Guerra no Médio Oriente. A evolução do conflito entre Israel e o Hamas ao minuto

por Joana Raposo Santos, Inês Moreira Santos, Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre o reacender do conflito israelo-palestiniano, após a vaga de ataques do Hamas e a consequente retaliação das forças do Estado hebraico.

Emissão da RTP3


Athit Perawongmetha - Reuters

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por RTP

Israel aprova aumento "mínimo" da entrada de combustível em Gaza

O gabinete de segurança de Israel concordou esta quarta-feira em permitir um "aumento mínimo" da entrada de combustível na Faixa de Gaza, "de modo a evitar um colapso humanitário e a propagação de doenças" no sul do enclave.

Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro israelita disse que a quantidade de combustível seria determinada pelo gabinete e ajustada com base na situação humanitária local.
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RTP acompanha no terreno a guerra do Médio Oriente

As forças israelitas acreditam ter cercado o líder do Hamas em Khan Younis, um desenvolvimento da guerra acompanhado a partir de Israel pelos enviados especiais Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.

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por RTP

Cessar-fogo. Lisboa já respondeu a familiares de luso-israelitas reféns do Hamas

A retirada de reféns da Faixa de Gaza só será possível quando houver um cessar-fogo. Resposta do ministro dos Negócios Estrangeiros aos familiares dos seis luso-israelitas capturados pelo Hamas.

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por RTP

RTP falou com sobreviventes dos ataques do Hamas a 7 de outubro

Há dois meses o ataque dos terroristas do Hamas apanhou de surpresa os residentes de diversas quintas comunitárias junto à Faixa de Gaza. Os enviados da RTP estiveram no Kibutz de Nir Oz e registaram o relato de um sobrevivente dos ataques.

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por RTP

Israel e Hamas travam combates intensos no sul da Faixa de Gaza

Foto: Rennen Sawafta - Reuters

Telavive qualifica esta fase como a terceira da guerra contra o Hamas e garante ter apreendido numa zona civil os maiores arsenais desde o início do conflito. As Nações Unidas acusam ambos os lados de estarem a cometer violações sérias de Direitos Humanos".

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Momento-Chave
por Lusa

G7 reafirma apoio a solução de dois Estados, israelita e palestiniano

Os líderes dos países do G7, hoje reunidos por videoconferência, apelaram para um "regresso a um processo de paz mais amplo" entre israelitas e palestinianos, reafirmando o seu apoio à criação de um Estado palestiniano.

"Continuamos empenhados na criação de um Estado palestiniano no âmbito de uma solução de dois Estados que permita a israelitas e palestinianos viverem numa paz justa, duradoura e segura", afirmaram num comunicado divulgado no final do encontro.

Os sete consideraram que o grupo islamita palestiniano Hamas "ainda representa uma ameaça para a segurança de Israel" e instaram à libertação "imediata" e incondicional de todos os reféns ainda em cativeiro.

Condenaram também "o aumento da violência dos colonos radicais cometida contra os palestinianos, que está a minar a segurança e a estabilidade na Cisjordânia e ameaça as perspetivas de uma paz duradoura", acrescentando que quem cometeu tais crimes "têm de prestar contas".

O G7, o grupo dos países mais industrializados do mundo, é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mas a União Europeia (UE) está também representada.

A 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo mais de 1.200 mortos, na maioria civis, 5.000 feridos e cerca de 240 reféns.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre.

A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 61.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 15.200 mortos, na maioria civis, e mais de 40.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais, confirmado pela ONU, e cerca de 1,9 milhões de deslocados, também segundo a ONU, mergulhando o enclave palestiniano pobre numa grave crise humanitária.

Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, pelo menos 248 palestinianos foram mortos desde 07 de outubro pelas forças israelitas ou em ataques perpetrados por colonos.

