Ponto de situação
- Os Estados Unidos estão a realizar voos sobre a Faixa de Gaza com ‘drones’, para ajudar Israel nos seus esforços para libertar reféns, adiantou o porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, na sexta-feira;
- No mesmo dia, Washington deixou o avido de que “nem o Hezbollah nem qualquer outro ator, estatal ou não-estatal, devem procurar beneficiar do conflito” entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas;
- O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, contabilizou 13 pessoas mortas e 26 feridas na sexta-feira, num bombardeamento aéreo israelita contra ambulâncias com feridos que saíam do hospital Al-Shifa, na maior cidade do território;
- Os chefes da diplomacia da Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar reúnem-se no sábado com o homólogo norte-americano, Antony Blinken, em Amã, para discutir como “cessar a guerra em Gaza”;
- As autoridades de Gaza, controladas pelo movimento islamita Hamas, acusaram o Exército israelita de novo ataque contra o Hospital Al-Shifa, principal complexo hospitalar do território, indicando que deixou dezenas de mortos e feridos.
EUA reforçam apelo à criação de um Estado palestiniano
Guerra no Médio Oriente. Putin acusa Ocidente por distúrbios no Daguestão
O presidente russo acusa o Ocidente de estar a apoiar Israel, ao mesmo tempo que incita tumultos antissemitas na Rússia. Vladimir Putin acrescenta que qualquer um ficaria indignado com imagens de crianças ensanguentadas em Gaza.
Vinte mortos em bombardeamento a escola no norte de Gaza
EUA pretendem retirar reféns de Gaza mas não garantem sucesso
“Há aqui um processo ativo com múltiplas linhas de esforço”, observou o responsável, descrevendo-o como “incrivelmente difícil, complexo e demorado”.
Qualquer acordo exigiria “uma pausa bastante significativa nas hostilidades”, observou o responsável, ecoando o apoio da Administração Biden às pausas humanitárias.
O responsável observou ainda que Israel “refinou significativamente o que originalmente era o seu plano” em termos da sua resposta militar em Gaza, acrescentando que o discurso do líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah , não sinalizou “o início de uma frente norte ou algo parecido”.
Ministros de cinco países árabes reúnem-se com Blinken sábado em Amã
Os chefes da diplomacia da Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar reúnem-se no sábado com o homólogo norte-americano, Antony Blinken, em Amã, para discutir como "cessar a guerra em Gaza", indicou hoje o Governo jordano.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros jordano precisou que um representante da Autoridade Palestiniana participará na reunião, que se debruçará igualmente sobre as "repercussões (...) da perigosa escalada do conflito que ameaça a segurança de toda a região" do Médio Oriente.
A 07 de outubro, o Hamas -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.
Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 28.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 9.200 mortos, entre os quais 3.826 crianças, segundo um relatório do Ministério da Saúde local.
Norte de Israel em alta tensão com alerta máximo das autoridades
As autoridades israelitas declararam o alerta máximo face a uma possível escalada do conflito. Os enviados especiais da RTP a Kiryat Shmona, Cândida Pinto e David Araújo, estiveram junto à fronteira israelo-libanesa.
Discurso de Nasrallah suscita receios de escalada do conflito
O líder do Hezbollah falou esta sexta-feira para dizer que os xiitas libaneses nada têm a ver com o ataque de 7 de outubro, mas não enjeitou o cenário de que possa vir a envolver-se no conflito entre o Hamas e Israel.
Primeiros indícios de um cessar-fogo surgem do Hamas e Israel
Os enviados especiais da RTP a Israel José Manuel Rosendo e Marques de Almeida confirma os indícios de que possa haver entre as duas partes uma aproximação para um cessar-fogo.
Israel aconselha palestinianos a fugirem para o sul de Gaza
As autoridades israelitas avisaram que vão intensificar ainda mais os ataques e num dos últimos bombardeamentos foi atingida uma ambulância frente a um hospital de Gaza, fazendo mais de uma dezena de mortos e feridos. Israel confirmou ter atacado a ambulância e disse que ela transportava elementos do Hamas. Algumas das imagens poderão chocar os telespectadores.
Netanyahu admite cessar-fogo se reféns forem libertados
O primeiro-ministro israelita disse contudo que isso só acontecerá depois da libertação dos reféns na posse do Hamas. A declaração surge no dia em que o Hezbollah ameaçou escalar a guerra e em que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, chegou a Israel para dizer que é necessário evitar a escalada do conflito.
Hezbollah avisou que não permitirá a Israel decapitar o Hamas
O líder do movimento radical libanês disse que o nível de envolvimento da sua organização na guerra vai depender do que acontecer em Gaza. Hassan Nasrallah afirmou que "todos os cenários estão em aberto", incluindo o de alastramento regional da guerra.
"Palestinianos é que começaram desta vez". Marcelo diz que não disse o que disse
Os palestinianos "é que começaram desta vez". Marcelo Rebelo de Sousa afirmou numa conversa com o embaixador da Palestina que "vocês não deviam ter começado isto". Mais tarde, já sob uma chuva de críticas, o Presidente da República veio dizer que não disse o que tinha acabado de dizer. Mariana Mortágua disse que as palavras de Marcelo envergonham Portugal.
