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Regime iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de Ali Khamenei

França só pode estar satisfeita com morte de "ditador sanguinário"

França só pode estar satisfeita com morte de "ditador sanguinário"

A porta-voz do Governo francês considerou hoje que o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, era um "ditador sanguinário", pelo que a França apenas pode "sentir-se satisfeita" com a sua morte.

Lusa /

"Khamenei era um ditador sanguinário que oprimiu o seu povo, aviltou as mulheres, os jovens, as minorias, e foi, ainda recentemente, responsável pela morte de milhares de civis no país e na região", afirmou a porta-voz do Governo francês.

"Não podemos, portanto, senão sentir satisfação com o seu desaparecimento", disse Maud Bregeon num programa televisivo.

A porta-voz francesa reafirmou as reservas de Paris quanto ao desencadeamento das operações militares de Israel e dos Estados Unidos contra o poder da República Islâmica, nomeadamente no plano jurídico, e sublinhou as incertezas que acarretam.

"Mais uma vez, com toda a evidência, isto não foi enquadrado pelo direito internacional. Agora, o que conta é o dia seguinte", afirmou, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Advertiu que a decisão de atacar o Irão "mergulha a região numa situação de instabilidade" e que "cabe ao povo iraniano escolher o seu próprio destino".

Bregeon reiterou que o Governo francês não participou nem foi avisado com antecedência sobre os ataques, mas rejeitou que isso implique que a França esteja isolada.

Segundo a porta-voz, o Presidente Emmanuel Macron informou no sábado os parceiros no Médio Oriente de que a França estava disposta para prestar assistência perante as represálias iranianas.

Bregeon disse também que o Governo estava disposto a organizar, "quando a situação o permitir", a retirada de franceses que desejem abandonar a região do Médio Oriente, dado o agravamento da situação de segurança.

A declaração de Bregeon é a primeira reação do Governo francês desde a confirmação oficial da morte de Khamenei, segundo a agência espanhola EFE.

No sábado, Macron apelou à cessação da escalada bélica, instou o Irão a manter negociações e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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