgado pelo exército.
Durante uma visita ao quartel-general do Comando Norte, responsável pelas operações contra o Hezbollah, Zamir insistiu que o grupo libanês aliado do Irão "cometeu um grave erro" ao atacar Israel, no seguimento da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro, e que "continuará a pagar um preço elevado por isso".
Estas declarações surgem após o Hezbollah ter lançado na quarta-feira o seu maior ataque contra Israel desde o início do mês, ao disparar 200 `rockets` e 20 drones, dos quais, segundo Zamir, apenas dois atingiram o território israelita.
Em resposta a esta operação, Israel realizou bombardeamentos em grande escala em várias zonas de Beirute, incluindo o centro da capital libanesa e uma zona balnear onde se acumulavam deslocados deste conflito, num ataque que matou pelo menos 12 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
Além disso, o exército israelita alargou o perímetro da região no sul do país sob aviso de retirada às populações locais, antecipando uma progressão da área de atuação das suas tropas.
"A guerra contra o Hezbollah é uma guerra noutra frente principal, não num teatro secundário", declarou Eyal Zamir durante a sua visita ao Comando Norte, referindo-se à continuação da ofensiva em paralelo no Irão e no Líbano.
Na manhã de hoje, Israel deslocou a Brigada Golani, uma conhecida unidade de infantaria, da Faixa de Gaza e áreas adjacentes para a fronteira com o Líbano.
O comandante das forças israelitas reforçou também as palavras do ministro da Defesa, Israel Katz, que hoje ameaçou tomar o Líbano se o Hezbollah continuar a atacar o seu país.
"O Governo libanês não exerce a sua autoridade dentro do seu próprio território, por isso vamos fazê-lo", advertiu o comandante militar, observando que os combatentes do Hezbollah estão a fugir das zonas sob ataque israelita "para outros esconderijos" em zonas civis.
O Governo libanês proibiu na semana passada as atividades militares do Hezbollah, após uma campanha de recolha de armas, medidas contestadas pelo grupo xiita que as vê como cedências a Israel e Estados Unidos.
Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do recomeço dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.
As partes já tinham estado em guerra aberta entre 2023 e novembro de 2024, altura em que foi alcançado um cessar-fogo que nunca interrompeu as hostilidades por completo.
Guerra provoca 3,2 milhões de deslocados internos
Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do Irão devido à guerra com Israel e os Estados Unidos, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O número de famílias que saíram de casa devido aos bombardeamentos oscila entre as 600 mil e um milhão, de acordo com avaliações preliminares divulgadas pelo diretor de emergências da agência, Ayaki Ito.
A maioria da população fugiu da capital, Teerão, e de outras grandes áreas urbanas em direção ao norte e a zonas rurais em busca de segurança, assinalou Ito num comunicado citado pela agência espanhola EFE.
Ito alertou que o número de pessoas deslocadas deverá aumentar à medida que a guerra persista.
A situação vai agravar as necessidades humanitárias de um país que já era um dos principais destinos de acolhimento de refugiados no mundo, com cerca de 1,6 milhões de pessoas, na maioria afegãos.
O ACNUR reiterou a "necessidade urgente" de proteger os civis no Irão, manter o acesso humanitário e garantir que as fronteiras permaneçam abertas para quem procura segurança, em conformidade com as obrigações internacionais.
Noutra frente do atual conflito no Médio Oriente, no Líbano, as hostilidades entre Israel e o Hezbollah causaram a deslocação forçada de mais de 600 mil pessoas, disse o ACNUR.
Desde o início da atual guerra, a agência das Nações Unidas tem alertado que a capacidade de resposta humanitária poderá ser ultrapassada na região, onde inúmeros países já acolhiam milhões de refugiados de outros conflitos.
A guerra foi desencadeada por uma ofensiva de grande escala lançada por Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, a que o Irão respondeu com ataques contra bases norte-americanas nos países da região.
O novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje, na primeira declaração desde que foi nomeado, que todas as bases norte-americanas na região devem ser imediatamente fechadas, sob pena de serem atacadas.
Disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado.
A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados compilados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.
