Reportagem

EUA atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro e a mulher. Acompanhe aqui em direto

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este sábado a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher. O Governo português está a acompanhar a situação e pede à comunidade portuguesa que fique em casa. Acompanhamos aqui o desenrolar da tensão entre Washington e Caracas.

Cristina Sambado, Andreia Martins, Inês Moreira Santos - RTP /

Acompanhe a emissão na RTP Notícias


Foto: Leonardo Muñoz - AFP

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Maduro já está a caminho do centro de detenção em Brooklyn

Nicolás Maduro está a ser encaminhado para o centro de detenção de Brooklyn, em Nova Iorque.
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CIA tinha fonte no Governo venezuelano para vigiar Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, esteve a ser vigiado com o auxílio de elementos do seu executivo, que informaram a CIA, a agência dos serviços secretos dos Estados Unidos, noticiou o jornal The New York Times.
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Zelensky diz que EUA "sabem como lidar com os ditadores"

"O que posso dizer? Se se pode lidar com os ditadores dessa forma, então os Estados Unidos da América sabem o que fazer a seguir", disse Zelensky em declarações à imprensa, após reunir-se com conselheiros de segurança de países europeus, bem como da NATO e da União Europeia, para preparar um novo encontro da chamada "Coligação dos Dispostos", previsto para terça-feira em Paris
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Maduro já está em Nova Iorque e desceu do avião algemado

Nicolás Maduro desceu algemado do avião militar Boeing 757 que o transportou para Nova Iorque, no meio de uma ampla operação de segurança.
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Avião que transporta Nicolás Maduro já chegou a Nova Iorque

O aparelho já aterrou na Base Aérea de Stewart, em Newburgh, Nova Iorque. Nicolás Maduro saiu do avião pelas 17h20 locais (22h20 em Lisboa). Nas imagens, o presidente venezuelano surge rodeado por dezenas de agentes.
À chegada do avião militar Boeing 757 ao aeroporto internacional Stewart, dezenas de agentes de distintas agências federais norte-americanas, como do FBI (gabinete federal de investigação) ou da DEA (administração de controlo de drogas), entraram no avião.

Inicialmente, Maduro será levado para o centro de detenção metropolitano (MDC), uma prisão federal em Brooklyn, de acordo com a estação de televisão norte-americana CNN.

A CNN, que cita várias fontes, afirmou que Maduro vai comparecer na próxima segunda-feira no tribunal do distrito sul de Nova Iorque, com sede em Manhattan.
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Conselho de Segurança da ONU reúne-se na segunda-feira

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na manhã desta segunda-feira para discutir a operação norte-americana para capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, informou este sábado à agência France Presse a presidência somali do Conselho. 

A reunião de emergência, marcada para as 10h00 locais, foi solicitada pela Venezuela, um pedido apresentado também pela Colômbia.
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Venezuela. Irão, China e Rússia criticam ataque norte-americano

A Espanha não reconhece a intervenção norte-americana por violar o Direito Internacional.

Outros países não reconhecendo a legitimidade de Maduro são mais cautelosos. Itália e Israel apoiam a ação de Trump.
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EUA atacam Caracas e capturam Maduro. O que aconteceu e o que se segue na Venezuela?

Após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, o futuro da liderança na Venezuela é incerto. A Casa Branca afirmou que irá gerir o país até que haja transição de regime. Confira aqui o filme dos acontecimentos.
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EUA vão gerir Venezuela até transição de regime

Foto: Jonathan Ernst - Reuters

As companhias petrolíferas norte-americanas vão começar a operar naquele país mas mantém-se o embargo ao petróleo venezuelano.

O presidente norte-americano classificou a operação como rápida, precisa e competente. Admite um segundo ataque em caso de necessidade. Mas também houve avisos para outros países.
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Situação na Venezuela será discutida no Conselho de Estado de 9 de janeiro

Numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa indicou que reuniu este sábado, por videoconferência, com o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a situação na Venezuela, e em particular "no que diz respeito à muito numerosa comunidade portuguesa" naquele país.

Ficou também acordado "acrescentar" o dossier da Venezuela à reunião do Conselho de Estado maracada para a próxima sexta-feira, dia 9 de janeiro. 
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"Maduro é o único presidente". Vice-presidente da Venezuela fala ao país

Delcy Rodriguez afirmou que Nicolás Maduro "é o único e legítimo presidente da Venezuela". A número dois no Governo venezuelano declarou ainda que o líder do país foi raptado.

Delcy Rodríguez rejeitou qualquer colaboração com Washington e reafirmou que Nicolás Maduro é o único presidente legítimo da Venezuela. Em declarações ao país, acusou os EUA de uma invasão com fins de “mudança de regime”.

"Estamos prontos para defender a Venezuela", acrescentou a vice-presidente venezuelana, que exigiu que o presidente seja devolvido ao país e que sejam respeitadas as regras e a soberania venezuelana.

“Se há algo que o povo venezuelano tem claro, é que nunca mais seremos escravos, nunca mais seremos colónia de nenhum império, seja ele qual for”, afirmou.
Delcy Rodriguez contrariou as declarações norte-americanas e negou que houvesse qualquer acordo para que fosse ela a assumir a liderança da Venezuela.

E repetiu: "só há um presidente e um Governo legítimo que agora está decapitado".

No mesmo discurso, Rodríguez acusou os EUA de terem levado a cabo uma “agressão militar sem precedentes” e sublinhou as verdadeiras intenções de Washington.

“Com esta invasão, caíram as máscaras, revelando um único objetivo: a mudança de regime na Venezuela. Esta mudança permitiria ainda a apropriação dos nossos recursos energéticos, minerais e naturais. Este é o verdadeiro objetivo, e o mundo tem de saber disso.”

Delcy Rodríguez declarou que Maduro é o único líder legítimo do país: “Exigimos o regresso do presidente Maduro. Ele é o único presidente da Venezuela.”
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"Ninguém quer regresso de Maduro". Preocupação de Portugal são comunidades portuguesas e futuro da Venezuela

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, após uma reunião com o primeiro-ministro e o presidente da República na qual foi feita “uma análise mais profunda e detalhada” da situação na Venezuela, fez uma declaração ao país. 

“Temos estado em contacto com a nossa embaixada em Caracas, com muitos dos nosso homólogos na Europa e também com os Estados Unidos, no sentido de termos uma visão mais completa da situação”, afirmou Paulo Rangel em conferência de imprensa. 

