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Fórum para os refugiados realiza conferência para avaliar resultados

Fórum para os refugiados realiza conferência para avaliar resultados

Dois anos depois de um primeiro Fórum Mundial de Refugiados na ONU - que expôs as divergências entre países ricos e pobres - os governos participantes estão reunidos para fazer uma avaliação de resultados.

Lusa /

A primeira edição do fórum - que teve lugar em meados de dezembro de 2019, em Genebra - pretendeu traçar uma resposta coletiva aos movimentos massivos de deslocados: governos e instituições prometeram milhares de milhões de euros e comprometeram-se em várias áreas, desde a energia à educação.

Hoje e quarta-feira, funcionários governamentais e várias organizações reúnem para uma primeira conferência de acompanhamento deste Fórum, que será realizada a cada quatro anos.

"Hoje, os resultados são mistos: os países com menos recursos continuam a assumir a maior parte da responsabilidade", sublinhou o alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, num comunicado.

Cerca de 80% das pessoas deslocadas no mundo estão em países pobres ou em desenvolvimento, enquanto o número de pessoas que fogem de guerras, perseguições e abusos atingiu o valor recorde de 82,4 milhões, um número duas vezes maior do que havia há 10 anos, de acordo com a ONU.

Esta conferência de acompanhamento "será uma oportunidade para identificar as lacunas" atuais e "para fazer novos compromissos" para a segunda edição, em 2023, acrescentou o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR).

Desde o final de 2019, "o mundo foi atingido pela terrível pandemia de Covid-19, novos conflitos surgiram e a deslocação forçada continuou a aumentar - o que confirma a necessidade de uma resposta mais equitativa, inclusiva e sustentável".

A organização não-governamental Fórum Refugiados-Cosi, que participa nesta conferência, pediu aos governos para "fortalecerem os seus compromissos" com esta causa e insistiu na "urgência de alargar o acesso aos países de refúgio através de meios legais e seguros", bem como o "fortalecimento do acesso a vias complementares", como a reunificação de famílias ou a emissão de vistos humanitários.

Apesar das promessas, as dissensões entre os países emergentes - que se consideram deixados à sua própria sorte - e os países ricos espalharam-se no Fórum, durante o qual o alto-comissário Grandi tinha afirmado que "o asilo deveria continuar a ser uma realidade em todas as partes do mundo, mesmo nos países ricos - aliás, sobretudo nos países ricos".

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