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ACNUR. Crise causa cerca de 735 mil novos deslocados na região

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ACNUR. Crise causa cerca de 735 mil novos deslocados na região

ACNUR atualiza balanço e reporta mais 753.000 novos refugiados. O Hezbollah jurou lealdade ao novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que sucede ao seu pai, o ayatollah Ali Khamenei. Chegaram hoje a Portugal mais de 50 portugueses que estavam no Catar.

Graça Andrade Ramos, Joana Bénard da Costa, Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Claudia Greco - Reuters

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Israel anuncia morte de comandante de unidade do Hezbollah no sul do Líbano

Israel anuncia que matou o comandante de uma das três unidades do Hezbollah no sul do Líbano durante a ofensiva lançada a 2 de março contra o movimento islamista libanês apoiado pelo Irão.

Durante uma visita à fronteira com o Líbano, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, foi informado da morte do "comandante da Unidade Nasser do Hezbollah", Abu Hussein Ragheb, num ataque aéreo noturno, segundo um comunicado do ministério.

Esta unidade, posicionada na parte oriental do sul do Líbano, foi a primeira a abrir uma frente contra Israel após o ataque do Hamas em solo israelita, a 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
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RTP /

ACNUR. Crise causa cerca de 735 mil novos deslocados na região

A crise no Médio Oriente causou até agora cerca de 735 mil novos deslocados na região, estimou hoje o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Num relatório hoje divulgado, o ACNUR indica que pelo menos 734.700 pessoas se viram obrigadas a abandonar as suas casas devido à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel no Irão, à retaliação do regime iraniano contra países terceiros do Golfo Pérsico e à guerra entre o Paquistão e o Afeganistão governado pelos talibãs.

A agência especializada da ONU alerta que o aumento das hostilidades provocou uma degradação da situação humanitária no Médio Oriente, uma região que já contava 24,6 milhões de pessoas deslocadas antes dos mais recentes conflitos.

Cerca de 517 mil destes novos deslocados concentram-se no Líbano, onde Israel lançou uma intensa ofensiva em retaliação ao disparo de projéteis pelo movimento xiita libanês Hezbollah como vingança pelo assassínio do líder supremo iraniano, o `ayatollah` Ali Khamenei, na primeira vaga de ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.

Além disso, cerca de 7.000 cidadãos libaneses fugiram para a Síria e aproximadamente 70.700 sírios residentes em território vizinho atravessaram a fronteira para regressar ao seu país, perante a escalada do conflito no Líbano.

O ACNUR refere ainda que, nos dois primeiros dias dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, cerca de 100 mil pessoas abandonaram Teerão, segundo fontes oficiais do país, embora o número atual de deslocados possa já ser superior, ao passo que outros 6.500 iranianos fugiram para a Turquia.

Quanto à situação no Afeganistão e no Paquistão, os combates entre os talibãs e o Governo de Islamabad resultaram em cerca de 115.000 deslocados no primeiro e 2.900 no segundo.

E pelo menos 27.400 afegãos que se encontravam no estrangeiro regressaram ao país desde o início da crise - 24.000 encontravam-se no Irão e 3.400 no Paquistão.

No documento, o ACNUR sublinha que muitos destes países enfrentam as necessidades da população deslocada com recursos financeiros limitados, o que reduz a sua capacidade de resposta a estas situações, e adverte para o risco de novas deslocações internas e saída para países vizinhos.
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Macron. "Atacar Chipre é atacar a Europa", França envia mais oito fragatas

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que quando se ataca Chipre "ataca-se a Europa", tendo anunciado o envio de "oito fragatas" adicionais para a região, envolvida na guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Macron, num discurso em Chipre, que neste semestre exerce a presidência do Conselho da União Europeia (UE), ao lado do presidente cipriota e do primeiro-ministro grego, Nikos Christodoulides e Kyriakos Mitsotakis, respetivamente, frisou que a defesa da ilha mediterrânica é "uma questão essencial para o seu vizinho, parceiro e amigo, a Grécia, mas também para a França e, com ela, para a União Europeia".

"O primeiro objetivo desta viagem ao vosso lado é demonstrar plena solidariedade com Chipre, que na semana passada foi alvo de vários ataques com drones e mísseis. Quando Chipre é atacado, é a Europa que é atacada", declarou Macron.

O presidente francês recordou que os 27 do bloco europeu estão ligados por "alianças estratégicas" e que a presença de França em Chipre demonstra a solidez dessas alianças.

Nesse sentido, Macron especificou que a França está "a coordenar esforços, com Chipre, para garantir a segurança dos cidadãos e dos cidadãos europeus na região, apoiar operações de repatriamento e planear e consolidar qualquer operação de emergência que seja necessária".

Outro objetivo do destacamento militar francês, sublinhou Macron, é "tranquilizar todos os nossos parceiros".

Por isso, reiterou também o apoio da França aos Emirados Árabes Unidos, ao Qatar e ao Kuwait, com os quais mantém acordos de defesa, mas também à Jordânia, à Arábia Saudita e ao Iraque, que foram atacados no âmbito do conflito em curso e aos quais Paris tem prestado apoio.

No âmbito desse destacamento, Macron anunciou que vai enviar para a região "oito fragatas", uma mobilização que classificou como "sem precedentes", que se juntarão a outras duas anunciadas na semana passada.

"A presença francesa, que será destacada do Mediterrâneo Oriental até ao Mar Vermelho e (...) ao largo das costas do [estreito de] Ormuz, mobilizará oito fragatas, dois porta-helicópteros anfíbios e o nosso porta-aviões `Charles de Gaulle`", afirmou Macron a partir da cidade cipriota de Pafos.

Para Macron, o objetivo da França "é contribuir para a distensão, para a segurança dos cidadãos, para a segurança dos parceiros e para a liberdade de navegação e a segurança marítima".

Neste sentido, o chefe de Estado francês indicou que está "em curso" uma missão internacional de caráter "defensivo" para "abrir progressivamente" o estreito de Ormuz, por onde passa uma percentagem significativa do petróleo e do gás mundiais, bem como de outros produtos essenciais.

Christodoulides, por seu lado, destacou a importância da "solidariedade europeia" como resposta aos recentes ataques com drones iranianos contra a ilha mediterrânica e salientou que a ajuda militar de vários parceiros europeus "demonstra de forma clara o que significa, na prática, a solidariedade europeia".

"Com a sua ajuda decisiva, contribuem de forma determinante para a estabilidade e segurança do Mediterrâneo Oriental, enviando uma mensagem forte sobre as capacidades da Europa e o caminho que deve seguir", afirmou ainda.

O Presidente cipriota agradeceu o destacamento de caças F-16 gregos, da fragata francesa "Lafayette" e do sistema antiaéreo "Mistral", sublinhando que "a segurança de Chipre significa a segurança da Europa, significa responsabilidade coletiva".

Itália e Espanha anunciaram igualmente o envio de navios militares para Chipre para apoiar a segurança da ilha, um país neutral que pertence à UE, mas não à NATO.

"A Europa mantém-se unida, determinada a garantir a segurança dos seus Estados-membros e a trabalhar pela estabilidade e pela paz no Mediterrâneo Oriental", afirmou ainda o Presidente cipriota.

