Hezbollah dedica ataque a Binyamin à memória de Nasrallah
O grupo dedicou o ataque ao seu ex-líder Hassan Nasrallah, morto por Israel num bombardeamento a Beirute, capital do Líbano, a 27 de setembro.
Líbano. Os efeitos dos ataques israelitas no Vale de Bekaa
UNIFIL. A criação e a missão da força de paz da ONU no Líbano
Jericó é um porto de abrigo para deslocados de Gaza
António Guterres. Ataques à UNIFIL podem constituir um "crime de guerra"
No mesmo texto, o secretário-geral da ONU salientou que a UNIFIL "avalia e analisa continuamente todos os fatores para determinar a sua postura e presença", estando a missão a "tomar todas as medidas possíveis para garantir a proteção dos seus soldados".
"A UNIFIL compromete-se a preservar a sua capacidade de apoiar uma solução diplomática com base na resolução 1701 [do Conselho de Segurança], que é a única via possível para a frente", acrescentou o porta-voz de António Guterres, apelando a todas as partes para que cessem as hostilidades.
A resolução 1701 foi adotada, por unanimidade, em 2006, e previa o desarmamento de todos os grupos armados no Líbano, com exceção das autoridades estatais, a ausência de forças externas no país e o respeito por todas as partes de uma "Linha Azul" ao longo da fronteira com Israel, que seria patrulhada por um máximo de 15.000 soldados da UNIFIL.
"Qualquer violação da `Linha Azul` por qualquer parte constitui uma violação da resolução 1701", recorda o `site` da ONU.
"Entre 08 de outubro de 2023 e 30 de junho de 2024, a UNIFIL detetou 15.101 trajetórias, das quais 12.459 foram de sul para norte da `Linha Azul` e 2.642 de Norte para Sul", pode ler-se no mesmo texto explicativo sobre a resolução 1701, que assinala que os ataques contra o Líbano chegaram a 130 quilómetros para lá da fronteira e, no sentido inverso, entraram 30 quilómetros em Israel.
RTP no Líbano. Força da paz da ONU rejeita desejos de Benjamin Netanyahu
Ataque do Hezbollah faz mortos e dezenas de feridos entre tropa israelita
Emmanuel Macron pede ao Irão que apoie uma "desescalada generalizada"
Noutro contacto, Macron reiterou ainda ao primeiro-ministro em exercício do Líbano, Najib Mikati, a "necessidade absoluta" de conseguir um cessar-fogo no Líbano sem mais demora.
Pelo menos quatro mortos e 60 feridos em ataque surpresa em Binyamine
Iraque interdita espaço aéreo a eventual ataque de Israel
Hezbollah confirma emboscada a soldados de Israel na fronteira
Hezbollah difunde áudio de Nasrallah aos combatentes
Na gravação de quase dois minutos, sem data, Nasrallah dirige-se aos combatentes por ocasião de manobras militares: "Contamos convosco, com a vossa presença, o vosso sangue e a vossa jihad para defender o vosso povo, os vossos entes queridos (...) esta terra sagrada e este nobre povo".
E acrescenta: "Peço a Alá que os faça sempre guardiães da pátria, guardiães da honra, guardiães da religião e preparadores desta terra para o estabelecimento da desejada e prometida justiça divina".
A gravação acompanha um vídeo publicado no canal Telegram da organização libanesa, que inclui uma transcrição em árabe das frases-chave da mensagem, fotografias de Hassan Nasrallah e imagens de combatentes da organização.
O canal do Hezbollah explica que a mensagem foi enviada aos ativistas durante um dos seus "exercícios militares", mas não anuncia a data em que estes exercícios se realizaram.
Há mais de duas semanas que o Líbano está sujeito a uma campanha incessante de bombardeamentos israelitas, nomeadamente no sul e no leste do país, bem como nos subúrbios do sul de Beirute, conhecidos por Dahye, onde Hassan Nasrallah foi assassinado.
Mais de 1.500 pessoas foram mortas durante estas quase três semanas, de um total de mais de 2.200 que perderam a vida num ano de fogo cruzado entre Israel e o Hezbollah.
