Mundo
Grã-Bretanha encontra provas "fisiológicas" de uso de gás sarin na Síria
O porta-voz do governo britânico afirmou esta quarta-feira que a Grã-Bretanha tem provas "fisiológicas" de que foi usado gás sarin na Síria, "muito provavelmente" pelas forças governamentais do Presidente Bashar al-Assad. Acrescentou que os britânicos não detêm "até hoje", provas de utilização de armas químicas, "por parte da oposição" síria, ao contrário do que já afirmou uma responsável da ONU.
A França foi o primeiro país a confirmar, terça-feira, a presença de gás sarin em amostras trazidas da Síria, sem contudo apontar culpados. Disse ainda que, a partir de agora e no referente ao conflito sírio, a comunidade internacional tem "todas as opções em cima da mesa."
Os dois países europeus afirmavam há várias semanas ter indícios fortes de episódios de guerra química na Síria, responsabilizando Damasco. O Presidente norte-americano Barack Obama considerou a guerra química "uma linha vermelha" que não deveria ser ultrapassada.
O governo do Presidente Bashar al-Assad afirma-se inocente e remete a acusação para as forças rebeldes. Estas negam igualmente a autoria dos ataques com armas químicas.Crime de guerra
A Grã-Bretanha é o primeiro país a responsabilizar diretamente o governo sírio.
"Há um monte crescente de informações, limitadas mas convincentes, que provam que o regime usou - e continua a usar - armas químicas, nomeadamente gás sarin," afirmou contudo o porta-voz britânico.
"A utilização de armas químicas é um crime de guerra," sublinhou o governo britânico, lembrando que os investigadores da ONU têm pedido insistentemente ao governo sírio autorização de acesso imediato e sem restrições aos locais onde terão ocorrido os episódios de ataques com armas químicas.
"Assad acumulou armas (químicas), formou as unidades militares para as utilizarem e continua a controlar estas unidades. É sua portanto a responsabilidade urgente de por termo à sua utilização" considerou o porta-voz britânico, acrescentando que é também dever de Assad "permitir uma investigação completa e sem entraves."
Três a quatro casos
Na terça-feira, um relatório da equipa de investigação da ONU às violações de Direitos humanos na Síria, confirmou terem existido três a quatro episódios de utilização de armas químicas em março e abril, na Síria.
O primeiro caso suspeito ocorreu perto de Aleppo, no dia 19 de março. Jornalistas do jornal francês "Le Monde" afirmaram ter assistido a um ataque químico nos arredores da capital síria, Damasco e trouxeram amostras.
No início de maio a juíza da ONU Carla del Ponte afirmou existirem indícios de que as forças rebeldes sírias haviam usado gás sarin. As declarações foram no dia seguinte oficialmente corrigidas pela magistrada, que sublinhou não se poder afirmar de forma "conclusiva" que as forças rebeldes usaram armas químicas.
O gás sarin é um agente neuro-tóxico possante, inodoro e invisível. A sua inalação ou simples contacto com a pele, bloqueia a transmissão dos impulsos nervosos e leva à morte por paragem cárdio respiratória. A dose letal para um adulto é de meio miligrama.
Os dois países europeus afirmavam há várias semanas ter indícios fortes de episódios de guerra química na Síria, responsabilizando Damasco. O Presidente norte-americano Barack Obama considerou a guerra química "uma linha vermelha" que não deveria ser ultrapassada.
O governo do Presidente Bashar al-Assad afirma-se inocente e remete a acusação para as forças rebeldes. Estas negam igualmente a autoria dos ataques com armas químicas.Crime de guerra
A Grã-Bretanha é o primeiro país a responsabilizar diretamente o governo sírio.
"Há um monte crescente de informações, limitadas mas convincentes, que provam que o regime usou - e continua a usar - armas químicas, nomeadamente gás sarin," afirmou contudo o porta-voz britânico.
"A utilização de armas químicas é um crime de guerra," sublinhou o governo britânico, lembrando que os investigadores da ONU têm pedido insistentemente ao governo sírio autorização de acesso imediato e sem restrições aos locais onde terão ocorrido os episódios de ataques com armas químicas.
"Assad acumulou armas (químicas), formou as unidades militares para as utilizarem e continua a controlar estas unidades. É sua portanto a responsabilidade urgente de por termo à sua utilização" considerou o porta-voz britânico, acrescentando que é também dever de Assad "permitir uma investigação completa e sem entraves."
Três a quatro casos
Na terça-feira, um relatório da equipa de investigação da ONU às violações de Direitos humanos na Síria, confirmou terem existido três a quatro episódios de utilização de armas químicas em março e abril, na Síria.
O primeiro caso suspeito ocorreu perto de Aleppo, no dia 19 de março. Jornalistas do jornal francês "Le Monde" afirmaram ter assistido a um ataque químico nos arredores da capital síria, Damasco e trouxeram amostras.
No início de maio a juíza da ONU Carla del Ponte afirmou existirem indícios de que as forças rebeldes sírias haviam usado gás sarin. As declarações foram no dia seguinte oficialmente corrigidas pela magistrada, que sublinhou não se poder afirmar de forma "conclusiva" que as forças rebeldes usaram armas químicas.
O gás sarin é um agente neuro-tóxico possante, inodoro e invisível. A sua inalação ou simples contacto com a pele, bloqueia a transmissão dos impulsos nervosos e leva à morte por paragem cárdio respiratória. A dose letal para um adulto é de meio miligrama.