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por RTP

EUA opõem-se a "zona tampão" dentro da Faixa de Gaza

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano disse hoje que os EUA se opõem à criação de uma "zona tampão" (nome dado a uma área geográfica criada para separar duas partes em conflito) dentro da Faixa de Gaza.

Matthew Miller explicou que uma "zona tampão" violaria a posição de Washington de que o enclave palestiniano não deve acabar reduzido após a guerra atual.
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por RTP

Jornalista da Al Jazeera perdeu 22 familiares em bombardeamento em Gaza

A estação Al Jazeera, com sede no Catar, avançou que um bombardeamento israelita matou esta quarta-feira 22 familiares do jornalista e correspondente em Gaza, Moamen Al-Sharafi.

"O horrível acontecimento ocorreu hoje no campo de Jabalia, onde a família de Moamen procurou refúgio, levando ao assassinato do seu pai, mãe, três irmãos e dos seus filhos", entre outras vítimas da mesma família, disse a empresa em comunicado.

O jornalista estava noutro lugar durante o bombardeamento. A estação assegurou que irá "tomar todas as medidas legais para responsabilizar todos os responsáveis por este crime".
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por RTP

Forças de Israel estão a operar "no coração de Khan Younis"

O exército israelita disse há momentos que as suas forças em Gaza estão a operar "no coração de Khan Younis", a terra Natal do líder do braço armado do Hamas.

Segundo o exército, os soldados "chegaram ao centro de Khan Yunis e iniciaram ataques direcionados no coração da cidade", que identificou como um símbolo do governo militar e administrativo do Hamas.

"Os soldados eliminaram terroristas, destruíram infraestruturas terroristas e localizaram armas", refere o comunicado.

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Líderes do G7 pedem mais pausas humanitárias

Os líderes do G7 pediram esta quarta-feira mais pausas humanitárias nos combates entre Israel e o Hamas em Gaza. "São necessárias ações mais urgentes para enfrentar a deterioração da crise humanitária em Gaza e minimizar as vítimas civis. Apoiamos e encorajamos novas pausas humanitárias para permitir isto", afirmaram numa declaração conjunta, após uma reunião virtual.

Os líderes pediram também ao Irão que se abstenha de fornecer apoio ao Hamas, bem como aos militantes do Hezbollah e Houthi na região.
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por RTP

Nove mortos em bombardeamento contra casa no sul de Gaza

Pelo menos nove palestinianos morreram e vários outros ficaram feridos num bombardeamento das forças israelitas contra uma casa em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de acordo com fontes médicas palestinianas.
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por RTP

Putin chega à Arábia Saudita para discutir a guerra

O presidente russo, Vladimir Putin, já chegou à Arábia Saudita, onde vai discutir a guerra no Médio Oriente com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

A viagem acontece depois de um encontro de Putin com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed Bin Zayed Al Nahyan, em Abu Dhabi.
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por RTP

Forças israelitas cercam casa do líder do Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse há momentos que as forças israelitas estão a cercar a casa do líder do Hamas, Yahya Sinwar.

"Ontem eu disse que as nossas forças iriam chegar onde fosse preciso dentro da Faixa de Gaza. Hoje estão a cercar a casa de Sinwar. A casa dele pode não ser a sua fortaleza e ele pode escapar, mas é apenas uma questão de tempo até o apanharmos", declarou Netanyahu, citado pela agência Reuters.
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Houthis do Iémen dizem ter lançado mísseis balísticos contra Eilat, em Israel

Os rebeldes houthis do Iémen avançaram há momentos que o grupo lançou vários mísseis balísticos contra postos militares na cidade israelita de Eilat.
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por RTP

Uma centena de corpos aguardam enterro em hospital de Gaza

Mais de 100 corpos aguardam o enterro no hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, avançou hoje o diretor-geral do Ministério da Saúde dessa região.

