Afluência às urnas de 32,73% até às 17h30
Évora com participação na ordem dos 15% até às 16h00
Afluência às urnas estável em Lisboa durante a tarde
Eleitores satisfeitos com voto em mobilidade
Afluência até às 16:50 ultrapassou a das eleições de 2019 a duas horas do fecho das urnas
A afluência às eleições europeias de hoje ultrapassou a registada no sufrágio de 2019, quando faltavam pouco mais de duas horas para fecharem as urnas em Portugal continental, indicam os dados oficiais.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, 30,79% dos eleitores inscritos nas eleições de hoje para o Parlamento Europeu já tinham votado até às 16:50, enquanto a participação total no sufrágio de 26 de maio de 2019 ficou pelos 30,73%.
Este aumento comparativo de afluência já tinha sido registado durante a manhã, uma vez que, até às 12:00, exerceram o seu direito de voto 14,48% dos inscritos, uma percentagem superior aos 11,56% que foram às urnas no mesmo período em 2019.
Quanto à participação de eleitores comunitários não nacionais, os dados oficiais indicam que era de 15,34% às 16:50, segundo a evolução da afluência disponibilizada `online´ pela entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais.
Há cinco anos, Portugal viu a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, uma participação eleitoral que registou mínimos históricos desde as primeiras eleições para o Parlamento, em 1987.
Nessa altura, um ano depois da entrada portuguesa na então Comunidade Económica Europeia (CEE), 72,42% dos eleitores foram às urnas para escolher os representantes de Portugal no Parlamento Europeu, situando-se a abstenção nos 27,8%.
Nas eleições de hoje é possível, pela primeira vez, votar em mobilidade, ou seja, sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto.
Em comunicado, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) reconheceu que, cerca das 11:30, um pico de afluência de eleitores, que coincidiu com uma atualização de segurança, levou a um abrandamento do sistema do voto em mobilidade, mas garantiu que essas "situações pontuais foram prontamente resolvidas".
Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro estão inscritos para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu.
A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações.
Votação por mobilidade na ULisboa normalizada à hora do almoço
Na Universidade de Lisboa a manhã foi de espera para quem queria votar através do sistema de mobilidade. Ainda se formou várias filas, devido a problemas informáticos, mas à hora do almoço os computadores já trabalhavam normalmente.
Marcelo fala em bom sinal com dados da afluência
O presidente da República sublinha a facilidade que os portugueses encontraram neste escrutínio em exercer o seu direito de voto.
Foto: Paulo Novais - Lusa
Ramalho Eanes alerta para a importância destas Eleições Europeias
António Ramalho Eanes votou, na tarde deste domingo, para as eleições europeias. Em declarações aos jornalistas, o antigo presidente da República destacou a importância de votar nestas eleições.
Foto: João Relvas - Lusa
"Estamos numa situação em que qualquer fagulha política pode inflamar e provocar uma guerra de proporções impensáveis", alertou Ramalho Eanes.
Pico de afluência e atualização de segurança abrandou sistema de voto
Um pico de afluência que coincidiu com uma atualização de segurança levou, no final da manhã, a um abrandamento do sistema que permite o voto em mobilidade nas eleições europeias, que decorrem com normalidade, explicou fonte oficial.
"Confirmamos que cerca das 11:30 ocorreu uma situação de atualização de segurança do sistema, pré-agendada, que tendo coincidido com um dos "picos de afluência" de eleitores às urnas, provocou, durante algum tempo, um abrandamento na operacionalidade do sistema", adiantou a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI)
Em comunicado, a SGMAI salientou ainda que, "tendo o sistema rapidamente recuperado, tudo foi reconduzido à plena normalidade" nas eleições que estão a decorrer hoje para a escolha dos 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu.
"O processo eleitoral está a decorrer com normalidade, como, aliás, foi salientado pelos vários candidatos quando se dirigiram ao local que escolheram para votar", refere a entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais.
A secretaria-geral reconhece, porém, que num processo de votação em mobilidade, que se realiza pela primeira vez em Portugal, "era expectável que pontualmente pudessem surgir alguns constrangimentos, como já ocorreram".
"Em todas as circunstâncias a equipa técnica esteve e está preparada para responder às necessidades que se colocaram e se venham, eventualmente, a colocar", assegurou o comunicado.
Adiantou ainda que, a meio da tarde, verifica-se um número de votantes superior à eleição de há cinco anos e, não estando prevista mais nenhuma atualização de segurança, "aguarda-se que os eleitores escolham livremente o local em que pretendem votar e se dirijam às urnas de voto, decorrendo a votação com a devida normalidade".
