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EUA. FBI detém dois neonazis no Estado de Michigan
Na quinta-feira, o FBI realizou duas buscas no Estado de Michigan e deteve dois membros de um grupo neonazi e supremacista branco apelidado de Base. Os dois homens são acusados de tentar ameaçar um apresentador de um podcast. As detenções ocorrem três semanas depois de 12 homens ligados a um outro grupo anti-Governo estadual terem sido acusados de conspirar para o sequestro da governadora de Michigan.
Justen Watkins, de 25 anos, autoproclamado líder do grupo neonazi Base, e Alfred Gorman, de 35 anos, são acusados de tentar ameaçar um apresentador de um podcast que se dedica a “enfrentar o nacionalismo branco”.
Sherry Workan, sargento da Polícia do Estado de Michigan, escreveu numa declaração que os dois homens publicaram uma fotografia onde Watkins estava a usar uma máscara em formato de caveira em frente à casa que achavam pertencer ao apresentador. No entanto, a casa era de uma outra família que chamou a polícia depois de ter avistado os dois jovens.
Uma declaração feita por um detetive da Polícia do Estado de Michigan cita um manifesto escrito pelo líder do Base onde se lê: “Vou treinar com armas de fogo, explosivos, facas, camiões e qualquer outra coisa que eu tenha para destruir este sistema judeu que está a exterminar o meu povo”.
Plano para raptar vários governadores
As duas detenções acontecem três semanas depois de 12 homens ligados a um outro grupo anti-Governo terem sido acusados de conspirar para o sequestro da governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, e de planearem uma “guerra civil”.
Um tribunal federal acusou seis pessoas de conspiração para o sequestro da governadora por não concordarem com as medidas de restrição impostas para controlar o avanço da pandemia e por aquilo que classificaram como “o poder incontrolável” de Whitmer. Outros sete elementos de um grupo paramilitar foram detidos por alegadamente planearem “uma guerra civil” e a conquista de Michigan.
Mais tarde foi revelado que os mesmos homens que planeavam o sequestro de Whitmer, também tinham como alvo o governador do Estado norte-americano da Virgínia, Ralph Northam, também ele democrata. Segundo um agente do FBI, Northam era também apontado devido às restrições impostas naquele Estado para diminuir a propagação da Covid-19.
Na quarta-feira, o FBI adiantou ainda que um dos seis homens que estariam envolvidos no plano de sequestro da governadora de Michigan publicou na rede social Facebook que planeava enforcar o presidente Donald Trump, Hillary Clinton e outros políticos.
De acordo com o FBI, o suspeito identificado como Barry Croft, um motorista de Belaware, escreveu em maio no Facebook: “Eu digo para enforcarmos tudo o que atualmente nos governa, eles são todos culpados”. Croft tem conexões de alto nível a outras milícias por todo o país, incluindo em Delaware, Carolina do Sul, Geórgia, Texas e Carolina do Sul.
A governadora de Michigan acusou Donald Trump de “incitar ainda mais o terrorismo no país” com a sua retórica, considerando que o presidente dos EUA está a “criar uma situação muito perigosa”.
“De cada vez que ele faz uma publicação sobre mim no Twitter, de cada vez que ele diz que o Michigan deve ser libertado e que eu deveria negociar com as pessoas que tentaram raptar-me porque elas são ‘boas’, está a incitar ainda mais o terrorismo no país”, disse Gretchen Whitmer em entrevista à ABC News.
Esta semana, durante um discurso na cidade de Lansing, em Michigan, Trump afirmou que a conspiração demonstra que Whitmer “pode ter um problema”. “Quer dizer, veremos se é um problema, certo? As pessoas têm o direito de dizer que talvez fosse um problema, ou talvez não”, acrescentou o presidente dos EUA.
Whitmer relembrou que ela não foi a única visada. “Certamente foi pior para mim do que para a maioria das pessoas, mas não fui a única a passar por isso, e nem sequer a única democrata”, disse a governadora. “Esta Casa Branca tem o dever de denunciar isto mas não o faz. Na verdade, faz o contrário”, concluiu.