A primeira preocupação do Governo português, face esta situação, é “sempre a comunidade portuguesa”, que segundo o governante é “muito numerosa e muito influente” e que “já esteve sujeita a muitas situações de crise” na Venezuela. A prioridade é, por isso, “a comunidade portuguesa”. 

“As informações que temos é que a comunidade está serena e, obviamente, desejosa também de clarificação sobre o futuro”, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros. 

Nesta conversa entre Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa, olhou-se “para o futuro”. “Estamos preocupados, em primeiro lugar, com os presos políticos”, uma vez que há ainda cinco que são luso-venezuelanos.
O Governo português espera que se avance "rapidamente para a devolução de um processo democrático e de transição democrática à Venezuela".

"A nossa preocupação é, essencialmente, o futuro".

Questionado sobre a posição do Governo quanto à operação militar dos Estados Unidos, Rangel afirmou que "apesar das intenções benignas" desta intervenção, esta não "conforma o direito internacional". No entanto, considerou também que o Maduro não tem legitimidade para ser presidente e que há a ideia "de uma elite de narco-estado".

A preocupação do Governo português é que "qualquer que seja a leitura" desta operação é como se repor "a legalidade internacional".

"A posição do Governo [português] é contribuir para a formação de um Governo [venezuelano] legítimo, porque aquele que tínhamos até agora era ilegítimo", afirmou o ministro. "É evidente que ninguém quer o regresso de Maduro".

Sem nunca confirmar se o Governo português condena ou não a intervenção norte-americana, Paulo Rangel repetiu que a prioridade é conseguir formar um Governo legítimo na Venezuela.
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Prefeito de Nova Iorque condena captura de Maduro como "ato de guerra"

O prefeito da cidade de Nova Iorque, Zohran Mamdani, classificou a operação dos Estados Unidos na Venezuela e a detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro como uma “ato de guerra” e de violação do direito internacional e federal.

Mamdani, que está há três dias no cargo de prefeito, disse que foi informado sobre a operação, bem como sobre a "prisão planeada de Maduro sob custódia federal aqui na cidade de Nova Iorque".

“Atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação das leis federais e internacionais”, declarou o prefeito, citado pela CNN.

De acordo com Mamdani, esta tentativa de “mudança de regime não afeta apenas aqueles que estão no exterior, mas impacta diretamente os nova-iorquinos, incluindo dezenas de milhares de venezuelanos que chamam esta cidade de lar”.

“O meu foco é a segurança deles e a segurança de todos os nova-iorquinos, e meu governo continuará a monitorizar a situação e emitindo orientações relevantes”.

Maduro e a esposa estão a ser levados para o Centro de Detenção Metropolitano, uma instalação federal no Brooklyn, em Nova Iorque.
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França espera que Edmundo González ajude a assegurar a transição

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou este sábado que espera que "Edmundo González Urrutia, eleito em 2024" possa assegurar a transição de poder "o mais rapidamente possível".

"A transição que se avizinha deve ser pacífica, democrática e respeitadora da vontade do povo venezuelano", acrescentou Macron numa publicação na rede social X. 

Apontou ainda críticas a Nicolás Maduro pelo "atropelo das liberdades fundamentais" e por "atacar gravemente a dignidade do seu povo".

"O povo venezuelano está agora livre da ditadura de Nicolás Maduro e só pode regozijar-se", afiançou.

Emmanuel Macron refere ainda que as autoridades francesas estão "totalmente mobilizadas e vigilantes", em particular para "garantir a segurança dos seus cidadãos nestes tempos de incerteza".
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Portugal quer "restabelecimento de uma democracia plena" e reconhece papel dos EUA numa transição "estável e inclusiva", diz Montenegro

O primeiro-ministro português indicou este sábado que reuniu com o presidente da República e com o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a situação na Venezuela.

"Estamos a acompanhar em permanência e desde o primeiro momento a situação na Venezuela, com atenção particular à segurança e ao bem-estar da nossa comunidade", assegura Luís Montenegro numa publicação na rede social X

O chefe de Governo acrescenta que a Embaixada de Portugal em Caracas e a rede consular no país "estão plenamente mobilizadas para acompanhar os nossos concidadãos".

Luís Montenegro diz que as autoridades portuguesas estão focadas "no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro".

Lembra que Portugal não reconheceu os resultados das eleições presidenciais de 2024. "Tomamos nota das declarações e garantias" do presidente norte-americano.

"Constatamos o papel dos EUA na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", adiantou ainda.
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Espanha não vai reconhecer intervenção dos EUA na Venezuela, diz Pedro Sánchez

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, adiantou este sábado que Madrid não vai reconhecer uma intervenção dos EUA na Venezuela que viole o Direito Internacional.

"Espanha não reconheceu o regime de Maduro. Mas também não reconhecerá uma intervenção que viole o Direito Internacional e empurre a região para um horizonte de incerteza e beligerância", escreveu Sánchez na rede social X
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EUA suspendem voos de deportação para a Venezuela

Os voos de deportação para a Venezuela foram suspensos após a captura de Nicolás Maduro, segundo um funcionário da Administração Trump confirmou à CNN.
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MNE português em conferência de imprensa para este sábado

O Ministério português dos Negócios Estrangeiros marcou uma conferência de imprensa para este sábado, às 18h45, para uma declaração sobre a situação na Venezuela.
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Corina Machado não tem o "apoio ou respeito" necessários para liderar a Venezuela

Trump afirma que a Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, não tem o "apoio ou respeito" necessários por parte do povo venezuelano para liderar a Venezuela.

"Penso que seria muito difícil para ela liderar o país. Não tem o apoio nem o respeito no seu país. É uma mulher muito simpática, mas não inspira respeito", disse o presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida.

Donald Trump acrescentou que os Estados Unidos não tiveram qualquer contacto com a Nobel da Paz.
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Vice-presidente da Venezuela promete cooperar com os EUA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse estar pronta para cooperar com os Estados Unidos, afirmou Trump.

"O Marco [Rubio] acabou de falar com ela e ela está pronta para fazer o que considerarmos necessário para que isto funcione", disse Donald Trump em conferência de imprensa. 
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EUA não temem "botas no terreno", diz Trump

O presidente norte-americano afirmou na conferência que os Estados Unidos não temem "botas no terreno" na Venezuela.

Donald Trump indicou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, vai trabalhar com os venezuelanos para assegurar a transição. 