As forças israelitas "não nos permitem enterrá-los", explicou Munir al-Bursh à NBC News, acrescentando que o hospital está sem combustível e que as tropas de Israel disparam contra as pessoas.
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Êxodo regional de palestinianos de Gaza seria "catastrófico"

O diretor do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, disse em entrevista à AFP que um êxodo regional de palestinianos de Gaza seria "catastrófico", sublinhando que a prioridade é o regresso da trégua.

"Nunca devemos esquecer que dois terços da população de Gaza já são refugiados da primeira guerra israelo-árabe" de 1948-1949, acrescentou, referindo-se ao exílio dos palestinianos nessa época, com cerca de 760.000 a fugirem ou serem expulsos das suas casas.
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Israel aprova a construção de novos alojamentos para colonos em Jerusalém Oriental

O município de Jerusalém deu a aprovação final à construção de novas habitações para colonos em Jerusalém Oriental, segundo a ONG israelita Peace Now.

Metade deste novo bairro, que incluirá 1.738 unidades de habitação, estará localizada na zona anexada e ocupada de Jerusalém Oriental, enquanto a outra metade estará no lado israelita da cidade.

"Se não houvesse guerra, esta situação iria dar muito que falar. É um projeto muito problemático para a continuidade de um Estado palestiniano entre o sul da Cisjordânia e Jerusalém Oriental", disse à agência France Press Hagit Ofran, um dos responsáveis da Peace Now.

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Israel efetuou dez mil ataques aéreos desde 7 de outubro

O Gabinete dos Direitos Humanos da ONU nos Territórios Palestinianos Ocupados afirmou que isto equivale a um ataque por cada 220 palestinianos em Gaza.
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França condena ataque israelita que matou soldado libanês

O Ministério francês dos Negócios Estrangeiros condenou os bombardeamentos de Israel no sul do Líbano que mataram ontem um soldado libanês.

"A França está seriamente preocupada com os confrontos em curso na fronteira entre o Líbano e Israel. A França condena o ataque israelita que custou a vida a um membro das forças armadas libanesas e envia as suas sinceras condolências aos familiares da vítima", declarou um porta-voz num briefing diário.

Um soldado libanês foi morto e três ficaram feridos quando um bombardeamento israelita atingiu uma aldeia fronteiriça no sul do Líbano, informou o exército libanês em comunicado na terça-feira.
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Israel lança ataques de retaliação contra o Líbano

As forças armadas israelitas têm vindo a lançar ataques contra alvos no Líbano, nomeadamente com tanques e fogo de artilharia, enquanto os seus aviões atingiram o que descreveram como um centro de comando militar e infraestruturas militares pertencentes ao Hezbollah.

As IDF afirmam que estavam a responder a ataques a partir do território libanês contra as suas posições no norte de Israel.

Desde o início da guerra, o Hezbollah - um grupo apoiado pelo Irão que detém um poder militar e político considerável no Líbano - tem frequentemente atacado posições israelitas do outro lado da fronteira.
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ONU nega estar a ignorar alegada violência sexual cometida pelo Hamas

A ONU negou estar a desvalorizar alegados atos de violência sexual perpetrada pelo Hamas e outros grupos armados palestinianos no ataque a Israel, apontando que há quase um mês aguarda por autorização de Telavive para investigar as alegações.

Numa conferência de imprensa em Genebra, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, confrontado com as críticas de responsáveis políticos e ativistas israelitas de que a ONU se tem remetido ao silêncio relativamente à alegada utilização de violência sexual pelos grupos extremistas palestinianos, rejeitou tais acusações, enfatizando que o seu gabinete leva "extremamente a sério" as alegações, pois "é dolorosamente claro que estes ataques têm de ser totalmente investigados para garantir justiça às vítimas".

"Na segunda semana de outubro, logo a seguir aos ataques de 07 de outubro, pedi autorização às autoridades israelitas para enviar uma equipa, a minha equipa, para monitorizar, documentar e investigar os ataques horrendos a israelitas. Já insisti neste pedido, e acredito que será atendido, mas até agora não recebi resposta", declarou Volker Türk.

