Israel aprova aumento "mínimo" da entrada de combustível em Gaza
RTP acompanha no terreno a guerra do Médio Oriente
Cessar-fogo. Lisboa já respondeu a familiares de luso-israelitas reféns do Hamas
RTP falou com sobreviventes dos ataques do Hamas a 7 de outubro
Israel e Hamas travam combates intensos no sul da Faixa de Gaza
G7 reafirma apoio a solução de dois Estados, israelita e palestiniano
"Continuamos empenhados na criação de um Estado palestiniano no âmbito de uma solução de dois Estados que permita a israelitas e palestinianos viverem numa paz justa, duradoura e segura", afirmaram num comunicado divulgado no final do encontro.
Os sete consideraram que o grupo islamita palestiniano Hamas "ainda representa uma ameaça para a segurança de Israel" e instaram à libertação "imediata" e incondicional de todos os reféns ainda em cativeiro.
Condenaram também "o aumento da violência dos colonos radicais cometida contra os palestinianos, que está a minar a segurança e a estabilidade na Cisjordânia e ameaça as perspetivas de uma paz duradoura", acrescentando que quem cometeu tais crimes "têm de prestar contas".
O G7, o grupo dos países mais industrializados do mundo, é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mas a União Europeia (UE) está também representada.
A 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo mais de 1.200 mortos, na maioria civis, 5.000 feridos e cerca de 240 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 61.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 15.200 mortos, na maioria civis, e mais de 40.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais, confirmado pela ONU, e cerca de 1,9 milhões de deslocados, também segundo a ONU, mergulhando o enclave palestiniano pobre numa grave crise humanitária.
Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, pelo menos 248 palestinianos foram mortos desde 07 de outubro pelas forças israelitas ou em ataques perpetrados por colonos.
EUA opõem-se a "zona tampão" dentro da Faixa de Gaza
Jornalista da Al Jazeera perdeu 22 familiares em bombardeamento em Gaza
Forças de Israel estão a operar "no coração de Khan Younis"
"Os soldados eliminaram terroristas, destruíram infraestruturas terroristas e localizaram armas", refere o comunicado.
Líderes do G7 pedem mais pausas humanitárias
Nove mortos em bombardeamento contra casa no sul de Gaza
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Uma centena de corpos aguardam enterro em hospital de Gaza
Êxodo regional de palestinianos de Gaza seria "catastrófico"
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"Se não houvesse guerra, esta situação iria dar muito que falar. É um projeto muito problemático para a continuidade de um Estado palestiniano entre o sul da Cisjordânia e Jerusalém Oriental", disse à agência France Press Hagit Ofran, um dos responsáveis da Peace Now.
Israel efetuou dez mil ataques aéreos desde 7 de outubro
França condena ataque israelita que matou soldado libanês
"A França está seriamente preocupada com os confrontos em curso na fronteira entre o Líbano e Israel. A França condena o ataque israelita que custou a vida a um membro das forças armadas libanesas e envia as suas sinceras condolências aos familiares da vítima", declarou um porta-voz num briefing diário.
Um soldado libanês foi morto e três ficaram feridos quando um bombardeamento israelita atingiu uma aldeia fronteiriça no sul do Líbano, informou o exército libanês em comunicado na terça-feira.
Israel lança ataques de retaliação contra o Líbano
As IDF afirmam que estavam a responder a ataques a partir do território libanês contra as suas posições no norte de Israel.
Desde o início da guerra, o Hezbollah - um grupo apoiado pelo Irão que detém um poder militar e político considerável no Líbano - tem frequentemente atacado posições israelitas do outro lado da fronteira.
ONU nega estar a ignorar alegada violência sexual cometida pelo Hamas
Numa conferência de imprensa em Genebra, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, confrontado com as críticas de responsáveis políticos e ativistas israelitas de que a ONU se tem remetido ao silêncio relativamente à alegada utilização de violência sexual pelos grupos extremistas palestinianos, rejeitou tais acusações, enfatizando que o seu gabinete leva "extremamente a sério" as alegações, pois "é dolorosamente claro que estes ataques têm de ser totalmente investigados para garantir justiça às vítimas".
"Na segunda semana de outubro, logo a seguir aos ataques de 07 de outubro, pedi autorização às autoridades israelitas para enviar uma equipa, a minha equipa, para monitorizar, documentar e investigar os ataques horrendos a israelitas. Já insisti neste pedido, e acredito que será atendido, mas até agora não recebi resposta", declarou Volker Türk.
O responsável da ONU disse ser "muito claro que as formas atrozes de violência sexual devem ser investigadas", para que seja feita justiça, mas explicou que tal exige um trabalho complexo de documentação.