Questionado sobre se o Congresso foi avisado sobre a operação na Venezuela, Marco Rubio respondeu que este "não é o tipo de missão" de que se poderia enviar uma notificação ao Congresso. 

"Podia pôr em risco toda a missão", afirmou o secretário de Estado norte-americano. Se o Congresso soubesse "haveria fugas de informação", adiantou o presidente norte-americano. 
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Marco Rubio afirma que Maduro "não é o presidente legítimo da Venezuela"

Sem querer acrescentar muito ao que Donald Trump declarou na conferência de imprensa, Marco Rubio recordou que Nicolás Maduro “não é o presidente legítimo da Venezuela”, visto que já tinha sido acusado pelos Estados Unidos em 2020.

“Não é reconhecido pela Administração Trump. Nem é reconhecido pela União Europeia e muitos países do mundo”, afirmou o secretário de Estado dos Estados Unidos, acrescentando que Maduro é “um fugitivo à Justiça”.

Quando Donald Trump diz que “vai resolver alguma coisa, ele vai mesmo”. Segundo Rubio, o presidente norte-americano não faz jogos.

“O presidente resolveu o problema, este é um presidente de paz”, disse ainda. “Não brinquem com este presidente, porque não vai correr bem”.
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Operação foi "planeada meticulosamente"

“A noite passada, com ordens do presidente dos Estados Unidos e a pedido também do Departamento de Justiça, os Estados Unidos levaram a cabo a missão em Caracas para trazer à Justiça duas pessoas acusadas: Nicolás e Cecília Maduro”, afirmou o general Dain Caine, que esteve à frente desta operação.

Operação que considerou “discreta” e precisa e a preparação começou há meses, sendo “planeada meticulosamente”.
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"Somos os melhores do mundo". Secretário de Defesa dos EUA elogia operação e Trump

O secretário de Defesa do Estados Unidos também interveio na conferência de imprensa, começando por elogiar Donald Trump como um “presidente que o mundo finalmente respeita e que o povo norte-americano merece”.

De acordo com Pete Hegseth, e à semelhança do que disse Trump, esta operação na Venezuela mostrou o que de melhor as Forças Armadas dos EUA têm: “somos os melhores do mundo”.

“Nenhum outro país na terra se aproxima sequer de uma operação deste tipo. E nenhum outro presidente alguma vez mostrou este tipo de liderança, coragem e determinação. A combinação mais poderosa que o mundo alguma vez viu”, declarou Hegseth.
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EUA "prontos para lançar um segundo ataque se for necessário"

"E estamos prontos para lançar um segundo ataque se for necessário", afirmou Donald Trump, repetindo que o ataque desta noite “foi tão bem sucedido” que não deve haver necessidade de uma segunda ronda.

Apesar do contexto, o presidente norte-americano considerou que pretende que a relação” entre os Estados Unidos e a Venezuela seja “envolvente”.

“O que conseguirmos fazer irá tornar o povo da Venezuela mais rico, independente e seguro”.

Quanto ao presidente venezuelano, Trump afirmou que Maduro era “um ditador e barão da droga responsável pelo tráfico de quantidades enormes de droga para os Estados Unidos”.

"Maduro já não é uma ameaça", afirmou, repetindo que o líder venezuelano "levou a cabo uma campanha de terror contra os Estados Unidos".

E continuou: "reafirmamos o poder americano em toda a região".

Donald Trump prometeu ainda destruir os terroristas e os quartéis da droga.

"Esta operação serviu de aviso a quem ameaça os Estados Unidos".
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Trump diz que grandes petrolíferas norte-americanas vão para a Venezuela

Na conferência de imprensa desta tarde, o presidente norte-americano indicou que os Estados Unidos vão enviar grandes petrolíferas norte-americanas para a Venezuela após a detenção de Nicolás Maduro. 

No entanto, o embargo norte-americano ao petróleo venezuelano mantém-se por enquanto. 

"Como sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido um horror (...), não tem vindo a rentabilizar nada do que podia rentabilizar", referiu antes de anunciar que os Estados Unidos pretendem enviar as "grandes companhias petroliferas para, investindo milhões de dólares, possam reparar infraestruturas que estão bastante danificadas (...) e começar a fazer dinheiro para o país".
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Trump promete "assumir o controlo" da Venezuela até que haja transição "segura"

O presidente norte-americano adiantou em conferência de imprensa que os Estados Unidos vão "assumir o controlo" do país até que haja uma transição "segura, adequada e sensata".

"Vamos gerir este país até podermos assegurar uma transição segura, adequada, justa. Não queremos que entre alguém mais e fiquemos na mesma situação em que estivémos estes anos todos".

E acrescentou: "Queremos paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela, o que inclui muitos venezuelanos que vivem agora nos Estados Unidos e que querem regressar ao seu país".
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Trump sobre operação militar: foi uma "demonstração do poderio militar dos EUA"

Em declarações ao país e ao mundo, diretamente de Mar-A-Lago, o presidente dos Estados Unidos confirmou ter ordenado a operação militar na Venezuela, que considera ter sido uma demonstração do poder e confiança das Forças Armadas norte-americanas.

“Ontem à noite e às primeiras horas de hoje, sob ordens minhas, as Forças Armadas norte-americanas levaram a cabo uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela", começou por anunciar na conferência de imprensa.

"O poderio sul-americano", disse Donald Trump, foi alvo de "um ataque como já não víamos desde a segunda guerra mundial". Ataque esse que "foi contra uma fortaleza muito bem defendida pelas forças de Caracas", que teve como objetivo levar "o ditador Nicolás Maduro à Justiça”.

“Nenhuma nação no mundo conseguia o que os EUA conseguiram ontem, em tão curto período", congratulou ainda o presidente norte-americano. “Foi uma demonstração extraordinária do poderio e confiança das forças armadas americanas, na História dos Estados Unidos”.
Segundo Donald Trump, “toda a capacidade militar venezuelana ficou impotente” perante os soldados norte-americanos que conseguiram “capturar com sucesso Nicolás Maduro a meio da noite”, assim com a sua esposa. Na mesma conferência, o líder norte-americano confirmou que o presidente venezuelano será julgado pela justiça dos Estados Unidos.

“Foi incrível ver aquilo”, declarou, referindo-se ao ataque a que esteve a assistir.


E elogiou as forças armadas norte-americanas: "são as melhores do mundo".
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"Estas são horas decisivas", afirma o candidato presidencial da oposição, Edmundo González

O candidato da oposição venezuelana, Edmundo González Urrutia, que esteve na corrida às eleições presidenciais de 2024, disse no sábado que a Venezuela está a viver "horas decisivas" após o ataque norte-americano que levou à captura do presidente Nicolás Maduro. 