Por outro lado, Christodoulides foi categórico ao voltar a descartar qualquer envolvimento militar do seu país nos conflitos no Médio Oriente.

"Não nos envolvemos em operações militares. Mantemo-nos comprometidos com um papel humanitário, sempre como parte da solução e nunca como parte do problema", assegurou.

c/Lusa
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RTP /

Trump concede asilo a jogadoras de futebol iranianas

Na sua rede Truth Social, o presidente norte-americano prometeu conceder asilo às jogadoras de futebol iranianas que fugiram do hotel da equipa durante a Taça Asiática Feminina na Austrália.

Criticou ainda a decisão do Governo australiano de não acolher pelo menos cinco jogadoras que abandonaram o hotel onde se encontravam. Estão em segurança sob os cuidados da polícia, informou uma fonte à CNN Sports.

“A Austrália está a cometer um terrível erro humanitário ao permitir que a Seleção Nacional de Futebol Feminino do Irão seja forçada a regressar ao Irão, onde provavelmente serão mortas. Não faça isso, Sr. primeiro-ministro, conceda ASILO. Os EUA vão acolhê-las se não o fizer”, escreveu Trump.

A publicação de Trump surge no meio de crescentes apelos para impedir a saída das jogadoras da Austrália por temerem perseguições no Irão, onde foram acusadas de traição. 

Antes do primeiro jogo da semana passada, as jogadoras mantiveram-se em silêncio durante o hino nacional iraniano, um gesto que não explicaram, mas que alguns radicais dentro do Irão consideraram traição.

A administração Trump impôs proibições de viagem a iranianos no ano passado.
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Lusa /

FIFPro exige garantias de segurança para futebolistas iranianas que não cantaram hino

A Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro) exigiu hoje garantias de segurança para a seleção feminina do Irão, após terem sido rotuladas como "traidoras" por não cantarem o hino na Taça da Ásia, na Austrália.

Foto: AAP Image via REUTERS

Em conferência de imprensa, o presidente da FIFPro Ásia/Oceânia, Beau Busch, manifestou preocupação com o bem-estar das jogadoras, revelando que a organização perdeu o contacto direto com o grupo após a escalada do conflito no Irão.

O incidente ocorreu na passada segunda-feira, na estreia da competição frente à Coreia do Sul, depois de as futebolistas terem decido não cantar o hino nacional, um gesto de silêncio interpretado como apoio aos protestos contra o regime de Teerão.

A atitude motivou ataques imediatos da imprensa estatal iraniana, que classificou a conduta como traição em tempo de guerra e exigiu punições severas.

Perante o risco de represálias no regresso ao país, uma petição dirigida ao Governo australiano já reuniu mais de 68.500 assinaturas, solicitando a concessão de asilo político às jogadoras.

Busch sublinhou que a FIFPro está em articulação direta com a FIFA, a Confederação Asiática e as autoridades australianas para garantir que a segurança das jogadoras, independentemente de quererem regressar ao Irão ou permanecer na Austrália.

As futebolistas, que acabaram por cantar o hino nacional nos segundo e no terceiro jogos da fase de grupos, concluíram a participação no torneio no domingo.

Na última noite, o clima de tensão em torno da equipa tornou-se mais visível quando o autocarro que transportava as jogadoras deixava o estádio na Austrália.

Segundo o canal público SBS, um grupo de manifestantes tentou impedir a passagem do veículo, gritando "salvem as nossas meninas", num apelo direto à proteção internacional contra possíveis represálias do regime islâmico.

A classificação da seleção feminina iraniana para esta prova, a primeira desde 2002, foi amplamente celebrada por ativistas dos direitos humanos e defensores da igualdade de género.

O apuramento foi visto como um marco simbólico face à opressão imposta às mulheres pelo regime de Teerão, que mantém restrições severas como o uso obrigatório do véu em espaços públicos.

Esta imposição foi precisamente um dos catalisadores dos intensos protestos que marcaram o último ano no Irão, resultando numa repressão que já causou 3.117 mortes confirmadas pelo regime islâmico.

No entanto, diversas organizações internacionais de direitos humanos alertam que o número real de vítimas pode ser três vezes superior aos dados oficiais apresentados pelas autoridades iranianas.

Até ao momento, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e o ministro da Imigração ainda não se pronunciaram sobre o pedido de asilo das jogadoras

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
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RTP /

UE pronta para reforçar missões de proteção do tráfego marítimo

O reforço das missões de proteção do tráfego marítimo em resposta à guerra no Médio Oriente vai ser reforçado, anunciaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, após uma videoconferência com vários líderes do Médio Oriente.

A UE está preparada "para adaptar e reforçar ainda mais" as suas missões de proteção, afirmaram.

Estão a decorrer duas missões da UE para proteção do tráfego marítimo: a Operação Aspides, no Mar Vermelho, e a Operação Atalanta, no Oceano Índico, para prevenir atos de pirataria.

A missão Aspides foi lançada em 2024 para proteger os navios mercantes dos ataques lançados a partir do Iémen pelos rebeldes Houthi, aliados do Irão.

Com sede na Grécia, mas sob o comando militar operacional de Itália, a missão conta atualmente com três navios militares: um grego, um italiano e um francês.
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RTP /

Emirados afastam ataques diretos ao Irão

O embaixador emiradense em Genebra, Jamal Al-Musharakh, afirmou esta segunda-feira que o seu país não participarão em qualquer ataque contra o Irão a partir do seu território, reiterando a sua negação de que o seu país tenha servido de base para ofensivas contra Teerão.

"As nossas bases não estão a ser utilizadas para atacar o Irão... Como Emirados Árabes Unidos, não participaremos em nenhum ataque contra o Irão a partir do nosso território e não nos envolveremos", disse o diplomata aos jornalistas em Genebra, acrescentando que os EAU têm sido alvo de ataques "completamente injustificados" nos últimos dias.
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Momento-Chave
RTP /

Escolha de Mojtaba Khamenei desagrada a Donald Trump

O presidente norte-americano diz que "não está feliz" com a eleição do novo Líder Supremo do Irão, filho do anterior, Ali Khamenei, mortos em bombardeamentos isrealitas na semana passada.
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Lusa /

Ministro das Finanças admite défice "se as circunstâncias o impuserem"

 O ministro das Finanças admitiu hoje que Portugal possa registar défice em 2026 "se as circunstâncias o impuserem", dado o impacto das tempestades e, agora, do conflito no Médio Oriente, mas rejeitou uma crise energética como em 2022.

"Nós mantemos o compromisso de ter as contas públicas equilibradas. Nós não podemos excluir situações de défice se as circunstâncias assim o impuserem, mas continuamos com o compromisso do equilíbrio das contas públicas, da redução da dívida pública", afirmou Joaquim Miranda Sarmento, em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas antes da reunião do Eurogrupo.

No dia em que se registam aumentos acentuados dos preços do gás natural e do petróleo, o ministro português das Finanças apontou que "os bons resultados de 2025 [....] permitiam olhar para 2026 com um caminho [macroeconómico] um bocadinho menos estreito, mas agora, com o comboio de tempestades e este conflito, o caminho voltou a ficar bastante estreito".

