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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Trump assegura que "não haverá acordo com o Irão exceto rendição incondicional"

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Trump assegura que "não haverá acordo com o Irão exceto rendição incondicional"

Chegam a Lisboa os portugueses abrangidos pela operação de repatriamento que mobilizou um avião da Força Aérea e outro fretado à TAP. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Nathan Howard - Reuters

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RTP /

Arábia Saudita diz ter intercetado um míssil de cruzeiro

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou esta sexta-feira que um míssil de cruzeiro foi intercetado e destruído na região de Al-Kharj, no centro da Arábia Saudita.

"Um míssil de cruzeiro foi intercetado e destruído a leste da província de Al-Kharj", afirmou o ministério em comunicado.
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"Catástrofe humanitária"
RTP /

Ataques israelitas fazem 300 mil deslocados no Líbano

Segundo o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), 300 mil pessoas foram deslocadas dentro do Líbano após ataques aéreos israelitas e ordens de evacuação.

Israel ordenou a evacuação de civis em centenas de aldeias no sul do Líbano, no Vale do Bekaa e nos subúrbios a sul de Beirute, "com o número de pessoas potencialmente deslocadas a ultrapassar um milhão", disse a ONG em comunicado.

O número de mortos na sequência dos ataques israelitas no Líbano subiu para 217, com 798 feridos desde que Beirute foi arrastada para o conflito regional na segunda-feira, anunciou o Ministério da Saúde esta sexta-feira. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de provocar "uma catástrofe humanitária" devido à deslocação em massa da população.
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Lusa /

Ataque israelita atinge cidade histórica de Tiro no sul do Líbano

Aviões de guerra israelitas bombardearam hoje a cidade de Tiro, no sul do Líbano, cujo sítio arqueológico é classificado como Património Mundial pela UNESCO, noticiaram meios de comunicação estatais libaneses e a agência France-Presse (AFP).

Equipas de resgate foram vistas a recuperar pelo menos um corpo e a recolher o que pareciam ser restos mortais perto do antigo hipódromo da cidade, após o ataque ocorrido no quinto dia de confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irão.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) indicou que "aviões de guerra inimigos realizaram um ataque às ruínas da cidade de Tiro", na direção do campo de refugiados palestinianos de Bass, um dos 12 existentes no país.

Os bombardeamentos israelitas prosseguiram durante a tarde nos subúrbios do sul de Beirute e em zonas do sul e do leste do Líbano.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de provocar uma "catástrofe humanitária" devido à deslocação em massa da população causada pelos ataques.

Segundo dados divulgados pelas autoridades de Beirute, os bombardeamentos israelitas no Líbano provocaram pelo menos 217 mortos desde segunda-feira.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, exigiu hoje investigações "rápidas e minuciosas" sobre os ataques.

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RTP /

França envia porta-helicópteros anfíbio para o Mediterrâneo

A França decidiu enviar um porta-helicópteros anfíbio para o Mediterrâneo "para reforçar o contingente militar" enviado por Paris em resposta à guerra no Médio Oriente, informou esta sexta-feira a AFP, citando o Estado-Maior das Forças Armadas francesas.

"Um porta-helicópteros anfíbio está a ser enviado para o Mediterrâneo para reforçar o contingente das Forças Armadas francesas no contexto da crise no Médio e Próximo Oriente", confirmou um porta-voz do Estado-Maior, corroborando uma notícia do jornal Le Marin.

No outono de 2024, um navio deste tipo foi posicionado preventivamente na costa do Líbano, como medida de precaução, caso fosse necessário lançar uma operação de repatriamento de cidadãos franceses enquanto Israel estivesse a combater o Hezbollah, como acontece atualmente.
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Lusa /

Sobe para 217 número de mortos em ataques israelitas no Líbano

Pelo menos 217 pessoas foram mortas e 798 ficaram feridas na sequência dos ataques israelitas ao Líbano desde o início do conflito com o Irão, no sábado, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

Um balanço anterior do ministério, publicado na quinta-feira à noite, registava 123 mortos e 683 feridos.

O Líbano foi arrastado na segunda-feira para a guerra regional com o Irão, quando o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou um ataque contra Israel, que respondeu com uma campanha de ataques massivos.

As sucessivas ondas de ataques de Israel têm visado sobretudo áreas da periferia sul da capital, Beirute, bastião do Hezbollah.

Os residentes dos subúrbios do sul de Beirute e do sul do país fugiram em massa após o exército israelita ter emitido ordens de retirada sem precedentes.

Hoje, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou que o Líbano está a aproximar-se de um "desastre humanitário" com a deslocação em massa da população libanesa devido aos ataques das forças israelitas no país.

"Poderá haver consequências sem precedentes desta deslocação no plano humanitário e político", disse o primeiro-ministro ao corpo diplomático.

O Exército israelita anunciou hoje que realizou de manhã ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.

Segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik foram também reportados ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa. Israel tinha alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.

Em resposta a estes ataques, o Hezbollah emitiu hoje um "aviso urgente" em hebraico aos israelitas, para que se retirassem de localidades situadas a menos de cinco quilómetros da fronteira libanesa.

O movimento xiita justifica esse aviso com o envio para essa zona do norte de Israel "de veículos militares e veículos blindados de transporte de tropas".

Na segunda-feira, o Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, lançou foguetes de artilharia contra Israel numa ação contra os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

As forças de Israel continuam a realizar ataques quase diários no sul do Líbano e a manter tropas na região.

Segundo os serviços de emergência libaneses, registaram-se pelo menos 123 mortos e 683 feridos no Líbano, além de dezenas de milhares de deslocados desde segunda-feira.

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Lusa /

Declaração final da cimeira ibérica condena ataques do Irão mas não os Estados Unidos

A declaração final da 36.ª Cimeira Luso-espanhola condena "os ataques indiscriminados e injustificados do Irão contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros países da região", sem referência ao ataque inicial por parte dos Estados Unidos.

Na declaração, divulgada no final da reunião entre os dois países e já depois da conferência de imprensa dos primeiros-ministros Luís Montenegro e Pedro Sánchez, os dois países começam por reiterar "o seu compromisso com a paz e a estabilidade na região e reafirmam a necessidade de pleno respeito pelo Direito Internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional Humanitário".

"Ambas as partes condenam os ataques indiscriminados e injustificados do Irão contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros países da região", refere-se.

Ao mesmo tempo, Portugal e Espanha "insistem numa `desescalada` imediata e o regresso ao diálogo e à diplomacia, via única para se alcançar uma solução duradoura para todas as questões pendentes com o Irão".

"Portugal e Espanha estão a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos seus cidadãos na região e auxiliá-los no seu regresso", refere também o documento sobre este conflito, no qual não há qualquer referência aos Estados Unidos da América.

Sánchez tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, tendo recusado a utilização de bases militares em território espanhol pelos norte-americanos para estas operações. Na resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Espanha com represálias.

Já Luís Montenegro tem afirmado que "Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido nessa ação militar", mas salientou que o país está mais próximo do seu aliado norte-americano do que do Irão.

 

 

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RTP /

Israel afirma que o Hezbollah disparou cerca de 70 rockets contra o seu território

Cerca de 70 rockets foram disparados contra Israel esta sexta-feira pelo Hezbollah, anunciou o exército israelita, acrescentando que "mais de 70" combatentes do movimento libanês apoiado pelo Irão foram mortos desde segunda-feira.

"Nos últimos dias, centenas de rockets e drones foram lançados" contra Israel e, desde a meia-noite de sexta-feira (...), cerca de 70 rockets foram lançados" contra o território israelita, disse o porta-voz internacional do exército, o tenente-coronel Nadav Shoshani, aos jornalistas.

