Maduro já está a caminho do centro de detenção em Brooklyn
CIA tinha fonte no Governo venezuelano para vigiar Maduro
Zelensky diz que EUA "sabem como lidar com os ditadores"
Maduro já está em Nova Iorque e desceu do avião algemado
Avião que transporta Nicolás Maduro já chegou a Nova Iorque
Inicialmente, Maduro será levado para o centro de detenção metropolitano (MDC), uma prisão federal em Brooklyn, de acordo com a estação de televisão norte-americana CNN.
A CNN, que cita várias fontes, afirmou que Maduro vai comparecer na próxima segunda-feira no tribunal do distrito sul de Nova Iorque, com sede em Manhattan.
Conselho de Segurança da ONU reúne-se na segunda-feira
A reunião de emergência, marcada para as 10h00 locais, foi solicitada pela Venezuela, um pedido apresentado também pela Colômbia.
Venezuela. Irão, China e Rússia criticam ataque norte-americano
Outros países não reconhecendo a legitimidade de Maduro são mais cautelosos. Itália e Israel apoiam a ação de Trump.
EUA atacam Caracas e capturam Maduro. O que aconteceu e o que se segue na Venezuela?
EUA vão gerir Venezuela até transição de regime
Foto: Jonathan Ernst - Reuters
O presidente norte-americano classificou a operação como rápida, precisa e competente. Admite um segundo ataque em caso de necessidade. Mas também houve avisos para outros países.
Situação na Venezuela será discutida no Conselho de Estado de 9 de janeiro
"Maduro é o único presidente". Vice-presidente da Venezuela fala ao país
E repetiu: "só há um presidente e um Governo legítimo que agora está decapitado".
“Com esta invasão, caíram as máscaras, revelando um único objetivo: a mudança de regime na Venezuela. Esta mudança permitiria ainda a apropriação dos nossos recursos energéticos, minerais e naturais. Este é o verdadeiro objetivo, e o mundo tem de saber disso.”
Delcy Rodríguez declarou que Maduro é o único líder legítimo do país: “Exigimos o regresso do presidente Maduro. Ele é o único presidente da Venezuela.”
"Ninguém quer regresso de Maduro". Preocupação de Portugal são comunidades portuguesas e futuro da Venezuela
"A nossa preocupação é, essencialmente, o futuro".
Questionado sobre a posição do Governo quanto à operação militar dos Estados Unidos, Rangel afirmou que "apesar das intenções benignas" desta intervenção, esta não "conforma o direito internacional". No entanto, considerou também que o Maduro não tem legitimidade para ser presidente e que há a ideia "de uma elite de narco-estado".
A preocupação do Governo português é que "qualquer que seja a leitura" desta operação é como se repor "a legalidade internacional".
"A posição do Governo [português] é contribuir para a formação de um Governo [venezuelano] legítimo, porque aquele que tínhamos até agora era ilegítimo", afirmou o ministro. "É evidente que ninguém quer o regresso de Maduro".
Sem nunca confirmar se o Governo português condena ou não a intervenção norte-americana, Paulo Rangel repetiu que a prioridade é conseguir formar um Governo legítimo na Venezuela.
Prefeito de Nova Iorque condena captura de Maduro como "ato de guerra"
Mamdani, que está há três dias no cargo de prefeito, disse que foi informado sobre a operação, bem como sobre a "prisão planeada de Maduro sob custódia federal aqui na cidade de Nova Iorque".
“Atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação das leis federais e internacionais”, declarou o prefeito, citado pela CNN.
De acordo com Mamdani, esta tentativa de “mudança de regime não afeta apenas aqueles que estão no exterior, mas impacta diretamente os nova-iorquinos, incluindo dezenas de milhares de venezuelanos que chamam esta cidade de lar”.
França espera que Edmundo González ajude a assegurar a transição
"A transição que se avizinha deve ser pacífica, democrática e respeitadora da vontade do povo venezuelano", acrescentou Macron numa publicação na rede social X.
Apontou ainda críticas a Nicolás Maduro pelo "atropelo das liberdades fundamentais" e por "atacar gravemente a dignidade do seu povo".
"O povo venezuelano está agora livre da ditadura de Nicolás Maduro e só pode regozijar-se", afiançou.