O responsável da ONU disse ser "muito claro que as formas atrozes de violência sexual devem ser investigadas", para que seja feita justiça, mas explicou que tal exige um trabalho complexo de documentação.

"Penso que é absolutamente claro que alegações de violência sexual, onde quer que sejam e por quem quer que sejam [cometidas], são muito graves e têm de ser investigadas e adequadamente documentadas. Como disse, pedi a Israel que autorizasse o envio de uma equipa, e espero que tal seja possível, mais cedo ou mais tarde", afirmou.

"Precisamos de entrar em certos detalhes para determinar se foram atos premeditados, generalizados, sistemáticos. Não estou em posição de confirmar, mas claro que levamos estas alegações extremamente a sério. Posso dizer que vamos encontrar formas de falar com quem seja necessário, para saber o que pode ser feito, porque sem dúvida que tem de ser feita justiça", complementou.

C/Lusa
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Primeiro-ministro japonês apela a Israel para que se minimizem as vítimas

Numa conversa telefónica esta quarta-feira, o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida afirmou ao homólogo israelita, Benjamin Netanyahu, que era importante minimizar as baixas civis no conflito com o Hamas. A informação foi comunicada pelo Governo japonês, citado pela Reuters.
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Autoridade Palestiniana apela à ONU para pôr termo à agressão israelita

Nabil Abu Rudeineh, porta-voz da presidência da Autoridade Palestiniana, apelou a uma intervenção internacional urgente para pôr termo à "agressão generalizada" da ocupação israelita contra os palestinianos na Cisjordânia ocupada, em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza.

Em comunicado, Abu Rudeinah afirmou que Israel está a praticar "terrorismo organizado" contra os palestinianos em todos os locais onde se encontra.

Abu Rudeinah considerou também os Estados Unidos responsáveis por esta escalada e pediu-lhes que pressionassem o governo israelita a pôr termo à sua guerra contra os palestinianos.

O porta-voz da presidência da Autoridade Palestiniana apelou ainda ao Conselho de Segurança da ONU para que "intervenha urgentemente para pôr termo ao derramamento de sangue palestiniano, tendo em conta o silêncio internacional sem precedentes".
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Perto de escolas e zonas povoadas
por RTP

Exército israelita afirma ter descoberto reservas de armas em Gaza

O exército israelita afirma ter encontrado grandes quantidades de armas e munições num local no norte da Faixa de Gaza, incluindo mísseis de longo alcance e vários modelos de mísseis portáteis do tipo RPG, bem como mísseis antitanque, engenhos explosivos, granadas de mão e drones.

Segundo o exército israelita, “os mísseis de longo alcance encontrados são do tipo dos que foram disparados contra o centro de Israel. E que algumas munições seriam retiradas para investigação, enquanto outras seriam detonadas”.

O exército israelita acusou o Hamas de estabelecer estes depósitos de armas perto de escolas e de zonas povoadas.
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Maioria das companhias aéreas estrangeiras suspendeu os voos
por RTP

Turismo em Israel com queda acentuada

O turismo em Israel sofreu um declínio acentuado pelo segundo mês consecutivo em novembro, na sequência da guerra de Israel contra o grupo islâmico palestiniano Hamas, mostraram dados oficiais revelados esta quarta-feira.

Os visitantes de Israel caíram para 39 mil no mês passado, contra 99 mil em outubro e 370 mil em novembro de 2022. Antes da guerra, que começou em 7 de outubro, quando homens armados do Hamas atacaram cidades israelitas, os números mensais do turismo eram normalmente acima de 300 mil.

Nos primeiros 11 meses do ano, houve 3,19 milhões de visitantes, contra 2,57 milhões um ano antes, informou o Gabinete Central de Estatísticas.