Desde o início da ofensiva lançada a 2 de março contra o movimento islâmico, Shoshani diz que Israel realizou 26 vagas de ataques durante os quais alvejaram mais de 500 locais em todo o Líbano e eliminou mais de 70 terroristas do Hezbollah.
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RTP /

Trump diz que EUA estão a retirar milhares de pessoas do Médio Oriente

O presidente Donald Trump afirmou esta sexta-feira que os EUA estão a retirar milhares de pessoas de vários países do Médio Oriente. "Está a ser feito discretamente, mas sem problemas", disse Trump numa publicação nas redes sociais, sem fornecer mais detalhes.
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Lusa /

Hezbollah avisa israelitas para que se retirem de localidades junto ao Líbano

O movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou hoje um "aviso urgente" aos habitantes do norte de Israel para que se retirassem de localidades situadas a menos de cinco quilómetros da fronteira libanesa.

"Devem evacuar" todas as localidades situadas a menos de cinco quilómetros (km) da fronteira, afirmou o Hezbollah numa mensagem divulgada em hebraico no seu canal na rede social Telegram, num momento em que Israel fez um apelo semelhante a várias regiões no Líbano.

O movimento xiita justifica esse aviso com o envio para essa zona do norte de Israel "de veículos militares e veículos blindados de transporte de tropas".

Em causa estão as sucessivas ondas de ataques de Israel, sobretudo a áreas da periferia sul da capital, Beirute, bastião do Hezbollah, que Telavive pretende decapitar.

Os residentes dos subúrbios do sul de Beirute e do sul do país fugiram em massa após o exército israelita ter emitido ordens de retirada sem precedentes.

Hoje, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou que o Líbano está a aproximar-se de um "desastre humanitário" com a deslocação em massa da população libanesa devido aos ataques das forças israelitas no país.

"Poderá haver consequências sem precedentes desta deslocação no plano humanitário e político", disse o primeiro-ministro ao corpo diplomático.

O Exército israelita anunciou hoje que realizou de manhã ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.

Segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik foram também reportados ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa. Israel tinha alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.

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Lusa /

Barril de Brent antige máximo desde abril de 2024 e ultrapassa 90 dólares

O preço do barril de Brent ultrapassou hoje os 90 dólares pela primeira vez desde abril de 2024, depois de o Presidente norte-americano ter prometido que o conflito no Médio Oriente continuará até à "rendição incondicional" do Irão.

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca", escreveu Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

Logo após a declaração, o barril de Brent, referência internacional do petróleo, ultrapassou os 90 dólares pela primeira vez desde abril de 2024.

Pelas 14:30 em Lisboa, o barril para entrega em maio negociava em 90,66 dólares, uma subida de 6,15% ao dia, enquanto o norte-americano West Texas Intermediate subia 9,09% para 88,37 dólares.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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Antena 1 /

Montenegro vê Estados Unidos como aliado mas não apoia ameaças comerciais de Trump a Espanha

O primeiro-ministro português esteve esta manhã em Huelva, onde assinou um conjunto de acordos comerciais com o homologo Pedro Sánchez. Uma cimeira que não passou ao lado da crise no médio oriente, quem que Montenegro se apresenta crítico perante as ameaças comerciais de Donald Trump a Espanha, contudo descreve os Estados Unidos como um "aliado incontornável".

Foto: Alberto Diaz - EPA

Ao lado de Sánchez o primeiro-ministro português garantiu que os dois países têm uma relação muito forte, mas as posições são distintas sobre o Médio Oriente.
Inês Ameixa - Antena 1
Declarações na conferência de imprensa no âmbito da Cimeira Luso-Espanhola acompanhada pela enviada da Antena 1 a Huelva, Inês Ameixa.
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Lusa /

Pedidos de repatriamento aparecem "a todo o momento" de vários países" do Médio Oriente, diz Montenegro

O primeiro-ministro português afirmou hoje que os pedidos de repatriamento devido à guerra no Médio Oriente continuam a "aparecer a todo o momento" e de "vários países da região", assegurando que se manterá a solidariedade europeia.

Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola, ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que decorreu hoje de manhã em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática.

Questionado se o Governo português prevê efetuar mais voos de repatriamento, Montenegro admitiu que os pedidos "estão a aparecer a todo o momento e de vários países da região" do Médio Oriente.

O primeiro-ministro lembrou que, quando foi questionado sobre o tema, no parlamento, não podia dar muitos pormenores por razões de segurança.

"Hoje já se sabe que uma das aeronaves é um C-130 da Força Aérea que, entretanto, já transportou 39 pessoas (24 nacionais) e um avião A-330 fretado à TAP, que já transportou 147 passageiros daquela região, 139 dos quais portugueses e outros oito de outras nacionalidades", disse.

Montenegro assegurou que está a ser utilizada a capacidade nacional para a realização de voos de repatriamento "num contexto de solidariedade europeia", que contempla a possibilidade de nacionais de outros Estados - não apenas europeus, poderem viajar em voos portugueses, e vice-versa.

"Estamos também em contacto com as companhias aéreas para realizar viagens com a inclusão dos nossos cidadãos nacionais em todas as possibilidades que se vão abrindo. Isto pressupõe muitas vezes viagens intercalares, as pessoas têm que se deslocar a pontos de contacto, têm que se deslocar depois aos aeroportos onde esses voos são disponibilizados", precisou.

Um avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, em fuga da guerra no irão aterrou hoje em Lisboa às 10:16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

De madrugada, já tinha aterrado no Aeroporto de Figo Maduro o avião militar com 39 passageiros.

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RTP /

Exército dos EUA estuda plano para fazer navios atravessarem o Estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos EUA estão a elaborar um plano para fazer com que os navios passem pelo Estreito de Ormuz, disse o conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, à CNBC e à Bloomberg esta sexta-feira, sem avançar detalhes sobre o prazo.
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RTP /

Costa e von der Leyen vão falar com líderes do Médio Oriente na segunda-feira

Um porta-voz de António Costa avançou à agência Reuters que este vai, em conjunto com Ursula von der Leyen, realizar uma videoconferência na segunda-feira com os líderes do Médio Oriente para discutir a situação na região.

"Esta conversa vai proporcionar uma oportunidade para ouvir as avaliações dos líderes sobre a situação e discutir mais apoio da UE e dos seus Estados-membros aos países da região, assim como formas de pôr fim ao conflito atual", explicou o porta-voz.
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Lusa /

Sánchez reitera ao lado de Montenegro que guerra é "erro extraordinário"

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, reiterou hoje que a guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão, é um "erro extraordinário" e ilegal, numa declaração ao lado do homólogo português, Luís Montenegro.

Sobre a posição do governo português em relação ao conflito, Pedro Sánchez disse apenas que "a política externa de cada país a decide cada um dos governos", depois de ter sido questionado por jornalistas na conferência de imprensa da cimeira ibérica que decorre hoje em Huelva, no sul de Espanha.

O líder do Governo espanhol insistiu em que a guerra foi iniciada "claramente fora da legalidade internacional".

"Esta guerra é um erro extraordinário, que vamos pagar e já estamos a pagar", afirmou, referindo os impactos que o conflito já está a ter no aumento do petróleo ou do gás, mas também a nível de vítimas mortais, "dor e sofrimento" no Médio Oriente.

Sánchez tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, por considerar que violam direito internacional, e o Governo de Espanha recusou a utilização de bases militares em território espanhol pelos norte-americanos para estas operações. Na resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Espanha com represálias.

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Lusa /

Montenegro admite mais medidas nacionais e ibéricas para mitigar subida dos combustíveis

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o Governo continuará a acompanhar a evolução do preço dos combustíveis "nas próximas semanas", sem excluir mais medidas a nível nacional e até ibérico.

Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola, ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que decorreu hoje de manhã em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática.

No final, foi questionado sobre a previsível subida, na próxima semana, do preço do gasóleo rodoviário 23,4 cêntimos por litro e da gasolina sem chumbo em 7,4 cêntimos por litro como consequência da nova guerra no Médio Oriente.