Emmanuel Macron refere ainda que as autoridades francesas estão "totalmente mobilizadas e vigilantes", em particular para "garantir a segurança dos seus cidadãos nestes tempos de incerteza".
Portugal quer "restabelecimento de uma democracia plena" e reconhece papel dos EUA numa transição "estável e inclusiva", diz Montenegro
"Estamos a acompanhar em permanência e desde o primeiro momento a situação na Venezuela, com atenção particular à segurança e ao bem-estar da nossa comunidade", assegura Luís Montenegro numa publicação na rede social X.
O chefe de Governo acrescenta que a Embaixada de Portugal em Caracas e a rede consular no país "estão plenamente mobilizadas para acompanhar os nossos concidadãos".
Luís Montenegro diz que as autoridades portuguesas estão focadas "no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro".
Lembra que Portugal não reconheceu os resultados das eleições presidenciais de 2024. "Tomamos nota das declarações e garantias" do presidente norte-americano.
"Constatamos o papel dos EUA na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", adiantou ainda.
Espanha não vai reconhecer intervenção dos EUA na Venezuela, diz Pedro Sánchez
"Espanha não reconheceu o regime de Maduro. Mas também não reconhecerá uma intervenção que viole o Direito Internacional e empurre a região para um horizonte de incerteza e beligerância", escreveu Sánchez na rede social X.
EUA suspendem voos de deportação para a Venezuela
MNE português em conferência de imprensa para este sábado
Corina Machado não tem o "apoio ou respeito" necessários para liderar a Venezuela
"Penso que seria muito difícil para ela liderar o país. Não tem o apoio nem o respeito no seu país. É uma mulher muito simpática, mas não inspira respeito", disse o presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida.
Vice-presidente da Venezuela promete cooperar com os EUA
EUA não temem "botas no terreno", diz Trump
Marco Rubio afirma que Maduro "não é o presidente legítimo da Venezuela"
“Não é reconhecido pela Administração Trump. Nem é reconhecido pela União Europeia e muitos países do mundo”, afirmou o secretário de Estado dos Estados Unidos, acrescentando que Maduro é “um fugitivo à Justiça”.
Quando Donald Trump diz que “vai resolver alguma coisa, ele vai mesmo”. Segundo Rubio, o presidente norte-americano não faz jogos.
“O presidente resolveu o problema, este é um presidente de paz”, disse ainda. “Não brinquem com este presidente, porque não vai correr bem”.
Operação foi "planeada meticulosamente"
Operação que considerou “discreta” e precisa e a preparação começou há meses, sendo “planeada meticulosamente”.
"Somos os melhores do mundo". Secretário de Defesa dos EUA elogia operação e Trump
De acordo com Pete Hegseth, e à semelhança do que disse Trump, esta operação na Venezuela mostrou o que de melhor as Forças Armadas dos EUA têm: “somos os melhores do mundo”.
“Nenhum outro país na terra se aproxima sequer de uma operação deste tipo. E nenhum outro presidente alguma vez mostrou este tipo de liderança, coragem e determinação. A combinação mais poderosa que o mundo alguma vez viu”, declarou Hegseth.
EUA "prontos para lançar um segundo ataque se for necessário"
Apesar do contexto, o presidente norte-americano considerou que pretende que a relação” entre os Estados Unidos e a Venezuela seja “envolvente”.
“O que conseguirmos fazer irá tornar o povo da Venezuela mais rico, independente e seguro”.
Trump diz que grandes petrolíferas norte-americanas vão para a Venezuela
Trump promete "assumir o controlo" da Venezuela até que haja transição "segura"
Trump sobre operação militar: foi uma "demonstração do poderio militar dos EUA"
“Ontem à noite e às primeiras horas de hoje, sob ordens minhas, as Forças Armadas norte-americanas levaram a cabo uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela", começou por anunciar na conferência de imprensa.
"O poderio sul-americano", disse Donald Trump, foi alvo de "um ataque como já não víamos desde a segunda guerra mundial". Ataque esse que "foi contra uma fortaleza muito bem defendida pelas forças de Caracas", que teve como objetivo levar "o ditador Nicolás Maduro à Justiça”.