Marcelo Rebelo de Sousa disse ao embaixador que os palestinianos não deviam ter começado este conflito.
O representante diplomático lembrou a reação brutal de Israel a este ataque e que os palestinianos estão sob ocupação há mais de meio século.
BE diz que frase de PR a chefe da missão diplomática da Palestina "envergonha Portugal"
A líder do BE considerou hoje que "envergonha Portugal" o facto do Presidente da República ter dito ao chefe da missão diplomática da Palestina que alguns palestinianos "não deviam ter começado" esta guerra com Israel.
"Em Gaza, o plano de limpeza étnica é executado como punição coletiva sob um argumento - `alguém do lado palestiniano começou isto`. Dito por Marcelo ao embaixador da Palestina, envergonha Portugal. #NãoEmMeuNome", pode ler-se numa publicação de Mariana Mortágua na rede social X.
Para a coordenadora do BE, teria bastado que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse apelado a um cessar-fogo.
Esta crítica de Mariana Mortágua surge horas depois de o Presidente da República ter dito ao chefe da missão diplomática da Palestina em Portugal que alguns palestinianos "não deviam ter começado" esta guerra com Israel, aconselhando-os a serem moderados e pacíficos.
"Desta vez foi alguém do vosso lado que começou. Não deviam", considerou o chefe de Estado português, num diálogo com Nabil Abuznaid, em inglês, durante uma visita ao Bazar Diplomático, no Centro de Congressos de Lisboa.
No fim da conversa, o chefe da missão diplomática da Palestina em Portugal manifestou-se desapontado com as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa.
"Se queremos ser justos, temos de condenar a violência dos dois lados, pelo menos, e de condenar a ocupação, essa é a raiz do problema. Se queremos ser justos. E o Presidente repetiu cinco vezes para a imprensa aqui o ataque de 07 [de outubro], mas não mencionou o povo de Gaza. Isto é injusto", declarou Nabil Abuznaid aos jornalistas.
Ao passar pela banca da Palestina, Marcelo Rebelo de Sousa cumprimentou Nabil Abuznaid, que agradeceu a visita do chefe de Estado português neste "tempo muito difícil".
O Presidente da República concordou que "é um período difícil", acrescentando: "Mas, sabe, penso que dependerá muito de vós. Têm de ser um exemplo de moderação".
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o ataque do Hamas de 7 de outubro em território israelita não contribui para a luta por um Estado soberano da Palestina. "Têm de ser moderados, de outro modo, perdem a vossa razão", reforçou.
Guerra Israel-Hamas. Brasil lembra crianças mortas em Gaza
Na praia de Copacabana no Rio de Janeiro foram lembradas as crianças palestinianas que perderam a vida no conflito em Gaza. No areal foram colocados mais de uma centena de mortalhas de panos brancos, com os nomes e idades. A reportagem é do correspondente da RTP, Pedro Sá Guerra.<br />.
Militares israelitas reconhecem ter atingido ambulância usada pelo Hamas
De acordo com o exército israelita, o Hamas tem recorrido a ambulâncias para transportar combatentes e armas. Vários combatentes foram mortos no ataque desta sexta-feira, acrescentam.
Vigília pró-palestiniana em Lisboa. PCP marca presença no protesto
O líder do PCP, Paulo Raimundo, diz à RTP que é necessário interromper o "massacre" e os "crimes de guerra" em curso. O secretário-geral dos PCP salienta que as oito mil bandeiras no protesto simbólico "não chegam" para identificar cada uma das vítimas mortais.
Israel desaconselha viagens ao estrangeiro devido a aumento de antissemitismo
Israel recomendou hoje aos seus cidadãos que não viajem para o estrangeiro, invocando "um aumento significativo do antissemitismo" no mundo desde o início da guerra com o movimento islamita palestiniano Hamas, a 7 de outubro.
A 7 de outubro, o Hamas - classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.
Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 28.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 9.200 mortos, entre os quais 3.826 crianças, segundo um relatório do Ministério da Saúde local.
Ataques do Hamas foram uma grande e abençoada operação, disse líder do Hezbollah
O líder do Hezbollah disse que os ataques do Hamas a Israel, no dia 7 de outubro, foram uma grandiosa e abençoada operação.
Wael Hamzeh - EPA
O discurso de Nasrallah foi feito a partir de um local não revelado e trasmitido para uma grande multidão de fiéis, no Líbano, que escutaram com atenção as palavras do líder do Hezbollah.
Mais detalhes no trabalho da jornalista da Antena 1 Cláudia Aguiar Rodrigues.
França vai acolher conferência internacional sobre Gaza na próxima semana
A conferência irá reunir chefes de Estado, de Governo e ministros dos Negócios Estrangeiros. Vão ser convidados alguns dos principais atores regionais neste conflito, incluindo o Egito, Jordânia e outros países do Golfo Árabe.
A agência Reuters adianta ainda que a conferência irá contar com principais potências ocidentais e europeias, bem como instituições e organizações regionais.
A Autoridade Palestiniana deverá estar presente, mas o Governo de Telavive não foi convidado.
Esta conferência terá como objetivo juntar recursos financeiros para o apoio de emergência aos civis em Gaza.