Governo manterá mecanismo de desconto nos combustíveis se aumentos forem acima de dez cêntimos
O ministro da Presidência anunciou esta quinta-feira que o Governo vai manter o mecanismo de descontos nos combustíveis se os aumentos na próxima semana forem acima de dez cêntimos.
Forças de Defesa de Israel lançam nova vaga de bombardeamentos sobre Beirute
“As IDF começaram uma nova onda de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute", anunciou o comando militar de Telavive em comunicado.
Guarda Revolucionária responde a líder supremo e vai manter Ormuz fechado
A Guarda Revolucionária do Irão declarou hoje que vai manter o Estreito de Ormuz fechado, no seguimento do primeiro discurso de Mojtaba Khamenei desde que foi escolhido para líder supremo da República Islâmica.
"Em resposta à ordem do comandante-chefe, atacaremos o agressor inimigo com a máxima severidade, mantendo o Estreito de Ormuz fechado", declarou o comandante da força naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, na rede social X, logo após o primeiro pronunciamento de Mojtaba Khamenei.
No seu discurso à nação, lido na televisão estatal por um apresentador, o novo líder supremo afirmou que o Estreito de Ormuz "deve permanecer fechado".
O tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi praticamente interrompido pelos ataques iranianos a navios mercantes desde o início da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. O `ayatollah` Ali Khamenei foi morto no primeiro dia de bombardeamentos.
O seu filho e sucessor no cargo, escolhido no passado domingo por uma Assembleia de Peritos, ficou também ferido no mesmo dia, segundo várias fontes ligadas ao regime de Teerão, mas o seu paradeiro e estado de saúde permanecem desconhecidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu hoje que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra em curso e a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz trará "muito dinheiro" aos Estados Unidos, referindo-se à produção doméstica de crude, e insistiu que a sua prioridade é agora destruir o programa nuclear iraniano.
Imprensa iraniana garante que mulher de Ali Khamenei está viva
Agência marítima da ONU convoca reunião extraordinária sobre segurança em Ormuz
Esta sessão "foi convocada a pedido de vários membros do Conselho", precisou num comunicado a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) responsável pela segurança do setor marítimo.
Os ataques iranianos a navios no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, causaram novos aumentos do preço do barril de crude, que voltou a ultrapassar os 100 dólares.
O bloqueio da passagem provocou a perda no mercado do equivalente a 10 milhões de barris diários, informou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).
c/ Lusa
Exército israelita anuncia ataques contra o Hezbollah em Beirute
Itália anuncia retirada "temporária" de base no Iraque após ataque com drones
A retirada já estava prevista e será "apenas temporária", disse o ministro da Defesa, Guido Crosetto, ao canal de televisão italiano TG1. A evacuação foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani.
Trump diz não ser apropriado que a seleção iraniana de futebol participe no Mundial de Futebol
"A seleção nacional de futebol do Irão é bem-vinda ao Campeonato Mundial, mas de facto não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, pela sua própria vida e segurança", escreveu Trump numa publicação na rede Truth Social.
O ministro iraniano do Desporto disse na quarta-feira que o Irão não pode participar neste campeonato devido aos ataques dos EUA e de Israel.
O Mundial de Futebol, com 48 equipas, será realizado nos EUA, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho de 2026. O Irão deveria jogar em Los Angeles e Seattle.
Incêndio "não relacionado com os combates" em porta-aviões americano faz dois feridos
"A propulsão do navio não foi danificada e o porta-aviões continua totalmente operacional", garantiu o comando naval americano para o Médio Oriente, detalhando que o incêndio começou numa lavandaria.
O USS Gerald Ford encontra-se atualmente no Mar Vermelho para participar em operações contra o Irão.
Israel está a expandir as operações no Líbano
A ofensiva israelita está neste momento especialmente focada no Líbano.
Exército israelita ordena evacuação de edifícios no centro de Beirute
"Devem retirar-se imediatamente do edifício indicado, assim como dos edifícios vizinhos, e afastar-se a uma distância de pelo menos 300 metros", acrescentou.
Reino Unido retira parte dos funcionários do Iraque por precaução
Aumento transportes públicos. "Vamos esperar que não, mas é um momento de tanta incerteza"
A subida do preço do petróleo já fez subir o valor dos combustíveis, o que vai provocar um impacto profundo no sector dos transportes, prevê a presidente da Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT). Contudo Ana Paula Vitorino espera que o preço para os passageiros não se altere, apesar do aumento dos custos para as empresas.