Nas eleições de hoje é possível, pela primeira vez, votar em mobilidade, ou seja, sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto.
Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro estão inscritos para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu.
A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações.
Votação com cadernos digitais não tem registado problemas
Estas eleições estreiam os novos cadernos digitais e apesar do alerta da Associação Nacional de Municípios para eventuais problemas informáticos, até ao momento, não há registo de problemas.
António Cotrim - Lusa
RTP está a acompanhar as Europeias em Itália
A enviada especial Fátima Marques Faria acompanha a partir de Roma a eleição para o Parlamento Europeu que conta em Itália com 51 milhões de eleitores.
Europeias. 50 milhões de eleitores em França chamados às urnas
A grande preocupação é a abstenção. A França elege mais de 80 deputados.
Espanha elege 61 eurodeputados
Em Espanha, as eleições estão a ser vistas como tendo um leitura nacional.
Europeias. Alemanha é o país que elege mais eurodeputados
Na Alemanha podem votar os maiores de 16 anos.
Eleições Europeias chamam às urnas mais de 360 milhões de eleitores
Há uma grande expectativa sobre a diminuição da abstenção nos vinte países que hoje estão a votar.
Presidente da República alerta que Europa vive o pior momento dos últimos 30 anos
O Presidente da República já votou no passado domingo. E, agora, alerta que não votar nestas europeias é "meter a cabeça na areia". Numa mensagem ao país, Marcelo Rebelo de Sousa diz que a Europa vive o pior momento dos últimos 30 anos.
Europeias. Maior afluência às urnas é bom sinal, considera o presidente da República
O presidente da República diz que as primeiras indicações de subida de afluência às urnas é um bom sinal e espera a descida da abstenção.
Presidente da Assembleia da República lembra a importância do voto
O Presidente da Assembleia da República votou ao final da manhã, no Porto. José Pedro Aguiar-Branco lembra a importância do voto.
Foto: Manuel de Almeida - Lusa
A segunda mais alta figura do Estado considera, por isso, que este é o momento maior do exercício da democracia.
Líderes políticos apelam ao voto nas Europeias
Já votaram todos os líderes partidários. A mensagem comum é o apelo ao voto e que o voto em mobilidade, a novidade nestas eleições, sirva para baixar a abstenção, sempre elevada nas Europeias.
Europeias. Cabeças de lista elogiam voto em mobilidade
Todos os cabeça-de-lista às europeias já votaram. Todos apelaram à participação e todos elogiaram o voto em mobilidade. Consideram que estas eleições europeias são as mais importantes dos últimos anos.
Europeias. PAN considera que a afluência até ao meio dia "ainda é pouca"
Inês Sousa Real considera que a afluência de 14,48% registada até ao meio dia é mais alta do que a registada nas anteriores europeias à mesma hora, mas ainda assim é baixa e pede que os eleitores vão votar, realçando as facilidades que o voto em mobilidade traz.
Europeias. "Mudança só se faz com o voto", alerta Ventura
O líder do Chega já votou e fez um apelo ao voto, argumentando que "vale a pena ir votar", e que a mudança só se faz com a votação. André Ventura enalteceu as mudanças no sistema de votação, dizendo que mesmo que possa haver constrangimentos decorrentes de ser a primeira vez que se implementa o sistema, ainda assim os eleitores devem ir votar.
Pedro Nuno Santos apela à participação nas eleições europeias
Pedro Nuno Santos já votou. O secretário-geral do PS deixou elogios ao voto em mobilidade, considerando que foi "um grande avanço".
Afluência até às 12h00 foi de 14,48%
O tempo médio de votação ronda os 50 segundos, havendo no entanto algumas situações em que o tempo médio é maior.
“Vamos aguardar que essas dificuldades pontuais possam ser ultrapassadas”, afirmou.
António Costa recusa falar sobre o seu futuro na Europa
António Costa já votou para as eleições europeias, em Lisboa. O ex-primeiro-ministro recusou falar sobre o seu eventual futuro político na União Europeia e rejeitou também comentar o caso das gémeas, afirmando apenas que não considera que tenha afetado a imagem de Portugal.
O ex-primeiro-ministro também não quis comentar sobre o caso das gémeas, afirmando apenas que confia nas instituições.
"Há entidades próprias que vão investigar o que tiverem de investigar", respondeu.
Costa considera, no entanto, que o caso que envolve o presidente da República não afetou a imagem de Portugal.
"Felizmente os estrangeiros têm uma opinião sobre Portugal bastante melhor do que nós muitas vezes tendemos a ter sobre nós próprios", declarou. "O problema de autoestima nacional é um dos problemas que o país tem de resolver", acrescentou.