“Foi incrível ver aquilo”, declarou, referindo-se ao ataque a que esteve a assistir.
E elogiou as forças armadas norte-americanas: "são as melhores do mundo".
"Estas são horas decisivas", afirma o candidato presidencial da oposição, Edmundo González
"Venezuelanos, estas são horas decisivas. Saibam que estamos prontos para a grande operação de reconstrução da nossa nação", disse González Urrutia numa mensagem na rede social X.
Ao início da tarde, a líder da oposição e vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, tinha declarado num comunicado que González Urrutia deveria assumir a presidência "imediatamente".
Trump publica nas redes sociais foto de Maduro capturado
Autoridades venezuelanas dizem que ataque dos EUA provocou pelo menos seis mortos
Primeira-ministra italiana considera "legítima" a "intervenção defensiva" dos EUA
Num comunicado de imprensa, Meloni declarou que, "em consonância com a posição de longa data da Itália, o Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho para acabar com os regimes totalitários, mas, ao mesmo tempo, considera legítima uma intervenção militar defensiva contra ataques híbridos (...), assim como no caso de entidades que alimentam e promovem o narcotráfico".
Israel saúda destituição de Nicolás Maduro
“Israel elogia a operação dos Estados Unidos, liderada pelo presidente Trump, que agiu como líder do mundo livre”, escreveu Gideon Saar, na rede social X. “Neste momento histórico, Israel solidariza-se com o povo venezuelano, amante da liberdade, que sofreu sob a tirania ilegal de Maduro”.
O governante acrescentou ainda que saúda “a deposição do ditador que liderou uma rede de narcotráfico e terror”, esperando que regresse a democracia ao país e o estabelecimento de relações amistosas entre os Estados”.
“O povo da Venezuela merece exercer seus direitos democráticos. A América do Sul merece um futuro livre do eixo do terror e das drogas”.
Israel commends the United States’ operation, led by President Trump, which acted as the leader of the free world.
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) January 3, 2026
At this historic moment, Israel stands alongside the freedom-loving Venezuelan people, who have suffered under Maduro’s illegal tyranny.
Israel welcomes the removal…
China condena "uso flagrante da força contra um Estado soberano"
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra o seu presidente”, lê-se na publicação.
Estes “atos hegemónicos” por parte de Washington “violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe”.
China is deeply shocked by and strongly condemns the U.S.’s blatant use of force against a sovereign state and action against its president.
— CHINA MFA Spokesperson 中国外交部发言人 (@MFA_China) January 3, 2026
Such hegemonic acts of the U.S. seriously violate international law and Venezuela’s sovereignty, and threaten peace and security in Latin… pic.twitter.com/wjfRMhvNKP
"Hora da liberdade chegou". Corina Machado diz que Edmundo González deve assumir a presidência da Venezuela
Companhias aéreas norte-americanas proibidas de sobrevoar as Caraíbas
Numa nota, a FAA emitiu uma proibição de voos sobre diversos destinos na região "devido a riscos de segurança relacionados com a atividade militar em curso".
Rússia insta Trump a libertar Nicolás Maduro e a mulher
Guterres diz que operação norte-americana veio estabelecer "um precedente perigoso"
Em comunicado, o porta-voz de António Guterres considerou que a operação norte-americana veio estabelecer "um precedente perigoso".
O secretário-geral da ONU apelou ainda a que "todos os atores na Venezuela" se envolvam num "diálogo inclusivo, com pleno respeito pelos Direitos Humanos e pelo Estado de Direito".
Maduro e a mulher transportados para Nova Iorque num navio de guerra norte-americano
EUA vão se envolver "muito fortemente" na indústria petrolífera da Venezuela
Trump recusa sucessão na Venezuela de figura próxima a Maduro
Moscovo manifesta solidariedade com Caracas
"As partes manifestaram-se a favor da prevenção de [algo]". "É preciso evitar uma escalada ainda maior e encontrar uma solução para a situação através do diálogo", acrescenta o ministério.
Trump confirma que não houve baixas norte-americanas durante a captura de Maduro
Vice-presidente da Venezuela está na Rússia
Em relação ao presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (que é irmão da vice-presidente) está em Caracas, acrescentaram três fontes com conhecimento do seu paradeiro.