Israel recusa qualquer "trégua temporária" em Gaza sem a libertação de reféns
Foi a resposta do líder israelita ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que insistiu na possibilidade de "pausas humanitárias" a fim de proteger os civis palestinianos e aumentar a distribuição de ajuda.
Junto à base militar de Telavive onde o chefe de Governo israelita recebeu o responsável norte-americano, cerca de 200 manifestantes juntaram-se para exigir o regresso dos reféns. Neste protesto participaram alguns familiares dos reféns que continuam nas mãos do movimento palestiniano.
Hezbollah não deve procurar lucrar com o conflito entre Israel e o Hamas, adverte Washington
Netanyahu recusa trégua pedida por EUA sem libertação dos reféns
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou hoje "uma trégua temporária sem a libertação dos reféns" raptados em o7 de outubro em Israel pelo grupo islamita palestiniano Hamas.
Pouco antes, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, tinha dito que discutira com Netanyahu a possibilidade de "pausas humanitárias" na guerra entre Israel e o Hamas para proteger os civis palestinianos e aumentar a distribuição de ajuda.
Israel "recusa um cessar-fogo temporário que não inclua o regresso dos nossos reféns", afirmou Netanyahu, citado pelas agências AFP e AP.
Netanyahu disse que Israel irá prosseguir a ofensiva militar "com toda a sua força" até que os reféns detidos pelo Hamas sejam libertados.
As autoridades israelitas disseram que o Hamas mantém 240 reféns na Faixa de Gaza desde o ataque de 7 de outubro.
O ataque do Hamas matou cerca de 1.400 pessoas, segundo Israel.
Os ataques israelita que se seguiram já provocaram mais de 9.200 mortos, de acordo com o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.
Israel, Estados Unidos e União Europeia classificaram o Hamas como uma organização terrorista.
Ministério francês dos Negócios Estrangeiros confirma danos nas instalações
Primeiro-ministro israelita rejeita qualquer acordo de cessar-fogo sem a libertação de reféns do Hamas
Líder do movimento xiita libanês Hezbollah clama que ofensiva do Hamas "foi 100 por cento palestiniana"
“Esta é uma batalha a níveis humano, ético e religioso. É a mais evidente, a mais honesta e a mais nobre. A nossa verdadeira força repousa sobre a nossa firme convicção, inabalável convicção, a noss devoção e compromisso para com a causa", disse.Milhares de pessoas juntaram-se em diferentes regiões libanesas para ouvir a primeira intervenção de Nasrallah desde o reacender do conflito israelo-palestiniano, incluindo na capital, Beirute. O paradeiro do líder do Hezbollah, ou "Partido de Deus", é desconhecido.
Sayyed Hassan Nasrallah argumentou que a ofensiva desencadeada a 7 de outubro pelo Hamas foi "100 por cento palestiniana", procurando assim contrariar as acusações de envolvimento quer do seu movimento, quer do regime iraniano.
"Tinha de ocorrer um grande acontecimento que abalasse a entidade usurpadora e os seus apoiantes em Washington e Londres e foi então que teve lugar a operação abençoada de 7 de outubro. O grande dilúvio de Al-Aqsa foi decidido e implementado 100 por cento palestiniana. Segredo absoluto foi o que garantiu o sucesso da operação cheia de Al-Aqsa. Não ficámos incomodados com o segredo do Hamas sobre o plano de ataque de 7 de outubro", vincou.
O número um do Hezbollah agradeceu a grupos de combatentes do Iémen e do Iraque por integrarem a batalha contra o Estado hebraico.
Nas palavras de Nasrallah, a ofensiva do Hamas "levou a um terramoto" em Israel, com "repercussões estratégicas e existenciais que deixarão os seus efeitos no presente e no futuro".
"O que aconteceu confirma que o Irão não exerce qualquer tutoria sobre as fações de resistência e os verdadeiros decisores são os líderes da resistência", enfatizou Nasrallah. "Ainda nada comelou e vemos países em todo o mundo a enviarem os seus presidentes, os seus ministros, os seus generais, os seus arsenais, os seus biliões para apoiar esta entidade ilegítima", carregou, alundindo a Israel.
Sem concretizar o que o Hezbollah estará a planear para o futuro imediato, Hassan Nasrallah traça dois objetivos: parar os ataques do Estado hebraico a Gaza e garantir que "o Hamas sai vitorioso desta guerra".
De acordo com Hassan Nasrallah, o Hezbollah entrou na batalha no dia 8 de outubro e a troca de disparos com forças israelitas ao longo da fronteira meridional libanesa "pode parecer modesta, mas é muito importante" e "não tem precedentes desde 1948".Hassan Nasrallah confirmou que morreram, até ao momento, pelo menos 57 combatentes do Hezbollah.
Nasrallah martelou a imagem de um Hezbollah "pronto para todas as possibilidades" e que não se deixa intimidar pelo destacamento de vasos de guerra norte-americanos para a região.
Blinken insiste em "pausas humanitárias" para minimizar mortes de civis em Gaza
O secretário de Estado norte-americano, que se deslocou novamente a Telavive esta sexta-feira, disse ter discutido com líderes israelitas a possibilidade de "pausas humanitárias" de modo a minimizar as mortes de civis e alcançar, ainda assim, o objetivo de acabar com o Hamas.