António Costa afirmou que a página da política nacional "está encerrada". "Não tenho nenhuma mágoa, foram anos de grande realização. Estou muito satisfeito do que fiz e tenho pena das coisas que não fiz", declarou.
CNE. Eleições decorrem normalmente com tempo médio de votação de 49 segundos
As eleições de hoje para o Parlamento Europeu estão a "decorrer normalmente", com um tempo médio de votação de 49 segundos por eleitor, afirmou a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
"A informação que temos é que está tudo a decorrer normalmente. As questões pontuais que se verificaram foram ultrapassadas e o tempo médio de votação, neste momento, é de 49 segundos por eleitor", adiantou à Lusa o porta-voz da CNE.
Segundo Fernando Anastácio, na abertura das urnas, verificaram-se "questões técnicas" em três mesas de voto, mas que foram ultrapassadas.
Referiu ainda que, relativamente ao voto em mobilidade, que acontece pela primeira vez nestas eleições, também não se registam dificuldades.
"Está tudo a decorrer normalmente, não há qualquer questão digna de registo e que venha a perturbar o funcionamento do sistema eleitoral", afirmou o porta-voz da comissão.
Numa ronda por diversas mesas de voto espalhadas pelo país, a Lusa constatou que está tudo a decorrer sem percalços e sem tempo de espera para votação.
No concelho de Leiria, na União de Freguesias de Marrazes e Barosa, a votação está a decorrer "muito bem", "sem qualquer problema informático", adiantou fonte de uma mesa de voto na escola de Marrazes.
Pelas 10:00, a mesma fonte referiu que "a adesão tem sido boa". A Lusa confirmou no local não existirem filas de espera, uma vez que era possível votar em qualquer mesa e os eleitores eram aconselhados a escolher a que tinha menos afluência.
Em Évora, na escola secundaria André de Gouveia, onde funcionam 10 mesas da União de Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras, também não se verificaram problemas, com a votação a decorrer de forma rápida e, até as 10:30, várias pessoas já tinham votado em mobilidade.
Pela primeira vez, é possível votar sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto.
Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%.
Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu.
A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações.
Europeias. Mortágua está "confiante" e diz que campanha do BE foi "clarificadora"
Marina Mortágua também já votou para as eleições europeias. A coordenadora do Bloco de Esquerda mostra-se confiante para esta noite e afirma que a campanha do BE foi "clarificadora".
Mortágua apelou ainda ao voto dos portugueses, salientando a importância das eleições europeias.
Rui Tavares. Para onde vai a história da Europa, vai muitas vezes a história de Portugal
O líder do Livre considera estas decisões decisivas para a Europa. Rui Tavares considera que quanto mais importantes as eleições, maior o dever de votar e considera que o novo método de voto em mobilidade permite diminuir os pretextos para não votar. O dever moral mantém-se, afirma, ainda mais num contexto de guerra como o que vivemos.
Europeias. Raimundo diz que foram criadas as condições para baixar a abstenção
Paulo Raimundo votou na Moita. O secretário-geral do PCP apelou ao voto, afirmando que foram criadas as condições "para permitir que a taxa de abstenção não seja tão elevada".
"Procuramos todos fazer um esforço. Uns fizeram mais e outros menos", afirmou.
Tânger Corrêa diz que voto em mobilidade "está a funcionar muito bem"
O candidato do Chega às eleições europeias já votou em Colares, Sintra. Tânger Corrêa elogiou o sistema de voto em mobilidade, afirmando que é "muito positivo" e "está a funcionar muito bem".
Domingo de tripla eleição na Bélgica
Vota-se para o parlamento europeu, mas também para o parlamento federal e para o parlamento regional. Já assim foi em 2014 e em 2019. Nestas eleições a divisão entre Norte e Sul parece ser mais marcada, de acordo com as sondagens, com a Flandres à direita, mesmo extrema-direita, e a Valónia à esquerda com os socialistas a dominarem as intenções de voto.
Foto: EPA
Eleições Europeias. 360 milhões de eleitores decidem a composição do Parlamento Europeu
São 360 milhões os europeus que decidem a composição do novo Parlamento Europeu. Dois milhões de jovens de 16 e 17 anos votam pela primeira vez porque há leis nacionais que o permitem. As eleições são europeias mas são as leis de cada país que definem quem pode votar e quem pode ser eleito.
Catarina Martins elogia sistema de voto em mobilidade
A candidata do Bloco de Esquerda às eleições já votou. Catarina Martins elogiou o sistema de voto em mobilidade, confirmando que "está a funcionar muito bem".
