Fundo de Emergência para Moçambique quase duplicou

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Ao longo desta sexta-feira, foram angariados 132 mil euros para o Fundo de Emergência para Moçambique, da Cruz Vermelha Portuguesa. Somam-se 276 mil euros, desde o início da semana. O segundo avião C-130 da Força Aérea Portuguesa com apoio português às operações de socorro já chegou à cidade da Beira.

Num documento partilhado na "Página da Transparência", a Cruz Vermelha indica que, além do valor recolhido pelo Fundo de Emergência, há ainda 375 mil euros em "donativos a receber".

Portugal mantém a representação em Moçambique.

O secretário de Estado da Proteção Civil parte este domingo para a Beira. Vai substituir o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.
Segundo C-130 aterra na cidade da Beira
O segundo avião C-130 da Força Aérea Portuguesa com apoio português às operações de socorro às vítimas da passagem do ciclone Idai em Moçambique aterrou hoje na cidade da Beira pelas 10h30 (08h30 em Lisboa).

O avião transporta uma equipa avançada de peritos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), elementos da Força Especial de Bombeiros, da Guarda Nacional Republicana (GIPS e binómios de busca e socorro), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da EDP.

O envio dos dois C-130 foi anunciado ao início da noite de quarta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal (MNE) e o primeiro aterrou na sexta-feira.

No primeiro avião, além dos 35 militares, seguiram uma equipa cinotécnica (homem e cão) da GNR, numa operação coordenada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Para hoje está prevista ainda a chegada ao mesmo aeroporto da Beira de um avião comercial fretado pelo Estado português com uma força operacional conjunta da ANPC, com valências nas áreas de busca, salvamento, proteção e socorro em situações de emergência complexas.

O apoio português surge na sequência do pedido de assistência internacional para ajuda nas operações de socorro apresentado pelas autoridades moçambicanas no quadro do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.
Angústia pela falta de meios de subsistência
A população de Buzi, uma das zonas mais afetadas pelas inundações em Moçambique, preferiam que a ajuda humanitária chegasse à localidade, em vez de serem retirados para a Beira.

As águas dos rios já desceram, mas sobe a angústia de não haver meios de subsistência.


Os enviados da RTP Cândida Pinto e Rui Castro acompanharam uma Operação de Resgate da Marinha da Índia.

Comida, água, medicamentos e produtos de higiene são alguns dos bens que têm estado a ser levados para uma região ainda inundada em grande parte, apesar da recente descida do nível das águas.

O enviado especial da Antena 1, Joaquim Reis, descreve uma região a recuperar aos poucos e com retratos de um futuro adiado.
Número de mortes ascende a 293
Mais de uma semana após a passagem do ciclone Idai, as autoridades confirmaram esta sexta-feira o novo balanço de 293 vítimas mortais só em Moçambique e um total de 1511 feridos. Os números foram atualizados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique. Cerca de 15 mil pessoas continuam em situação de risco, segundo informou o Governo.

O primeiro-ministro de Moçambique considera que o número de mortos vai continuar a aumentar. Carlos Agostinho do Rosário diz que a situação é catastrófica, enquanto as operações de busca e resgate ainda decorrem.
De acordo com o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Paulo Tomás, há pelo menos 293 óbitos confirmados, mais de 1511 feridos e quase 350 mil pessoas afetadas.

Segundo o responsável, há mais de 89 mil pessoas a serem assistidas em cerca de 109 centros de acomodação nas províncias mais afetadas.

Em declarações à agência France Presse, o ministro do Ambiente, Celso Correia, confirma que pelo menos 15 mil pessoas estão em risco e têm de ser resgatadas “de imediato”, sendo que grande parte está presa em “casas e telhados”.

“Eles estão vivos, mas precisamos de os resgatar, de os tirar de lá. Cada minuto conta”, afirmou o ministro.

O balanço provisório da passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui aumentou hoje para 603 mortos.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.




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