Hezbollah reivindicou a autoria do ataque com mísseis contra as defesas aéreas israelitas em Cesareia
O Hezbollah anunciou na noite de quarta-feira que tinha intensificado os seus ataques contra Israel. Esta quinta-feira, Teerão informou ter realizado uma operação conjunta de ataque aéreo entre o grupo pró-Irão e a Guarda Revolucionária Iraniana.
Espanha vai aprovar medidas para combater o impacto económico da guerra
Congelamento das rendas, proibição de despejos, intervenção no preço dos combustíveis e a certeza dada às empresas e aos trabalhadores de que não haverá despedimentos. Estas são algumas das medidas previstas.
Novo líder supremo do Irão apela ao encerramento das bases americanas nos países da região
Mojtaba Khamenei afirmou ainda que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como instrumento de pressão.
Estreito de Ormuz continua a ser palco de ataques do Irão contra cargueiros
O preço do petróleo voltou a ultrapassar os 100 dólares por barril. Alcançou os 101,50 dólares.
Associações preocupadas com aumento do preço dos combustíveis
As associações de transportes, de passageiros e de mercadorias, pedem medidas urgentes do governo para ultrapassar o aumento do preço do petróleo.
Foto: Andreia Custódio - RTP
Guerra leva a aumento da prestação do crédito à habitação
A prestação da casa vai aumentar. A Euribor está a subir a três, a seis e a 12 meses. Neste caso, a 12, teve o maior salto em 18 anos.
Foto: Gonçalo Costa Martins - Antena 1
Exército israelita alarga ordens de evacuação para residentes no sul do Líbano
As novas zonas, assinaladas a vermelho num mapa publicado na internet por um porta-voz militar, significam que o exército israelita ordenou agora a saída de pessoas de 10% do território libanês.
Incêndio num navio da Hapag-Lloyd no Golfo
O incêndio foi entretanto extinto e não causou vítimas.
A empresa não forneceu mais detalhes sobre a natureza dos fragmentos que atingiram a embarcação.
UE não vê preocupações imediatas com o abastecimento de petróleo
Destroços de drone caem perto do centro financeiro no Dubai
As autoridades da maior cidade dos Emirados Árabes Unidos relataram um ataque ao bairro de Al-Bada, classificando o incidente como "menor".
Distribuidores franceses de combustível concordaram com limites de preços
A medida surge num momento em que países de todo o mundo tentam mitigar o efeito da guerra no Médio Oriente, que, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), está a causar a maior perturbação no abastecimento de petróleo da história.
Número de mortos no Líbano sobe para 687
Lufthansa prolonga suspensão de voos de e para o Dubai
Israel diz ter atacado local de produção de armas nucleares no Irão
"No âmbito das vagas de ataques levados a cabo nos últimos dias", a Força Aérea israelita atacou o complexo Taleghan, "utilizado pelo regime para desenvolver capacidades essenciais ao fabrico de armas nucleares", declarou em comunicado.
Segundo a agência France-Presse, o exército deverá estar a referir-se a uma instalação localizada em Parchin, a sudeste de Teerão, onde, de acordo com o Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional, o Irão realiza atividades militares secretas.
Cerca de 3,2 milhões de pessoas deslocadas no Irão devido ao conflito
"Este número provavelmente continuará a aumentar à medida que as hostilidades persistirem, marcando uma escalada preocupante nas necessidades humanitárias", afirmou a ACNUR em comunicado.
Austrália pede a diplomatas não essenciais que deixem Israel e Emirados Árabes Unidos
Já os funcionários essenciais vão permanecer em Israel e nos Emirados Árabes Unidos para apoiarem cidadãos australianos que precisem.
Israel vai expandir operações no Líbano após ataque do Hezbollah
Katz disse ainda ao presidente libanês que, se o Governo desse país não conseguir impedir o Hezbollah de atacar Israel, Telavive "fará isso sozinho".
Nove combatentes pró-iranianos mortos em ataques aéreos no Iraque
"A base foi destruída e as equipas de resgate que chegaram ao local também foram alvejadas", disse um deles, acrescentando que o número de vítimas pode aumentar.