"Venezuelanos, estas são horas decisivas. Saibam que estamos prontos para a grande operação de reconstrução da nossa nação", disse González Urrutia numa mensagem na rede social X. 

Ao início da tarde, a líder da oposição e vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, tinha declarado num comunicado que González Urrutia deveria assumir a presidência "imediatamente".
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Trump publica nas redes sociais foto de Maduro capturado

O presidente norte-americano colocou uma fotografia de Nicolás Maduro na rede social Truth Social. 

Donald Trump diz que o líder venezuelano está a bordo do USS Iwo Jima.

Na fotografia, Maduro surge algemado e com máscara nos olhos.

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Autoridades venezuelanas dizem que ataque dos EUA provocou pelo menos seis mortos

As autoridades venezuelanas já têm números sobre esta operação. Há, para já, registo de seis mortos, dois feridos e quatro desaparecidos.
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Primeira-ministra italiana considera "legítima" a "intervenção defensiva" dos EUA

Giorgia Meloni considera que foi legítima a operação militar norte-americana na Venezuela, classificando-a como uma "intervenção defensiva". A primeira-ministra italiana sublinhou, contudo, que a força militar não deve ser utilizada para promover qualquer mudança de regime.

Num comunicado de imprensa, Meloni declarou que, "em consonância com a posição de longa data da Itália, o Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho para acabar com os regimes totalitários, mas, ao mesmo tempo, considera legítima uma intervenção militar defensiva contra ataques híbridos (...), assim como no caso de entidades que alimentam e promovem o narcotráfico".
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Israel saúda destituição de Nicolás Maduro

O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros saudou a deposição do presidente venezuelano, classificando-o como um ditador que liderava uma rede de narcotráfico e terrorismo. Israel diz que espera o regresso da democracia ao país e o estabelecimento de relações amistosas entre os Estados Unidos.

“Israel elogia a operação dos Estados Unidos, liderada pelo presidente Trump, que agiu como líder do mundo livre”, escreveu Gideon Saar, na rede social X. “Neste momento histórico, Israel solidariza-se com o povo venezuelano, amante da liberdade, que sofreu sob a tirania ilegal de Maduro”.

O governante acrescentou ainda que saúda “a deposição do ditador que liderou uma rede de narcotráfico e terror”, esperando que regresse a democracia ao país e o estabelecimento de relações amistosas entre os Estados”.

“O povo da Venezuela merece exercer seus direitos democráticos. A América do Sul merece um futuro livre do eixo do terror e das drogas”.



Numa outra publicação, o ministro israelita declarou ainda que Israel celebra a atuação norte-americana na Venezuela.
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China condena "uso flagrante da força contra um Estado soberano"

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China condenou a operação dos Estados Unidos na Venezuela. Pequim exigiu a Washington que respeite “o direito internacional” e os princípios da Carta das Nações Unidas.

“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra o seu presidente”, lê-se na publicação.

Estes “atos hegemónicos” por parte de Washington “violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe”.

“A China opõe-se firmemente a isso”, declarou Pequim que exige “que os EUA respeitem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e cessem as violações da soberania e da segurança de outros países”.


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"Hora da liberdade chegou". Corina Machado diz que Edmundo González deve assumir a presidência da Venezuela

A líder da oposição e Nobel da Paz disse este sábado que Edmundo González, que venceu as eleições em 2024 de acordo com vários observadores internacionais, deve assumir funções como presidente da Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro.

"Venezuelanos, chegou a hora da liberdade", escreve María Corina Machado na publicação na rede social X, onde se pode ler o comunicado. 

A laureada com o Nobel da Paz adianta que Maduro irá agora enfrentar "a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações". 

"Perante a recusa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu com a sua promessa de fazer cumprir a lei", vincou.

"Vamo repor a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excecional e trazer os nossos filhos de volta para casa", acrescentou María Corina Machado. 

"Permanecemos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a transição democrática. Uma transição em que TODOS somos necessários", adianta ainda. 
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Companhias aéreas norte-americanas proibidas de sobrevoar as Caraíbas

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) proibiu as companhias aéreas registadas no país de operarem no espaço aéreo das Caraíbas, alegando haver perigos associados à atividade militar após os ataques aéreos norte-americanos na Venezuela.

Numa nota, a FAA emitiu uma proibição de voos sobre diversos destinos na região "devido a riscos de segurança relacionados com a atividade militar em curso".
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Rússia insta Trump a libertar Nicolás Maduro e a mulher

"Perante os relatos confirmados de que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher se encontram nos Estados Unidos, instamos veementemente a liderança norte-americana a reconsiderar a sua posição e a libertar o presidente legalmente eleito de um país soberano e a sua mulher", adianta o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros num comunicado divulgado este sábado.
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Guterres diz que operação norte-americana veio estabelecer "um precedente perigoso"

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou no sábado preocupação pelo facto de "o direito internacional não ter sido respeitado" na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Em comunicado, o porta-voz de António Guterres considerou que a operação norte-americana veio estabelecer "um precedente perigoso".

O secretário-geral da ONU apelou ainda a que "todos os atores na Venezuela" se envolvam num "diálogo inclusivo, com pleno respeito pelos Direitos Humanos e pelo Estado de Direito".
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Maduro e a mulher transportados para Nova Iorque num navio de guerra norte-americano

Donald Trump revelou ainda que assistiu em direto à captura de Nicolás Maduro e que o presidente venezuelano e a sua mulher vão ser transportados, por via marítima a bordo de um navio de guerra norte-americano, para Nova Iorque. Trump afiançou que tanto Maduro como a mulher, Cilia Flores, foram acusados em Nova Iorque.
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EUA vão se envolver "muito fortemente" na indústria petrolífera da Venezuela

O presidente norte-americano revelou, ainda na entrevista à Fox News, que os Estados Unidos se vão envolver “muito fortemente” na indústria petrolífera da Venezuela. "Temos as maiores companhias petrolíferas do mundo, as maiores, as melhores, e vamos estar muito envolvidos nisso", disse.
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Trump recusa sucessão na Venezuela de figura próxima a Maduro

Em entrevista à Fox News, Trump acrescentou que Washington não vai permitir que alguém ligado ao regime de Nicolás Maduro lhe suceda. "Não podemos correr o risco de deixar que outra pessoa ocupe o seu lugar e continue o seu caminho". Para a Casa Branca, a captura de Maduro na Venezuela é "um sinal de que não nos deixaremos intimidar".
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Moscovo manifesta solidariedade com Caracas

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, manifestou, este sábado, "firme solidariedade para com o povo venezuelano face à agressão armada" durante uma conversa telefónica com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.