Pelo menos 60 feridos em ataque com drones no norte de Israel
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Guarda da Revolução deixa aviso a Israel contra ataque ao Irão
EUA vão enviar sistema avançado anti-míssil para Israel
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Israel não vai permitir regresso do Hezbollah ao sul do Líbano
ONU acusa Israel de destruir portão principal de complexo da UNIFIL
Hezbollah reivindica novos ataques no norte de Israel
Separadamente, o grupo disse que também atingiu uma base do exército na colónia de Tzurit, a oeste de Karmiel, com “uma grande salva de mísseis.
Cerca de 115 foguetes e outros projéteis foram disparados pelo Hezbollah do Líbano contra Israel no domingo. Não há registo de vítimas.
Itália critica ataques às tropas da ONU
“A primeira-ministra Meloni reiterou a inaceitabilidade de a UNIFIL ser atacada pelas forças armadas israelitas”, afirmou o governo italiano em comunicado.
Numa chamada telefónica com Netanyahu, Meloni apelou à “plena aplicação” da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU sobre o Líbano, sublinhando a necessidade urgente de desanuviar o conflito.
A Itália é um dos principais contribuintes para a missão de manutenção da paz da ONU na fronteira entre Israel e o Líbano.
Líbano condena apelo de Israel para retirada dos capacetes azuis
O Líbano “condena a posição de Netanyahu e a agressão israelita contra a UNIFIL”, afirmou Najib Mikati.
“A advertência que Netanyahu dirigiu a Guterres exigindo a retirada da UNIFIL representa um novo capítulo na abordagem do inimigo de não respeitar [as normas internacionais]”, acrescentou.
Presidente de Israel defende investigação ao "falhanço" de 7 de outubro
Sem se dirigir diretamente ao Governo liderado por Benjamin Netanyahu, que se recusa a avançar com uma comissão de investigação enquanto durar a guerra, Isaac Herzog exigiu uma análise "fiável, flexível e independente" sobre os acontecimentos.
"O fracasso da inteligência, a falsa (noção de) dissuasão e a nossa flagrante arrogância custaram-nos mais uma vez um preço pesado e doloroso de muitas vidas ceifadas", salientou o Presidente israelita, durante uma homenagem, em Jerusalém, aos soldados mortos na guerra do Yom Kippur (1973).
"Devemos agir hoje, sem demora, tal como fizemos há 51 anos, e investigar profunda e exaustivamente", salientou o chefe de Estado israelita.
O Exército mantém investigações internas, das quais até agora não surgiram conclusões importantes, exceto a do reconhecimento do seu "fracasso" em proteger os residentes do kibutz de Beeri, um dos mais afetados pelos ataques do Hamas naquele dia.
O Governo tem insistido que "ainda não chegou o momento" de investigar o que aconteceu a nível estatal, alegando que a investigação poderia prejudicar a gestão da guerra em Gaza, embora o foco militar tenha agora mudado para o Líbano.
No final de setembro, a procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, garantiu que Netanyahu continua a recusar-se a abrir esta investigação, apesar dos seus constantes pedidos, informou o The Times of Israel.
O atual conflito na região começou no dia 07 de outubro de 2023, quando cerca de mil combatentes do movimento islamita palestiniano Hamas atacaram inesperadamente o território israelita, matando quase 1.200 pessoas e fazendo mais de 250 reféns, dos quais quase 100 continuam detidos.
Há três semanas que Israel realiza também uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e leste do Líbano, bem como contra Beirute, que causou a morte da maior parte das mais de 2.200 pessoas que perderam a vida no Líbano desde outubro de 2023.
Mais de 20 soldados israelitas feridos no Líbano este domingo
Dois dos soldados ficaram gravemente feridos e os restantes sofreram ferimentos ligeiros.
Até à data, o exército ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Palestiniano de 37 anos morreu em hospital israelita
A Comissão para os Assuntos dos Prisioneiros Palestinianos e o Clube dos Prisioneiros Palestinianos afirmaram que as autoridades israelitas tinham informado a Comissão dos Assuntos Civis Palestinianos do “assassinato do prisioneiro Mohammad Munir Moussa (37)”, de Belém, no hospital israelita de Soroka, no sul de Israel.