Sebastião Bugalho espera "estar com um sorriso" esta noite
Sebastião Bugalho votou em mobilidade numa mesa de voto em Marvila. O candidato da AD às europeias mostrou-se confiante para este dia.
Paupério "confiante" no crescimento do Livre e na redução da extrema-direita
Francisco Paupério votou em mobilidade na Junta de Freguesia de Alcântara. O cabeça de lista do Livre elogiou o processo rápido de voto e disse estar confiante de que a abstenção será menor em comparação com 2019.
"Estou muito confiante e acho que a campanha mostrou isso nas ruas e também nas mensagens", disse o candidato aos jornalistas.
Temido apela ao voto para "uma das eleições europeias mais importantes"
Marta Temido também já votou, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, a cabeça de lista do PS mostrou-se confiante na redução da abstenção e disse esperar "que todos tenham a perceção que esta é uma das eleições europeias mais importantes das nossas vidas".
Cabeça de lista do PAN elogia "processo muito fluído" de votação
Pedro Fidalgo Marques, cabeça de lista do PAN para as eleições europeias, elogiou o processo de voto com listas eletrónicas, falando de um processo "muito fluído" e até mais rápido do que o voto tradicional com cadernos eleitorais em cada mesa de voto.
João Oliveira espera uma abstenção menor nestas eleições europeias
João Oliveira, candidato da CDU às europeias, espera que nestas eleições a abstenção seja menor, com a ajuda do voto em mobilidade.
Italianos votam pelo segundo dia
Europeias. Cotrim de Figueiredo está "confiante" e apela ao voto
O cabeça de lista da Iniciativa Liberal às eleições europeias já votou. Em declarações aos jornalistas, Cotrim de Figueiredo disse estar "bastante confiante" para estas eleições e destacou a importância de combater a abstenção.
Portugueses já votam no Porto
Os técnicos de apoio informático garantem que está tudo a decorrer com normalidade.
Europeias. Vinte países vão a votos para eleger próximo Parlamento Europeu
Os eleitores da Roménia, Bélgica, Croácia e Hungria já começaram a votar para as eleições para o Parlamento Europeu, que terminam hoje, com votações em 20 Estados-membros da União Europeia (UE), incluindo Portugal.
Os cidadãos dos Países Baixos, Irlanda, República Checa, Letónia, Malta e Eslováquia já votaram, num ciclo que começou na quinta-feira. Os italianos começaram a ir às urnas na tarde de sábado e hoje a votação prossegue até às 23:00 (menos uma hora em Lisboa), sendo Itália o último país a encerrar as urnas.
Uma vez eleitos, os eurodeputados organizam-se por grupos, mas vai ser preciso esperar cerca de um mês para conhecer a formação definitiva do Parlamento Europeu.
A partir de dia 18 deste mês, os grupos políticos começam a reunir-se e têm até 15 de julho para "fechar" a sua constituição -- apesar de ser possível formar novos grupos em qualquer momento da legislatura.
Os eurodeputados eleitos iniciam funções com a sessão plenária constitutiva, entre 16 e 19 de julho em Estrasburgo, durante a qual elegem o líder do Parlamento Europeu, cargo atualmente ocupado pela maltesa Roberta Metsola (PPE), que pode renovar por mais um mandato de dois anos e meio.
Atualmente, o hemiciclo conta com oito grupos: Partido Popular Europeu - PPE (inclui PSD e CDS-PP); Socialistas e Democratas (a que pertence o PS); Renovar a Europa (inclui Iniciativa Liberal); Identidade e Democracia (que o Chega integra); Verdes (Livre e PAN); Conservadores e Reformistas -- ECR, e Esquerda (PCP e Bloco de Esquerda), além dos não inscritos.
A campanha foi dominada pelo debate sobre a previsível subida dos movimentos de extrema-direita e eurocéticos, para que as sondagens apontam. O alargamento da UE, o apoio à Ucrânia, migraçõs, economia e ambiente também marcaram a agenda dos candidatos.
Os primeiros resultados provisórios só começam a ser divulgados hoje depois do encerramento das urnas em Itália, às 23:00 locais (22:00 em Lisboa).
Eleições de 2019 foram as menos participadas de sempre
Há cinco anos, em 2019, Portugal viu a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, com a participação em mínimos históricos, em que apenas 30,75% dos eleitores foram votar.
Em 2019, os números da participação eleitoral caíram para mínimos históricos. Nessas eleições para o Parlamento Europeu, foram votar apenas 30,75% dos mais de 10,7 milhões de eleitores inscritos.
Este foi um registo que confirmou a tendência decrescente da adesão dos eleitores portugueses às eleições para o Parlamento Europeu, visto que em 2014 já tinha sido batido um novo recorde de abstenção, com 66,33% dos eleitores a falharem a chamada às urnas.