"É importante que o país [...] faça escolhas e o equilíbrio das contas públicas é muito importante, mas também é importante acudir às pessoas que foram atingidas pelas tempestades, recuperar a economia e tentar proteger o país dos choques externos que este conflito provoca", elencou Joaquim Miranda Sarmento.

Salientando que o impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão será maior "quanto mais tempo ele durar e quanto mais se estender a outros países da região", o governante apontou porém diferenças face à crise energética e inflacionista de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que nessa altura houve "simultaneamente um choque do lado da oferta" e "um choque do lado da procura" pelo pós pandemia de covid-19.

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Lusa /

REN assegura que sistema de gás português tem capacidade adequada

Portugal tem capacidade de transporte e armazenamento de gás adequada à dimensão do mercado, mas nenhum país europeu dispõe de reservas suficientes para vários anos sem importações, afirmou fonte oficial da Redes Energéticas Nacionais (REN) à Lusa.

Em resposta por escrito à questão se Portugal tem capacidade suficiente de transporte e armazenamento de gás para lidar com choques externos, como a escalada de tensão no Médio Oriente, a REN explicou que o sistema nacional de gás "tem capacidades de transporte e de armazenamento adequadas à dimensão do seu mercado", incluindo as redundâncias exigidas pela legislação e regulamentação nacional e europeia.

Portugal dispõe de reservas de gás suficientes para cerca de 93 dias de consumo em caso de disrupção, como indicou recentemente à Lusa a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), acrescentando que as importações nacionais não têm exposição ao Estreito de Ormuz nas quantidades adquiridas e transportadas.

Ainda assim, a REN - responsável pela gestão do sistema nacional de gás, incluindo o armazenamento - sublinhou que "nenhum país da Europa dispõe de reservas suficientes para um horizonte plurianual sem importações".

Questionada sobre o plano de contingência caso haja uma subida súbita da procura ou interrupção temporária de fornecimento, assegurou que "as autoridades nacionais, para fazer face a cenários de crise, têm previstos planos de resposta para diferentes níveis de crise, incluindo planos de contingência e de emergência nacional".

Segundo os dados da plataforma Gas Infrastructure Europe (GIE) consultados pela Lusa, os níveis de armazenamento de gás em Portugal (76,72%) mantêm-se próximos da capacidade máxima, muito acima da média europeia, que se encontra significativamente mais baixa neste momento (29,40%), tendo em conta que estamos no fim do Inverno, época de maior consumo.

No entanto, em termos absolutos, Portugal tem uma das menores capacidades de armazenamento da União Europeia, o que faz com que os níveis de enchimento apareçam frequentemente próximos do máximo em termos percentuais.

O reforço da capacidade de armazenamento de gás em Portugal foi anunciado em 2022, no contexto da crise energética desencadeada pela guerra na Ucrânia. Na altura, o então secretário de Estado da Energia, João Galamba, avançou com a criação de uma reserva estratégica nacional de gás e com o reforço da capacidade de armazenamento no complexo subterrâneo do Carriço, em Pombal.

Está prevista a construção de duas novas cavernas subterrâneas, com capacidade adicional superior a 1,2 terawatts-hora (TWh) e investimento estimado em cerca de 90 milhões de euros.

No Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Gás (PDIRG 2026-2035) foi indicada uma previsão de entrada em operação sequencial entre 2027 e 2028, embora a concretização dependa da decisão final de investimento, licenciamento e objetivos definidos pelo concedente.

Instada a comentar o ponto de situação desta infraestrutura, a REN disse apenas que "o horizonte temporal para a entrada em serviço de duas novas cavidades de armazenamento de gás, apresentado no PDIRG, é indicativo e a sua efetiva concretização depende da data/objetivo pretendida e da decisão de aprovação, em conformidade, do Concedente", ou seja, do Estado.

O conflito com o Irão voltou a colocar o mercado energético global em alerta depois de Teerão declarar controlo sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL).

Apesar de Portugal não depender diretamente do Médio Oriente, alterações na oferta ou perceções de risco podem refletir-se nos preços do petróleo, gás e eletricidade no país.

Segundo dados de 2024 da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), no caso do gás natural, Portugal tem sido abastecido sobretudo pela Nigéria (51%) e pelos Estados Unidos (40%), tendo deixado de comprar gás ao Qatar há mais de três anos.

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Lusa /

Governo confia que Bruxelas não levantará objeções sobre desconto no ISP do gasóleo

 O Governo disse hoje confiar que a Comissão Europeia "não tenha qualquer objeção" ao desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) ao gasóleo, por ser "extraordinário e temporário" devido à guerra no Médio Oriente.

"Não creio que a Comissão Europeia, neste momento, para este desconto extraordinário e temporário, tenha qualquer objeção", afirmou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, falando à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas.

"Não sei se houve uma notificação formal, mas demos conhecimento à Comissão", acrescentou o governante, no seguimento dos alertas de Bruxelas, já que a instituição tem vindo a exigir que Portugal retire apoios públicos no setor da energia e que tais medidas só surjam em períodos de crise e sejam direcionados aos mais vulneráveis para isso não desrespeitar as regras europeias de concorrência e de auxílios estatais.

"Eu creio que todos os outros países acabarão por também ter de tomar algumas medidas se este conflito perdurar mais no tempo. O petróleo hoje já passou a barreira dos 100 dólares [cerca de 90 euros] e, portanto, se esta tendência continuar, os preços vão subir e vão subir em todos os países da União Europeia e em todos os países do mundo e, portanto, os países vão ter que responder do ponto de vista desta subida de preços", elencou Joaquim Miranda Sarmento.

Na sexta-feira, o Governo anunciou que iria avançar com uma redução temporária e extraordinária de 3,55 cêntimos por litro no ISP aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.

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Lusa /

UE disponível para "facilitar regresso à mesa das negociações" e reduzir tensões

A União Europeia manifestou-se hoje disponível para contribuir para "reduzir as tensões e facilitar o regresso à mesa de negociações", salientando que a diplomacia é a única solução viável para pôr fim à guerra no Irão.

"A União Europeia (UE) é um parceiro de longa data e fiável para a região nestes momentos difíceis e está pronta para contribuir de todas as formas possíveis para ajudar a reduzir a tensão e facilitar o regresso à mesa das negociações", lê-se numa declaração conjunta assinada pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após uma reunião por videoconferência com representantes de 13 países do Médio Oriente.

Costa e Von der Leyen dizem "acreditar firmemente" que "o diálogo e a diplomacia são a única via viável para avançar", apesar de reconhecerem que a "ordem internacional baseada em regras está sob pressão".

Numa declaração em que não se referem aos ataques dos Estados Unidos ou de Israel, mas em que condenam "nos termos mais fortes" os "ataques indiscriminados do Irão" no Médio Oriente, Costa e Von der Leyen pedem que se respeite o direito internacional.

"Os presidentes reafirmaram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao respeito total do direito internacional, da lei internacional humanitária e à obrigação de cumprir os princípios da Carta das Nações Unidas", lê-se.