O primeiro-ministro recordou que já tinha anunciado que o Governo tomaria medidas se esse aumento fosse superior a dez cêntimos, pelo que já hoje foi anunciado pelo Ministério das Finanças que o Governo decidiu avançar com uma "redução temporária e extraordinária" de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.

"Continuaremos nas próximas semanas atentos a este efeito com medidas de nível nacional ,e eventualmente de cooperação com países amigo, e a Espanha é o principal", disse".

O primeiro-ministro tinha sinalizado, no debate quinzenal de quarta-feira, que o Governo poderia avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verificasse um aumento de 10 cêntimos.

"Dentro da orientação que foi dada a vários membros do Governo para não desvalorizarem os efeitos que o conflito [com o Irão] possa ter na nossa dinâmica económica, estamos em condições de dizer que um desses efeitos pode vir a ser o aumento do preço dos combustíveis", apontou o líder do executivo.

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Lusa /

Emirados e Catar com mais portugueses na região, maioria não quer voltar

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou hoje que os Emirados e o Catar são os países no Médio Oriente com mais portugueses e que a maioria dos que vivem nesta região afetada pela guerra não quer sair.

Emídio Sousa falava aos jornalistas no Aeródromo Militar de Lisboa, onde às 10:16 de hoje aterrou um avião da TAP fretado pelo Estado português com 147 repatriados desta região, dos quais 139 portugueses.

Antes, tinha aterrado, por volta das 05:00, no mesmo aeroporto um avião militar com 39 passageiros, no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

Segundo Emídio Sousa, existem duas situações distintas envolvendo portugueses nesta região: "Os residentes, com a maioria a querer continuar lá, sentem-se seguros e os meios de defesa aéreos dos países onde estão funcionam bem" e "os viajantes, que foram apanhados numa situação, muitas vezes até de transbordo de avião, e esses querem vir".

O secretário de Estado disse que há cerca de uma semana que a operação está a ser organizada e que foi sempre mantido o máximo sigilo, por razões de segurança.

"Nós fizemos tudo isto com máximo sigilo e prudência e decidimos só comunicar no momento em que as pessoas estavam a chegar e que já sabíamos que estavam no ar", referiu.

E prosseguiu: "Estamos a trabalhar num eventual novo voo para uma outra zona, onde também há bastantes portugueses que nos têm manifestado esse interesse".

O Estado português já aderiu ao mecanismo de solidariedade europeu de repatriamento, tendo hoje transportado oito cidadãos de nacionalidades que não a portuguesa e pondera agora duas hipóteses para trazer mais portugueses que queiram voltar: Um voo português ou incluir portugueses em outros voos europeus".

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RTP /

Trump diz que não haverá acordo com o Irão exceto "rendição incondicional"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que "não haverá acordo com o Irão exceto a rendição incondicional".

"Depois disso e de ser escolhido um excelente e aceitável líder ou líderes, nós e muitos dos nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros trabalharemos incansavelmente para trazer o Irão de volta da destruição", escreveu Trump numa publicação nas redes sociais.

A intenção do presidente dos EUA é tornar o Irão "economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca"

"O Irão vai ter um grande futuro", assegurou.

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RTP /

Industriais da cerâmica e cristalaria vivem dias ainda mais difíceis

Uma semana depois do ataque norte-americano e israelita ao Irão, pedem mais tempo para atingir as metas de descarbonização.

O setor já fortemente afetado pelas tempestades e tem agora de lutar contra o aumento dos preços do gás e da eletricidade.

Falam de dias fortemente penalizadores.

A braços com investimentos com vista a atingir as metas da descarbonização, os empresários procuram enfrentar a incerteza quanto à duração do conflito.
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RTP /

"Nova fase da guerra é destruir armazéns de armamento no subsolo"

Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, estão a acompanhar o evoluir da estratégia do Estado hebraico na ofensiva contra o Irão.

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João Alexandre - Antena 1 /

Base das Lajes. Bloco pede demissão de MNE e acusa Governo de "ocultar dados"

O coordenador do Bloco de Esquerda acusa o ministro dos Negócios Estrangeiros de "ocultar" informação sobre a utilização da Base das Lajes pelas forças norte-americanas no ataque ao Irão e defende que Paulo Rangel já não tem condições para permanecer no cargo.

Foto: Bloco de Esquerda/Assembleia da República

É a posição manifestada por José Manuel Pureza depois de o semanário Expresso ter noticiado que sete voos de aviões militares dos Estados Unidos partiram da base dos Açores ainda antes de o Governo português ter concedido autorização para que houvesse uma utilização da infraestrutura em contexto de guerra.

Ouvido pela Antena 1, o coordenador bloquista diz que Paulo Rangel não tem "condições democráticas" para continuar como governante.

"Há um ministro que se vai refugiando em subterfúgios e que ocultou dados e ocultou informação ao país. Quem faz isto numa situação tão complexa e tão delicada para todos os nossos países e para o mundo não fica em condições democráticas de exercer - com perfeita legitimidade e perfeita lisura - o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros", diz.

O coordenador do BE afirma que o Governo é "cúmplice" de um ataque que "viola" o Direito Internacional e o próprio acordo de utilização da Base das Lajes. José Manuel Pureza acrescenta que as notícias vindas a público são claras e que colocam o Executivo e Paulo Rangel numa situação de confronto com os factos e com a realidade.

"O que ficamos hoje a saber é que, pelo menos sete dessas utilizações foram anteriores à suposta clarificação por parte do Governo de que seria só para missões defensivas. Diz hoje o semanário Expresso que foram feitas sem qualquer tipo de autorização por parte do Governo - e era legalmente obrigatória, porque se trata de um tipo de aeronaves que exige autorização explícita", sublinha, em declarações à Antena 1.

Nesse sentido, o coordenador do BE e ex-vice-presidente da Assembleia da República conclui que as justificações sobre as condições colocadas por "não funcionaram", até porque, acrescenta: "A argumentação de que se tinha estabelecido como imperativo que [os EUA] não participassem em missões ofensivas, evidentemente que é pura retórica. Não há qualquer forma de prova de que essas missões são estritamente defensivas".

"Quem diz isto ao país contrariando a verdade dos factos está numa posição moral e política insustentável. É isso que nós estamos a dizer perante aquilo que hoje conhecemos, que é a utilização da Base das Lajes em cumplicidade com uma ação agressiva contrária à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional", argumenta.
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RTP /

Irão aponta baterias a Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Israel

O Irão continua a responder com ataques a bases militares norte-americanas nos países do Médio Oriente.

A República Islâmica reitera que o país deve pôr fim à presença dos EUA na região do Golfo Pérsico.
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RTP /

Chegaram a Portugal dois voos de repatriamento

A operação, organizada pelo Governo português e integrada no Mecanismo Europeu, trouxe 186 pessoas, a maioria portugueses, de Israel e dos Emirados Árabes Unidos.

Nos próximos dias, podem realizar-se outros voos para retirar cidadãos nacionais, em especial do Catar.
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RTP /

Novas explosões abalam várias cidades do Irão

Ao sétimo dia de ofensiva, o número de mortos ultrapassa já os 1.300, garante o Crescente Vermelho.

Israel diz que a guerra vai entrar uma nova fase, com manobras surpresa, e Donald Trump garante que o Irão já perdeu quase tudo o que tinha a perder do ponto de vista militar.
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Joana Raposo Santos, Joana Bénard da Costa - RTP /

Governo avança com redução do ISP sobre o gasóleo

O Governo decidiu esta sexta-feira "proceder a uma redução temporária e extraordinária das taxas unitárias do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicáveis, no Continente, ao gasóleo rodoviário".

Pedro A. Pina - RTP

Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, a partir da próxima segunda-feira o preço do gasóleo rodoviário subiria 23,4 cêntimos por litro e a gasolina sem chumbo aumentaria 7,4 cêntimos por litro se o Governo não avançasse com a redução do ISP.