"Todos estes esforços devem ser facilitados por pausas humanitárias", tema que foi igualmente debatido com os líderes israelitas esta sexta-feira, afirmou.
Para este responsável, a proteção dos civis não deve acontecer só em Gaza, mas também na Cisjordânia. “O que eu ouvi hoje foi um compromisso claro do Governo de Israel para lidar com a violência extremista na Cisjordânia”, referiu.
Antony Blinken transmitiu ainda que os Estados Unidos continuam a acreditar que uma solução de dois Estados é "o caminho mais viável para a paz".
“Assustador e chocante”
Antony Blinken disse também ter tido acesso a imagens adicionais dos ataques do Hamas a 7 de outubro.
Segundo o responsável, nas gravações da câmara de vigilância de uma habitação surge uma criança a perguntar onde estava o pai, com as irmãs a responderem que este foi assassinado e que assistiram a esse ataque.
"É assustador e chocante que a brutalidade deste ataque tenha desaparecido tão rapidamente da memória de muitas pessoas", condenou Blinken, lembrando que 35 norte-americanos foram também assassinados nesse dia, “assim como muitos cidadãos de outras nacionalidades".
"Estamos a cumprir todos os esforços para que nenhum ataque como aquele se volte a repetir", assegurou, dizendo ainda esperar que "desta tragédia surja um amanhã melhor para as pessoas e para a região".
EUA querem impedir escalada do conflito
Os Estados Unidos vão "continuar a responder a ataques do Irão para defender o pessoal norte-americano na região", garantiu de seguida Antony Blinken. "Continuamos focados em assegurar a libertação de reféns, incluindo americanos".
"Temos de prevenir a escalada deste conflito a outras áreas", afirmou o secretário de Estado dos EUA, acrescentando que "precisamos de fazer mais para proteger os civis palestinianos".
"Os aliados no Médio Oriente e no resto do mundo desempenham um papel crítico na prevenção da escalada do conflito, e esse é o maior foco da minha viagem", explicou o responsável.
Kiryat Shmona. "Silêncio absoluto, tensão que quase se pode palpar"
Os enviados especiais da RTP Cândida Pinto e David Araújo estão esta sexta-feira em Kiryat Shmona, cidade do norte de Israel, próxima da fronteira com o Líbano.
Frente da guerra sem sinais de "pausas humanitárias"
Os enviados especiais da RTP José Manuel Rosendo e Marques de Almeida constaram que "não há nenhum sinal" de que se "possa concretizar" qualquer pausa humanitária na contraofensiva israelita, como tem advogado a Administração norte-americana.
Exército israelita garante ter eliminado posições do Hamas
O exército israelita garante que, na última madrugada, eliminou posições do Hamas e mais um comandante do grupo palestiniano. O cerco a Gaza continua e o movimento radical palestiniano garante que está a resistir.
Foto: Mohammed Saber - EPA
Blinken está de novo em Israel
O chefe da diplomacia norte-americana garante que os Estados Unidos estão "determinados" a evitar qualquer escalada do conflito com o Hamas. Antony Blinken defende que Israel tem não só o direito como a obrigação de se defender.
Mensagem de Marcelo a Abuznaid: "Vocês têm de ser exemplo de moderação"
O presidente da República afirma que a Autoridade Palestiniana deve ser "um exemplo de moderação". Na visita ao bazar diplomático, esta sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que a paz entre palestinianos e israelitas deve ser construída.
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Nabil Abuznaid quis, por sua vez, chamar a atenção para o destino das crianças em território palestiniano e considerou "brutal" a resposta das Forças de Defesa de Israel à ofensiva desencadeada a 7 de outubro pelo Hamas, a partir da Faixa de Gaza.
"A ocupação tem que acabar", concluiu o representante palestiniano. "Essa é uma outra questão", retorquiu Marcelo Rebelo de Sousa.
Presidente russo diz que "qualquer pessoa normal" ficaria irada com imagens de "crianças ensanguentadas", referindo-se à situação em Gaza
Presidente israelita apertou a mão ao secretário de Estado dos EUA e empunhou panfletos com um aviso aos palestinianos em Gaza para ataques iminentes
Membros da família do PM escocês saem de Gaza
Ministério da Saúde da administração do Hamas reporta 9.227 mortos
Ao avistar-se com o presidente israelita, Isaac Herzog, secretário de Estado norte-americano repete que Israel tem direito a defender-se, mas alerta para civis palestinianos atingidos "no fogo cruzado"
"Estamos fortemente ao lado de Israel, que tem o direito e a obrigação de se defender e assegurar-se de que os eventos de 7 de outubro não se repitam. Como Israel o faz importa", declarou. A Administração Biden, disse ainda Antony Blinken, está "a fazer tudo o que é possível para trazer reféns de volta e em segurança": "Tantos, isralitas, americanos e de outras nacionalidades, e estamos determinados a fazer tudo o que pudermos para os trazer de volta e em segurança para as suas famílias e entes queridos".