Desde o início da guerra, a procura de viagens para Israel diminuiu e a maioria das companhias aéreas estrangeiras suspendeu os voos, deixando as transportadoras israelitas El Al Airlines, Arkia e Israir e um pequeno número de outras a voar de e para Telavive.
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Situação "apocalítica" em Gaza
por RTP

ONU alerta para "risco acrescido de crimes atrozes"

O chefe dos direitos humanos das Nações Unidas, Volker Turk, alertou para o risco acrescido de crimes atrozes em Gaza, pedindo às partes envolvidas que se abstenham de cometer tais violações.

"Os meus colegas humanitários descreveram a situação como apocalíptica. Nestas circunstâncias, há um risco acrescido de crimes atrozes", escreveu Turk na rede social X.

"É necessário tomar medidas urgentes, tanto pelas partes envolvidas como por todos os Estados, especialmente os que têm influência, para evitar tais crimes."
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Gaza é dos "lugares mais perigosos do mundo"
por RTP

UNRWA afirma que situação está a “piorar a cada minuto”

A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos adverte que a situação em Gaza está "a piorar a cada minuto".

A UNRWA afirmou que as pessoas que fogem dos ataques israelitas não têm para onde se virar, uma vez que todos os abrigos já ultrapassaram a sua capacidade.

Outra vaga de deslocações está em curso em Gaza", afirmou a UNRWA numa publicação no X, apelidando toda a Faixa de Gaza de "um dos locais mais perigosos do mundo".

"Não há para onde ir, uma vez que os abrigos, incluindo [os da] UNRWA, estão a transbordar".
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138 reféns ainda em Gaza
por RTP

Porta-voz do exército israelita apela a uma maior intervenção da comunidade internacional

O porta-voz militar Daniel Hagari confirmou esta quarta-feira que permanecem cativos do Hamas 138 reféns: "Os nossos serviços de informações têm estado a monitorizar a situação dos reféns e posso dizer com absoluta certeza que cada momento no cativeiro do Hamas ameaça as suas vidas".

A comunidade internacional, prosseguiu, "deve agir" e a Cruz Vermelha deve ter acesso irrestrito aos reféns. "As Forças de Defesa de Israel vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para os trazer de volta. Apelamos a outros para que façam o mesmo", clamou.

Até ao momento, desde o dia 7 de outubro, foram libertados 110 reféns, dos quais 78 durante a trégua de seis dias, no final de novembro, em troca de dezenas de prisioneiros palestinianos em Israel.
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O calendário da guerra
por RTP

Casa Branca convicta de que operações israelitas em larga escala no sul da Faixa de Gaza podem estar concluídas em janeiro

A estação norte-americana CNN avança, citando fontes da Administração Biden, que as tropas israelitas poderão, a partir de janeiro, passar a desencadear ataques mais direcionados ao Hamas. Washington terá reiterado junto do Governo de Benjamin Netanyahu a necessidade de limitar as baixas civis.

Um responsável israelita, igualmente citado pela CNN, sinalizou, todavia, que Telavive não estará inteiramente "recetiva" à posição dos Estados Unidos. "Estamos numa operação de alta intensidade nas próximas semanas, depois, provavelmente, passaremos a um modo de baixa intensidade", afirmou.
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Lynn Hastings sem visto
por RTP

Coordenadora humanitária da ONU para os territórios palestinianos vê autorização de residência revogada pelo Governo israelita

O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros anunciou que o visto de Lynn Hastings será revogado. Eli Cohen justifica esta decisão com o que diz ser a recusa, por parte da responsável das Nações Unidas, em condenar as ações do Hamas. 

"Alguém que não condenou o Hamas pelo massacre brutal de 1.200 israelitas, pelo rapto de bebés e idosos e pelos atos horrendos de abuso e violação e por usarem residentes de Gaza como escudos humanos, condenando ao invés Israel, um país democrático que protege os seus cidadãos, não pode trabalhar na ONU e não pode entrar em Israel", escreveu Cohen na rede social X.