“Assim sendo, e dando cumprimento ao apoio anunciado pelo Executivo esta semana, aplicar-se-á um desconto extraordinário e temporário do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) sobre gasóleo rodoviário no valor de 3,55 cêntimos por litro, devolvendo aos contribuintes a receita adicional do IVA correspondente ao aumento esperado do preço”, lê-se no comunicado.O agravamento dos preços é potenciado pelo Conflito no Médio Oriente, que está a gerar incerteza nos mercados.

O primeiro-ministro admitira já esta semana avançar com um desconto extraordinário e temporário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos.
Jornal da Tarde | 6 de março de 2026

Na quarta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, Luís Montenegro afirmava que, no caso de se verificar um aumento de dez cêntimos, o Executivo aplicaria a medida para compensar a subida dos preços.

Uma medida "insuficiente", considera Mafalda Trigo, vice -presidente da ANAREC, que esta sexta-feiram, em entrevista à RTP, admitiu que uma subida de preços com esta ordem de valores não se verificava desde o início da guerra na Ucrânia.Mafalda Trigo afirma ainda que, se a guerra continuar, é provável que os preços também continuem a subir.


Para a associação que representa os revendedores de combustíveis, a medida anunciada pelo Governo "é uma ajuda mas é insuficiente" e exorta a que se vá mais longe, para que o consumidor sinta menos o efeito desta subida de preços.
Tendo em conta a conjuntura internacional, Mafalda Trigo alerta que também o gás deverá aumentar, uma situação que deveria merecer igualmente medidas extraordinárias por parte do Governo.

Depois do gasóleo e da gasolina, também o preço do gás deverá aumentar, avisa a ANAREC.

Também a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários De Mercadorias não esconde a preocupação com este aumento e alega que, mesmo que o Executivo aplique uma redução do ISP para os combustíveis à venda ao público, os transportadores não vão beneficiar.

“Porque o nosso sector – transportadoras – já tem um regime de gasóleo profissional e, portanto, os transportadores hoje já pagam um valor de gasóleo inferior ao da generalidade das pessoas e, se o da generalidade das pessoas for reduzido, o nosso não vai ser reduzido”, referou Pedro Polónio, da ANTRAM, ouvido pela Antena 1.
O representante da ANTRAM anuncia que vai pedir uma reunião ao Governo para debater o tema e antecipa que esta subida do valor dos combustíveis vá ter um impacto superior a cinco por cento nos custos das empresas.
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RTP /

Irão diz ter atingido petroleiro americano que estará "em chamas" no Golfo

Um porta-voz do Exército iraniano afirmou esta sexta-feira que as forças de Teerão atingiram um petroleiro americano que estará agora "em chamas" no Golfo.

"Um petroleiro pertencente aos Estados Unidos, perto das fronteiras do Kuwait, foi atingido e está em chamas", afirmou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado à Guarda Revolucionária.
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Lusa /

Impacto na energia da UE mostra "dependência excessiva" do gás e petróleo, diz Von der Leyen

A presidente da Comissão Europeia considerou hoje que o impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra Irão no setor energético da União Europeia (UE) mostra a "dependência excessiva" do gás e petróleo importado.

"Hoje, o sistema energético europeu é mais limpo, muito mais diversificado e muito mais estável do que há alguns anos. No entanto, os desenvolvimentos no Médio Oriente lembram-nos mais uma vez os riscos de continuarmos a depender excessivamente dos combustíveis fósseis", escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

A Comissão Europeia promoveu hoje um debate de orientação sobre os preços da energia com diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

Esta reunião do colégio de comissários já estava prevista antes do início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão, mas acabou por surgir num momento em que o preço do petróleo sobe mais de 10% e o do gás europeu sofre aumentos ainda mais acentuados.

"Devemos continuar a melhorar o funcionamento do nosso mercado energético, atraindo mais investimentos em tecnologias limpas e avançando com a transição para uma energia limpa e produzida internamente. Isto é crucial para a nossa segurança energética, acessibilidade e independência e, igualmente, para a nossa competitividade", salientou Ursula von der Leyen.

Também através do X, a responsável saudou a participação de Fatih Birol na reunião do colégio de comissários, falando numa contribuição "preciosa" para "orientar" as decisões comunitárias.

Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia asseguraram na quarta-feira que o abastecimento de gás ao espaço comunitário "está estável" e "não há impacto" na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.

Ainda assim, teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, verificada após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia - especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial - tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

Os aumentos resultam tanto de interrupções na produção e transporte de energia como da incerteza geopolítica que leva investidores e empresas a antecipar escassez futura, podendo também afetar os preços da eletricidade (dado o gás pesar em tal formulação), transportes e produção industrial.

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Lusa /

Mais de 1.000 cidadãos da UE repatriados em voos organizados por Bruxelas

Mais de 1.000 cidadãos da União Europeia (UE) foram repatriados do Médio Oriente até agora em 10 voos organizados pela Comissão Europeia, após 17 Estados-membros, incluindo Portugal, terem ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

"Confirmo que Portugal ativou ontem [quinta-feira] ao final da tarde o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e outros países também tomaram as mesmas medidas. Nesta fase, temos 17 países que já ativaram o mecanismo, o que significa que está em curso uma grande operação e que estamos a trazer cidadãos europeus de volta à Europa", disse a porta-voz do executivo comunitário para a área da Preparação, Eva Hrncirova.

Questionada pela Lusa na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, a responsável apontou que, até quinta-feira, "foram 10 os voos que trouxeram cidadãos de volta à Europa, o que equivale a mais de 1.000 passageiros".

Estes países são, além de Portugal, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, França, Itália, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Países Baixos, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia.

"Se é um cidadão do Médio Oriente e gostaria de regressar a casa, na Europa, isso significa que, se é um cidadão europeu, nunca estará sozinho numa situação de crise porque estamos sempre aqui para o ajudar. Pode embarcar num avião oferecido por outro Estado-membro, o que é coordenado pelas autoridades consulares", assinalou Eva Hrncirova.

Portugal ativou na quinta-feira ao final da tarde o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente.

Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu à Comissão Europeia para organizar voos de repatriamento, disponibilizando-se a oferecer lugares a outros Estados-membros.

Cerca das 05:00 de hoje (hora local) aterrou no Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, o avião militar com 39 passageiros que faz parte de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

Um outro avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, aterrou em Lisboa às 10:16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

O Centro de Coordenação da Resposta a Emergências da Comissão Europeia coordena logisticamente os voos oferecidos pelos Estados-membros, cabendo ao executivo comunitário realizar contactos com as delegações da UE e as autoridades consulares.

Para além dos esforços de coordenação, Bruxelas pode pagar parte dos custos financeiros dos voos de repatriamento, sendo que até 75% das despesas elegíveis dos voos podem ser reembolsados pela UE se pelo menos 30% dos lugares disponíveis forem oferecidos a cidadãos de outros países da UE.

Se nenhum país puder ajudar um outro que peça apoio para retirar os seus cidadãos, a instituição cobre tais despesas em 100%.

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RTP /

Explosão perto do aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano

Uma explosão ocorreu esta sexta-feira perto do aeroporto de Erbil, que acolhe tropas da coligação liderada pelos Estados Unidos na região autónoma do Curdistão iraquiano, segundo jornalistas da AFP.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, vários drones foram intercetados sobre a cidade de Erbil, que também possui um importante complexo consular americano.
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Lusa /

Brent ultrapassa 87 dólares pela 1.ª vez desde 2024 e sobe quase 21% na semana

O preço do petróleo Brent atingiu hoje os 87,62 dólares, o valor mais alto desde julho de 2024, com um aumento de 3% face ao fecho e quase 21% desde sexta-feira.

O custo de cada barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, subiu mais de 4% para ser cotado a um máximo intradiário de 84,90 dólares, o preço mais alto também desde julho de 2024, com uma valorização acumulada na semana de cerca de 25%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e a ameaça de encerramento do estreito de Ormuz.