Blinken avistou-se com Isaac Herzog depois de uma primeira reunião com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Forças de Defesa de Israel reivindicam destruição de estruturas subterrâneas do Hamas
לוחמי יחידת יהל"ם, בשיתוף לוחמי הנדסה מגדוד 7107, חטיבת הנח"ל, חטיבת הנגב וכוחות שריון חשפו ונטרלו במגוון פעילויות מיוחדות מנהרות לחימה פעילות של ארגון חמאס בשטח הרצועה.
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) November 3, 2023
הלוחמים חשפו פירים, הטמינו חומרי נפץ, מילכדו ונטרלו מנהרות בשטח רצועת עזה pic.twitter.com/LaGtUVniau
"Os soldados descobriram poços, instalaram explosivos e armadilharam e destruíram túneis", adiantam as Forças de Defesa de Israel na rede social X.
Fronteira de Israel com o Líbano. "Expetativa, tensão e alarme total"
Em Kiryat Shmona, no norte de Israel,os enviados especiais da RTP Cândida Pinto e David Araújo testemunharam os danos causados pelos projéteis disparados a partir do Líbano pelo Hezbollah.
"Teme-se que esse discurso signifique uma justificação para o Hezbollah entrar nesta guerra noutro tipo de escala", explicou a repórter da RTP.
Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos exprime preocupações
"Muita da atenção tem estado nos ataques dentro de Israel e na escalada das hostilidades em Gaza desde 7 de outubro", apontou a porta-voz, para afirmar, em seguida, que "a situação na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, é "alarmante e urgente".
A estrutura da ONU assinala que na Cisjordânia morreram já 132 palestinianos, incluindo 41 crianças. Cento e vinte e quatro das vítimas foram abatidas por forças israelitas e outras oito por colonos. Desde o início de outubro, dois soldados israelitas morreram neste território.
Trabalhadores palestinianos autorizados a entrar no sul de Gaza
Israel começou a enviar "milhares" de trabalhadores palestinianos para a Faixa de Gaza, que bombardeia incessantemente há várias semanas, segundo jornalistas da Agência France Presse (AFP) e um responsável palestiniano.
"Milhares de trabalhadores que estavam bloqueados em Israel desde 07 de outubro", o dia do ataque do Hamas contra solo israelita que desencadeou a guerra, "foram trazidos de volta" para Gaza, disse à AFP Hicham Adwan, responsável pelos postos fronteiriços de Gaza.
De acordo com as autoridades israelitas, cerca de 18.500 habitantes de Gaza tinham autorização de trabalho em Israel no início da guerra.
Imagens transmitidas hoje pela AFP a partir da cidade vizinha de Rafah mostram pessoas a atravessar o posto fronteiriço de Karem Abu Salem (designado Kerem Shalom do lado israelita), entre Israel e a Faixa de Gaza, no extremo sudeste do enclave palestiniano.
Contactadas pela AFP, as autoridades israelitas não forneceram de imediato o número de trabalhadores de Gaza que se encontravam em Israel a 07 de outubro.
Israel ainda não se pronunciou ou esclareceu a situação relatada pela AFP sobre a entrada de trabalhadores palestinianos no sul do enclave.
A 10 de outubro, Israel revogou todas as autorizações de trabalho concedidas aos habitantes de Gaza, segundo organizações não-governamentais israelitas de defesa dos direitos humanos.
"O Exército e a polícia israelitas encarceraram os habitantes de Gaza" sem "qualquer base legal", acrescentaram as organizações.
Nos primeiros dias da guerra, a AFP contactou trabalhadores de Gaza em Israel que tinham partido - ou tinham sido mandados de volta pelos empregadores ou pela polícia - para a Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel desde 1967 e separado da Faixa de Gaza por território israelita.
Porta-voz militar israelita afirma que Irão está a instar movimentos afiliados a desviarem as atenções do Tsahal de Gaza
"O Irão continua a levar a cabo atividade subversiva e a encorajar a atividade de filiados. Tal como fez na Ucrânia, no Iémen e no Iraque, é isto que continua a fazer contra o Estado de Israel, tentando desviar-nos da guerra em Gaza", acusou o porta-voz.
Quanto à situação no terreno, Hagari quis garantir que a máquina de guerra israelita está agora a cercar Gaza "por ar, terra e mar".
"Os soldados continuam a combater e a destruir infraestruturas terroristas no terreno e debaixo deste. Esta noite, as nossas forças localizaram muitas armas em vários locais de bastiões terroristas que as nossas forças tomaram", completou.
As Forças de Defesa de Israel reviram também a contagem de reféns do movimento radical palestiniano, de 242 para 241.
França condena ataques contra ONU e trabalhadores humanitários
A França condenou hoje os ataques israelitas contra instalações das Nações Unidas e trabalhadores humanitários na Faixa de Gaza, anunciou o porta-voz do Governo.
Olivier Véran disse em comunicado que o trabalho das Nações Unidas e dos trabalhadores humanitários "é vital para as populações civis de Gaza", segundo a agência francesa AFP.
A condenação de Paris seguiu-se aos bombardeamentos contra o campo de refugiados de Jabaliya, o maior da Faixa de Gaza, no norte do território.
O grupo islamita Hamas anunciou na quinta-feira a morte de 27 pessoas num ataque israelita perto de uma escola da ONU do campo de refugiados de Jabaliya.