Delcy Rodríguez apareceu numa mensagem áudio na televisão estatal ao início do dia, pedindo provas de que Maduro e a sua mulher, Cilia, estavam vivos, enquanto Jorge Rodríguez não apareceu desde o ataque.
Trump ofereceu a Maduro "múltiplas saídas"
The president offered multiple off ramps, but was very clear throughout this process: the drug trafficking must stop, and the stolen oil must be returned to the United States. Maduro is the newest person to find out that President Trump means what he says.
— JD Vance (@JDVance) January 3, 2026
Kudos to our brave… pic.twitter.com/b1fqkdbB4x
"Não se pode escapar à justiça por tráfico de droga nos Estados Unidos só porque se vive num palácio em Caracas", acrescentou o vice-presidente norte-americano.
Nicolás Maduro capturado. Operação militar dos EUA atingiu a Venezuela
A Venezuela foi alvo de uma operação militar norte-americana, ordenada por Donald Trump.
Houve explosões na capital e noutros Estados do país. Os alvos foram estruturas militares e de telecomunicações.
Donald Trump vai fazer uma declaração esta tarde, em Mar-a-Lago, na Florida.
Mundo reage ao ataque dos EUA. Países apelam a uma solução pacífica
Portugueses na Venezuela. MNE pede à comunidade que fique em casa
Líder de associação na Madeira quer Governo Regional atento ao consulado na Venezuela
"As pessoas com quem tenho contactado mostram alegria e até já pedem para ir para as ruas fazer manifestações. Estão muito felizes, mas, ao mesmo tempo, fazem perguntas sobre que vai acontecer", afirmou Lídia Albornoz à agência Lusa.
Salientando ser necessário aguardar pela conferência de imprensa desta tarde do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a representante na Madeira desta associação organizada por Maria Corina Machado (líder da oposição venezuelana) desde as eleições no país sul-americano admitiu estar "bastante apreensiva".
Esta madrugada, adiantou, contactou com um familiar que está na Venezuela e que estava em "euforia e não sabia se chorava de alegria ou de medo".
"Nós estamos a viver um misto muito grande de emoções, mas é preciso ter cuidado com isto, porque a Venezuela nunca passou por este processo de ter a intervenção dos Estados Unidos da América", sublinhou.
Lídia Albornoz defendeu que este deve ser um processo de transição política, sendo necessário estar alerta, até porque o Presidente da República, Nicolás Maduro, foi capturado "mas ficou o seu regime lá dentro".
"Delcy Rodríguez [vice-presidente] é o clone de Maduro em pessoa e os militares têm de demonstrar de que lado é que estão", acrescentou.
Para esta ativista, "as próximas 24 a 48 horas serão decisivas para a Venezuela".
Lídia Albornoz defendeu que o Governo Regional, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, "também tem de dar atenção ao consulado da Venezuela na Madeira, que tem que ser protegido porque estão lá os interesses dos venezuelanos".
"As pessoas têm a perceção daquilo de que eles são capazes. Sabemos que as coisas vão piorar muito se este regime não sair de uma vez por todas da Venezuela", reforçou.
A ativista mencionou que, nos últimos anos, as pessoas "têm medo de dar a cara".
"Há um consulado na Madeira e não podemos esquecer que faz pressão sobre os venezuelanos, mesmo os que vivem fora do país", indicou.
Por isso, adiantou que tem alertado os venezuelanos na Madeira para a necessidade de "manter a calma, ter atenção na informação que está a sair, porque nem tudo é fidedigno e vão circular muitas coisas nas redes sociais".
"No meu caso, há 20 minutos caiu-me a ficha, porque estou a dar a cara por um projeto há mais de 20 anos e posso admitir que estou com medo de represálias aqui na Madeira, pela minha família", declarou.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.
Lula de Silva denuncia "grave afronta à soberania" da Venezuela com ataques militares
"Estes atos representam uma grave afronta à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", afirmou Lula numa publicação no Facebook.
Maduro vai enfrentar acusações nos Estados Unidos relacionadas com drogas e terrorismo
"Ele (Marco Rubio) não prevê mais nenhuma ação na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos EUA", escreveu Lee no X após uma conversa telefónica com o principal diplomata de Washington.