"Penso que é absolutamente claro que alegações de violência sexual, onde quer que sejam e por quem quer que sejam [cometidas], são muito graves e têm de ser investigadas e adequadamente documentadas. Como disse, pedi a Israel que autorizasse o envio de uma equipa, e espero que tal seja possível, mais cedo ou mais tarde", afirmou.
"Precisamos de entrar em certos detalhes para determinar se foram atos premeditados, generalizados, sistemáticos. Não estou em posição de confirmar, mas claro que levamos estas alegações extremamente a sério. Posso dizer que vamos encontrar formas de falar com quem seja necessário, para saber o que pode ser feito, porque sem dúvida que tem de ser feita justiça", complementou.
C/Lusa
Primeiro-ministro japonês apela a Israel para que se minimizem as vítimas
Autoridade Palestiniana apela à ONU para pôr termo à agressão israelita
Em comunicado, Abu Rudeinah afirmou que Israel está a praticar "terrorismo organizado" contra os palestinianos em todos os locais onde se encontra.
Abu Rudeinah considerou também os Estados Unidos responsáveis por esta escalada e pediu-lhes que pressionassem o governo israelita a pôr termo à sua guerra contra os palestinianos.
O porta-voz da presidência da Autoridade Palestiniana apelou ainda ao Conselho de Segurança da ONU para que "intervenha urgentemente para pôr termo ao derramamento de sangue palestiniano, tendo em conta o silêncio internacional sem precedentes".
Exército israelita afirma ter descoberto reservas de armas em Gaza
Segundo o exército israelita, “os mísseis de longo alcance encontrados são do tipo dos que foram disparados contra o centro de Israel. E que algumas munições seriam retiradas para investigação, enquanto outras seriam detonadas”.
O exército israelita acusou o Hamas de estabelecer estes depósitos de armas perto de escolas e de zonas povoadas.
Turismo em Israel com queda acentuada
Os visitantes de Israel caíram para 39 mil no mês passado, contra 99 mil em outubro e 370 mil em novembro de 2022. Antes da guerra, que começou em 7 de outubro, quando homens armados do Hamas atacaram cidades israelitas, os números mensais do turismo eram normalmente acima de 300 mil.
Nos primeiros 11 meses do ano, houve 3,19 milhões de visitantes, contra 2,57 milhões um ano antes, informou o Gabinete Central de Estatísticas.
Desde o início da guerra, a procura de viagens para Israel diminuiu e a maioria das companhias aéreas estrangeiras suspendeu os voos, deixando as transportadoras israelitas El Al Airlines, Arkia e Israir e um pequeno número de outras a voar de e para Telavive.
ONU alerta para "risco acrescido de crimes atrozes"
UN HCHR Volker Türk:
— Alex Cadier (@alexcadier) December 6, 2023
'apocalyptic' situation in Gaza heightens risk of atrocity crimes.
Calls out "record increases in arbitrary arrests/detention + an alarming spike in deaths in custody & allegations of ill treatment of Palestinians in detention including sexual violence" pic.twitter.com/KSuM0YQrMI
UNRWA afirma que situação está a “piorar a cada minuto”
A UNRWA afirmou que as pessoas que fogem dos ataques israelitas não têm para onde se virar, uma vez que todos os abrigos já ultrapassaram a sua capacidade.
Outra vaga de deslocações está em curso em Gaza", afirmou a UNRWA numa publicação no X, apelidando toda a Faixa de Gaza de "um dos locais mais perigosos do mundo".
Another wave of displacement is underway in #Gaza - the situation is getting worse each minute.
— UNRWA (@UNRWA) December 6, 2023
There is no “safe” zone, the entire #GazaStrip has become one of the most dangerous places in the world.
There is nowhere to go as shelters, including @UNRWA, are overflowing. pic.twitter.com/txa7ZsZvTM
"Não há para onde ir, uma vez que os abrigos, incluindo [os da] UNRWA, estão a transbordar".
Porta-voz do exército israelita apela a uma maior intervenção da comunidade internacional
A comunidade internacional, prosseguiu, "deve agir" e a Cruz Vermelha deve ter acesso irrestrito aos reféns. "As Forças de Defesa de Israel vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para os trazer de volta. Apelamos a outros para que façam o mesmo", clamou.
Até ao momento, desde o dia 7 de outubro, foram libertados 110 reféns, dos quais 78 durante a trégua de seis dias, no final de novembro, em troca de dezenas de prisioneiros palestinianos em Israel.