Teerão adverte EUA para não mostrarem "agressividade" contra ilhas iranianas
Várias ilhas iranianas, incluindo Kharg, são terminais críticos de exportação de energia. Outras abrigam bases militares iranianas.
Irão diz ter atingido navio com bandeira das Ilhas Marshall no Golfo
Segundo Teerão, o navio Safesa é "propriedade do Exército terrorista americano" e "foi atingido" no norte do Golfo após "ignorar os avisos e alertas".
Oito mortos em ataque israelita a Beirute
O ataque na capital libanesa atingiu a zona de Ramlet al-Bayda e causou ainda 31 feridos, de acordo com o último balanço oficial.
"De repente, ouvimos o estrondo de uma explosão", disse à agência France-Presse uma mulher que dormia numa tenda com a família, incluindo um bebé.
"Escolhemos este local porque nunca imaginámos que Israel atacaria" no coração de Beirute, disse outro deslocado.
Diretor da AIE diz que decisão de libertar petróleo teve "forte impacto" nos mercados
A AIE, composta pelas principais nações consumidoras de petróleo, decidiu na quarta-feira libertar 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais para amenizar um dos piores choques petrolíferos desde a década de 1970.
Bolsas europeias de novo a vermelho e petróleo a subir
As principais bolsas europeias abriram de novo em baixa, seguindo a tendência do encerramento da véspera, arrastadas pela subida do preço do petróleo, cujo barril voltou a superar 100 dólares na passada madrugada.
Cerca das 08:40 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,48% para 599,61 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,54%, 0,58% e 0,40%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 0,72% e 0,22%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a ceder 0,59% para 9.022,51 pontos.
O euro recuava para 1,1554 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1567 dólares na quarta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
Numa sessão em que tanto a agenda macroeconómica como a das empresas são muito leves, o conflito no Médio Oriente, centrado numa série de ataques a embarcações no estreito de Ormuz, e o seu impacto no preço do petróleo, será a principal referência para os investidores.
A esta hora, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 4% para 95,68 dólares, e o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, para entrega em abril, avançava 3,7% para 90,49 dólares o barril.
O gás natural para entrega em abril valorizava-se 2,9% para 51,46 euros por megawatt-hora (MWh).
Por sua vez, os metais preciosos registam subidas moderadas, que no caso do ouro são de 0,17%, enquanto a prata sobe 1,6%.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a subir, com a onça a ser negociada a 5.185,51 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a valorizar-se para 87,1459 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, caiu hoje 1,04% depois do novo aumento dos preços do petróleo, a bolsa de Xangai perdeu 0,1%, a de Shenzhen caiu 0,63% e o Hang Seng de Hong cedia 0,66% pouco antes do final da sessão.
Wall Street fechou mista na quarta-feira com leves mudanças, o Dow Jones a cair 0,61% e o Nasdaq a subir 0,08%. Os futuros apontam para descidas de 0,64% para o Dow Jones e de 0,49 para o Nasdaq.
Na agenda dos EUA, hoje o Departamento de Comércio divulgará o número de habitações iniciadas no mês de janeiro no país.
É muito importante que este número aumente a partir dos níveis atuais para que a oferta aumente e os preços, que atualmente continuam altos, possam ser reduzidos, impedindo o acesso à habitação para muitos novos compradores, segundo destacaram analistas da Link Securities citados pela Efe.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,930%, contra 2,931% na quarta-feira.
A bitcoin cede 1,07%, para 69.895,7 dólares.
Quanto mais vão pagar os europeus para atestar o carro?
O petróleo a 100 dólares por barril significa preços mais elevados na União Europeia e no Reino Unido, aumentando as poupanças para quem tem veículos elétricos.
No Reino Unido, uma estimativa separada aponta para um custo adicional de 140 libras.
Um preço sustentado do petróleo a 100 dólares por barril, o nível observado na segunda-feira, significaria que os condutores na União Europeia pagariam mais 55 mil milhões de euros ao longo de um ano, estimaram os investigadores do think tank Transport & Environment (T&E).
Isto equivale a uma média de 220 euros por condutor, com aqueles que percorrem grandes distâncias a enfrentarem aumentos ainda maiores.