A Agência Internacional de Energia (AIE) garantiu estar a acompanhar de perto a situação na região, incluindo as possíveis consequências de qualquer interrupção prolongada do fluxo de energia através do estreito de Ormuz, salientando que, embora as instalações de produção tenham ficado praticamente ilesas dos ataques, a interrupção do fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz obrigou alguns operadores a iniciar o encerramento da produção.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

Os Estados Unidos têm tentado, nas últimas horas, reduzir a tensão nos mercados com várias medidas, incluindo o anúncio de que permitirá a venda de petróleo russo à Índia durante 30 dias, bem como a possibilidade de recorrer à reserva estratégica de petróleo (SPR), atualmente em 415 milhões de barris.

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Antena 1 /

Confederação Nacional da Agricultura preocupada com efeitos da guerra

Portugal importa adubos do Médio Oriente e grande parte desta mercadoria chega por mar, através do Estreito de Ormuz, que enfrenta fortes constrangimentos por estes dias.

Foto: Nuno Patrício - RTP

A Confederação Nacional da Agricultura revela estar preocupada com os efeitos que a crise económica resultante do conflito no Médio Oriente pode ter no sector agrícola, em particular no preço dos fertilizantes.

Pedro Santos, da direção da CNA, explica que o sector da agricultura vai ser afetado direta ou indiretamente por esta crise.
O representante da CNA lembra o Governo de que não se pode esquecer que a redução no ISP também tem de ser aplicada aos combustíveis agrícolas. A somar ao controlo do movimentos especulativos que levam a subidas precoces de preços.
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RTP /

Irão anuncia ataques a bases americanas no Kuwait e promete "continuar"

"Nas últimas horas, vários tipos de drones destrutivos das forças terrestres do Exército atacaram um grande número de bases militares americanas no Kuwait", declarou Teerão. "Estes ataques continuarão nas próximas horas", advertiu.
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RTP /

Grécia vai destacar sistema de mísseis Patriot para proteger Bulgária

O ministro grego da Defesa, Nikos Dendias, anunciou que o país vai enviar um sistema de mísseis Patriot para o norte da Grécia para dar apoio à Bulgária na sua "proteção antibalística" contra o Irão.

"Um sistema de mísseis Patriot será transferido nas próximas horas (...) para o norte do território grego, de modo a garantir a cobertura antibalística de grande parte do território búlgaro", afirmou.
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RTP /

Voo da Lufthansa com destino a Riade desviado para o Cairo por motivos de segurança

Um voo da companhia aérea Lufthansa com destino a Riade foi desviado para o Cairo por motivos de segurança, afirmou esta sexta-feira o CEO da empresa, Carsten Spohr.
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RTP /

Governo ainda a avaliar novo voo para retirar mais portugueses do Médio Oriente

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas adiantou que o Governo está a receber mais pedidos de cidadãos portugueses que querem sair do Médio Oriente.

As declarações foram feitas aos jornalistas no aeroporto de Figo Maduro, onde aterrou há momentos um segundo voo com 139 portugueses repatriados.

“Agora estão a acontecer mais” pedidos, explicou Emídio Sousa.

O Executivo está, assim, a ponderar duas hipóteses: “uma será eventualmente um novo voo nosso, e uma segunda é ver a disponibilidade de outros voos europeus onde possamos eventualmente incluir os nossos portugueses”, afirmou.
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Joana Bénard da Costa - RTP /

Preços dos combustíveis devem disparar para níveis históricos a partir de segunda-feira

Os efeitos do conflito militar no Médio Oriente começam a fazer-se sentir na carteira dos portugueses.

Nuno Patrício - RTP

O gasóleo simples deve ficar, na próxima semana, 25 cêntimos mais caro, enquanto a gasolina simples 95 pode subir sete cêntimos por litro. A estimativa é feita com base nas cotações a meio da manhã, na medida em que a média final só fica fechada ao final do dia e ainda poderá haver alterações.

A confirmar-se a subida, e tendo em conta os preços divulgados pela Direção Geral de Energia e Geologia, o gasóleo simples deverá chegar aos 1,88 euros por litro e o preço médio da gasolina simples 95 deverá ascender a 1,773 euros por litro.A estimativa é avançada por fontes do setor dos combustíveis citadas pelo Jornal de Negócios.

Contudo, o custo dos combustíveis depende sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra.

No site da Direção Geral de Energia e Geologia, estão disponíveis os preços praticados por marca e por zona do país.

Há dois dias, o primeiro-ministro admitiu avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos).

No Parlamento, durante o debate quinzenal, Luís Montenegro afirmou que, no caso de se verificar um aumento de dez cêntimos, o Executivo vai aplicar a medida para compensar a subida dos preços.

Uma medida "insuficiente", considera Mafalda Trigo, vice -presidente da ANAREC, que em entrevista à RTP admite que uma subida de preços com esta ordem de valores não se verificava desde o início da guerra na Ucrânia. 

Mafalda Trigo afirma ainda que, se a guerra continuar, é provável que os preços também continuem a subir.

Para a associação que representa os revendedores de combustíveis, a medida anunciada pelo governo "é uma ajuda mas é insuficiente" e desafia o governo a ir mais longe para que o consumidor sinta menos o efeito desta subida de preços. 

Tendo em conta a conjuntura internacional, Mafalda Trigo alerta que também o gás deverá aumentar, uma situação que deveria merecer igualmente medidas extraordinárias por parte do governo.

Depois do gasóleo e da gasolina, também o preço do gás deverá aumentar, avisa a ANAREC.
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RTP /

Portugueses repatriados recebidos pelo secretário de Estado das Comunidades

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas está a receber os 139 cidadãos portugueses retirados do Médio Oriente, que aterraram esta manhã em Lisboa.

Para além destes portugueses, vieram no mesmo avião oito cidadãos estrangeiros da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru.

Uma portuguesa descreveu aos jornalistas uma viagem “completamente exaustiva” que durou cerca de 36 horas desde o ponto de partida.

“O transporte do hotel até Omã foi bastante difícil. Depois uma espera no aeroporto de Omã de cerca de 17 horas”, acrescentou.
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RTP /

Segundo voo com portugueses já aterrou em Lisboa

Aterrou há momentos em Lisboa um segundo voo fretado da TAP na operação de repatriamento de 139 cidadãos portugueses no Médio Oriente.
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Lusa /

Lufthansa tem lucro de 1,3 mil milhões de euros em 2025 mas alerta para incerteza no Médio Oriente

O grupo aéreo alemão Lufthansa registou um lucro líquido de 1,3 mil milhões de euros em 2025, menos 3% do que no ano anterior, apesar de receitas recorde de 39,6 mil milhões, e alertou para maior incerteza devido ao Médio Oriente.

O volume de negócios do grupo aumentou 5% face a 2024, impulsionado pela procura por viagens aéreas, tendo a companhia transportado 135 milhões de passageiros ao longo do ano, mais 3% do que no período anterior, de acordo com o comunicado emitido hoje.

Segundo a empresa, o lucro operacional (EBIT ajustado) subiu para dois mil milhões de euros, acima dos 1,6 mil milhões registados em 2024, refletindo menores custos com irregularidades nos voos, bem como o impacto de preços mais baixos do querosene e de um dólar mais fraco

O presidente executivo do grupo, Carsten Spohr, afirmou que os resultados "demonstram a resiliência e a estabilidade do grupo".

No entanto, citado no mesmo comunicado, alertou que "a guerra no Médio Oriente demonstra mais uma vez quão exposto está o transporte aéreo e quão vulnerável continua a ser, mesmo que a indústria esteja hoje mais resiliente a crises do que no passado".

Segundo o responsável, a forte concentração dos fluxos globais de tráfego aéreo nos centros de ligação (`hubs`) do Golfo "está a revelar-se cada vez mais um `calcanhar de Aquiles` geopolítico".

Para Carsten Spohr, "torna-se ainda mais importante não prejudicar ainda mais as companhias aéreas e os centros de ligação europeus", sublinhando que "a soberania da Europa exige a capacidade de manter as suas próprias ligações aos mercados globais".