Os dois líderes recordam ainda que a UE pediu reiteradamente às autoridades iranianas para "porem fim ao seu programa nuclear e restringir o seu programa de mísseis balísticos" e condenou a "repressão inaceitável e a violência perpetrada pelo regime iraniano contra os seus próprios cidadãos".

Costa e Von der Leyen manifestam particular preocupação com o alastrar da guerra para o Líbano, frisando que está a "provocar deslocações a larga escala" e pedindo respeito pela soberania e integridade territorial do país, numa alusão aos bombardeamentos e operações terrestres de Israel.

"Neste contexto, a presidente Von der Leyen anunciou a mobilização de reservas do [pacote de ajuda humanitária urgente] ReliefEU para apoiar cerca de 130.000 pessoas no Líbano, com um primeiro voo previsto já amanhã [terça-feira]", lê-se.

Na declaração, os dois líderes agradecem ainda aos 13 países do Médio Oriente pela sua "assistência e apoio na repatriação de dezenas de milhares de cidadãos europeus que estavam retidos" na região quando começou a guerra no Irão.

"A UE trabalhará com os países da região para restabelecer a paz e a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo, reafirmando o seu compromisso duradouro com a parceria, a segurança e a prosperidade na região", referem.

Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que contou também com a participação da chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.

Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, desencadeou a guerra no Médio Oriente, que causou cerca de 1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12 países.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

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Estados Unidos acusam Teerão de tentar "tomar o mundo como refém"

O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, acusou hoje o Irão de tentar "tomar o mundo como refém" com os ataques aos países do Golfo e o bloqueio do estreito de Ormuz.

"Penso que todos estamos a ver atualmente a ameaça que este regime clerical representa para a região e para o mundo. Estão a tentar tomar o mundo como refém", declarou Rubio.

Ao discursar numa cerimónia no Departamento de Estado, em Washington, Rubio denunciou os ataques iranianos contra as infraestruturas energéticas e a população civil dos países vizinhos.

"O objetivo desta missão é destruir a sua capacidade de continuar a fazê-lo, e estamos no bom caminho para o conseguir", disse o secretário de Estado, referindo-se à ofensiva israelo-americana contra Teerão.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro e mataram, logo no primeiro dia, o líder supremo da República Islâmica, o `ayatollah` Ali Khamenei, que foi substituído no domingo pelo filho, Mojtaba Khanemei.

Desde então, o Irão lançou mísseis e drones sobre Israel e sobre as monarquias árabes do Golfo, que são bases fundamentais para as forças norte-americanas.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos discursava numa cerimónia de homenagem aos norte-americanos "ilegalmente detidos" no mundo.

Rubio estava acompanhado por membros da família de Robert Levinson, um antigo agente do FBI que desapareceu em 2007.

Os Estados Unidos concluíram em 2020 que o Governo iraniano estava envolvido na presumível morte de Levinson, que estaria numa missão para investigar a contrafação de cigarros.

O jornal Washington Post noticiou em 2013 que Levinson trabalhava com a CIA e tinha empreendido uma missão não autorizada para recolher informações sobre o Irão.

Levinson "recorda-nos particularmente a natureza do regime com que estamos a lidar em Teerão", afirmou Rubio.

Referiu que tal regime foi fundado "sobre um ataque contra os homens e as mulheres corajosos" do serviço diplomático, numa alusão à tomada de reféns na embaixada norte-americana em Teerão após o derrube do xá em 1979.

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Presidente libanês acusa o Hezbollah de tentar provocar o colapso do Líbano a mando do Irão

O presidente libanês, Joseph Aoun, acusou esta segunda-feira o Hezbollah de tentar provocar o "colapso" do Líbano a mando do Irão e apelou a negociações "diretas" com Israel para pôr fim à guerra.

Durante uma videoconferência com os responsáveis das instituições europeias, o líder afirmou que "aqueles que lançaram os mísseis" contra Israel queriam "provocar o colapso do Líbano (...) a mando do Irão, e foi isso que frustrámos".

O Hezbollah, pró-Irão, arrastou o Líbano para a guerra regional com o Irão, a 2 de março, lançando mísseis contra Israel.
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G7 "ainda não" decidiu recorrer às reservas estratégicas de petróleo

Os ministros das Finanças do G7 discutiram na segunda-feira a possível utilização das reservas estratégicas de petróleo para ajudar a estabilizar o mercado, cujos preços estão a subir devido à guerra no Médio Oriente, mas ainda não tomaram uma decisão sobre o assunto.

"Vamos monitorizar a situação de perto. Estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias, incluindo a utilização das reservas estratégicas de petróleo, para estabilizar o mercado", mas "ainda não chegámos a esse ponto", disse o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, aos jornalistas.

A reunião, que decorreu por videoconferência, foi convocada pela França.
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Irão tem um novo líder supremo. As reações à nomeação

Mojtabá Khamenei foi nomeado sucessor do próprio pai pela Assembleia de Peritos, o órgão religioso responsável por escolher o chefe máximo do regime. O anúncio foi feito dez dias depois do antigo líder ter sido morto.

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Nova ofensiva do Irão contra países vizinhos

O Irão lançou uma nova ofensiva contra alguns países do Golfo pérsico.

Já Israel diz que atingiu o quartel-general da Força Aérea iraniana.
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Israel. Nomeação de novo líder no Irão não muda nada

A nova liderança do regime iraniano tem de ser afastada, considera Israel.

O novo líder supremo do Irão perdeu na semana passada, além do pai e antecessor, Ali Khamenei, a mãe, a mulher e um filho nos bombardeamentos israelitas.

A análise do enviado especial da RTP, Paulo Jerónimo.
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Lufthansa prolonga suspensão de voos para o Dubai, Abu Dhabi, Beirute, Telavive e Teerão

O Grupo Lufthansa anunciou na segunda-feira que está a prolongar a suspensão dos seus voos de e para vários aeroportos importantes no Médio Oriente, incluindo os dos Emirados Árabes Unidos, Líbano, Israel e Irão, no décimo dia da guerra.

Os voos de e para o Dubai, Abu Dhabi, Dammam (Arábia Saudita), Amã (Jordânia) e Erbil (Iraque) estão suspensos até 15 de março, inclusive; os voos de e para Beirute, até 28 de março, inclusive; e os voos de e para Telavive, até 2 de abril, inclusive.

Por fim, Teerão, o destino afetado durante mais tempo, não será servido pelo grupo aéreo até 30 de abril, inclusive.
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Governo britânico "atento aos riscos" económicos de guerra no Médio Oriente

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou hoje estar "atento aos riscos" económicos decorrentes do conflito no Médio Oriente devido à subida acentuada dos preços dos hidrocarbonetos, que suscita receios de uma crise grave.

"Quanto mais tempo durar, maior será o risco de impacto na nossa economia, na vida de todos e em todas as empresas", afirmou, durante uma visita a um centro comunitário em Londres, dizendo que está "atento aos riscos" relacionados com esta guerra, que entrou hoje no décimo dia.