"As partes manifestaram-se a favor da prevenção de [algo]". "É preciso evitar uma escalada ainda maior e encontrar uma solução para a situação através do diálogo", acrescenta o ministério.
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Trump confirma que não houve baixas norte-americanas durante a captura de Maduro

O presidente norte-americano revelou nenhum norte-americano morreu durante a captura de Nicolás Maduro, que se encontrava numa "fortaleza", durante uma entrevista este sábado à Fox News.

"Ele estava num lugar muito bem guardado, como uma fortaleza", disse o presidente norte-americano, contactado por telefone. "O facto de ninguém ter morrido é inacreditável", disse, acrescentando que "dois homens ficaram feridos, mas recuperaram e estão bem".

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Vice-presidente da Venezuela está na Rússia

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, está na Rússia revelaram, à Reuters, quatro fontes familiarizadas com os seus movimentos este sábado.

Em relação ao presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (que é irmão da vice-presidente) está em Caracas, acrescentaram três fontes com conhecimento do seu paradeiro.

Delcy Rodríguez apareceu numa mensagem áudio na televisão estatal ao início do dia, pedindo provas de que Maduro e a sua mulher, Cilia, estavam vivos, enquanto Jorge Rodríguez não apareceu desde o ataque.
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Revela JD Vance
RTP /

Trump ofereceu a Maduro "múltiplas saídas"

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou no sábado que a Venezuela ignorou várias ofertas dos Estados Unidos para chegar a um acordo.

Donald Trump ofereceu a Nicolás Maduro "múltiplas saídas", mas "o narcotráfico deve parar e o petróleo roubado deve ser devolvido aos Estados Unidos", escreveu no X.


"Não se pode escapar à justiça por tráfico de droga nos Estados Unidos só porque se vive num palácio em Caracas", acrescentou o vice-presidente norte-americano.

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RTP /

Nicolás Maduro capturado. Operação militar dos EUA atingiu a Venezuela

Maduro vai ser julgado nos EUA por narcotráfico e conspiração contra o país.

A Venezuela foi alvo de uma operação militar norte-americana, ordenada por Donald Trump.

Houve explosões na capital e noutros Estados do país. Os alvos foram estruturas militares e de telecomunicações.

Donald Trump vai fazer uma declaração esta tarde, em Mar-a-Lago, na Florida.
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RTP /

Mundo reage ao ataque dos EUA. Países apelam a uma solução pacífica

A União Europeia pede contenção. No geral, apela-se a uma solução pacífica.
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RTP /

Portugueses na Venezuela. MNE pede à comunidade que fique em casa

Na Venezuela, há o receio de que a violência se intensifique nas ruas.
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Lusa /

Líder de associação na Madeira quer Governo Regional atento ao consulado na Venezuela

"As pessoas com quem tenho contactado mostram alegria e até já pedem para ir para as ruas fazer manifestações. Estão muito felizes, mas, ao mesmo tempo, fazem perguntas sobre que vai acontecer", afirmou Lídia Albornoz à agência Lusa.

Salientando ser necessário aguardar pela conferência de imprensa desta tarde do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a representante na Madeira desta associação organizada por Maria Corina Machado (líder da oposição venezuelana) desde as eleições no país sul-americano admitiu estar "bastante apreensiva".

Esta madrugada, adiantou, contactou com um familiar que está na Venezuela e que estava em "euforia e não sabia se chorava de alegria ou de medo".

"Nós estamos a viver um misto muito grande de emoções, mas é preciso ter cuidado com isto, porque a Venezuela nunca passou por este processo de ter a intervenção dos Estados Unidos da América", sublinhou.

Lídia Albornoz defendeu que este deve ser um processo de transição política, sendo necessário estar alerta, até porque o Presidente da República, Nicolás Maduro, foi capturado "mas ficou o seu regime lá dentro".

"Delcy Rodríguez [vice-presidente] é o clone de Maduro em pessoa e os militares têm de demonstrar de que lado é que estão", acrescentou.

Para esta ativista, "as próximas 24 a 48 horas serão decisivas para a Venezuela".

Lídia Albornoz defendeu que o Governo Regional, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, "também tem de dar atenção ao consulado da Venezuela na Madeira, que tem que ser protegido porque estão lá os interesses dos venezuelanos".

"As pessoas têm a perceção daquilo de que eles são capazes. Sabemos que as coisas vão piorar muito se este regime não sair de uma vez por todas da Venezuela", reforçou.

A ativista mencionou que, nos últimos anos, as pessoas "têm medo de dar a cara".

"Há um consulado na Madeira e não podemos esquecer que faz pressão sobre os venezuelanos, mesmo os que vivem fora do país", indicou.

Por isso, adiantou que tem alertado os venezuelanos na Madeira para a necessidade de "manter a calma, ter atenção na informação que está a sair, porque nem tudo é fidedigno e vão circular muitas coisas nas redes sociais".

"No meu caso, há 20 minutos caiu-me a ficha, porque estou a dar a cara por um projeto há mais de 20 anos e posso admitir que estou com medo de represálias aqui na Madeira, pela minha família", declarou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.

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Momento-Chave
RTP /

Lula de Silva denuncia "grave afronta à soberania" da Venezuela com ataques militares

O Presidente brasileiro. Lula da Silva, condenou no sábado o ataque militar dos EUA à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, classificando-o como o cruzamento de "uma linha inaceitável".

"Estes atos representam uma grave afronta à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", afirmou Lula numa publicação no Facebook.
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Momento-Chave
RTP /

Maduro vai enfrentar acusações nos Estados Unidos relacionadas com drogas e terrorismo

O senador republicano norte-americano Mike Lee afirmou este o sábado que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi detido pelas forças norte-americanas para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos.

"Ele (Marco Rubio) não prevê mais nenhuma ação na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos EUA", escreveu Lee no X após uma conversa telefónica com o principal diplomata de Washington. 
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RTP /

México condena ataque militar à Venezuela

O México condenou este sábado o bombardeamento dos EUA à Venezuela, alertando que qualquer "ação militar põe em sério risco a estabilidade regional".