Trata-se do terceiro bombardeamento do campo em três dias, depois de na terça e na quarta-feira os ataques terem provocado 195 mortos, 777 feridos e 120 desaparecidos sob os escombros, segundo o Hamas.
Israel disse que o bombardeamento de terça-feira permitiu eliminar um dirigente do Hamas.
Os balanços divulgados pelas duas partes não puderam ser ainda verificados de forma independente.
A ONU anunciou que quatro das suas escolas que albergam pessoas deslocadas foram atingidas na quinta-feira por bombardeamentos atribuídos a Israel pelo Hamas.
De acordo com a ONU, 23 pessoas foram mortas nos bombardeamentos.
Na quarta-feira, a França declarou estar "profundamente preocupada com o número muito elevado de vítimas" dos ataques israelitas ao campo de Jabaliya.
Paris reafirmou então que "a proteção das populações civis é uma obrigação do direito internacional que se aplica a todos".
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também afirmou na quarta-feira que estava chocado com o bombardeamento do campo de refugiados, onde viviam 116 mil pessoas antes do início da guerra.
Desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita em 07 de outubro, a guerra entre Israel e o grupo palestiniano já causou milhares de mortos dos dois lados.
O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, é classificado como uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.
Israel pondera instituição de tribunal especial para julgar ações do Hamas na ofensiva de 7 de outubro
A procuradora-geral israelita, Gali Baharav-Miara, manteve recentemente consultas sobre este projeto, segundo a edição online do Haaretz.
Fontes do Ministério da Justiça, igualmente citadas pelo jornal israelita, adiantaram que não está ainda excluída a hipótese de militantes do Hamas virem a ser julgados num tribunal distrital regular por um coletivo de juízes dedicado em exclusivo aos acontecimentos do início do mês.
Ministro tailandês dos Negócios Estrangeiros exorta homólogo iraniano a exercer influência junto do Hamas para a libertação de 23 reféns
"Fiz notar que os tailandeses que ali trabalham são pessoas de baixos rendimentos e que trabalham no sector agrícola para impulsionar o seu rendimento. Falei com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros e disse-lhe que o trabalho dos tailandeses não está relacionado com política ou o conflito. Pedi-lhe que enviasse uma mensagem ao Hamas, de que se trata apenas de trabalhadores", afirmou.
São cerca de 30 mil os tailandeses a trabalhar em Israel, sobretudo na agricultura, de acordo com o Ministério do Trabalho de Banguecoque.
Cazaquistão defende aumento do papel mediador dos estados turcos em conflitos
O presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokáyev, defendeu hoje o aumento do papel mediador dos Estados turcos em conflitos como os que ocorrem entre a Rússia e a Ucrânia e entre Israel e o grupo islamita do Hamas.
"Uma tarefa urgente é aumentar o papel da mediação. (...) O conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua, no Médio Oriente entre Israel e a Palestina. A instabilidade continua no Afeganistão. O problema da imigração ilegal está a agravar-se no Ocidente", disse Kasim-Yomart Tokáyev durante a 10.ª cimeira da Organização dos Estados Turcos (OTS) que decorre em Astana, capital do Cazaquistão.
Tokayev sublinhou que atualmente "os civis na Faixa de Gaza, especialmente as crianças e os idosos, estão a tornar-se vítimas do confronto" entre Israel e o Hamas.
"A principal tarefa é garantir a sua segurança. Neste sentido, decidi prestar assistência humanitária ao povo palestiniano no valor de 1 milhão de dólares", anunciou o presidente.
O presidente cazaque enfatizou que "a resolução de problemas urgentes que não foram resolvidos durante décadas através da violência e de atos terroristas é absolutamente inaceitável".
"O Cazaquistão condena veementemente estes métodos. (...). Neste sentido, apelamos à resolução de qualquer conflito exclusivamente através de negociações pacíficas e do diálogo diplomático", insistiu.
Por sua vez, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, voltou a denunciar na cimeira dos Estados turcos que está a ser cometido um "crime contra a humanidade" em Gaza e apelou a que se pare com a morte de civis, independentemente de se serem árabes ou judeus.
"O que está a acontecer agora em Gaza é um crime contra a humanidade", disse o líder turco na 10.ª Cimeira da OTS.
Erdogan sublinhou que uma "tragédia sem precedentes" está a ocorrer na Palestina, à medida que "escolas, casas e campos de refugiados estão a ser bombardeados impiedosamente".
"Pedimos às partes um cessar-fogo, que permita a ajuda humanitária e que parem com a morte de civis, independentemente da sua nacionalidade: judeus ou árabes", acrescentou.
Já o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyóyev, também sublinhou a necessidade de uma trégua humanitária em Gaza e apelou à cessação das hostilidades.
O OTS é composto, além da Turquia, pelo Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, enquanto o Turquemenistão e a Hungria participam como observadores.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, participa da cimeira de Astana.
Duas horas após a chegada, o secretário de Estado norte-americano está reunido com o primeiro-ministro israelita
Leo Varadkar afirma que as ações do exército israelita no enclave palestiniano não constituem "apenas autodefesa"
"Acredito fortemente que Israel tem o direito de se defender, tem o direito de ir atrás do Hamas, que este não pode voltar a fazer o mesmo. O que estou a ver desenrolar-se, neste momento, não é apenas autodefesa. Assemelha-se mais a algo próximo da vingança. Não é aí que deveríamos estar", afirmou Leo Varadkar durante uma deslocação à Coreia do Sul, em declarações difundidas pela rádio pública RTE.