Starmer acrescentou que a ministra das Finanças, Rachel Reeves, "está em contacto diário com o Banco de Inglaterra para garantir que nos mantemos um passo à frente", estimando que o preço máximo dos preços da energia, em vigor até junho, deverá proteger os consumidores a curto prazo.

Reeves deverá participar hoje numa reunião dos ministros das Finanças do G7, que podem decidir recorrer às reservas estratégicas de petróleo para tentar atenuar a subida do preço do barril, consequência da guerra no Médio Oriente.

Keir Starmer afirmou, no entanto, que a economia e as finanças britânicas estavam "mais resilientes" do que no início da guerra na Ucrânia, que fez também disparar os preços da energia em 2022.

O chefe do executivo britânico também comentou as relações com a Casa Branca, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, o ter atacado várias vezes, criticando nomeadamente a recusa de Londres em autorizar os Estados Unidos a utilizar as bases militares britânicas para conduzir os ataques iniciais contra o Irão.

"As conversas com os nossos homólogos americanos decorrem a todos os níveis, constantemente, todos os dias. É a própria natureza da relação" entre Londres e Washington, assegurou Keir Starmer, que falou por telefone no domingo com o Presidente norte-americano, pela primeira vez desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

No entanto, ele reafirmou que "as decisões relativas ao interesse superior do Reino Unido são decisões que cabem ao primeiro-ministro britânico".
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Lusa /

UE manifesta-se disponível para reforçar missões navais no Médio Oriente

A União Europeia manifestou-se hoje disponível para reforçar as missões navais no Médio Oriente, para proteger navios mercantes, após uma reunião dos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia com representantes de 13 países da região.

Numa declaração conjunta assinada após a reunião, António Costa e Ursula von der Leyen realçam a importância das missões navais europeias Aspides e Atalanta, ambas no Médio Oriente, que visam "proteger rotas marítimas críticas e prevenir qualquer disrupção a cadeias de abastecimento cruciais".

"Ambos manifestaram abertura para ajustar e reforçar estas missões, com vista a responder melhor à situação", lê-se na declaração.

A missão naval Aspides, lançada em fevereiro de 2024, visa proteger navios comerciais e mercantes no Mar Vermelho, Golfo e Oceano Índico Ocidental de ameaças crescentes, designadamente de ataques dos grupos Huthis do Iémen.

Já a missão naval Atalanta, em vigor desde 2008, atua no Golfo de Aden e no Oceano Índico Ocidental, com o intuito de proteger navios de pirataria.

Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu.

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RTP /

NATO intercetou mais um míssil que se dirigia para a Turquia

O porta-voz da Aliança Atlântica revelou que intercetou um segundo míssil no espaço aéreo da Turquia.

“A NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, reiterou o porta-voz.

O Ministério da Defesa turco anunciou hoje em comunicado que forças da NATO tinham destruído um segundo míssil disparado a partir do Irão no espaço aéreo da Turquia.

“Um míssil balístico disparado do Irão e que penetrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental”, disse o ministério.

“Fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]. O incidente não causou vítimas nem feridos”, precisou o ministério no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 4 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
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Lusa /

Bolsas europeias reduzem quedas e preços da energia atenuam subida

As principais bolsas europeias reduziam as perdas hoje a meio da sessão para menos de 2%, enquanto a subida dos preços da energia se moderava, depois dos ataques de Israel a instalações petrolíferas iranianas no fim de semana.

Cerca das 13:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,66% para 588,78 pontos.

As bolsas de Londres e Frankfurt recuavam 1,04% e 1,32%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 1,60% e 1,31%.

Londres era a exceção, já que descia 2,16%.

No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa cedia, mas mais moderadamente, com o principal índice, o PSI, a cair 1,37% para 8.822,56 pontos.

Nesta sessão, intensifica-se o receio dos investidores de que os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão tenham um impacto maior do que o calculado na economia mundial, através de uma aceleração da inflação e de um menor crescimento devido ao encarecimento do gás e do petróleo.

O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia do início da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e contra o Irão, chegou a ser negociado a 119,5 dólares esta madrugada, mais 28,92% do que na sexta-feira (92,69 dólares).

O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 11,7% para 103,50 dólares, um máximo desde fevereiro de 2022, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 42% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).

O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 12,2% para 101,97 dólares.

O gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, que chegou a subir 30% na abertura, até 69 euros por megawatt-hora (MWh), estava a ser negociado a 61,18 dólares, mais 14,6% que na sexta-feira.

A moderação da queda, pois algumas praças do Velho Continente chegaram a estar a perder mais de 3% na abertura, ocorria enquanto os futuros sobre os índices norte-americanos apontam para quedas de 1,26% para o Dow Jones e de 1,22% para o Nasdaq.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha acentuavam a subida, para 2,905%, contra 2,858% na sexta-feira.

O euro recuava para 1,1554 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.

A queda de hoje na Europa segue a descida de Wall Street na sexta-feira e das praças asiáticas esta madrugada.

Na Ásia, devido à dependência das suas economias das importações de energia, Tóquio perdeu 5,2% (maior queda desde as tarifas anunciadas por Trump em abril de 2025), enquanto Seul perdeu 5,96%, Hong Kong 1,35% e Xangai 0,67%.

Hoje foi anunciado que a inflação homóloga na China subiu para 1,3% em fevereiro, mais 1,1 pontos que em janeiro.

Entre outros dados económicos divulgados hoje de manhã destaca-se a queda de 11,1% dos pedidos de fábrica em janeiro na Alemanha (também caiu 0,5% a produção industrial), bem como o agravamento da confiança dos consumidores da zona do euro este mês (-3,1 pontos), segundo a Sentix.

Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.

O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a recuar, com a onça a ser negociada a 5.096,38 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.

A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 83,6924 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.

A bitcoin sobe levemente 0,56%, para 67.596,7 dólares.

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RTP /

Hezbollah jura lealdade ao novo líder iraniano

O Hezbollah jurou lealdade, esta segunda-feira, ao novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que sucede ao seu pai, o ayatollah Ali Khamenei, morto no primeiro dia do ataque israelo-americano a Teerão.

Em comunicado, o movimento pró-iraniano felicitou o novo líder pela sua eleição. Reafirmou a sua lealdade e reafirmou o seu apoio inabalável.
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RTP /

Preço do gás natural dispara 15,5% para mais de 61 euros/MWh

O preço do gás natural disparava hoje 15,5% para mais de 61 euros por megawatt-hora (MWh), e acumula uma valorização de mais de 92% desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
Lusa /

Segundo dados da Bloomberg recolhidos pela EFE, às 12:00 em Lisboa, o preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, de referência na Europa, subia 15,5%, para 61,05 euros por MWh.

Na abertura, hoje às 07:00 em Lisboa o preço do gás natural chegou a subir 30%, para 69 euros por MWh.

O gás natural tem-se valorizado fortemente desde que em 28 de fevereiro os EUA e Israel lançaram um ataque contra o Irão.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

c/Lusa
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RTP /

Várias explosões sentidas na capital do Catar

Pela segunda vez nesta segunda-feira, soaram as sirenes na sequência de diversas explosões em Doha.