"O Governo mexicano condena e rejeita veementemente as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos localizados no território da República Bolivariana da Venezuela", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.
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RTP /

Reino Unido não esteve envolvido nos ataques dos EUA à Venezuela

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o seu país não esteve envolvido nos ataques dos Estados Unidos à Venezuela e que deseja conversar com o presidente norte-americano, Donald Trump, para apurar todos os factos.

"Quero primeiro esclarecer os factos. Quero falar com o presidente Trump. Quero falar com os aliados. Posso afirmar com toda a certeza que não estivemos envolvidos. E digo sempre e acredito que todos devemos respeitar o direito internacional", lê-se num comunicado de imprensa divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro britânico.
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Lusa /

Prioridade do Governo é segurança dos portugueses

"A prioridade do Governo é, e continuará a ser, a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela", afirmou hoje, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Portugal, acrescentou, "apela à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas, bem como à promoção da segurança e da tranquilidade públicas".

Na mesma nota, o ministério liderado por Paulo Rangel indicou que a comunidade portuguesa na Venezuela se encontra "bem e calma, embora naturalmente expectante".

Uma vez que as autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência, o Governo "reafirma o apelo à tranquilidade e precaução" já dirigido antes, em comunicado, à comunidade portuguesa na Venezuela.

Segundo o MNE, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o Governo português (PSD/CDS-PP) "estão acompanhar, em permanência e desde o seu início, a situação na Venezuela, em estreita colaboração com o senhor Presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa.

O executivo está a seguir a situação através da embaixada de Portugal em Caracas e da rede consular no país e está também a realizar "contactos intensos" com os parceiros europeus, as instituições da União Europeia e os países da região, indicou o Palácio das Necessidades.

O Governo também "contactou diretamente" o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e as principais forças da oposição.

O executivo recordou que não reconheceu "os resultados eleitorais de 2024", que deram vitória a Nicolás Maduro, contestada pela oposição.

Defendendo "o regresso tão rápido quanto possível à normalidade democrática", o Governo adiantou que continuará "a acompanhar de perto, juntamente com os parceiros internacionais, a evolução da situação".

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RTP /

Bruxelas apoia solução pacífica e democrática na Venezuela

A União Europeia pede uma desescalada na Venezuela e apoia uma solução pacífica e democrática no país, disse o presidente do Conselho Europeu, António Costa, este sábado.

"Estou a acompanhar a situação na Venezuela com grande preocupação. A União Europeia pede uma desescalada e uma resolução em pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas", escreveu Costa na rede social X.

"A União Europeia continuará a apoiar uma solução pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela", acrescentou.
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Lusa /

Presidente da República falou com ministro da Defesa e presidente do Governo da Madeira

Fonte de Belém referiu à Lusa que o Presidente da República tem mantido "permanente contacto, desde a madrugada, com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros" e adiantou que Marcelo Rebelo de Sousa "entretanto, falou também com o ministro da Defesa Nacional e o presidente do Governo Regional da Madeira".

A Venezuela tem uma relevante comunidade emigrante portuguesa, em grande parte oriunda da Madeira.

Hoje, cerca das 09h00, a Presidência da República divulgou uma nota a dar conta de que o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa "está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros", Paulo Rangel.

Antes, fonte do Governo PSD/CDS-PP disse à Lusa que as autoridades portuguesas estão "a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto", em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.

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RTP /

Ministro do Interior da Venezuela garante que Caracas "vai vencer"

O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, considerado um dos homens mais poderosos do país, declarou na madrugada deste sábado: "Vamos vencer", após os ataques norte-americanos que anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro.

"E no final destes ataques, venceremos. Viva a pátria! Sempre leais! Nunca traidores", proclamou na televisão estatal, prometendo: "Esta não é a primeira luta, esta não é a primeira batalha... sabemos sobreviver em todas as circunstâncias".

Circulavam rumores nas redes sociais de que Cabello estava morto ou preso.
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Momento-Chave
RTP /

Moscovo classifica captura de Maduro como "violação inaceitável da soberania de um Estado independente"

O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros afirmou este sábado estar extremamente preocupado com as notícias de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a sua mulher terão sido retirados à força do país durante "ações agressivas" dos Estados Unidos.

"Exigimos esclarecimentos imediatos sobre esta situação. Tais ações, caso tenham de facto ocorrido, constituem uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente, cujo respeito é um princípio fundamental do direito internacional", acrescentou o Ministério em comunicado.

Moscovo exige ainda esclarecimentos "imediatos" sobre o paradeiro de Maduro após o anúncio da sua captura pelos Estados Unidos.
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RTP /

Cuba fala em terrorismo contra "povo venezuelano"

A Presidência cubana afirma que a “zona de paz está a ser brutalmente atacada e denuncia “terrorismo contra o povo venezuelano”.
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Momento-Chave
RTP /

Caracas solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU

A Venezuela solicitou, este sábado, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, após o ataque militar norte-americano, no qual os EUA alegam ter capturado o presidente Nicolás Maduro.

"Perante a agressão criminosa cometida pelo governo dos Estados Unidos contra a nossa pátria, solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por zelar pelo direito internacional", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil, na aplicação de mensagens Telegram.
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Momento-Chave
Lusa /

Gouveia e Melo considera ilegítima intervenção dos EUA na Venezuela

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Henrique Gouveia e Melo na Feira de Monte Abraão, em Sintra, após ter sido confrontado com o "ataque em larga escala" ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro.

Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, em termos de cumprimento das regras internacionais, a intervenção militar norte-americana na Venezuela "é ilegítima".

"É preocupante que países invadam a soberania de outros e que se resolvam, através da força, determinadas situações", salientou.

Perante os jornalistas, o almirante apontou que, em fevereiro de 2022, contra a Ucrânia, "houve uma operação Z russa, e agora há uma outra operação, desta vez norte-americana, com o mesmo formato e com o mesmo feitio, para mudar o Governo, independentemente se é legítimo ou não esse Governo" de Caracas.

Gouveia e Melo afirmou não estar a pôr no mesmo plano Donald Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, mas, antes, a salientar que "houve uma mudança no sistema internacional preocupante".

 Em relação à posição da diplomacia nacional, Gouveia e Melo disse que importa acompanhar a situação e vincou que Portugal é um aliado dos Estados Unidos.

"A nossa comunidade de Venezuela preocupa-nos. É uma comunidade muito grande. Esperemos que a situação se resolva sem vítimas e sem problemas para além dos que já existem", declarou.