Líder religioso iraniano deixa ameaça nas redes sociais em hebraico
O líder religioso máximo iraniano afirmou esta madrugada nas redes sociais, numa mensagem em hebraico, que Israel mente sobre a guerra com o Hamas e que vai ser destruída "numa questão de dias" sem apoio norte-americano.
"A entidade sionista [Israel] está a mentir-lhes [aos israelitas] e também está a mentir quando expressa aos palestinianos preocupação com os seus prisioneiros. Mas também os está a destruir com os seus bombardeamentos", afirmou o aiatola Ali Khamenei numa mensagem na rede social X, divulgada pelo jornal israelita Haaretz.
Numa publicação separada, o clérigo iraniano afirmou que "o regime sionista vai ser paralisado numa questão de dias sem a ajuda dos Estados Unidos".
Tanto o Hamas como o grupo libanês Hezbollah recebem financiamento iraniano e são considerados grupos terroristas pela União Europeia e pelos Estados Unidos .
O líder do Hezbollah, Sayyed Nasrallah, afirmou nas redes sociais que vai fazer hoje um discurso, o primeiro desde o início do conflito entre Israel e movimentos islamitas pró-iranianos.
O Irão estabeleceu uma rede de aliados no Médio Oriente, com o apoio de países e milícias, conhecida como o Eixo da Resistência, que permite a Teerão estender a influência ao Líbano, Iraque, Síria, Iémen e Faixa de Gaza.
Esta aliança informal, que se opõe a Israel e Estados Unidos, é um dos pilares da política externa iraniana, exercendo influência sobre os diferentes atores que compõem o grupo.
Hoje assinala-se o 28.º dia da guerra entre Israel e o Hamas, que começou a 07 de outubro, depois de um ataque do grupo islamita em território israelita causar 1.400 mortos, 5.400 feridos e 242 reféns em Gaza.
Desde então, Israel tem bombardeado Faixa de Gaza, lançando, há uma semana, uma ofensiva terrestre, que já causou mais de 8.800 mortos e mais de 22 mil feridos.
Forças de Defesa de Israel afirmam que "completaram o cerco à cidade de Gaza"
- O secretário de Estado norte-americano chegou esta manhã a Israel. Esta nova viagem à região ocorre na semana em que dezenas de palestinianos morreram nos bombardeamento israelitas sobre Jabalia, o maior campo de refugiados da Faixa de Gaza. Antony Blinken sinalizou a intenção de promover "medidas concretas" para reduzir o número de vítimas civis da contaofensiva israelita. Estão previstas outras deslocações cujos detalhes permanecem, por agora, em segredo;
- As Forças de Defesa de Israel afirmam que "completaram o cerco à cidade de Gaza" e que continuam a atacar quartéis e outras infraestruturas do Hamas. Confirmaram também as mortes de mais quatro soldados envolvidos nas operações terrestres. Terão já morrido 23 operacionais do Tsahal;
- O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, deverá fazer esta sexta-feira o primeiro discurso público desde o início da guerra. Uma alocução que pode determinar se o conflito vai alastrar. O Hezbollah é apoiado pelo Irão e considerado a formação paramilitar mais poderosa do Médio Oriente. Tem desencadeado ataques contra Israel, na sequência da ofensiva do Hamas e da contraofensiva israelita. Na quinta-feira, visou pelo menos 19 alvos no norte de Israel;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, voltou a fechar a porta a um cessar-fogo a breve trecho, reiterando que a contraofensiva vai prosseguir;
- A Organização Mundial da Saúde apela a garantias de segurança para entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, classificando a situação no terreno como desesperante. Neste momento, está a abrigar quase 700 mil pessoas, o que corresponde a metade do total de deslocados e quatro vezes mais do que a capacidade dos abrigos;
- Dos 36 hospitais existentes em Gaza, 14 estão já fora de serviço e os restantes estão a ficar sem condições;
- O Egito diz ter recebido, nas últimas 24 horas, mais 21 palestinianos feridos. Indica ainda que 344 estrangeiros saíram da Faixa de Gaza e entraram no país. Em dois dias, mais de 700 cidadãos estrangeiros ou com dupla nacionalidade deixaram o enclave dominado pelo Hamas para rumar a território egípcio. Perto de uma centena de feridos palestinianos foram igualmente autorizados a sair. O Governo egípcio compromete-se com o acolhimento de sete mil estrangeiros;
- O Governo israelita indica que os palestinianos de Gaza a trabalhar em Israel serão enviados de volta ao enclave;
- O Ministério da Saúde de Gaza aponta agora para mais de nove mil mortos. Do lado israelita, as autoridades referem 1.400 mortos, a maioria civis.
Militares e ex-militares israelitas perspetivam guerra longa
Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel garante que não há limite de tempo para a ofensiva terrestre em Gaza. Em conversa com os enviados especiais da RTP a Telavive, o responsável acrescenta que está fora dos planos de Israel o futuro controlo do enclave.