Este homem estava detido por Israel desde abril de 2023 e sofria de diabetes antes da sua detenção, mas as autoridades palestinianas ainda não divulgaram qualquer informação sobre as circunstâncias da sua morte.
Segundo as organizações de defesa dos direitos dos prisioneiros palestinianos, cerca de 10.100 palestinianos estão detidos nas prisões israelitas, cinco mil dos quais foram detidos depois de 7 de outubro de 2023, dia do ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano Hamas contra Israel, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
Israel quer tropas da ONU fora do caminho nas áreas de ataque
RTP no Líbano. UNIFIL recusa indicações de Israel para retirar do Líbano
RTP em Israel. Capacetes azuis da ONU alvo de críticas de Israel
Netanyahu afirma que as IDF estão a desmantelar "bastiões do Hamas" em Jabaliya
“Os nossos corajosos soldados estão agora no coração de Jabaliya, onde estão a desmantelar as fortalezas do Hamas”, afirma Netanyahu numa declaração em vídeo divulgada pelo seu gabinete.
As FDI lançaram recentemente uma nova ofensiva terrestre para impedir que o grupo terrorista se restabeleça no norte de Gaza.
Papa Francisco pede respeito pelas forças da ONU no Líbano
"Peço mais uma vez um cessar-fogo imediato" na região e que, "em todas as frentes se sigam os caminhos da diplomacia e do diálogo para obter a paz", afirmou Francisco no final da oração dominical do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, perante milhares de pessoas.
Assegurou ainda que reza "por todas as vítimas, pelos deslocados, pelos reféns", manifestando-se esperançado que sejam libertados de imediato e que "este grande e inútil sofrimento gerado pelo ódio e pela vingança termine em breve".
"Sinto-me próximo de todos os povos envolvidos, Palestina, Israel, Líbano, onde peço que as forças de paz da ONU sejam respeitadas", declarou o Papa.
Francisco aludiu aos recentes ataques israelitas contra as forças de manutenção da paz da ONU no Sul do Líbano (UNIFIL), nos quais cinco capacetes azuis ficaram feridos nos últimos dias.
"A guerra é uma ilusão, uma derrota, nunca trará paz ou segurança. É uma derrota para todos, especialmente para aqueles que acreditam que são invencíveis", disse o Papa, antes de pedir: "Por favor, parem".
No sábado, a força de paz da ONU anunciou que um dos seus capacetes azuis foi atingido a tiro no quartel-general em Naqoura, no sul do Líbano, elevando para cinco o número de soldados feridos em incidentes ocorridos em três dias atribuídos a Israel.
Apesar dos incidentes, a UNIFIL recusou retirar-se do sul do Líbano, como solicitado pelo exército israelita.
Estes ataques foram condenados internacionalmente e, na passada sexta-feira, os líderes dos governos de Espanha, França e Itália manifestaram a sua indignação e descreveram-nos como "injustificáveis" e uma "grave violação" das obrigações de Israel e do direito internacional humanitário.
As forças de manutenção da paz estão no Líbano de acordo com a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim à guerra de 2006 entre o Líbano e Israel.
Há três semanas que Israel realiza uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e leste do Líbano, bem como contra Beirute, que causou a morte da maior parte das mais de 2.200 pessoas que perderam a vida no Líbano desde outubro de 2023.
Irão não tem “linhas vermelhas” quando se trata de autodefesa
Israel ordena retirada de residentes de 21 aldeias libanesas
Mais de 300 palestinianos morreram no norte de Gaza em oito dias
As autoridades denunciaram que, no norte do enclave palestiniano, onde ainda vivem cerca de 400 mil habitantes de Gaza, se verificou "uma onda de assassinatos sistemáticos e um cerco total contra civis, especialmente crianças e mulheres", que afeta as zonas de Jabalia, Beit Lahia e Beit Hanoun.