Com uma abstenção de 69,25% em 2019, Portugal contrariou a tendência europeia de maior adesão à eleição dos eurodeputados e teve o terceiro pior registo da União Europeia ao nível de participação, ficando apenas à frente da Eslováquia e da Croácia.
Apesar da baixa adesão em 2019, o número de eleitores nessa eleição, em termos absolutos, subiu em cerca de 30 mil quando comparado com a ida às urnas de 2014.
No sentido contrário, os melhores resultados portugueses a nível de participação em eleições europeias remontam ainda ao século XX, pouco depois da adesão de Portugal à Comunidade Europeia.
Nas europeias de 1987, um ano depois da entrada portuguesa na então CEE, 72,42% dos eleitores foram às urnas para escolher os representantes de Portugal no Parlamento Europeu, situando a abstenção nos 27,8%.
Este nível baixo de abstenção, nos primeiros tempos de Portugal na UE, não se voltou a registar. Dois anos depois, em 1989, a abstenção disparou para 48,9% e não voltou a baixar.
Em 1994, Portugal atingiu os 64% de abstenção, o pior resultado do século passado, e não voltou a conseguir baixar da barreira dos 60% em todos os momentos eleitorais posteriores.
Em 1999, a abstenção em europeias baixou para os 60,07%, e manteve-se relativamente estável até 2009. Em 2004, foram às urnas 36,7% dos eleitores (abstenção de 61,4%) e cinco anos depois, em 2009, a abstenção subiu para os 63,3%.
Cerca de 373 milhões de eleitores europeus são chamados a votar para o Parlamento Europeu entre 06 e 09 de junho. Em Portugal, a votação é este domingo, no dia 09.
Serão escolhidos 720 eurodeputados, 21 dos quais portugueses.
Concorrem às eleições um total de 17 partidos e coligações: a AD, PS, Chega, IL, BE, CDU, Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP.
8h00 - Abertas as mesas de voto
A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações.
Eleições Europeias. "Agora, não votarmos, é metermos a cabeça na areia", avisa Marcelo
O Presidente da República deixou aos portugueses uma mensagem na véspera das eleições europeias, fazendo um apelo ao voto. Marcelo Rebelo de Sousa destacou que os tempos de guerra que enfrentamos no espaço europeu tornam estas eleições ainda mais importantes. "Vale a pena desta vez, ainda mais do que nunca, mostrar que o voto é uma arma, uma arma de liberdade, uma arma de democracia, uma arma de paz", alertou Marcelo, sublinhando que é também uma forma de mostrar a força da Europa no mundo.
Europeias. Pode votar em qualquer parte do país ou do mundo
Só precisa do cartão de cidadão. No caso concreto da votação em Portugal. Mesmo que viva no norte do país e esteja no sul, basta deslocar-se à mesa de voto mais próxima.
Foto: Manuel de Almeida - Lusa
Portugueses elegem hoje os 21 eurodeputados nacionais na União Europeia
Mais de 10 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para eleger os 21 representantes nacionais no Parlamento Europeu.
As mesas de voto, para as segundas eleições em três meses, estarão abertas entre as 08:00 e as 19:00 em Portugal continental e na Madeira, enquanto nos Açores abrem e fecham uma hora mais tarde em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estão inscritos nos cadernos eleitorais para as eleições de hoje um total de 10.819.317 cidadãos nacionais e 11.255 cidadãos estrangeiros, que perfazem um total de 10.830.572 de eleitores.
No estrangeiro estão inscritos cerca de 1.5 milhões de eleitores portugueses, dos quais pouco mais de 900 mil vão votar dentro da Europa e 643 mil estão inscritos fora do continente europeu.
Nestas eleições, devido à existência de cadernos eleitorais desmaterializados, os eleitores vão poder votar em qualquer parte do país, ou seja, sem terem de informar previamente ou fazer uma inscrição para irem votar fora da sua mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento oficial de identificação com fotografia atualizada.
Em Portugal, concorrem a estas eleições europeias, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no domingo passado mais de 252.000 eleitores, 17 partidos e coligações.
Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%.
Além das regionais nos Açores e na Madeira, estas são as segundas eleições de âmbito nacional em Portugal este ano, depois das legislativas antecipadas de 10 de março passado, convocadas na sequência da demissão do então primeiro-ministro, António Costa (PS), após ter sido tornado público que era alvo de um inquérito judicial.
Entre quinta-feira e hoje, cerca de 373 milhões de eleitores europeus nos 27 Estados-membros da União Europeia elegem os 720 novos membros do Parlamento Europeu.