No total, as companhias aéreas do grupo transportaram 135 milhões de passageiros em 2025, com a taxa média de ocupação dos aviões a atingir um novo máximo de 83,2%.

Para 2026, o grupo prevê um aumento das receitas e uma melhoria significativa dos resultados, embora admita que os desenvolvimentos no Médio Oriente e as suas consequências geopolíticas para a economia mundial aumentam a incerteza nas previsões.

Ainda assim, a empresa indicou ter registado recentemente uma subida da procura por voos de longo curso, sobretudo em rotas para e a partir da Ásia e de África, estando a avaliar reforçar frequências para destinos como Singapura, Índia, China e África do Sul.

A administração vai propor aos acionistas o pagamento de um dividendo de 0,33 euros por ação relativo ao exercício de 2025, acima dos 0,30 euros distribuídos no ano anterior.

A Lufthansa tem manifestado interesse na privatização da TAP, tal como o grupo IAG, dono da Iberia e da British Airways, e o grupo Air France-KLM, que também têm acompanhado o processo de venda da companhia aérea portuguesa.

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RTP /

Azerbaijão retira diplomatas do Irão

O Azerbaijão está a retirar os seus diplomatas do Irão por motivos de segurança, avançou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeyhun Bayramov, um dia depois de Baku ter anunciado que quatro drones iranianos cruzaram a sua fronteira e feriram quatro pessoas.

Segundo o ministro, o Azerbaijão está a retirar os funcionários da sua embaixada em Teerão e do seu consulado geral em Tabriz.
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Lusa /

Europol alerta para aumento do risco de terrorismo na UE

A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.

Numa resposta por escrito enviada à agência Lusa, uma porta-voz da Europol indica que a guerra no Médio Oriente "tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia (UE)".

"O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Tal pode manifestar-se através da radicalização interna por parte de indivíduos isolados ou de pequenas células auto-organizadas", refere a porta-voz da Agência da UE para a Cooperação Policial.

A Europol adverte que "a rápida disseminação `online` de conteúdos polarizadores pode acelerar os processos de radicalização a curto prazo" entre membros de diásporas que residem atualmente em solo europeu.

"Os grupos aliados (`proxies`) do Irão também podem envolver-se em atividades desestabilizadoras na UE", afirma a Europol, referindo-se designadamente ao chamado "Eixo da Resistência do Irão", composto por grupos como o Hezbollah, Hamas ou os Huthis, ou a "redes criminosas que atuam sob a direção das instituições de segurança iranianas".

"As suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação e financiamento do terrorismo, bem como ciberataques, desinformação ou esquemas de fraude `online`", afirma a agência.

Além da ameaça de terrorismo, a Europol refere também que "o risco de ciberataques direcionados a infraestruturas e empresas ocidentais também pode aumentar caso o conflito se mantenha".

"Redes criminosas e terroristas vão aproveitar o contexto de informação mais intenso para desenvolver fraudes e desinformação com recurso à inteligência artificial. Os alvos mais prováveis na UE incluem localizações ligadas ao conflito, como instalações diplomáticas, alvos vulneráveis ou infraestruturas públicas ou críticas", indica.

A agência refere, contudo, que até ao momento "não há impacto direto num aumento do tráfico de imigrantes".

Esta terça-feira, em conferência de imprensa em Bruxelas, o comissário europeu para a Administração Interna, Magnus Brunner, foi questionado sobre como é que a UE tenciona responder a um eventual aumento das ameaças terroristas no continente, tendo respondido que a primeira prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos seus cidadãos.

"Estamos a fazer várias coisas, como garantir controlos fronteiriços robustos, que foram reforçados recentemente com o nosso sistema de informação Schengen, uma base de dados comum da UE na qual os Estados-membros podem criar alertar para casos relacionados com terrorismo", referiu.

O comissário europeu indicou ainda que o novo sistema de entrada e saída da UE, que está a ser gradualmente implementado desde outubro, prevendo-se que esteja totalmente operacional em abril, também está a dar resultados.

"Já nos permitiu deter 500 pessoas consideradas como uma ameaça à União Europeia. Por isso, acho que estamos no caminho certo, mas, claro, manter-se vigilante é sempre importante", referiu.

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RTP /

Chipre remarca reuniões da UE em março devido a perturbações nos voos

Chipre decidiu transferir todas as reuniões da UE previstas na ilha em março para o formato virtual ou adiá-las devido a perturbações nos voos.

"De modo a garantir a previsibilidade e evitar inconvenientes às delegações, todas as reuniões que estão previstas para março em Chipre serão realizadas virtualmente ou remarcadas", disse um funcionário cipriota à agência Reuters.
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RTP /

Maersk suspende serviço que liga Médio Oriente à Europa

A empresa de transportes de carga marítima Maersk, uma das mais importantes na área da logística e do transporte de contentores e que também opera em Portugal, anunciou hoje a suspensão do serviço que liga o Médio Oriente à Europa.

Em comunicado, a empresa dinamarquesa explica que se trata de uma medida de precaução para garantir a segurança das equipas e das embarcações que operam na zona do Golfo.

A Maersk indica também que estão suspensas as ligações entre o extremo e o médio Oriente.
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Meia centena de navios franceses bloqueados no Golfo Pérsico

Nesta altura há cerca de 50 navios franceses bloqueados no Golfo Pérsico e oito no Mar Vermelho. São números do Ministério dos Transportes de França, numa altura em que este país quer formar uma coligação com outras nações para garantir o tráfego marítimo no Médio Oriente.
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Novo ataque no sul de Beirute

Israel lançou um novo ataque na manhã desta sexta-feira nos subúrbios do sul de Beirute, após uma noite de intensos bombardeamentos sobre este bastião do Hezbollah pró-iraniano no Líbano.

Segundo a imprensa libanesa, uma espessa nuvem de fumo subiu deste subúrbio, cujos habitantes fugiram em massa na quinta-feira após uma ordem de evacuação sem precedentes do Exército israelita.
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Petroleiro angolano atacado no sul do Iraque

A petrolífera angolana Sonangol confirmou, através de um comunicado, que um petroleiro da empresa foi alvo de um ataque no sul do Iraque.

O navio que opera sob bandeira das Bahamas foi atacado no sul do país quando estava ancorado na zona do porto de Khor Al-Zubair.

Segundo as autoridades iraquianas o ataque deu-se através de uma pequena embarcação telecomandada que embateu no navio, seguindo-se uma forte explosão.

Não há registo de feridos nem poluição ambiental. O petroleiro está estável e em segurança.
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Explosões ouvidas em Telavive após alerta de mísseis iranianos

Foram ouvidas várias explosões esta manhã em Telavive após um alerta de mísseis iranianos, segundo jornalistas da agência France-Presse no local.

"Há pouco, o Exército identificou mísseis disparados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a ser ativados para interceptar esta ameaça", declarou o Exército em comunicado.

Os serviços de emergência israelitas afirmaram que, até ao momento, não foram registadas vítimas.
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RTP /

Dubai lança alerta aos residentes sobre "potenciais ameaças de mísseis"

Os residentes do Dubai receberam esta sexta-feira nos seus telemóveis um alerta do Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos pedindo que procurem abrigo devido a "potenciais ameaças de mísseis".

"Tendo em conta a situação atual e a potencial ameaça de mísseis, procurem imediatamente abrigo no edifício seguro mais próximo e afastem-se de janelas, portas e espaços abertos", indica o alerta do ministério.
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Lusa /

MNE iraniano diz que Rússia e China estão a apoiar Teerão politicamente e de outras formas"

O ministro Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje, em entrevista à rede norte-americana NBC News, que a China e a Rússia "estão a apoiar politicamente e de outras formas" o Irão, sem especificar como.