Sherry Workan, sargento da Polícia do Estado de Michigan, escreveu numa declaração que os dois homens publicaram uma fotografia onde Watkins estava a usar uma máscara em formato de caveira em frente à casa que achavam pertencer ao apresentador. No entanto, a casa era de uma outra família que chamou a polícia depois de ter avistado os dois jovens.
Dana Nessel, a procuradora-geral do Michigan, acusou Watkins e Gorman de publicarem ilegalmente uma mensagem com a intenção de ameaçar as vítimas, o que é considerado crime. O grupo Base, fundado em 2018, define-se por incitar à violência contra o Governo norte-americano e por treinar os membros para uma futura “guerra civil”.
O FBI tem investigado o grupo neonazi e prendeu vários membros suspeitos este ano na Geórgia e em Maryland. Suspeita-se que as recentes buscas do FBI e a detenção destes dois outros membros estejam relacionadas com possíveis conspirações por parte do grupo para fomentar a violência apenas a cinco dias das eleições presidenciais.
Uma declaração feita por um detetive da Polícia do Estado de Michigan cita um manifesto escrito pelo líder do Base onde se lê: “Vou treinar com armas de fogo, explosivos, facas, camiões e qualquer outra coisa que eu tenha para destruir este sistema judeu que está a exterminar o meu povo”.
Plano para raptar vários governadores
As duas detenções acontecem três semanas depois de 12 homens ligados a um outro grupo anti-Governo terem sido acusados de conspirar para o sequestro da governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, e de planearem uma “guerra civil”.
Um tribunal federal acusou seis pessoas de conspiração para o sequestro da governadora por não concordarem com as medidas de restrição impostas para controlar o avanço da pandemia e por aquilo que classificaram como “o poder incontrolável” de Whitmer. Outros sete elementos de um grupo paramilitar foram detidos por alegadamente planearem “uma guerra civil” e a conquista de Michigan.
Mais tarde foi revelado que os mesmos homens que planeavam o sequestro de Whitmer, também tinham como alvo o governador do Estado norte-americano da Virgínia, Ralph Northam, também ele democrata. Segundo um agente do FBI, Northam era também apontado devido às restrições impostas naquele Estado para diminuir a propagação da Covid-19.
Na quarta-feira, o FBI adiantou ainda que um dos seis homens que estariam envolvidos no plano de sequestro da governadora de Michigan publicou na rede social Facebook que planeava enforcar o presidente Donald Trump, Hillary Clinton e outros políticos.
De acordo com o FBI, o suspeito identificado como Barry Croft, um motorista de Belaware, escreveu em maio no Facebook: “Eu digo para enforcarmos tudo o que atualmente nos governa, eles são todos culpados”. Croft tem conexões de alto nível a outras milícias por todo o país, incluindo em Delaware, Carolina do Sul, Geórgia, Texas e Carolina do Sul.
A governadora de Michigan acusou Donald Trump de “incitar ainda mais o terrorismo no país” com a sua retórica, considerando que o presidente dos EUA está a “criar uma situação muito perigosa”.
“De cada vez que ele faz uma publicação sobre mim no Twitter, de cada vez que ele diz que o Michigan deve ser libertado e que eu deveria negociar com as pessoas que tentaram raptar-me porque elas são ‘boas’, está a incitar ainda mais o terrorismo no país”, disse Gretchen Whitmer em entrevista à ABC News.
Esta semana, durante um discurso na cidade de Lansing, em Michigan, Trump afirmou que a conspiração demonstra que Whitmer “pode ter um problema”. “Quer dizer, veremos se é um problema, certo? As pessoas têm o direito de dizer que talvez fosse um problema, ou talvez não”, acrescentou o presidente dos EUA.
Whitmer relembrou que ela não foi a única visada. “Certamente foi pior para mim do que para a maioria das pessoas, mas não fui a única a passar por isso, e nem sequer a única democrata”, disse a governadora. “Esta Casa Branca tem o dever de denunciar isto mas não o faz. Na verdade, faz o contrário”, concluiu.