Segundo o Ministério da Saúde do Governo do Hamas, um total de 42.227 pessoas morreram neste território palestiniano desde que se iniciou a guerra com Israel, há mais de um ano.
Nas últimas 24 horas, 52 pessoas foram mortas, avançou ainda o ministério em comunicado, acrescentando que 98.464 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde o início da guerra.
O atual conflito na região começou no dia 07 de outubro de 2023, quando cerca de mil combatentes do movimento islamita palestiniano Hamas atacaram inesperadamente o território israelita, matando quase 1.200 pessoas e fazendo mais de 250 reféns, dos quais quase 100 continuam detidos.
Netanyahu pede à ONU que retire os capacetes azuis das áreas de combate no Líbano
“Senhor secretário-geral, abrigue as forças da UNIFIL. Isto deve ser feito imediatamente”, declarou Netanyahu num discurso filmado no início do Conselho de Ministros, dirigindo-se a Guterres em inglês.
É a primeira vez que o chefe do governo israelita se pronuncia publicamente sobre a polémica que surgiu depois de pelo menos cinco soldados da paz terem sido feridos nos últimos dias durante os combates entre as forças israelitas e o movimento pró-iraniano Hezbollah no sul do Líbano.
No seu discurso, Netanyahu sublinhou que o exército israelita tinha pedido “repetidamente” a retirada da UNIFIL das zonas de combate e que esta tinha sido “repetidamente recusada”.
Dois soldados israelitas feridos no sul do Líbano
Um soldado reservista das IDF do Batalhão 9220 da 6.ª Brigada foi gravemente ferido hoje no sul do Líbano, segundo as IDF.
Num incidente separado, um oficial ligado ao batalhão foi também gravemente ferido em combate.
Os ferimentos foram consequência de disparos de mísseis antitanque do Hezbollah.
Segundo as IDF, os dois soldados feridos foram levados para o hospital e as suas famílias foram informadas.
EUA pedem a Israel que garanta a segurança dos capacetes azuis no Líbano
Austin expressou a sua "profunda preocupação" com relatos de ataques a posições de manutenção da paz da ONU no Líbano, bem como relatos da morte de dois soldados libaneses.
"O secretário enfatizou a importância de garantir a segurança das forças da FINUL e das Forças Armadas Libanesas e a necessidade de passar das operações militares no Líbano para uma via diplomática o mais rapidamente possível", disse o Pentágono, em comunicado.
Por sua vez, Gallant enfatizou que o exército israelita continuará a tomar medidas para "evitar danos" às tropas da FINUL, mas alertou que "o Hezbollah opera e dispara nas proximidades das posições da FINUL usando missões de manutenção da paz como cobertura para as suas atividades".
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, revelou na sexta-feira ter pedido a Israel para não atacar a FINUL, depois de os bombardeamentos israelitas terem ferido cinco capacetes azuis nos últimos dois dias.
Há mais de duas semanas, o exército israelita lançou uma ofensiva com uma campanha de bombardeamentos sem tréguas contra o sul do Líbano e os subúrbios a sul de Beirute, conhecidos por Dahye.
O conflito agravou-se em 01 de outubro com a invasão terrestre do exército israelita no sul do Líbano - onde mantém atualmente quatro divisões -, acompanhada por uma intensificação dos bombardeamentos israelitas, que já provocaram mais de 2.200 mortos e 10.000 feridos, a maioria no mês de outubro.
IDF avisam os residentes evacuados do Sul do Líbano para não regressarem a casa
“Recordamos que a guerra e os ataques intensivos contra o Hezbollah ainda estão em curso”, diz Adraee no X. ‘Para vossa segurança, sigam as instruções’.
Tropas israelitas capturam combatente do Hezbollah num bunker subterrâneo
De acordo com as IDF, as tropas identificaram um túnel no interior de um edifício que conduzia a uma sala de 50 metros quadrados a cerca de sete metros de profundidade. O agente terrorista estava escondido no bunker, que também continha armas e provisões para uma estadia prolongada no subsolo.