"Não vou dar detalhes sobre a nossa cooperação com outros países, exatamente a meio de uma guerra", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, acrescentando que a cooperação militar entre Moscovo e Teerão "nunca foi um segredo". Araghchi evitou ainda mencionar Pequim, apesar das perguntas do jornalista da NBC.

O Kremlin afirmou na quinta-feira que a Rússia não recebeu nenhum pedido oficial de ajuda do Irão, acrescentando que Moscovo não tem intenção de se envolver no conflito, apesar dos laços estreitos com Teerão.

"Não é a nossa guerra", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à televisão estatal. "Estamos a ver um número cada vez maior de países a serem arrastados para o conflito. Estamos a fazer o que corresponde aos nossos interesses", acrescentou.

A diplomacia russa apelou ao fim da guerra no Irão e manteve conversações com a maioria das potências do Golfo Pérsico, às quais, ao mesmo tempo, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros criticou o facto de não terem condenado os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel à nação persa.

O Governo chinês também reiterou a preocupação com a deterioração da situação e instou as partes a evitar uma maior escalada, ao mesmo tempo que anunciou a deslocação de um enviado especial à zona para mediar o conflito.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou esta semana que a China "se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países" e pediu às partes envolvidas que "evitem agravar as tensões e o conflito".

A China, principal parceiro comercial de Teerão e o maior importador de petróleo do país, condenou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei e a violação da soberania do Irão.

Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram no passado sábado os ataques contra o Irão, a República Islâmica tem vindo a retaliar através do lançamento de mísseis e envio de drones em toda a região, atingindo o Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e outros países.

Araghchi afirmou, porém, à NBC que o Irão não tomou a decisão de iniciar uma guerra com os seus vizinhos. "Não atacámos os nossos vizinhos. Não atacámos países muçulmanos", disse. "Atacámos alvos americanos e bases americanas, instalações americanas, que infelizmente estão localizadas em território dos nossos vizinhos", acrescentou

O chefe da diplomacia disse ainda que falou com os homólogos desses países para explicar que eles não são o alvo, explicando que os ataques contra alvos civis, como áreas residenciais no Bahrein, hotéis no Dubai, e o aeroporto internacional no Kuwait tinham sido "danos colaterais".

Abbas Araghchi disse ainda que o Irão não encerrou o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, ainda que na passada segunda-feira, uma alta patente da Guarda da Revolução do Irão, brigadeiro-general Ebrahim Jabbari tenha dito que o estreito estava fechado e que quaisquer navios que tentassem passar seriam considerados alvos.

"Eles não fecharam. São os navios e os petroleiros que não arriscam a travessia porque têm medo que possam ser atingidos por qualquer um dos lados", afirmou o ministro.

"Portanto, não temos intenção de encerrá-lo neste momento, mas, à medida que a guerra continua, iremos considerar todos os cenários", acrescentou porém.

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Sul de Beirute
RTP /

Aviação de Israel volta a bombardear Hezbollah

O Exército israelita anunciou novos ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.

O ataque ocorreu esta manhã. A Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) adianta que, além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik, ocorreram ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa.

Israel havia alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.

Na segunda-feira, o Hezbollah, conotado com o Irão, lançourockets contra Israel.

De acordo com os serviços de emergência libaneses, registaram-se pelo menos 123 mortos e 683 feridos no Líbano, além de dezenas de milhares de deslocados.
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Carlos Santos Neves - RTP /

Novo voo de repatriamento de portugueses no Médio Oriente em avaliação

O secretário de Estado das Comunidades assinalou o que considerou ser o "trabalho notável" da Força Aérea e dos serviços consulares.

Oman News Agency via Reuters

O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, adiantou, ao início da manhã desta sexta-feira, que está em ponderação a realização de um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses com partida da Arábia Saudita.

"Estamos a ponderar todas as formas de podermos ajudar. Poderá ser através de um outro voo, que vamos pôr a hipótese de organizar, ou através de um outro voo de um país europeu", indicou o governante aos jornalistas em Figo Maduro.

"Hoje, durante toda a manhã, os nossos serviços vão contactar as pessoas, a ver quem quer vir, para vermos a oportunidade ou não de organizar esse voo. E a Força Aérea já está a planear o voo"
, prosseguiu.Emídio Sousa sublinhou que uma viagem até à capital saudita "também é relativamente arriscada neste momento". Contudo, face ao encerramento do espaço aéreo do Catar, "a única solução é viajarem por terra, de autocarro ou de carro até um ponto seguro".

Chegaram a Lisboa, nas últimas horas, os dois grupos de portugueses abrangidos por uma operação de repatriamento para a qual foram mobilizados um avião da Força Aérea e outro fretado à TAP.

Jornal da Tarde | 6 de março de 2026

Em comunicado, o Governo detalhou que, no voo fretado, seguiram 147 passageiros retirados de vários países do Golfo Pérsico - 139 são portugueses e oito são de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru - e no avião militar viajaram 39 pessoas vindas de Israel - 24 de nacionalidade portuguesa e 15 de França, Grécia, Brasil e Israel.

A operação desencadeada na madrugada de quinta-feira prolongou-se por "quase 25 horas" e atravessou "zonas extremamente perigosas", fez notar o secretário de Estado.A operação de repatriamento mobilizou um C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal.

Emídio Sousa confirmou também que o Governo ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para o repatriamento de cidadãos portugueses.

c/ Lusa

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Lusa /

Intercetados mísseis e drones no espaço aéreo de Catar e Kuwait

Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado hoje vários mísseis no seu espaço aéreo, no sétimo dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irão.

EPA

O exército do Kuwait informou que as defesas aéreas registaram diversos ataques com mísseis e drones que penetraram o espaço aéreo do país.

A defesa aérea do Catar também garantiu ter frustrado um ataque com drones contra a base de Al Udeid, em Doha, que acolhe militares norte-americanos.

A Arábia Saudita intercetou hoje também três mísseis que se dirigiam para a base aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, anunciou anteriormente o Governo saudita.

Este é o sétimo dia de conflito, depois de os EUA e Israel terem lançado, no passado sábado, uma ofensiva contra o Irão que já provocou 1.230 vítimas mortais no país, segundo a agência pública Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos do país.

O Irão respondeu com bombardeamentos sobre Israel, causando 10 mortes, e contra países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e contra as suas representações diplomáticas, como consulados, embaixadas e bases militares.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

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Lusa /

Embaixada de Timor-Leste nos EAU pronta para prestar assistência a timorenses

O embaixador de Timor-Leste nos Emirados Árabes Unidos (EAU), Rui Manuel Hanjam, disse hoje que está pronto para prestar assistência a todos os timorenses que se desloquem para países da Europa ou que regressem a Timor-Leste.

"Desde o início da crise no Médio Oriente deixámos mensagens nas redes sociais, números de telemóvel e endereço de correio eletrónico para que as pessoas possam entrar em contacto", disse o embaixador, contactado pela Lusa por telefone.

Segundo o diplomata, a embaixada está também em contacto com a equipa de Gestão de Emergências, Crises e Desastres dos EAU, que, caso seja necessário, ajudará a dar assistência a qualquer timorense.

Atualmente, existem apenas quatro timorenses nos Emirados Árabes Unidos, nomeadamente uma cidadã timorense no Dubai e a equipa da embaixada, que inclui o embaixador, uma conselheira e uma terceira secretária (mais o filho), em Abu Dhabi.

"A embaixada já não está a trabalhar no edifício da missão diplomática, mas sim a partir de casa, para evitar eventuais ataques com mísseis ou drones lançados por forças iranianas contra os Emirados Árabes Unidos", afirmou Rui Manuel Hanjam.

O embaixador disse que algumas famílias que trabalhavam no Dubai já regressaram a Timor-Leste e que alguns timorenses que utilizaram a região para fazer ligações a países europeus conseguiram, entretanto, chegar ao destino.

Sobre o ambiente que se vive, o embaixador explicou que se ouvem ataques sucessivos, mas que os Emirados Árabes Unidos têm conseguido intercetar os mísseis e drones disparados pelo Irão.