México condena ataque militar à Venezuela
"O Governo mexicano condena e rejeita veementemente as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos localizados no território da República Bolivariana da Venezuela", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.
Reino Unido não esteve envolvido nos ataques dos EUA à Venezuela
"Quero primeiro esclarecer os factos. Quero falar com o presidente Trump. Quero falar com os aliados. Posso afirmar com toda a certeza que não estivemos envolvidos. E digo sempre e acredito que todos devemos respeitar o direito internacional", lê-se num comunicado de imprensa divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro britânico.
Prioridade do Governo é segurança dos portugueses
"A prioridade do Governo é, e continuará a ser, a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela", afirmou hoje, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Portugal, acrescentou, "apela à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas, bem como à promoção da segurança e da tranquilidade públicas".
Na mesma nota, o ministério liderado por Paulo Rangel indicou que a comunidade portuguesa na Venezuela se encontra "bem e calma, embora naturalmente expectante".
Uma vez que as autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência, o Governo "reafirma o apelo à tranquilidade e precaução" já dirigido antes, em comunicado, à comunidade portuguesa na Venezuela.
Segundo o MNE, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o Governo português (PSD/CDS-PP) "estão acompanhar, em permanência e desde o seu início, a situação na Venezuela, em estreita colaboração com o senhor Presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa.
O executivo está a seguir a situação através da embaixada de Portugal em Caracas e da rede consular no país e está também a realizar "contactos intensos" com os parceiros europeus, as instituições da União Europeia e os países da região, indicou o Palácio das Necessidades.
O Governo também "contactou diretamente" o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e as principais forças da oposição.
O executivo recordou que não reconheceu "os resultados eleitorais de 2024", que deram vitória a Nicolás Maduro, contestada pela oposição.
Defendendo "o regresso tão rápido quanto possível à normalidade democrática", o Governo adiantou que continuará "a acompanhar de perto, juntamente com os parceiros internacionais, a evolução da situação".
Bruxelas apoia solução pacífica e democrática na Venezuela
"Estou a acompanhar a situação na Venezuela com grande preocupação. A União Europeia pede uma desescalada e uma resolução em pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas", escreveu Costa na rede social X.
"A União Europeia continuará a apoiar uma solução pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela", acrescentou.I am following the situation in Venezuela with great concern. The European Union calls for de-escalation and a resolution in full respect of international law and the principles enshrined in the Charter of the United Nations.
— António Costa (@eucopresident) January 3, 2026
The European Union will continue to support a…
Presidente da República falou com ministro da Defesa e presidente do Governo da Madeira
Fonte de Belém referiu à Lusa que o Presidente da República tem mantido "permanente contacto, desde a madrugada, com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros" e adiantou que Marcelo Rebelo de Sousa "entretanto, falou também com o ministro da Defesa Nacional e o presidente do Governo Regional da Madeira".
A Venezuela tem uma relevante comunidade emigrante portuguesa, em grande parte oriunda da Madeira.
Hoje, cerca das 09h00, a Presidência da República divulgou uma nota a dar conta de que o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa "está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros", Paulo Rangel.
Antes, fonte do Governo PSD/CDS-PP disse à Lusa que as autoridades portuguesas estão "a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto", em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.
Ministro do Interior da Venezuela garante que Caracas "vai vencer"
Moscovo classifica captura de Maduro como "violação inaceitável da soberania de um Estado independente"
Cuba fala em terrorismo contra "povo venezuelano"
Caracas solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU
"Perante a agressão criminosa cometida pelo governo dos Estados Unidos contra a nossa pátria, solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por zelar pelo direito internacional", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil, na aplicação de mensagens Telegram.
Gouveia e Melo considera ilegítima intervenção dos EUA na Venezuela
Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Henrique Gouveia e Melo na Feira de Monte Abraão, em Sintra, após ter sido confrontado com o "ataque em larga escala" ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro.
Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, em termos de cumprimento das regras internacionais, a intervenção militar norte-americana na Venezuela "é ilegítima".
"É preocupante que países invadam a soberania de outros e que se resolvam, através da força, determinadas situações", salientou.
