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Estados Unidos anunciam captura de um dos participantes no ataque de Benghazi em 2012

Estados Unidos anunciam captura de um dos participantes no ataque de Benghazi em 2012

Os Estados Unidos anunciaram a captura de um “participante-chave” do ataque à embaixada norte-americana em Benghazi, na Líbia, em 2012. A informação é avançada pela procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi.

RTP /
Pam Bondi, a procuradora-geral dos Estados Unidos. Foto: Evelyn Hockstein - Reuters

Zubayar Al-Bakoush é acusado de oito crimes, incluindo de homicídio do embaixador e de um funcionário do Departamento de Estado, terrorismo, incêndio criminoso e tentativa de homicídio de um agente especial do Departamento de Estado.

“Nunca nos esquecemos destes heróis e nunca deixamos de buscar justiça por este crime contra a nossa nação”, afirmou Bondi numa conferência de imprensa.

Al-Bakoush deverá ser extraditado para os Estados Unidos, onde irá responder por estas acusações, segundo a procuradora do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, que também anunciou que “existem muitos outros por aí” e que Al-Bakoush estava indiciado há 11 anos, mas que o caso permaneceu em sigilo até esta sexta-feira.

Apesar de não ter adiantado detalhes, sabe-se que a operação foi feita pelo FBI, CIA e elementos do Departamento de Estado.

O elemento agora detido será a terceira pessoa a responder criminalmente pelo ataque realizado em 2012 à embaixada dos Estados Unidos em Benghazi. Outros dois encontram-se já a cumprir penas de prisão de cerca de 20 anos.

Al-Bakoush entrou na embaixada norte-americana em Benghazi 15 minutos após o ataque e tentou arrombar carros de funcionários.

O ataque, perpetrado pelo grupo jihadista líbio Ansar al-Sharia, teve lugar no dia 11 de setembro de 2012, e matou quatro norte-americanos, incluindo o embaixador. No final de 2012, foi feito um inquérito que apontava responsabilidades ao Departamento de Estado por falhas de segurança, tendo sido este um dos temas da campanha das Presidenciais norte-americanas de 2016.

Hillary Clinton, candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, era a secretária de Estado na altura do ataque e foi acusada de não ter feito o necessário para evitar o desfecho de Benghazi.
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