O embaixador disse também que países membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), organização da qual Timor-Leste faz parte, ofereceram os seus aviões a Timor-Leste caso o país decida retirá-los.

"Até agora ainda não tomámos essa decisão, apesar da situação de segurança continuar incerta. Se sairmos dos Emirados Árabes Unidos poderá transmitir a imagem de que o país está em crise", disse.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares norte-americanos.

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Ponto de situação
RTP /

Portugueses retirados da região do Golfo Pérsico chegam a Lisboa

  • Chegou esta manhã a Lisboa o primeiro grupo de portugueses abrangidos pela operação de repatriamento, a bordo de um C130 da Força Aérea. Foi ainda mobilizado um avião fretado à TAP, com chegada prevista para as 11h00. Em comunicado, o Governo detalha que, no voo fretado, seguem 147 passageiros retirados de vários países do Golfo Pérsico - 139 são portugueses e oito são de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru - e no avião militar viajaram 39 pessoas vindas de Israel - 24 de nacionalidade portuguesa e 15 de França, Grécia, Brasil e Israel. O secretário de Estado das Comunidades esteve presente para receber os cidadãos repatriados;


  • Os portugueses que regressam esta sexta-feira foram retirados na madrugada da véspera dos Emirados Árabes Unidos. Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento;


  • O primeiro voo com portugueses que estiveram retidos no Médio Oriente chegou na quarta-feira a Lisboa. Tratou-se de um grupo de 122 pessoas que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Viajaram num voo comercial da companhia aérea Emirates e chegaram ontem ao final do dia;


  • O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, indicou entretanto que as autoridades estão a ponderar organizar um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses do Médio Oriente, com partida da Arábia Saudita;


  • O preço dos combustíveis deve disparar a partir da próxima semana. Fonte do sector revelou à RTP que o preço do gasóleo deverá subir 19 cêntimos. Na gasolina, o aumento deve ser de seis cêntimos por litro. A evolução do preço está dependente da cotação do petróleo nos mercados internacionais;


  • O Canadá e vários países europeus anunciaram o destacamento de meios aéreos e navais para reforçar a segurança de Chipre e da navegação no Mar Vermelho. Uma decisão dos aliados que de início se distanciaram dos Estados Unidos, tendo mesmo condenado o ataque ao Irão;


  • No Irão já morreram pelo menos 1.230 pessoas, segundo a agência estatal iraniana. No flanco dos Estados Unidos morreram seis militares e em Israel há registo de seis mortos. No Líbano, morreram mais de 100 pessoas;


  • Israel está a preparar uma nova fase de operações militares contra o Irão. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, avisa que a próxima fase inclui "manobras surpresa";


  • O exército israelita afirmou entretanto ter efetuado ataques em larga escala contra "a infraestrutura do regime" iraniano em Teerão. A televisão pública iraniana relatou uma série de explosões;


  • O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, veio afirmar que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu queria eliminar o líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, desde novembro. Adiantou ainda que o Estado hebraico se preparava para lançar em junho uma operação com esse intuito;


  • Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado, nas últimas horas, vários mísseis nos respetivos espaços aéreos, ao sétimo dia da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão;


  • O Hezbollah xiita libanês reivindicou uma ofensiva com artilharia e rockets contra posições do exército israelita perto da fronteira, ao passo que Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra Telavive;


  • Donald Trump deixou um aviso à Guarda Revolucionária do Irão. O presidente norte-americano insta a que os operacionais iranianos se rendam e baixem as armas, caso contrário enfrentarão a morte;


  • O presidente dos Estados Unidos considerou "desnecessário" e uma "perda de tempo" o envio de tropas norte-americanas para o terreno no Irão, sugerindo que, nesta fase, não está a ponderar uma invasão;


  • O Congresso dos Estados Unidos votou contra uma resolução para impedir que o presidente Donald Trump ordene novos ataques contra o Irão. A iniciativa democrata foi rejeitada com 212 votos a favor e 219 contra.
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RTP /

Milhares de estrangeiros continuam retidos em Israel

Muitos estrangeiros estão retidos em Israel por causa da guerra.

Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, conheceram um casal que chegou no dia anterior ao início da guerra.
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Momento-Chave
Graça Andrade Ramos - RTP /

Donald Trump quer "participar" na escolha da próxima liderança do Irão

Numa entrevista de oito minutos ao site Axios, o presidente norte-americano defendeu que "precisa de estar envolvido" na escolha do sucessor de Ali Khamenei.

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: Allisson Roberts - Reuters

A ideia foi depois repetida à agência Reuters e a outros media, com Trump a garantir que os Estados Unidos vão desempenhar um papel na escolha do próximo líder do Irão.

"Queremos participar no processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irão no futuro", disse Trump à Reuters.

"Não temos de estar a repetir isto a cada cinco anos. Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país", adiantou.

Donald Trump indicou que não aceitaria que o filho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, assumisse o cargo.
Candidatos
"O filho de Khamenei é um peso-pluma. Preciso de estar envolvido na escolha, tal como fiz com Delcy Rodríguez", a vice-presidente da Venezuela, disse o presidente norte-americano. "O filho de Khamenei não é aceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irão", acrescentou.

Ali Khamenei, líder supremo do Irão, governava o país desde 1989 quando foi morto num bombardeamento, sábado, no início da ofensiva israelo-americana.

O seu filho, Mojtaba Khamenei, está entre os candidatos à sua sucessão. É considerado uma das figuras mais influentes da República Islâmica.

O nome de Hassan Khomeini, neto do Ayatollah Ruhollah Khomeini, foi também mencionado para o cargo, tradicionalmente ocupado por uma figura religiosa.
Maioria "já morreu"
Terça-feira, Donald Trump disse, a propósito dos futuros líderes do Irão, que "a maioria das pessoas em quem pensávamos já morreu... E agora temos outro grupo [de líderes]. Também podem morrer. Em breve não conheceremos mais ninguém".

No mesmo dia o presidente norte-americano escartou igualmente Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, para a liderança do país numa eventual mudança de regime.

Trump afirmou que Pahlavi "parece muito agradável", mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país, "alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe essa pessoa".

c/agências
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RTP /

"É uma questão de tempo". Depois do Irão Trump aponta para Cuba

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a admitir que poderá assumir o controlo de Cuba, afirmando que "é uma questão de tempo".

Jonathan Ernst - Reuters

Em declarações num evento com a equipa de futebol Inter Miami na Casa Branca, que tem jogadores cubanos, Trump disse que quer acabar primeiro com a guerra no Irão, mas depois "será apenas uma questão de tempo até que vocês e muitas outras pessoas regressem a Cuba".

"Queremos terminar isto primeiro", disse, referindo-se ao conflito no Irão.

O presidente norte-americano adiantou que Cuba “quer muito fechar um acordo".


Na passada sexta-feira, Donald Trump levantou a possibilidade de uma "tomada pacífica" de Cuba, adiantando que o secretário de Estado, Marco Rubio, estava a tratar do assunto a um "nível muito elevado".

"O Governo cubano está a falar connosco e está numa situação muito difícil", afirmou Trump à saída da Casa Branca para uma viagem ao Texas.

"Não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a falar connosco e talvez possamos assumir um controlo amigável de Cuba", acrescentou.

As relações entre os dois países têm-se deteriorado nos últimos meses e as declarações de Trump surgem num contexto de, por um lado, de grave crise económica em Cuba e, por outro, de tensão entre o Washington e Havana.

Cuba está a atravessar por uma grave crise energética devido ao bloqueio norte-americano ao petróleo e que está a afetar toda a cadeia económica do tabaco, que é um dos principais setores económicos, algo que é acentuado pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962.
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RTP /

Iranianos em Portugal acompanham guerra com preocupação

Os iranianos em Portugal acompanham a guerra no Irão com preocupação. Alguns festejaram a morte de Ali Khamenei.

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