Perante os jornalistas, o almirante apontou que, em fevereiro de 2022, contra a Ucrânia, "houve uma operação Z russa, e agora há uma outra operação, desta vez norte-americana, com o mesmo formato e com o mesmo feitio, para mudar o Governo, independentemente se é legítimo ou não esse Governo" de Caracas.
Gouveia e Melo afirmou não estar a pôr no mesmo plano Donald Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, mas, antes, a salientar que "houve uma mudança no sistema internacional preocupante".
Em relação à posição da diplomacia nacional, Gouveia e Melo disse que importa acompanhar a situação e vincou que Portugal é um aliado dos Estados Unidos.
"A nossa comunidade de Venezuela preocupa-nos. É uma comunidade muito grande. Esperemos que a situação se resolva sem vítimas e sem problemas para além dos que já existem", declarou.
Lusa/Fim
UE pede contenção e respeito pelo Direito após ataques dos EUA
"Falei com o secretário de Estado [norte-americano] Marco Rubio e o nosso embaixador em Caracas. A UE está a acompanhar de perto a situação na Venezuela", afirmou, numa mensagem na rede X, a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.
I have spoken with Secretary of State Marco Rubio and our Ambassador in Caracas. The EU is closely monitoring the situation in Venezuela.
— Kaja Kallas (@kajakallas) January 3, 2026
The EU has repeatedly stated that Mr Maduro lacks legitimacy and has defended a peaceful transition. Under all circumstances, the principles…
"A UE afirmou repetidamente que o senhor Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados", disse, acrescentando: "Pedimos contenção".
Na mesma mensagem, Kallas sublinhou que a "segurança dos cidadãos da UE no país é a máxima prioridade" de Bruxelas.
Diplomacia norte-americana descarta para já mais ataques à Venezuela
Rubio "não prevê nenhuma ação suplementar na Venezuela agora que [o Presidente venezuelano, Nicolás] Maduro foi detido pelos Estados Unidos", afirmou na rede social X o senador Mike Lee, inicialmente crítico de uma intervenção norte-americana, após uma conversa telefónica com o secretário de Estado da administração de Donald Trump.
O `número dois` da diplomacia dos Estados Unidos declarou hoje que a Venezuela entrará numa "nova era" depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter admitido um ataque em larga escala contra o país.
"É uma nova era para a Venezuela", afirmou o secretário de Estado adjunto, Christopher Landau, numa mensagem na rede social X.
Landau acrescentou que "o tirano partiu", referindo-se ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que Donald Trump afirmou ter sido retirado à força da Venezuela e levado para destino incerto.
Maduro irá "responder pelos seus crimes perante a Justiça", acrescentou o responsável norte-americano.
Múltiplas explosões foram ouvidas e aviões voando durante a madrugada a baixa altitude sobre Caracas, a capital, enquanto o Governo de Maduro acusava imediatamente os Estados Unidos de atacar instalações civis e militares.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro.
Espanha disponível para mediar conversações entre EUA e Venezuela
"A Espanha apela à desescalada e à moderação e a agir sempre no respeito pelo Direito Internacional", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado.
A diplomacia espanhola afirmou-se, "a este respeito (...) disposta a oferecer os seus bons ofícios para chegar a uma solução pacífica e negociada para a crise atual".
A Espanha "acolheu e continuará a acolher dezenas de milhares de venezuelanos forçados a deixar o seu país por razões políticas e (...) está disposta a ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país", referiu ainda o ministério.
Teerão condena ataque dos EUA à Venezuela
Colômbia anunciou o envio de tropas para a sua fronteira com a Venezuela
"Alerta geral, atacaram a Venezuela", escreveu o presidente colombiano, aliado próximo de Nicolás Maduro, na sua conta de Twitter.
Petro convocou uma reunião "imediata" da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU para deliberar sobre a "legalidade internacional" desta "agressão" contra o país vizinho.
Vice-presidente afirma desconhecer paradeiro de Maduro e exige aos EUA prova de vida
Em contacto telefónico com o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez exigiu ao governo de Trump uma prova de vida de Maduro e Flores, ao mesmo tempo que denunciou que o ataque norte-americano "matou militares e civis", sem adiantar um número preciso.
