EUA autorizam saída de funcionários públicos não essenciais de Israel

EUA autorizam saída de funcionários públicos não essenciais de Israel

A embaixada dos EUA em Jerusalém aconselhou também os cidadãos norte-americanos a considerarem deixar Israel enquanto ainda há voos comerciais disponíveis.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Mussa Qawasma - Reuters

Os Estados Unidos autorizaram esta sexta-feira funcionários governamentais não essenciais e os seus familiares a deixarem Israel devido a riscos de segurança. A decisão foi anunciada pela embaixada norte-americana em Jerusalém.

“A 27 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado autorizou a partida de funcionários não essenciais do Governo dos EUA e respetivos familiares devido a riscos de segurança”, lê-se na publicação da embaixada na rede social X.

A embaixada dos EUA acrescenta que, "em resposta a incidentes de segurança", poderá restringir ainda mais as viagens de funcionários do Governo dos EUA e das suas famílias a determinadas áreas de Israel, à Cidade Velha de Jerusalém e à Cisjordânia, sem aviso prévio.

Além disso, aconselha os cidadãos norte-americanos a deixarem Israel enquanto há voos comerciais disponíveis.

Washington justifica as recomendações dizendo que “grupos terroristas, terroristas isolados e outros extremistas violentos continuam a planear possíveis ataques em Israel, na Cisjordânia e em Gaza”.

Os terroristas e extremistas violentos podem atacar com pouco ou nenhum aviso prévio, visando locais turísticos, centros de transporte, mercados/centros comerciais e instalações do governo local”, alerta.

“O ambiente de segurança é complexo e pode mudar rapidamente”, vinca a embaixada, acrescentando que “o aumento das tensões regionais pode levar as companhias aéreas a cancelar e/ou reduzir os voos de e para Israel”.

Na sequência do aumento de tensões entre os Estados Unidos e o Irão, Teerão ameaçou atacar bases norte-americanas no Médio Oriente, numa escalada que poderia envolver Israel.

Vários países têm vindo a retirar familiares de funcionários diplomáticos e pessoal não essencial de alguns locais desta região do globo, aconselhando também os cidadãos a evitarem viagens ao Irão.

c/ agências
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