A avaliação foi feita através da comparação de dados de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou o preço do petróleo para 100 dólares, com dados de 2017 a 2019.No Reino Unido, os analistas da Unidade de Inteligência Energética e Climática (ECIU) estimam que um barril de petróleo a 100 dólares significa que os condutores britânicos que percorrem 12.875 quilómetros por ano enfrentarão um aumento de 140 libras nos custos anuais de combustível.
Este cálculo baseia-se na comparação com os preços dos combustíveis no início de março, antes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão.
Os veículos elétricos já são significativamente mais baratos de abastecer do que os veículos a gasolina ou a gasóleo, mas a subida dos preços do petróleo está a alargar ainda mais esta diferença.
No Reino Unido, a poupança anual já era de 870 libras, mas saltaria para mais de mil libras com o preço do petróleo a cotar nos 100 dólares, segundo a ECIU.
Os 7,7 milhões de carros elétricos que circulam atualmente nas estradas da União Europeia já estão a reduzir o consumo de petróleo, mas com o preço do petróleo a cotar nos 100 dólares, os condutores europeus de veículos elétricos poupariam cerca de 40 milhões de euros por dia, segundo a T&E.
O petróleo Brent estava a cotar nos 91 dólares na manhã de quarta-feira, e o seu preço futuro dependerá da duração da interrupção do fornecimento.“A dependência da Europa em relação ao petróleo cria um prémio geopolítico sempre que há volatilidade global”, disse Antony Froggatt, da T&E ao Guardian.
“Isto continuará a pressionar as famílias e a prejudicar a economia europeia, a menos que acabemos estruturalmente com a nossa dependência dos combustíveis fósseis importados. Donald Trump e os seus aliados na Rússia e na Arábia Saudita têm muito poder, mas uma coisa que não controlam é o vento e o sol. A Europa deve agora dar prioridade aos veículos elétricos, às bombas de calor e às energias renováveis para garantir que isto nunca mais acontece”, acrescentou.
Para Colin Walker, da ECIU, “tudo isto faz lembrar muito a subida do preço do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia e é um lembrete contundente de que o Reino Unido não tem controlo real sobre o preço do petróleo. Muito se tem falado sobre segurança energética e perfuração no Mar do Norte, mas a realidade é que isso não tornará estes choques frequentes de preços mais suportáveis para os condutores britânicos”.
Os choques no preço do petróleo são extremamente rentáveis para as empresas petrolíferas e para os Estados produtores.
Em 2022, com o preço do petróleo a cotar nos 100 dólares por barril, as cinco maiores empresas cotadas em bolsa – BP, Shell, TotalEnergies, Chevron e ExxonMobil – lucraram quase 200 mil milhões de dólares. A indústria do petróleo e do gás como um todo obteve cerca de mil milhões de dólares por ano em lucro líquido durante o último meio século, e substancialmente mais em anos com preços mais elevados.
A regulamentação dos lucros extraordinários do setor energético na União Europeia recuperou parte desses lucros em 2022 e 2023, mas esta medida já expirou. A UE deve estar preparada para o reintroduzir rapidamente em caso de aumento prolongado dos preços da energia, acrescentou a Transport & Environment .
Um imposto extraordinário continua em vigor no Reino Unido, e a ministra das Finanças, Rachel Reeves, foi alertada pelos especialistas de que atender aos apelos da indústria para o flexibilizar não beneficiaria os consumidores já sobrecarregados.
Os 55 mil milhões de euros adicionais pagos pelos condutores da União Europeia em 2022 teriam sido ainda mais elevados se os governos da UE não tivessem renunciado a 30 mil milhões de euros em cortes no imposto sobre os combustíveis, um subsídio aos combustíveis fósseis essencialmente pago pelos contribuintes, sublinhou a T&E.
Diversas políticas ambientais por toda a Europa foram enfraquecidas nos últimos anos, com os políticos de direita a afirmarem que isso reduz os custos. O Transition Security Project estima que o choque energético de 2022 tenha custado à União Europeia e ao Reino Unido 1,8 mil milhões de dólares entre 2022 e 2025.
Os consultores oficiais do governo britânico para o clima afirmaram na quarta-feira que atingir a meta de emissões líquidas zero do Reino Unido até 2050 custaria menos do que um único choque petrolífero, como o decorrente da guerra na Ucrânia, e protegeria o país contra futuros picos nos preços do petróleo.