"Desconhecemos o paradeiro do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos ao Presidente Donald Trump uma prova de vida imediata do Presidente Maduro e da primeira-dama", proclamou Rodríguez.Trump fez o anúncio inicial na plataforma Truth Social, onde indicou que Maduro e a mulher foram "transferidos para fora do país" após "um ataque em grande escala", numa operação realizada em conjunto com as autoridades policiais norte-americanas.
Em declarações ao New York Times, Trump celebrou "uma operação brilhante", sobre a qual dará mais informações numa conferência de imprensa a partir da sua residência em Palm Beach (Flórida), às 11:00 locais (16:00 em Lisboa).
Horas antes deste anúncio, os Estados Unidos desencadearam uma série de ataques aéreos contra Caracas e os estados de Aragua e La Guaira, nas imediações da capital venezuelana, o que o Governo da Venezuela, numa primeira reação, condenou como uma "gravíssima agressão militar contra o território e a população venezuelanos".
O ministro da Defesa da Colômbia, Vladimir Padrino, confirmou pelo menos um ataque "disparado com helicópteros de combate" contra o complexo militar de Fuerte Tiuna, o mais importante da Venezuela.
Meios de comunicação locais referem igualmente bombardeamentos contra o quartel de La Carlota e o aeroporto de Higuerote, a antena de comunicações de El Volcán e o porto de La Guaira.
A "captura" de Maduro e os ataques dos Estados Unidos à Venezuela acabaram por fazer transbordar a elevada tensão diplomática e militar existente nos últimos meses entre os dois países.
Trump tinha ordenado o destacamento de navios de guerra ao largo da costa venezuelana, apreendido petroleiros que partiam dos seus portos e ameaçado abertamente atacar território venezuelano, sob o argumento do combate ao narcotráfico.
Enquanto Colômbia, Cuba e Irão condenaram o ataque norte-americano, o Presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou o anúncio de Trump sobre a captura de Maduro através de uma publicação na rede social X.
Milei, uma das figuras mais próximas de Trump na região, reagiu ao anúncio da captura de Maduro poucos minutos após este ter sido divulgado na plataforma Truth Social.
Milei e Maduro mantêm uma forte rivalidade desde a tomada de posse do líder argentino de extrema-direita, em dezembro de 2023, tendo protagonizado numerosos confrontos, tanto retóricos como diplomáticos, em torno de questões como a detenção de um polícia argentino na Venezuela, em dezembro de 2024, a expulsão de diplomatas argentinos de Caracas após denúncias de fraude eleitoral e o pedido do Governo venezuelano de emissão de um mandado de captura contra Milei, entre outros.
Venezuela afirma que ataques dos EUA atingiram áreas residenciais
Governo sem indicação de portugueses afetados pelos ataques dos EUA
"Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada", indicou fonte oficial.
A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelaram hoje à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter "tranquila e em casa", após os Estados Unidos terem realizado ataques aéreos, nomeadamente na capital.
No mesmo comunicado, as autoridades referem que a utilização destes contactos destina-se "exclusivamente a situações de comprovada urgência".
Além disso, recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, "a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário".
Cerca de 220 mil pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro do ano passado, mas este número não inclui os lusodescendentes, pelo que as autoridades calculam que a dimensão da comunidade "seja bastante superior". A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.
Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa após ataques dos EUA
"A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas", lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.
Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram "canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência" dos cidadãos nacionais.
Presidente do Governo da Madeira acompanha situação na Venezuela
Numa nota de imprensa divulgada, o do chefe do executivo madeirense adianta que "logo pelas oito horas fez questão de procurar saber, `in loco`, o que se estava a passar na Venezuela, manifestando preocupação com os acontecimentos naquele país e, sobretudo, com a comunidade madeirense".
O governante adianta que também falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
"O presidente do Governo Regional apela à calma e tranquilidade, sublinhando que a Região e Portugal estão a acompanhar a par e passo tudo o que se passa", lê-se no documento.
A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, depois do Brasil, integrando muitos milhares de madeirenses.