De acordo com jornalistas presentes no local, as explosões ocorreram em vários locais da capital do Catar que tem sido alvo frequente de ataques com drones e mísseis iranianos desde que Teerão lançou uma ampla campanha de retaliação nos países do Golfo que albergam bases militares norte-americanas.
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RTP /

Segundo míssil iraniano destruído pela NATO no espaço aéreo da Turquia

A informação foi anunciada pelo Ministério da Defesa turco em comunicado nesta segunda-feira.

De acordo com o Miinistério da Defesa da Turquia, um "míssil balístico disparado do Irão" entrou no espaço aéreo turco onde foi "neutralizado" por elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental. 

Fragmentos do míssil caíram em campos perto de Gaziantep adiantou o governo turco, precisando que "não houve vítimas ou feridos". 
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Regime é "opressor e repressivo" condena Bruxelas
RTP /

UE diz que cabe ao povo escolher representantes apesar de "tomar nota" de novo líder

A Comissão Europeia disse hoje "tomar nota" da nomeação do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, mas defendeu que cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes, acusando o regime de ser "opressor e repressivo".

"Não me quero demorar muito sobre o assunto, a não ser tomar nota do anúncio de um novo líder supremo do Irão. No entanto, gostaria de recordar que este regime cometeu ações que violam o direito internacional", disse o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

O porta-voz afirmou que o regime iraniano não respeitou acordos internacionais como o tratado de não-proliferação de armas nucleares, além de ter uma "longa lista" de violações dos direitos humanos, recordando a repressão das manifestações de janeiro.

"Milhares de cidadãos, incluindo milhares de crianças, foram mortos e assassinados por um regime que é de opressão, de repressão e de supressão. Também posso falar da lista de ameaças contra a União Europeia (UE), seja atividades híbridas em solo europeu ou detenções arbitrárias de cidadãos europeus", referiu.e

Anouar El Anouni defendeu ainda que "cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes", frisando que a UE apoia a sua "aspiração plena e legítima a um futuro em que as suas liberdades fundamentais e direitos universais são protegidos e respeitados".

No que se refere à UE, o porta-voz afirmou que o bloco vai continuar a tentar proteger a sua segurança e os seus interesses, designadamente ao procurar "impedir que o Irão obtenha a arma nuclear", "travar o seu programa de mísseis balísticos" e "pôr fim às suas atividades desestabilizadores na região e na Europa".

"Vamos igualmente continuar a contribuir para todos os esforços diplomáticos que visem reduzir as tensões e procurar uma solução de longo prazo para este conflito", indicou.

Questionada se o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, é alvo de sanções da UE, Anouar El Anouni disse que não e recordou que "as decisões relativas a novas medidas restritivas são tomadas pelo Conselho da UE por unanimidade dos 27 Estados-membros".

Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irão, anunciou a televisão estatal iraniana este domingo à noite.

O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Com 56 anos, o filho de Ali Khamenei é uma figura reservada e não é visto em público há dias, de acordo com a agência noticiosa Associated Press.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse que o sucessor de Ali Khamenei será um alvo dos ataques ao país, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que foram mortos.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

c/Lusa
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Considera Teerão
RTP /

Nomeação do novo líder causou "desespero" nos Estados Unidos e em Israel

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ari Larijani, declarou na segunda-feira que a nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder ao seu pai como Líder Supremo causou "desespero" nos Estados Unidos e em Israel.

A sua nomeação pela Assembleia de Peritos "reduziu os inimigos hostis e beligerantes ao desespero", disse Larijani numa mensagem publicada no X.
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RTP /

Macron falou com Netanyahu sobre a situação no Médio Oriente e no Líbano

Emmanuel Macron falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na manhã desta segunda-feira, sobre a situação no Médio Oriente e no Líbano, anunciou o Palácio do Eliseu.

O presidente francês já tinha conversado com Netanyahu na passada quarta-feira, pela primeira vez desde o Verão de 2025, enquanto Israel continua os seus ataques contra o Irão, mas também contra Beirute, cuja parte sul é o bastião do Hezbollah, um grupo pró-Irão.
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Ordem de Washington
RTP /

Pessoal diplomático não essencial deve abandonar sul da Turquia

Os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares no sul da Turquia e ordenaram ao pessoal diplomático não essencial que abandonasse a região "devido aos riscos de segurança", anunciou o Departamento de Estado em comunicado esta segunda-feira.

"A 9 de março de 2026, o Departamento de Estado ordenou que os funcionários não essenciais do governo dos EUA e os seus familiares abandonassem o Consulado Geral em Adana devido a riscos de segurança. (...) O Consulado dos EUA em Adana suspendeu todos os serviços consulares", afirmou o departamento.
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RTP /

Ministros das Finanças do G7 vão reunir-se esta segunda-feira

O Ministério alemão das Finanças informou esta segunda-feira que os ministros das Finanças do G7 vão reunir-se ainda hoje para discutir o impacto da guerra no Irão.
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RTP /

Eleições legislativas adiadas por dois anos no Líbano

O parlamento libanês adiou hoje por dois anos as eleições legislativas que estavam previstas para maio devido à guerra em curso entre Israel e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, anunciou o presidente daquela câmara, Nabih Berri.

A sessão parlamentar foi realizada com a presença de membros do grupo islamista Hezbollah, enquanto aviões israelitas bombardeavam os subúrbios do sul de Beirute.

Israel, apesar do cessar-fogo em vigor, tem vindo a intensificar ofensivas militares no país vizinho e investiu mesmo em incursões militares para posições mais avançadas no território libanês.
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Pela primeira vez desde 2022
RTP /

Preços do petróleo ultrapassam os 100 dólares

Os preços do petróleo ultrapassaram os 100 dólares pela primeira vez desde 2022, com o mercado preocupado com a guerra em curso no Médio Oriente devido aos danos nas infraestruturas energéticas e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

Por volta das 10h20 GMT, o preço do petróleo Brent, do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 12,70% para 104,46 dólares, depois de ter atingido 119,50 dólares no início da sessão.

O Irão, atacado pelos Estados Unidos e por Israel há dez dias, continua os seus ataques contra as infraestruturas dos seus vizinhos ricos em hidrocarbonetos no Golfo.

O Estreito de Ormuz, por onde passa normalmente um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), também continua intransitável.

Os preços do gás na Europa também dispararam, principalmente devido ao bloqueio das exportações do Catar.

O contrato de futuros holandês de TTF, considerado a referência europeia, subiu mais de 16,42%, para 62,15 euros por megawatt-hora, depois de ter aberto com um salto de cerca de 30%.
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RTP /

Irão acusa países europeus de contribuir para o ataque dos EUA e Israel

O Irão acusou, esta segunda-feira, os países europeus, incluindo a França, de contribuírem para a criação de condições favoráveis aos ataques dos EUA e de Israel que desencadearam uma guerra com a República Islâmica.

"Infelizmente, os países europeus contribuíram para a criação destas condições", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, numa conferência de imprensa semanal.