O vídeo mostra as tropas das IDF a darem instruções em árabe ao combatente do Hezbollah para sair lentamente do bunker, vestindo apenas roupa interior e sapatos.
De acordo com as IDF, o agente foi levado para um centro de detenção no interior de Israel para ser interrogado.
Pelo menos 15 mortos em 200 ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano
Entre os alvos atacados, estão "células terroristas (milícias), lançadores, postos de mísseis antitanque e locais de infraestruturas", como armazéns de armas, segundo o comunicado militar israelita, que descreveu a ofensiva de guerra no país vizinho como "limitada, localizada e específica".
Pelo menos 15 pessoas morreram na madrugada de hoje nos bombardeamentos israelitas, nove destas, segundo o Ministério da Saúde libanês, num ataque contra a aldeia de Maaysrah, situada a norte de Beirute, e mais duas - juntamente com quatro feridos - em Deir Billa.
No sul, mais quatro pessoas morreram e 18 ficaram feridas num ataque a Barja, no distrito de Shouf, 34 quilómetros a sul de Beirute. No sábado, Israel ordenou a retirada de outras 22 cidades no sul do Líbano e voltou a pedir à população civil que se deslocasse para norte do rio Awali.
A Cruz Vermelha informou que vários dos seus socorristas ficaram feridos hoje num ataque a uma casa no sul do Líbano, para onde foram enviados "em coordenação" com a missão da ONU, que atua como tampão entre Israel e o Líbano.
"Enquanto a equipa procurava vítimas para resgatar, a casa foi atingida pela segunda vez, causando ferimentos aos socorristas e danos em duas ambulâncias", disse a Cruz Vermelha Libanesa.
Esta equipa, acrescentou a Cruz Vermelha, "foi enviada (...) em coordenação com a força de manutenção da paz da ONU (FINUL) destacada no sul do Líbano, bombardeada diariamente por aviões israelitas".
Já o Hezbollah disse que disparou hoje "foguetes" contra soldados israelitas na aldeia de Maroun al-Ras, perto da fronteira entre o Líbano e Israel.
Anteriormente, o movimento libanês pró-iraniano disse que os seus homens estavam a confrontar tropas israelitas que tentavam infiltrar-se perto de outra aldeia fronteiriça, a poucos quilómetros a oeste de Maroun al-Ras.
Há mais de duas semanas, o exército israelita lançou uma ofensiva com uma campanha de bombardeamentos sem tréguas contra o sul do Líbano e os subúrbios a sul de Beirute, conhecidos por Dahye.
O conflito agravou-se em 01 de outubro com a invasão terrestre do exército israelita no sul do Líbano - onde mantém atualmente quatro divisões -, acompanhada por uma intensificação dos bombardeamentos israelitas, que já provocaram mais de 2.200 mortos e 10.000 feridos, a maioria no mês de outubro.
Irão condena novas sanções dos EUA por ataque a Israel que considera ilegais
"A ação dos Estados Unidos de impor sanções contra diversas empresas e navios que, segundo os Estados Unidos, estão envolvidos na transferência de produtos petrolíferos iranianos carece de qualquer tipo de base legal ou lógica", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, em comunicado.
O porta-voz descreveu como "ação legal e de acordo com o direito internacional" o ataque com 180 mísseis do Irão contra território israelita no primeiro dia de outubro, em resposta às mortes do líder do grupo libanês Hezbollah, Hasan Nasrallah, e de um general da Guarda Revolucionária em Beirute, no final de setembro, e do chefe político da milícia islâmica palestiniana Hamas, Ismail Haniyeh, em julho, em Teerão.
Israel prometeu retaliação, à qual as autoridades iranianas garantiram que responderão com maior força.
Em reação, o Departamento de Estado dos EUA anunciou no sábado novas sanções contra seis entidades envolvidas no comércio petrolífero iraniano e seis navios, enquanto o Tesouro sancionou 10 entidades em múltiplas jurisdições e bloqueou 17 navios.
O porta-voz da diplomacia iraniana denunciou "o papel destrutivo e negativo dos EUA na segurança e estabilidade" do Médio Oriente, ao fornecer apoio político e militar a Israel e acusou-o de ser "cúmplice no genocídio israelita" em Gaza e nas agressões contra o Líbano.