Exército israelita completou cerco à cidade de Gaza
Após o cerco à cidade de Gaza, os combates entre Israel e o Hamas não cessam. O enviado especial da RTP, José Manuel Rosendo, relata os principais desenvolvimentos das últimas horas, com as autoridades israelitas a reconhecerem que houve combates "corpo a corpo" esta quinta-feira.
Durante a tarde, os enviados da RTP constataram uma intensificação de bombardeamentos no norte daquele território palestiniano. Os combatentes continuam a oferecer resistência.
Entretanto, na Cisjordânia, pelo menos quatro palestinianos e um israelita morreram. Um grupo de colonos israelitas atacaram palestinianos e queimaram viaturas.
Hezbollah. Autoridades israelitas dizem que país está pronto a combater em duas frentes
O líder do Hezbollah irá discursar esta sexta-feira e só nessa altura será possível compreender que tipo de envolvimento terão no conflito. A enviada especial da RTP, Cândida Pinto, acompanhou as últimas movimentações nesta que pode ser uma nova frente de guerra no conflito entre Israel e o Hamas.
Esta sexta-feira é também o dia em que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, chega a Israel.
Nova frente na guerra. Hezbollah ataca norte de Israel
É uma nova frente contra Israel. O Hezbollah atacou o norte do Estado judaico e disse ter bombardeado 19 povoações diferentes e usado drones explosivos.
Foto: Ayal Margolin - EPA
Mais de nove mil palestinianos morreram desde o início da guerra
O Hamas disse que morreram mais de nove mil pessoas em Gaza desde o início da guerra. O movimento palestiniano sugeriu que a função de proteger os palestinianos não lhe cabe a si, mas à ONU.
Foto: Mohammed Saber - EPA
Fronteira de Rafah aberta. Mais de 100 pessoas fugiram para o Egito
A fronteira do Egito abriu novamente para deixar sair de Gaza cidadãos estrangeiros ou com duplo passaporte.
Avião de exército japonês retira 46 cidadãos asiáticos de Israel
Um avião das Forças de Autodefesa do Japão (Exército) partiu na quinta-feira de Israel e deve aterrar hoje em solo japonês, com 46 cidadãos do Japão e de outros três países asiáticos.
Esta é a segunda operação do tipo levada a cabo pela divisão aérea das tropas japonesas desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro.
O avião KC-767 transporta 20 japoneses, 15 sul-coreanos, quatro vietnamitas e um taiwanês, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico.
A retirada ocorre num momento em que prosseguem os combates entre as tropas israelitas e as milícias do Hamas no norte da Faixa de Gaza, onde o número de mortos ultrapassa já os nove mil, enquanto os combates com as milícias libanesas se intensificaram na fronteira com o Líbano.
No final do mês passado, um outro KC-767 japonês chegou ao Japão com 60 cidadãos nipónicos e 18 sul-coreanos a bordo, além de cinco familiares de diferentes nacionalidades, provenientes de Telavive.
O Japão enviou vários aviões das Forças Armadas para o Médio Oriente, na sequência do conflito, e tem atualmente dois aviões de transporte C-2 na Jordânia à espera de novas operações de repatriamento de cidadãos japoneses, informou ainda o ministério.
Bolívia considera inadmissível reação israelita após corte de relações
A Bolívia classificou na quinta-feira de "inadmissíveis" as declarações de Israel, depois do país sul-americano anunciar o corte das relações diplomáticas na sequência dos ataques de Telavive contra a população palestina na Faixa de Gaza.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros boliviano, em comunicado, disse que "rejeita categoricamente" e considera "inadmissíveis e insustentáveis" as declarações do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Lior Haiat.
Haiat afirmou que a Bolívia, ao romper relações diplomáticas com Israel, "alinha-se com a organização terrorista Hamas" e mostra a sua "rendição ao terrorismo e ao regime dos aiatolas no Irão".
A Bolívia, guiada pelas suas leis e pelo direito internacional, "reconhece o direito à paz de todos os povos do mundo", pelo que "rejeita toda e qualquer guerra como instrumento de resolução de diferendos entre Estados e condena o terrorismo em todas as suas formas", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O governo da Bolívia apelou ainda a Israel para que "respeite o direito à vida" do povo palestiniano, permita a "entrada imediata" de organizações internacionais com ajuda humanitária e ouça as "milhares e milhares de vozes" que apelam ao fim do "assassínio e genocídio" dos palestinianos na Faixa de Gaza.
O movimento islamita palestiniano Hamas, que governa a Faixa de Gaza, saudou a decisão do governo boliviano de cortar as relações diplomáticas com Israel, classificando-a como uma posição "corajosa".
Em 2009, o governo do então Presidente Evo Morales (2006-2019) cortou relações diplomáticas com Israel em resposta aos ataques à Faixa de Gaza, mas os laços foram restaurados em 2020 durante o governo de transição de Jeanine Ánez (2019-2020).
O Ministério da Saúde de Gaza anunciou na quinta-feira que mais de nove mil pessoas morreram e 32 mil ficaram feridas no território desde o início da guerra, há quase um mês, quando o Hamas atacou o território israelita, causando mais de 1.400 mortos e mais de 5.400 feridos, tendo ainda sequestrado também 242 pessoas.