Casa Branca convicta de que operações israelitas em larga escala no sul da Faixa de Gaza podem estar concluídas em janeiro
Um responsável israelita, igualmente citado pela CNN, sinalizou, todavia, que Telavive não estará inteiramente "recetiva" à posição dos Estados Unidos. "Estamos numa operação de alta intensidade nas próximas semanas, depois, provavelmente, passaremos a um modo de baixa intensidade", afirmou.
Coordenadora humanitária da ONU para os territórios palestinianos vê autorização de residência revogada pelo Governo israelita
"Alguém que não condenou o Hamas pelo massacre brutal de 1.200 israelitas, pelo rapto de bebés e idosos e pelos atos horrendos de abuso e violação e por usarem residentes de Gaza como escudos humanos, condenando ao invés Israel, um país democrático que protege os seus cidadãos, não pode trabalhar na ONU e não pode entrar em Israel", escreveu Cohen na rede social X.
We will no longer be silent in the face of the bias of the UN!
— אלי כהן | Eli Cohen (@elicoh1) December 5, 2023
I decided to revoke the residence visa to Israel of the UN "humanitarian" coordinator Lynn Hastings.
Someone who did not condemn Hamas for the brutal massacre of 1,200 Israelis, for the kidnapping of babies and the…
Lynn Hastings tem sido uma das vozes mais críticas da contraofensiva israelita em Gaza. Na segunda-feira, em comunicado com a chancela da coordenadora humanitária das Nações Unidas, lia-se: "As condições requeridas para fazer chegar ajuda ao povo de Gaza não existem. Se possível, está prestes a desenrolar-se um cenário ainda mais infernal, em que as operações humanitárias podem não ser capazes de responder".
Bombardeamento aéreo israelita sobre localidade do centro da Faixa de Gaza faz número indeterminado de mortos
"Recebemos 45 mártires dos bombardeamentos israelitas sobre as casas de três famílias em Deir al-Balah na última hora", adiantou o médico Eyad Al-Jabri, à frente do hospital Shuhada Al-Aqsa, em declarações citadas pela agência Reuters.
Por sua vez, um repórter da Associated Press contou pelo menos 34 corpos, incluindo seis crianças. No sul, testemunhas adiantaram à Reuters que as forças israelitas atingiram uma escola em Khan Younis onde estavam abrigados civis deslocados.
Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos estima em mais de 600 mil o número de pessoas sob ordens de deslocação no sul da Faixa de Gaza
Philippe Lazzarini avisa que "não há para onde ir, dado que os abrigos, incluindo a UNRWA, estão para lá da sua capacidade".
🛑 Southern #Gaza over 600,000 people are under evacuation orders. Nearly half of them were already forced to leave their homes previously.
— Philippe Lazzarini (@UNLazzarini) December 5, 2023
There is nowhere to go as shelters, including @UNRWA, are beyond & over their capacity.
Israel está a instar os civis palestinianos a deslocarem-se para Rafah, na fronteira com o Egito, ou para al-Mawasi, uma pequena porção de território próximo da costa mediterrânica. Todavia, responsáveis da ONU classificam a ideia de "zonas seguras" como uma "narrativa falsa e perigosa", como observa a edição online da BBC.
"Estes são pequenos pedaços de terra estéril. Não têm água, instalações, abrigos do frio, nenhum saneamento", alertou o porta-voz da Unicef James Elder, em declarações à estação pública britânica.
Tropas israelitas "no coração de Khan Younis"
- As Forças de Defesa de Israel avançaram nas últimas horas sobre Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, a terra natal do líder das Brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do Hamas. Telavive acusa as Nações Unidas de se manterem em silêncio enquanto o movimento radical palestiniano utiliza civis, hospitais e escolas como escudos;
- Israel afirma agora que as suas tropas estão "no coração de Khan Younis", a maior cidade do sul da Faixa de Gaza. Na terça-feira, o exército do Estado hebraico indicou ter vivido "o mais intenso dia" de combates desde o início da contraofensiva terrestre, em outubro;
- A cidade de Khan Younis é há várias semanas o destino de dezenas de milhares de pessoas em fuga do norte da Faixa de Gaza. Estes civis estão agora a ser aconselhados a deslocarem-se novamente;
- As Nações Unidas advertem para o agravamento da crise de fome no território palestiniano invadido por Israel, na sequência do fim da trégua;
- O Conselho Norueguês para os Refugiados descreve a situação em Gaza como "um completo fracasso da nossa humanidade partilhada";
- A ofensiva desencadeada pelo Hamas a 7 de outubro contra Israel fez 1.200 mortos. Pelo menos 250 pessoas foram então levadas como reféns para a Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde deste território, a contraofensiva israelita já provocou pelo menos 16.248 mortos, entre os quais perto de sete mil crianças.