“Reverter as políticas e medidas para atingir as metas climáticas, como a eliminação gradual dos carros movidos a combustíveis fósseis até 2035, ou adiar a implementação do preço do carbono da União Europeia para o aquecimento e os combustíveis, só nos tornará menos seguros”, rematou Froggatt.
Explosões no Dubai e Israel. Irão diz ter atacado bases e o Shin Bet
"As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.
No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como "muito forte", foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos.
Explosões nos céus de Jerusalém após alerta de mísseis
Segundo jornalistas da AFP, o Exército "identificou mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel" e a defesa antiaérea entrou em ação para interceptá-los, referiu Telavive em comunicado.
Autoridades de Macau atentas a impacto da guerra no turismo
O Governo de Macau declarou hoje que as autoridades "vão estar atentas" ao impacto da guerra do Irão no turismo no território, admitindo efeitos nas ligações aéreas para a região vizinha Hong Kong.
"Há um efeito em termos dos voos para Hong Kong, não diretamente para Macau", disse aos jornalistas a diretora dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, lembrando que Macau "não tem voos diretos para o Médio Oriente ou Europa".
Em termos da entrada de visitantes em Macau "não se nota ainda" qualquer impacto, referiu.
"Mas temos de ver em termos do apuramento final, ainda é muito cedo para dizer qual é o impacto, se grande, se pequeno", considerou Senna Fernandes, notando que as autoridades "vão estar atentas".
"Alguns voos estão a ser retomados, por isso vamos continuar a monitorizar a situação", acrescentou.
Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19.
Já em janeiro, de acordo com dados oficiais, o território recebeu 3,65 milhões de visitantes, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês, apesar de o Ano Novo Lunar ter calhado este ano em fevereiro.
No que diz respeito à feira de turismo Arabian Travel Market, que se realiza em maio no Dubai e onde Macau costuma marcar presença, Senna Fernandes considerou que tem de se "fazer uma observação" à situação.
"Temos que ver se a feira vai avançar ou não", completou.
Base italiana atacada no Curdistão iraquiano
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos.
"Condeno veementemente o ataque à base italiana em Erbil. Acabei de falar com o nosso embaixador no Iraque e, felizmente, todos os nossos militares estão sãos e salvos no seu `bunker`", disse o ministro, numa mensagem divulgada na rede social X.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (no norte), sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.
Na quarta-feira, vários drones foram abatidos sobre Erbil pela coligação internacional sediada no aeroporto da cidade, sem causar vitimas, segundo uma fonte de segurança curda.
Jornalistas da agência de notícias francesa AFP ouviram fortes explosões perto do aeroporto de Erbil na noite de quarta-feira, causadas por defesas aéreas que visavam drones.
Gás natural sobe 6% na abertura ultrapassando os 53 euros
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.
De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:10 (07:10 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 6,15%, para 53,24 euros por megawatt-hora (MWh).
O preço do gás natural continua a subir, em linha com o crude, após os ataques do Irão a vários petroleiros no Estreito de Ormuz.
O preço do petróleo Brent, referência global, voltou também a subir hoje acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.
Cerca das 03:00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
Esta subida ocorreu apesar do anúncio feito ontem pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) de que iria libertar uma parte das suas reservas estratégicas.
Serão libertados 400 milhões de barris no mercado para compensar as perdas de oferta devido à interrupção do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, o maior volume alguma vez disponibilizado.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
Bangladesh pede aos EUA isenção temporária para importar petróleo da Rússia
O Governo do Bangladesh solicitou aos Estados Unidos (EUA) uma isenção temporária das sanções internacionais para poder importar petróleo russo e proteger a economia da incerteza energética global provocada pela guerra no Médio Oriente.
O ministro das Finanças e Planeamento do Bangladesh, Amir Khasru Mahmud Chowdhury, afirmou que o pedido procura um tratamento semelhante ao concedido recentemente à vizinha Índia.
Nova Deli recebeu uma autorização excecional de Washington para comprar crude russo retido no mar, de forma a aliviar as tensões de abastecimento decorrentes da escalada militar no Golfo.
