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Fim ao comércio com colónias israelitas nos territórios ocupados da Palestina. Portugal entre os 12 países subscritores

Fim ao comércio com colónias israelitas nos territórios ocupados da Palestina. Portugal entre os 12 países subscritores

A decisão do Eliseu foi anunciada esta terça-feira. O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês diz que Portugal fez o mesmo, num total de 12 países que tomaram posição.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Reuters

Numa declaração conjunta, os países vêm defender a solução de dois Estados, dizendo que as ações de Israel comprometem essa solução e vêm confirmar "a sua intenção de impor restrições nacionais ao comércio de bens com colónias ilegais à luz do direito internacional e/ou de apoiar restrições europeias nesse sentido, ou que ponderam seriamente adotar tais restrições ou outras medidas em conformidade com os seus procedimentos nacionais".

A decisão é subscrita pela França, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polónia, Portugal e Suécia.


O responsável britânico pelos Negócios Estrangeiros referiu que será imposto um regime sancionatório e faz acusações sobre indício de crimes de guerra e limpeza étnica.


"O Governo britânico reconhece que está a ocorrer uma limpeza étnica dos palestinianos em zonas da Cisjordânia, perpetrada por colonos terroristas, e que, com demasiada frequência, o Governo israelita tem fechado os olhos a esta situação", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Ed Miliband.

Numa intervenção hoje no parlamento britânico, Miliband lamentou que ministros israelitas "têm feito declarações e tomado medidas para apoiar o deslocamento forçado dos palestinianos".

"Hoje anuncio que a posição oficial do Governo britânico é a de que a ocupação é ilegal devido ao reforço do seu controlo, à sua intenção de alargar a soberania permanente e à sua agenda expansionista através de colonatos ilegais", vincou.

Perante este cenário, Miliband anunciou a proibição de importação de bens provenientes de colonatos ilegais nos territórios ocupados através de um novo regime abrangente de sanções.

"Tomaremos medidas contra empresas e indivíduos específicos que prestem serviços, tais como construção, infraestruturas, financiamento ou imobiliário, para a expansão dos colonatos", advertiu.

Segundo a estação britânica pública BBC, os produtos mais exportados a partir dos colonatos, classificados ilegais à luz do Direito Internacional, são tâmaras, mangas, abacates, uvas, vinho, azeite e produtos de consumo. Estes são fáceis de identificar, mas as sanções serão mais complicadas no caso dos serviços.

O regime de sanções terá como alvo os colonatos ilegais e a expansão dos colonatos, e não Israel, salientou Miliband, que assumiu as suas raízes como "orgulhoso judeu britânico", cujo avô e outros familiares foram mortos pelos nazis.

Miliband prometeu que a legislação entrará em vigor dentro de seis a nove meses, mas que, entretanto, serão tomadas sanções imediatas contra um novo grupo de colonos extremistas que apoiaram ou incitaram atos de violência contra comunidades palestinianas e medidas para dissuadir a expansão dos colonatos, em particular o desenvolvimento da zona E1.
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