O Irão lidera a aliança informal anti-Israel do "Eixo da Resistência", composta pelo Hezbollah, o Hamas, os Houthis do Iémen e as milícias iraquianas que apoiam Teerão.
Israel diz a Washington que vai continuar a proteger forças de manutenção da paz da ONU
Durante a conversa, Gallant sublinhou que, apesar do “desafio operacional” colocado pela presença do Hezbollah “nas proximidades das posições da UNIFIL”, o exército israelita continuaria “a tomar medidas para evitar ferir as tropas da UNIFIL” (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), segundo o comunicado.
Protestos regressam às ruas de Telavive
IDF afirma ter atingido 200 alvos do Hezbollah no sul do Líbano nas últimas 24 horas
A 36ª Divisão dirigiu ataques da força aérea contra os lançadores de foguetes do Hezbollah, posições antitanque e esconderijos de armas no sul do Líbano durante a noite, segundo as IDF.
A divisão também matou dezenas de combatentes do Hezbollah, segundo as IDF.
Hezbollah afirma ter disparado rockets contra soldados israelitas numa aldeia fronteiriça
Anteriormente, o movimento libanês pró-iraniano tinha afirmado que os seus homens estavam em confronto com tropas israelitas que tentavam infiltrar-se perto de outra aldeia fronteiriça, alguns quilómetros a oeste de Maroun al-Ras.
Apoio a Israel pode prejudicar Kamala em Estados decisivos - Walter Mead
Embora o apoio a Israel seja política inquestionável de sucessivas administrações norte-americanas - e até defendido de forma mais ostensiva pelo rival de Harris, Donald Trump - "há comunidades particulares, como a comunidade árabe em partes do Michigan, um Estado decisivo nestas eleições", cujos eleitores tendem a ser pró-palestinianos e poderão decidir o seu voto influenciados pela política externa democrata, sublinhou o professor norte-americano em entrevista à Lusa em Lisboa.
Alguns eleitos dos dois partidos têm assumido posições abertamente pró-Israel no contexto do atual conflito no Médio Oriente, tendo em conta que os seus estados têm também numerosas populações judias, que tendem até a ser importantes financiadores das campanhas dos dois partidos.
"Por outro lado, olho para o estado da Pensilvânia, que é, de certa forma, semelhante ao Michigan, um estado decisivo, e onde o senador democrata, John Fetterman, fez declarações extremamente pró-Israel após o dia 07 de outubro e a sua popularidade na Pensilvânia aumentou muito", acrescentou Mead.
A candidata democrata segue à frente na generalidade das sondagens, no voto nacional, mas no sistema norte-americano, que funciona por colégio eleitoral, um pequeno número de Estados fortemente disputados pelos dois partidos faz pender a balança para um lado ou outro, e nestes um pequeno número de votos poderá decidir o vencedor.
O académico norte-americano sublinhou ainda que a campanha de Harris tem analisado as sondagens nestes Estados para alterar a sua estratégia e "manifestar a sua tristeza" relativamente à situação do povo palestiniano, "sem nunca prometer grandes mudanças" na sua política externa.
Walter Russell Mead é Distinguished Fellow em estratégia e estadismo no Hudson Institute Strategy and Statesmanship e professor de relações internacionais e humanidades no Bard College. Foi também galardoado com o Prémio Benjamin Franklin 2012 do Foreign Policy Research Institute pelo seu trabalho sobre a política externa americana.
Mead esteve em Portugal a convite do Clube de Lisboa para participar no painel "A Guerra como extensão da Geopolítica", durante a 6ª Conferência de Lisboa, onde foram discutidos vários desafios à escala global, desde as alterações climáticas ao rearmamento.
A corrida presidencial norte-americana, que culminará a 05 de novembro, decorre em circunstâncias extremamente renhidas, marcadas por um ambiente de polarização e tensões políticas, elevado custo de vida e, mais recentemente, pela devastação causada pelos últimos furacões Helene e Milton no sul do país.