Fortes explosões, atribuídas aos Estados Unidos, atingiram hoje cerca das 02:00 locais (06:00 em Lisboa) a capital da Venezuela. Imagens de vídeo mostram Caracas a ser sobrevoada por aeronaves.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou os ataques aéreos dentro do território venezuelano há alguns dias, revelaram dois funcionários norte-americanos à CBS News.
O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.
Trump afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país.
Trump afirma que Maduro foi capturado e retirado à força da Venezuela
"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com a sua mulher, e retirado do país", disse Trump numa publicação no Truth Social.
Portugal "acompanha ao minuto" situação na Venezuela
PR acompanha situação na Venezuela em articulação com MNE
Venezuela "denuncia gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos
"A Venezuela rejeita, repudia e denuncia [...] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos [...] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas", refere um comunicado do Governo.
O Presidente Nicolas Maduro decretou o estado de exceção e apelou a "todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização", segundo o comunicado.
O Governo da Venezuela, na declaração, convocou os seus apoiantes a irem para as ruas. "Povo às ruas!", refere-se na declaração.
"O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista", acrescenta.
Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos no país.
A declaração acrescenta que Maduro ordenou "a implementação de todos os planos de defesa nacional" e declarou "estado de perturbação externa", um plano de emergência que lhe dá o poder de suspender os direitos das pessoas e expandir o papel das forças armadas.
O comunicado surge numa altura em que as forças armadas dos Estados Unidos têm, nos últimos dias, tido como alvo barcos suspeitos de contrabando de drogas. Na sexta-feira, a Venezuela disse estar aberta a negociar um acordo com Washington para combater o tráfico de drogas.
Para já, desconhece-se a existência de vítimas.
Argentina desaconselha viagens à Venezuela devido a "detenções arbitrárias"
"Perante a grave situação na Venezuela e as detenções arbitrárias de estrangeiros, o Governo argentino reitera a sua recomendação contra as viagens para aquele país", afirmou a diplomacia de Buenos Aires, num breve comunicado divulgado na sexta-feira.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha emitido um alerta semelhante em maio, poucos dias antes do anúncio da partida, da Venezuela para a Argentina, da companheira e do filho do agente da polícia argentino Nahuel Gallo, que estava detido no país caribenho desde dezembro de 2024 e acusado de terrorismo.
Gallo foi detido por agentes de segurança venezuelanos depois de ter atravessado a fronteira terrestre com a Colômbia, numa viagem que, segundo as autoridades argentinas e a família do agente, tinha como objetivo visitar a companheira e o filho, que residiam naquele país.
Na altura, o Governo da Venezuela acusou Gallo de ser um dos 125 mercenários estrangeiros detidos por alegados planos para assassinar a vice-presidente Delcy Rodríguez.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, alegou que a administração do homólogo da Argentina, Javier Milei, estava diretamente envolvida na alegada conspiração.
O Governo argentino respondeu que as acusações de Caracas contra Gallo são "falsas e infundadas" e tem pedido reiteradamente a libertação do agente.
No comunicado divulgado na sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argentina alertou ainda para "a constante recusa das autoridades venezuelanas em conceder assistência consular, jurídica ou de qualquer outra natureza aos cidadãos detidos".
Após as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024 eclodiu uma crise na Venezuela, devido à controversa reeleição de Maduro, proclamada pelo órgão eleitoral --- controlado por funcionários ligados ao chavismo --- e à denúncia de fraude por parte da oposição, que reivindica a vitória de Edmundo González Urrutia.
Mais de 2.400 pessoas foram detidas --- a maioria delas libertadas --- e acusadas de terrorismo, segundo o Ministério Público, embora várias organizações não governamentais e partidos da oposição afirmem que são presos políticos.
O executivo de Maduro garante que o país está "livre de presos políticos" e que os apontados como tal estão presos por "cometerem atos puníveis".
Na quinta-feira, o Comité de Mães em Defesa da Verdade anunciou a libertação de 87 pessoas detidas nos protestos após as presidenciais.
As novas libertações somam-se às já ocorridas a 25 de dezembro, quando o comité reportou 71 e o Governo disse que eram 99.
"O país precisa de uma amnistia geral que conceda liberdade total a todas as pessoas detidas arbitrariamente por motivos políticos", reiterou o grupo.