Lynn Hastings tem sido uma das vozes mais críticas da contraofensiva israelita em Gaza. Na segunda-feira, em comunicado com a chancela da coordenadora humanitária das Nações Unidas, lia-se: "As condições requeridas para fazer chegar ajuda ao povo de Gaza não existem. Se possível, está prestes a desenrolar-se um cenário ainda mais infernal, em que as operações humanitárias podem não ser capazes de responder".
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Ataque a Deir al-Balah
por RTP

Bombardeamento aéreo israelita sobre localidade do centro da Faixa de Gaza faz número indeterminado de mortos

Dezenas de palestinianos morreram num raide aéreo israelita sobre casas que serviam de abrigo a pessoas deslocadas em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, segundo o chefe de um hospital local e um repórter da Associated Press.

"Recebemos 45 mártires dos bombardeamentos israelitas sobre as casas de três famílias em Deir al-Balah na última hora", adiantou o médico Eyad Al-Jabri, à frente do hospital Shuhada Al-Aqsa, em declarações citadas pela agência Reuters.

Por sua vez, um repórter da Associated Press contou pelo menos 34 corpos, incluindo seis crianças. No sul, testemunhas adiantaram à Reuters que as forças israelitas atingiram uma escola em Khan Younis onde estavam abrigados civis deslocados.
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Lazzarini acende sinal amarelo
por RTP

Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos estima em mais de 600 mil o número de pessoas sob ordens de deslocação no sul da Faixa de Gaza

O chefe da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos afirma na rede social X que "perto de metade" destas pessoas "foram já forçadas, previamente, a abandonar as suas casas".

Philippe Lazzarini avisa que "não há para onde ir, dado que os abrigos, incluindo a UNRWA, estão para lá da sua capacidade".


Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, adiantou nas últimas horas que o exército está "a despejar panfletos com códigos QR que abrem um mapa para guiar os habitantes de Gaza até áreas mais seguras".

Israel está a instar os civis palestinianos a deslocarem-se para Rafah, na fronteira com o Egito, ou para al-Mawasi, uma pequena porção de território próximo da costa mediterrânica. Todavia, responsáveis da ONU classificam a ideia de "zonas seguras" como uma "narrativa falsa e perigosa", como observa a edição online da BBC.

"Estes são pequenos pedaços de terra estéril. Não têm água, instalações, abrigos do frio, nenhum saneamento", alertou o porta-voz da Unicef James Elder, em declarações à estação pública britânica.
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Ponto de situação
por RTP

Tropas israelitas "no coração de Khan Younis"

  • As Forças de Defesa de Israel avançaram nas últimas horas sobre Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, a terra natal do líder das Brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do Hamas. Telavive acusa as Nações Unidas de se manterem em silêncio enquanto o movimento radical palestiniano utiliza civis, hospitais e escolas como escudos;

  • Israel afirma agora que as suas tropas estão "no coração de Khan Younis", a maior cidade do sul da Faixa de Gaza. Na terça-feira, o exército do Estado hebraico indicou ter vivido "o mais intenso dia" de combates desde o início da contraofensiva terrestre, em outubro;

  • A cidade de Khan Younis é há várias semanas o destino de dezenas de milhares de pessoas em fuga do norte da Faixa de Gaza. Estes civis estão agora a ser aconselhados a deslocarem-se novamente;

  • As Nações Unidas advertem para o agravamento da crise de fome no território palestiniano invadido por Israel, na sequência do fim da trégua;

  • O Conselho Norueguês para os Refugiados descreve a situação em Gaza como "um completo fracasso da nossa humanidade partilhada";

  • A ofensiva desencadeada pelo Hamas a 7 de outubro contra Israel fez 1.200 mortos. Pelo menos 250 pessoas foram então levadas como reféns para a Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde deste território, a contraofensiva israelita já provocou pelo menos 16.248 mortos, entre os quais perto de sete mil crianças.
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