Mead criticou ainda a inexperiência de Kamala Harris no mundo da política internacional, que terá de ser aprendida "no terreno", admitindo que "sentir-se-ia muito melhor" se a candidata democrata "nomeasse algumas pessoas (...) muito, muito competentes, com bons instintos e muita experiência".
Mead enalteceu, por outro lado, as capacidades de negociação de Donald Trump, o candidato republicano, por se tratar de um "político mais realista, com um bom faro para o poder, uma compreensão instintiva de quem é forte e de quem é fraco, o que significa que por vezes consegue ver vantagens que outros não conseguem".
Família de oito pessoas morreu em ataque israelita no centro de Gaza
Oito membros da família Abu Ghali foram mortos num ataque a uma casa no campo de refugiados de Nuseirat, informou a Wafa, e os seus corpos foram levados para o hospital de al-Awda. Os mortos eram Walid Abu Ghali, a sua mulher, Shireen, e os seus seis filhos: Mohammad, Ahmad, Yasmeen, Samah, Yara e Tala.
Ataque israelita feriu socorrista em missão no sul do Líbano
“Enquanto a equipa procurava vítimas para socorrer, a casa foi atingida pela segunda vez, provocando concussões nos socorristas e danos em duas ambulâncias”, declarou a Cruz Vermelha libanesa. A equipa, acrescentou, “tinha sido enviada (...) em coordenação com a Força Interina das Nações Unidas (UNIFIL) implantada no sul do Líbano, que é bombardeada diariamente por aviões israelitas”.
AFP, BBC News, ITV News e Orient XXI vencem Prémio Bayeux para correspondentes de guerra
Foi ainda prestada homenagem a Christophe Deloire, Secretário-Geral dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que faleceu em junho de 2024.
Imprensa estatal relata que ataque israelita destruiu mesquita no sul do Líbano
"Por volta das 03:45 (00:45 em Portugal), aeronaves inimigas realizaram um ataque aéreo contra a antiga mesquita no centro da vila de Kfar Tebnit, destruindo-a completamente", informou a agência de notícias estatal ANI.
Israel e o Hezbollah enfrentam-se há um ano num confronto que atingiu recentemente outro nível com uma intensa campanha de bombardeamentos israelitas contra o Líbano, incluindo a capital, Beirute, que já provocou mais de 2.200 mortos e 1,2 milhões de deslocados.
Ponto da situação
“As sirenes soaram entre as 08h59 e as 09h01 (hora local) nas regiões da Alta Galileia, Galileia Central, Galileia Ocidental, Baía de Haifa e Carmel. Cerca de cinco projéteis disparados do Líbano foram identificados e intercetados com êxito”, declarou o exército em comunicado.
O Hezbollah afirma ter impedido duas tentativas de infiltração de tropas israelitas.
Ainda assim, reporta a morte de quinze pessoas em ataques de Israel, em zonas fora dos bastiões da organização terrorista.
Do lado de Israel, Telavive informa que designou cinco novas "zonas militares fechadas" no norte do país, na fronteira com o Líbano.
Segundo o comunicado emitido pelo Exército, desde as oito da noite de ontem, que a entrada nessas regiões está proibida.
EUA expressam preocupação por ataque a UNIFIL e defendem via diplomática
“Falei com o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, no [sábado], e expressei a minha profunda preocupação com os relatos de que as forças israelitas dispararam contra capacetes azuis no Líbano, bem como com a morte de dois soldados libaneses”, escreveu Lloyd Austin numa mensagem publicada na rede social X.
Na mesma mensagem, o secretário da Defesa dos EUA disse ter sublinhado a importância de garantir a segurança dos elementos da UNIFIL e das forças armadas libanesas, instando o homólogo israelita a “passar das operações militares no Líbano para uma via diplomática o mais rapidamente possível”.
“Também levantei a questão da terrível situação humanitária em Gaza e salientei que devem ser dados passos para resolver a questão. Reafirmei o compromisso inabalável, duradouro e firme dos Estados Unidos com a segurança de Israel”, lê-se na publicação.