"Em vez de insistirem no Estado de direito, em vez de se oporem à intimidação e aos excessos dos Estados Unidos, manifestaram-se e concordaram com eles perante o Conselho de Segurança da ONU durante o debate sobre a reinstalação das sanções, e tudo isto, em conjunto, encorajou os Estados Unidos e os sionistas a continuarem a cometer os seus crimes", acrescentou.
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RTP /

Hezbollah relata ataque israelita no leste do Líbano

O Hezbollah afirmou esta segunda-feira que os seus combatentes entraram em confronto com as tropas israelitas no leste do Líbano durante um ataque aéreo israelita na última madrugada, naquela que seria a segunda operação do género na região nos últimos dias, enquanto a guerra entre Israel e o grupo apoiado pelo Irão entra na segunda semana.

Um porta-voz do exército israelita não comentou de imediato a declaração do Hezbollah.

Um comunicado do Hezbollah afirmou que os seus combatentes "confrontaram os helicópteros e as forças infiltradas com armamento apropriado".

O Líbano foi arrastado para a guerra regional quando o Hezbollah, fundado pela Guarda Revolucionária do Irão em 1982, abriu fogo para vingar o assassinato do antigo líder supremo do Irão, reacendendo a ofensiva israelita contra o grupo.

O exército israelita manteve os seus ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, na segunda-feira, lançando colunas de fumo sobre a cidade. Reiterou os avisos aos residentes para que evacuassem o país e anunciou que iria tomar medidas contra uma instituição financeira do Hezbollah, a Al-Qard Al-Hassan.

Quase 400 pessoas foram mortas no Líbano por ataques israelitas desde 2 de março, informou no domingo o Ministério libanês da Saúde, incluindo pelo menos 83 crianças e 42 mulheres. O número de vítimas não distingue entre combatentes e civis.
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RTP /

Putin felicita filho de Khamenei pela sua nomeação como novo líder do Irão

O presidente russo, Vladimir Putin, felicitou Mojtaba Khamenei pela sua nomeação como novo líder do Irão, informou o Kremlin esta segunda-feira.

Putin disse estar confiante de que Khamenei dará continuidade ao trabalho do pai "com honra" e unirá o povo iraniano "perante as duras provações".

Acrescentou que a Rússia continuará ao lado de Teerão, afirmando desejar "reafirmar o apoio inabalável a Teerão e a solidariedade aos nossos amigos iranianos".
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RTP /

Irão afasta negociações de cessar-fogo enquanto for alvo de ataques

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão desvalorizou a probabilidade de um cessar-fogo enquanto os ataques continuarem, informou esta segunda-feira a Rede de Notícias Estudantil do Irão (SNN), acrescentando que o Irão continuará a defender-se.

"Não há sentido nas negociações sobre nada além de defesa e represálias esmagadoras contra os inimigos", disse Esmaeil Baghaei, antes de reiterar que Teerão não tem guerra para travar com os seus vizinhos muçulmanos, mas deve atacar "instalações utilizadas pelos agressores" para sua legítima defesa.

"Não há sentido nas negociações sobre nada além de defesa e represálias esmagadoras contra os inimigos", disse Esmaeil Baghaei, antes de reiterar que Teerão não tem guerra para travar com os seus vizinhos muçulmanos, mas deve atacar "instalações utilizadas pelos agressores" para sua legítima defesa.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros negou também qualquer ataque iraniano contra a Turquia, o Azerbaijão e o Chipre, apontando, em vez disso, para o que chamou de "ataques de falsa bandeira".
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RTP /

Salva de mísseis iranianos contra o centro de Israel

Uma pessoa morreu depois de uma salva de mísseis iranianos ter atingido o centro de Israel, segundo os serviços de proteção civil.
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RTP /

Novos ataques iranianos à infraestrutura energética do Golfo

Esta segunda-feira, décimo dia do conflito no Médio Oriente, os países do Golfo sofreram ataques iranianos contra as suas infraestruturas energéticas, particularmente no Bahrein, provocando uma subida dos preços do petróleo.

Um ataque provocou um incêndio e danos materiais no complexo petrolífero da cidade de Al-Maameer, a sul de Manama, capital do arquipélago, informou a imprensa estatal.
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Índice Sentix
RTP /

Confiança dos investidores da zona euro em queda

Índice Sentix, que mede a confiança dos investidores na zona euro, caiu em Março, segundo uma sondagem divulgada esta segunda-feira, citando o impacto inicial da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, que afetou as infraestruturas energéticas e as rotas marítimas globais.

O índice desceu para -3,1 pontos em março, face aos 4,2 do mês anterior, superando ainda as previsões dos analistas consultados pela Reuters, que previam uma leitura de -5,0.

A Sentix classificou a queda como o "primeiro sinal da situação económica após o início da guerra no Irão", afirmando que esta travou três meses consecutivos de melhoria.

"Isto lança dúvidas consideráveis sobre a recente recuperação na UE", realçou a Sentix. "O choque nos preços da energia e os riscos geopolíticos estão a arrefecer o otimismo anteriormente elevado em relação à economia da zona euro".

O inquérito a 1.055 investidores, realizado entre 5 e 7 de Março, mostrou também um declínio tanto nas expectativas económicas como na situação atual.

As expectativas desceram para 3,5, face aos 15,8 do mês anterior, enquanto o índice que mede a situação atual também desceu para -9,5, face aos -6,8 de fevereiro.

O índice da economia alemã, o mais elevado da Europa, caiu para -12,1, face aos -6,9 de fevereiro, o que, segundo a Sentix, sinaliza "uma nova recessão após o recente vislumbre de esperança".
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Lusa /

Von der Leyen alerta para "conflito regional com consequências não intencionais"

A presidente da Comissão Europeia alertou hoje para o "conflito regional com consequências não intencionais" no Médio Oriente, com a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos ao Irão, vincando que "não deve haver lágrimas pelo regime iraniano".

"Estamos agora a assistir a um conflito regional com consequências não intencionais e os efeitos colaterais já são uma realidade hoje - seja na energia e nas finanças, no comércio e nos transportes ou no deslocamento de pessoas", disse Ursula von der Leyen, intervindo na Conferência Anual dos Embaixadores da União Europeia, em Bruxelas.

No dia em que se registam aumentos acentuados dos preços do gás natural (de 30% para os 69 euros por megawatt-hora) e do petróleo (com o Brent a ultrapassar os 100 euros por barril), a líder do executivo comunitário assinalou que "se podem ouvir diferentes opiniões sobre se o conflito no Irão é uma guerra de escolha ou uma guerra de necessidade".

"Mas acredito que este debate perde parcialmente o essencial porque a Europa deve concentrar-se na realidade da situação, vendo o mundo tal como ele realmente é hoje. Quero ser clara: não deve haver lágrimas pelo regime iraniano que infligiu morte e impôs repressão ao seu próprio povo [...] e que causou devastação e desestabilização em toda a região através dos seus representantes armados com mísseis e drones", afirmou, sem nunca mencionar os ataques iniciais norte-americanos e israelitas.

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Lusa /

Países do G7 devem discutir hoje uso das reservas de petróleo

Os ministros das Finanças do G7 admitem discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo, no quadro da guerra no Médio Oriente, indicou hoje uma fonte do Governo francês à Agência France Presse.

A fonte governamental francesa disse que se trata de "uma opção em análise".