Lusa/Fim

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Lusa /

UE pede contenção e respeito pelo Direito após ataques dos EUA

"Falei com o secretário de Estado [norte-americano] Marco Rubio e o nosso embaixador em Caracas. A UE está a acompanhar de perto a situação na Venezuela", afirmou, numa mensagem na rede X, a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.

"A UE afirmou repetidamente que o senhor Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados", disse, acrescentando: "Pedimos contenção".

Na mesma mensagem, Kallas sublinhou que a "segurança dos cidadãos da UE no país é a máxima prioridade" de Bruxelas.

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Momento-Chave
Lusa /

Diplomacia norte-americana descarta para já mais ataques à Venezuela

Rubio "não prevê nenhuma ação suplementar na Venezuela agora que [o Presidente venezuelano, Nicolás] Maduro foi detido pelos Estados Unidos", afirmou na rede social X o senador Mike Lee, inicialmente crítico de uma intervenção norte-americana, após uma conversa telefónica com o secretário de Estado da administração de Donald Trump.

O `número dois` da diplomacia dos Estados Unidos declarou hoje que a Venezuela entrará numa "nova era" depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter admitido um ataque em larga escala contra o país.

"É uma nova era para a Venezuela", afirmou o secretário de Estado adjunto, Christopher Landau, numa mensagem na rede social X.

Landau acrescentou que "o tirano partiu", referindo-se ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que Donald Trump afirmou ter sido retirado à força da Venezuela e levado para destino incerto.

Maduro irá "responder pelos seus crimes perante a Justiça", acrescentou o responsável norte-americano.

Múltiplas explosões foram ouvidas e aviões voando durante a madrugada a baixa altitude sobre Caracas, a capital, enquanto o Governo de Maduro acusava imediatamente os Estados Unidos de atacar instalações civis e militares.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro.

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RTP /

Espanha disponível para mediar conversações entre EUA e Venezuela

O Governo espanhol ofereceu-se hoje para mediar a crise entre a Venezuela e os Estados Unidos.

"A Espanha apela à desescalada e à moderação e a agir sempre no respeito pelo Direito Internacional", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado.

A diplomacia espanhola afirmou-se, "a este respeito (...) disposta a oferecer os seus bons ofícios para chegar a uma solução pacífica e negociada para a crise atual".

A Espanha "acolheu e continuará a acolher dezenas de milhares de venezuelanos forçados a deixar o seu país por razões políticas e (...) está disposta a ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país", referiu ainda o ministério.
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Momento-Chave
RTP /

Teerão condena ataque dos EUA à Venezuela

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condena veementemente o ataque militar dos EUA contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano em comunicado, denunciando "a agressão ilegal dos Estados Unidos", um inimigo da República Islâmica. O Irão mantém laços estreitos com a Venezuela.
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Momento-Chave
RTP /

Colômbia anunciou o envio de tropas para a sua fronteira com a Venezuela

O presidente colombiano, Gustavo Petro, aliado próximo de Nicolás Maduro, denunciou um ataque com mísseis norte-americanos contra Caracas, classificando as ações de Washington como um "ataque à soberania" da América Latina e declarando que levariam a uma crise humanitária.

"Alerta geral, atacaram a Venezuela", escreveu o presidente colombiano, aliado próximo de Nicolás Maduro, na sua conta de Twitter.

Petro convocou uma reunião "imediata" da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU para deliberar sobre a "legalidade internacional" desta "agressão" contra o país vizinho.
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Lusa /

Vice-presidente afirma desconhecer paradeiro de Maduro e exige aos EUA prova de vida

Em contacto telefónico com o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez exigiu ao governo de Trump uma prova de vida de Maduro e Flores, ao mesmo tempo que denunciou que o ataque norte-americano "matou militares e civis", sem adiantar um número preciso.

"Desconhecemos o paradeiro do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos ao Presidente Donald Trump uma prova de vida imediata do Presidente Maduro e da primeira-dama", proclamou Rodríguez.

Trump fez o anúncio inicial na plataforma Truth Social, onde indicou que Maduro e a mulher foram "transferidos para fora do país" após "um ataque em grande escala", numa operação realizada em conjunto com as autoridades policiais norte-americanas.

Em declarações ao New York Times, Trump celebrou "uma operação brilhante", sobre a qual dará mais informações numa conferência de imprensa a partir da sua residência em Palm Beach (Flórida), às 11:00 locais (16:00 em Lisboa).

Horas antes deste anúncio, os Estados Unidos desencadearam uma série de ataques aéreos contra Caracas e os estados de Aragua e La Guaira, nas imediações da capital venezuelana, o que o Governo da Venezuela, numa primeira reação, condenou como uma "gravíssima agressão militar contra o território e a população venezuelanos".

O ministro da Defesa da Colômbia, Vladimir Padrino, confirmou pelo menos um ataque "disparado com helicópteros de combate" contra o complexo militar de Fuerte Tiuna, o mais importante da Venezuela.

Meios de comunicação locais referem igualmente bombardeamentos contra o quartel de La Carlota e o aeroporto de Higuerote, a antena de comunicações de El Volcán e o porto de La Guaira.

A "captura" de Maduro e os ataques dos Estados Unidos à Venezuela acabaram por fazer transbordar a elevada tensão diplomática e militar existente nos últimos meses entre os dois países.

Trump tinha ordenado o destacamento de navios de guerra ao largo da costa venezuelana, apreendido petroleiros que partiam dos seus portos e ameaçado abertamente atacar território venezuelano, sob o argumento do combate ao narcotráfico.

Enquanto Colômbia, Cuba e Irão condenaram o ataque norte-americano, o Presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou o anúncio de Trump sobre a captura de Maduro através de uma publicação na rede social X.

Milei, uma das figuras mais próximas de Trump na região, reagiu ao anúncio da captura de Maduro poucos minutos após este ter sido divulgado na plataforma Truth Social.

Milei e Maduro mantêm uma forte rivalidade desde a tomada de posse do líder argentino de extrema-direita, em dezembro de 2023, tendo protagonizado numerosos confrontos, tanto retóricos como diplomáticos, em torno de questões como a detenção de um polícia argentino na Venezuela, em dezembro de 2024, a expulsão de diplomatas argentinos de Caracas após denúncias de fraude eleitoral e o pedido do Governo venezuelano de emissão de um mandado de captura contra Milei, entre outros.