"Transmitimos-lhes que, se o Bangladesh também recebesse esta oportunidade, isso representaria um apoio fundamental para a nossa economia", explicou Chowdhury, em declarações publicadas hoje pelo jornal Dhaka Tribune.
O ministro acrescentou que a embaixada dos EUA se comprometeu a encaminhar o pedido para Washington.
Durante a reunião, ambos os lados analisaram a volatilidade do mercado internacional de hidrocarbonetos e discutiram formas de expandir o comércio e o investimento bilaterais, embora o ministro tenha descartado qualquer decisão sobre um acordo comercial entre os dois países.
Questionado sobre o impacto prolongado da crise no Médio Oriente, Chowdhury respondeu que o Governo do Bangladesh está a desenvolver planos de contingência para proteger o abastecimento, "seja num cenário de guerra de curto, médio ou longo prazo".
Para racionar as reservas de combustível face à escassez de oferta, o Bangladesh já foi forçado a ordenar o encerramento temporário das universidades e enfrenta severas restrições ao abastecimento de gás natural que ameaçam paralisar as operações do setor hoteleiro.
Austrália relaxa padrões de qualidade da gasolina para reforçar abastecimento
O Governo da Austrália anunciou hoje que vai relaxar os padrões de qualidade dos combustíveis para permitir a entrada de cerca de 200 milhões de litros no mercado interno nos próximos dois meses.
O país permitirá temporariamente "níveis mais elevados de enxofre durante os próximos 60 dias", disse o ministro da Energia, Chris Bowen, em comunicado. Os níveis de enxofre são normalmente regulados para limitar a poluição do ar.
"Isto irá acrescentar cerca de 100 milhões de novos litros por mês ao abastecimento interno de gasolina da Austrália, que de outra forma seriam exportados", explicou Bowen.
A petrolífera Ampol concordou em direcionar a gasolina para as zonas do país que enfrentam escassez e para o mercado grossista, dando prioridade aos agricultores, pescadores e comunidades locais, disse o ministro.
A Austrália, fortemente dependente das importações de petróleo, tem registado um aumento dos preços dos combustíveis desde o início do conflito no Médio Oriente, a 28 de Fevereiro.
O Governo acusou os retalhistas de praticarem preços abusivos.
O ministro das Finanças australiano, Jim Chalmers, responsável pelo orçamento federal, defendeu que o país tem "combustível suficiente", mas admitiu problemas de abastecimento, sobretudo nas zonas rurais.
Também hoje, as autoridades da Nova Zelândia disseram que estão a considerar utilizar leis antigas que restringem o uso de veículos caso o fornecimento de combustível diminua.
A ministra das Finanças, Nicola Willis, disse que foram realizadas discussões sobre a possibilidade de utilizar leis que exijam que os proprietários de automóveis designem um dia por semana em que não utilizem os veículos.
As leis permitem também ao Governo autorizar a venda de vales de restrição de combustível. Os "dias sem carro" estiveram em vigor de julho de 1979 a maio de 1980, após a Revolução Iraniana.
A Nova Zelândia depende fortemente das importações para o abastecimento de combustível. O preço médio da gasolina subiu quase 10% desde o início da guerra, e o do gasóleo mais de 20%, segundo o serviço de monitorização de preços Gaspy.
A companhia aérea nacional da Nova Zelândia já anunciou o cancelamento de 1.100 voos nos próximos dois meses, justificado com o aumento dos preços do combustível de aviação.
Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE), incluindo a Austrália, decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência.
Apesar da decisão, por volta das 03:00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares (87 euros) por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.
Irão intensificou operações para perturbar o mercado global de petróleo
Essa intensificação é conseguida fazendo escalar a crise no estreito de Ormuz e o risco nas infraestruturas energéticas em todo o Médio Oriente.
Explosivos iranianos atingiram dois navios petroleiros, junto ao iraque, causando uma morte
Ataques israelitas causam pelo menos sete mortos no Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano informou hoje que um ataque de Israel contra a marginal de Beirute matou pelo menos sete pessoas, poucas horas depois de um outro ataque no centro da capital.
"O ataque do inimigo israelita a Ramlet al-Baida, em Beirute, resultou num saldo inicial de sete mortos e 21 feridos", afirmou o ministério em comunicado.