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RTP /

Venezuela afirma que ataques dos EUA atingiram áreas residenciais

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Momento-Chave
Lusa /

Governo sem indicação de portugueses afetados pelos ataques dos EUA

"Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada", indicou fonte oficial.

A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelaram hoje à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter "tranquila e em casa", após os Estados Unidos terem realizado ataques aéreos, nomeadamente na capital.

No mesmo comunicado, as autoridades referem que a utilização destes contactos destina-se "exclusivamente a situações de comprovada urgência".


Além disso, recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, "a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário".

Cerca de 220 mil pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro do ano passado, mas este número não inclui os lusodescendentes, pelo que as autoridades calculam que a dimensão da comunidade "seja bastante superior". A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.

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Lusa /

Rússia condena "agressão militar" norte-americana contra a Venezuela e pede diálogo

"Na situação atual, é sobretudo crucial evitar uma escalada maior e encontrar uma saída através do diálogo", lê-se num comunicado emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

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Lusa /

Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa após ataques dos EUA

"A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas", lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.

 

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram "canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência" dos cidadãos nacionais.

 

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Lusa /

Presidente do Governo da Madeira acompanha situação na Venezuela

Numa nota de imprensa divulgada, o do chefe do executivo madeirense adianta que "logo pelas oito horas fez questão de procurar saber, `in loco`, o que se estava a passar na Venezuela, manifestando preocupação com os acontecimentos naquele país e, sobretudo, com a comunidade madeirense".

O governante adianta que também falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

"O presidente do Governo Regional apela à calma e tranquilidade, sublinhando que a Região e Portugal estão a acompanhar a par e passo tudo o que se passa", lê-se no documento.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, depois do Brasil, integrando muitos milhares de madeirenses.

Fortes explosões, atribuídas aos Estados Unidos, atingiram hoje cerca das 02:00 locais (06:00 em Lisboa) a capital da Venezuela. Imagens de vídeo mostram Caracas a ser sobrevoada por aeronaves.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou os ataques aéreos dentro do território venezuelano há alguns dias, revelaram dois funcionários norte-americanos à CBS News.

O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.

Trump afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país.

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RTP /

Trump afirma que Maduro foi capturado e retirado à força da Venezuela

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou este sábado que os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher, e retiraram-nos do país.

"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com a sua mulher, e retirado do país", disse Trump numa publicação no Truth Social.

"A operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos Estados Unidos", referiu Trump na mensagem na rede social Truth Social, em que indicou que daria mais informações hoje numa conferência de imprensa às 11h00 de Mar-a-Lago, na Florida (16h00 em Lisboa).
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Momento-Chave
Lusa /

Portugal "acompanha ao minuto" situação na Venezuela

De acordo com a mesma fonte, as autoridades portuguesas estão em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, depois do Brasil.

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Lusa /

PR acompanha situação na Venezuela em articulação com MNE

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, "está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros", Paulo Rangel, lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

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Lusa /

Venezuela "denuncia gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos

"A Venezuela rejeita, repudia e denuncia [...] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos [...] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas", refere um comunicado do Governo.

O Presidente Nicolas Maduro decretou o estado de exceção e apelou a "todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização", segundo o comunicado.

O Governo da Venezuela, na declaração, convocou os seus apoiantes a irem para as ruas. "Povo às ruas!", refere-se na declaração.

"O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista", acrescenta.

Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos no país.

A declaração acrescenta que Maduro ordenou "a implementação de todos os planos de defesa nacional" e declarou "estado de perturbação externa", um plano de emergência que lhe dá o poder de suspender os direitos das pessoas e expandir o papel das forças armadas.

O comunicado surge numa altura em que as forças armadas dos Estados Unidos têm, nos últimos dias, tido como alvo barcos suspeitos de contrabando de drogas. Na sexta-feira, a Venezuela disse estar aberta a negociar um acordo com Washington para combater o tráfico de drogas.

Para já, desconhece-se a existência de vítimas. 

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Lusa /

Argentina desaconselha viagens à Venezuela devido a "detenções arbitrárias"

"Perante a grave situação na Venezuela e as detenções arbitrárias de estrangeiros, o Governo argentino reitera a sua recomendação contra as viagens para aquele país", afirmou a diplomacia de Buenos Aires, num breve comunicado divulgado na sexta-feira.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha emitido um alerta semelhante em maio, poucos dias antes do anúncio da partida, da Venezuela para a Argentina, da companheira e do filho do agente da polícia argentino Nahuel Gallo, que estava detido no país caribenho desde dezembro de 2024 e acusado de terrorismo.

Gallo foi detido por agentes de segurança venezuelanos depois de ter atravessado a fronteira terrestre com a Colômbia, numa viagem que, segundo as autoridades argentinas e a família do agente, tinha como objetivo visitar a companheira e o filho, que residiam naquele país.

Na altura, o Governo da Venezuela acusou Gallo de ser um dos 125 mercenários estrangeiros detidos por alegados planos para assassinar a vice-presidente Delcy Rodríguez.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, alegou que a administração do homólogo da Argentina, Javier Milei, estava diretamente envolvida na alegada conspiração.

O Governo argentino respondeu que as acusações de Caracas contra Gallo são "falsas e infundadas" e tem pedido reiteradamente a libertação do agente.

No comunicado divulgado na sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argentina alertou ainda para "a constante recusa das autoridades venezuelanas em conceder assistência consular, jurídica ou de qualquer outra natureza aos cidadãos detidos".

Após as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024 eclodiu uma crise na Venezuela, devido à controversa reeleição de Maduro, proclamada pelo órgão eleitoral --- controlado por funcionários ligados ao chavismo --- e à denúncia de fraude por parte da oposição, que reivindica a vitória de Edmundo González Urrutia.

Mais de 2.400 pessoas foram detidas --- a maioria delas libertadas --- e acusadas de terrorismo, segundo o Ministério Público, embora várias organizações não governamentais e partidos da oposição afirmem que são presos políticos.

O executivo de Maduro garante que o país está "livre de presos políticos" e que os apontados como tal estão presos por "cometerem atos puníveis".

Na quinta-feira, o Comité de Mães em Defesa da Verdade anunciou a libertação de 87 pessoas detidas nos protestos após as presidenciais.

As novas libertações somam-se às já ocorridas a 25 de dezembro, quando o comité reportou 71 e o Governo disse que eram 99.

"O país precisa de uma amnistia geral que conceda liberdade total a todas as pessoas detidas arbitrariamente por motivos políticos", reiterou o grupo.

 

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