Ramlet al-Baida é uma praia pública onde pessoas deslocadas têm dormido ao relento desde o início do mais recente conflito entre Israel e o grupo armado libanês pró-Irão, Hezbollah.
Os meios de comunicação locais transmitiram imagens que mostram o caos e o fumo ao longo da costa após o ataque.
Este foi o terceiro ataque contra o centro da capital libanesa desde o início da guerra no Médio Oriente, após uma operação contra um apartamento, na quarta-feira, e um ataque contra um hotel à beira-mar, no domingo.
O exército israelita anunciou na quarta-feira à noite ter lançado uma série de ataques em grande escala contra o Hezbollah, nos subúrbios do sul de Beirute, e prometeu continuar a agir "com uma força considerável" contra o movimento.
Pouco antes, o exército tinha reportado intensos disparos de morteiros pelo Hezbollah para o norte de Israel.
"Na sequência dos graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o exército israelita agirá em breve com uma força considerável contra as suas instalações, os seus interesses e os seus meios militares" na periferia sul, alertou também nas redes sociais o porta-voz do exército em árabe, coronel Avichay Adraee.
A agência de notícias libanesa noticiou pelo menos "seis violentos ataques" aos subúrbios sul de Beirute, bastião do Hezbollah, havendo relatos populares de explosões e avistamento de colunas de fumo.
Pouco depois, o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, confirmou que lançou dezenas de projéteis contra várias cidades sob no norte de Israel, assim como pelo menos uma base militar e uma empresa de defesa.
Os ataques atingiram "colonatos que tinham sido previamente alertados para evacuação", indicou o movimento xiita.
Em comunicados subsequentes, o Hezbollah explicou que também disparou simultaneamente foguetes contra as cidades israelitas de Kiryat Shmona e Nahariya, bem como dezenas de projéteis contra uma base militar e instalações pertencentes à Yodfat Military Industries, a nordeste de Haifa.
As três ações fizeram parte de uma nova operação anunciada pelo grupo libanês, que descreveu como uma resposta à ofensiva aérea que Israel tem levado a cabo contra o Líbano desde 02 de março.
O Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah, pró-Irão, lançou um ataque a Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o país.
Em dez dias, a guerra entre Israel e o Hezbollah fez mais de 634 mortos -- entre os quais 91 mulheres e 47 crianças - e 1.586 feridos no Líbano, e o número total de deslocados atingiu 816 mil, 126 mil dos quais estão alojados em centros de acolhimento.
Cotação do Brent sobe acima de 100 dólares apesar do recurso a reservas
O preço do petróleo Brent, referência global, voltou a subir hoje acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.
Por volta das 03:00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do estreito de Ormuz.
A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que a sua administração vai utilizar a reserva estratégica de petróleo do país para tentar reduzir os preços da gasolina, que subiram devido à guerra com o Irão.
Durante uma entrevista à emissora WKRC Local 12, em Cincinnati, Trump foi questionado sobre o uso da reserva e respondeu: "Bem, vamos fazê-lo e depois voltamos a enchê-la".
"Agora vamos reduzir um pouco, e isso fará com que os preços baixem", acrescentou, sem especificar quantos barris de petróleo os EUA vão libertar.
Trump criticou frequentemente a administração de Joe Biden por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.
Também na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.
Mas os conflitos e as incertezas contínuas alimentaram a especulação de que os preços poderiam subir ainda mais.
Os mercados na Ásia recuaram no início da sessão de hoje, com o Nikkei 225 de Tóquio a perder 1,5% para 54.177,15. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1% para 5.552,01, enquanto o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,2% para 25.577,71.
O índice Shanghai Composite caiu 0,5% para 4.110,20 e na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 1,6% para 8.601,70.
Os futuros dos EUA perderam mais de 1% e o dólar subiu para 159 ienes japoneses, enquanto o euro caiu para 1,1538 dólares.
Na quarta-feira, as bolsas norte-americanas apresentaram pouca variação, com o S&P 500 a recuar 0,1% para 6.775,80, no segundo dia consecutivo de movimentos modestos após um período de volatilidade provocado pela guerra com o Irão.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6% para 47.417,27 e o Nasdaq Composite subiu 0,1% para 22.716,13.