Os ministros das Finanças do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália) reúnem-se hoje às 13:30 (12:30 em Lisboa), sob a presidência francesa.

A reunião deve examinar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente, que provocou a subida dos preços do petróleo e do gás na última semana.

O encontro vai decorrer por vídeo conferência. 

Hoje, os preços do petróleo dispararam fazendo aumentar as preocupações sobre os custos da energia e o impacto na inflação.

O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu até 7% no início da sessão de hoje, enquanto outros mercados asiáticos também registaram quedas acentuadas.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.

As forças de Teerão encerraram o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.


 

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RTP /

Fortes explosões sentidas na capital do Irão

É uma informação avançada por jornalistas da Agência France Press no local.

Ao décimo dia do conflito militar que opõe o Irão, Estados Unidos e Israel, os jornalistas da AFP local relatam fortes explosões que sacudiram Teerão.

As explosões foram ouvidas em diversas partes da capital, mas, segundo os mesmos relatos, ainda não foi possível determinar o alvo dos ataques.
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Lusa /

Bolsas europeias abrem com perdas superiores a 2% devido à escalada da guerra

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, com perdas superiores a 2%, arrastadas pela subida do preço do petróleo para mais de 100 dólares o barril, devido à escalada da guerra no Médio Oriente.

Cerca das 08:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 2,40% para 584,34 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,66%, 2,40% e 2,67%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2,88% e 2,66%.

No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa cedia, mas mais moderadamente, com o principal índice, o PSI, a cair 1,39% para 8.824,03 pontos.

O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e o Irão, subiu hoje 15% e 47% desde 27 de fevereiro.

O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 15% para 106,86 dólares, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 47% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).

O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 14% para 107,67 dólares.

Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.

O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a recuar, com a onça a ser negociada a 5.105,07 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.

A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 83,5769 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.

Wall Street terminou na sexta-feira a vermelho, com o principal indicador, o Dow Jones, a cair 0,94% e o tecnológico Nasdaq a recuar 1,59%.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,889%, contra 2,858% na sexta-feira.

O euro recuava para 1,1548 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.

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Lusa /

Bolsa de Lisboa abre a cair 1,58%

A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 1,58%, para 8.804,72 pontos.

Na sexta-feira, a bolsa de Lisboa fechou no `verde`, num dia em que o PSI ganhou 0,15% para 8.946,04 pontos, com a REN a liderar os ganhos ao subir mais de 3%.

Antes da abertura, a agência France Presse previa que as bolsas europeias abrisse hoje em forte queda, na sequência da subida histórica dos preços do petróleo e da retoma da escalada dos preços do gás.

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Lusa /

China pede respeito pela soberania do país persa após nomeação do novo líder

A China pediu hoje respeito pela soberania e pela integridade territorial do Irão após a nomeação do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, e reiterou a sua oposição a qualquer interferência externa nos assuntos internos de outros países.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun afirmou que Pequim se opõe a qualquer ingerência "sob qualquer pretexto" e apelou ainda a um cessar-fogo imediato e ao regresso ao diálogo para evitar uma nova escalada do conflito no Médio Oriente.

O porta-voz indicou que a designação do novo líder supremo é "uma decisão tomada pela parte iraniana de acordo com a sua própria Constituição", quando questionado sobre os relatos da nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor do seu pai, o aiatola Ali Khamenei.

As declarações surgem depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que o novo líder iraniano "não durará muito" no cargo se não contar com o aval da sua administração, no contexto do conflito que opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Aragchi, rejeitou no domingo qualquer interferência externa no processo de sucessão e garantiu que a escolha do novo líder cabe exclusivamente às instituições da República Islâmica.

A China tem reiterado nos últimos dias o seu apelo a um cessar-fogo imediato e enviou para a região o seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, que no domingo se reuniu na Arábia Saudita com o ministro dos Negócios Estrangeiros desse país, Faisal bin Farhan.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou no domingo que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e apelou ao fim imediato das operações militares, durante a sua conferência de imprensa anual realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN), o principal órgão legislativo do país.

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Lusa /

Preço do gás natural dispara 30% para 69 euros

O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão de hoje, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:00 de hoje (07:00 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 30,02%, para 69 euros por megawatt-hora (MWh).

Na sexta-feira, os preços do gás natural tinham subido mais 5,23%, fechando a cotar nos 53,38 euros.

No que diz respeito aos preços do petróleo Brent, às 07:30 de hoje (06:30 hora em Lisboa), era negociado a 109,62 dólares, uma subida de 17,53%, segundo dados da Bloomberg.

No entanto, pouco depois das 03:00, o Brent já tinha subido mais de 28%, atingindo os 119,50 dólares.

O preço do crude subiu mais de 40% desde o início da guerra comercial entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

O conflito está a afetar o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o comércio, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Entretanto, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI) também subiu 15,14%, atingindo os 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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Lusa /

Enviado chinês condenou ataques contra civis em visita à Arábia Saudita

O enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, condenou hoje ataques contra civis e manifestou a profunda preocupação de Pequim com o aumento das tensões na região, durante uma visitou à Arábia Saudita.

Zhai, cuja viagem tinha sido anunciada pelo Governo chinês sem especificar as datas, disse ao ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, que "a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo são invioláveis", segundo comunicado difundido pela diplomacia chinesa.

"Promover a paz e pôr fim ao conflito é a solução fundamental para a atual situação", declarou o representante do país asiático.

Zhai apelou ainda "a todas as partes" para "porem fim imediatamente a todas as operações militares", segundo o comunicado.

O diplomata transmitiu ao seu interlocutor que "a China continuará a desempenhar um papel construtivo e está disposta a trabalhar com a Arábia Saudita para colaborar ativamente com todas as partes e envidar esforços incansáveis para manter a paz e a estabilidade na região do Golfo".

Pequim atuou também como mediador no processo de aproximação que culminou com o restabelecimento das relações diplomáticas entre Teerão e Riade em 2023.

Segundo o comunicado chinês, o ministro saudita afirmou que "o Médio Oriente atravessa uma crise sem precedentes, com as chamas da guerra a estenderem-se aos países do Golfo".

Na sua opinião, esta conjuntura "ameaça gravemente a estabilidade regional e afeta o fornecimento energético mundial e a segurança marítima".

"A Arábia Saudita está plenamente consciente dos perigos de uma escalada do conflito e tem atuado constantemente com a máxima moderação", disse Bin Farhan, acrescentando que espera que "a China continue a desempenhar um papel positivo na promoção de um cessar-fogo".

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por "violarem a soberania" do país persa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou no domingo que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e apelou ao "cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão do conflito".

Wang declarou numa conferência de imprensa que "a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas".

O chefe da diplomacia chinesa tem ainda defendido nos últimos dias a necessidade de "manter a segurança das rotas marítimas", tendo em conta que 45% do petróleo que a China importa chega através do Estreito de Ormuz.

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Lusa /

Bolsas de Tóquio e Seul fecham a cair devido à subida do preço do petróleo

As bolsas de Tóquio e de Seul fecharam hoje em queda, pressionadas pela subida dos preços do petróleo devido à guerra no Irão e pelos maus resultados do setor tecnológico.

A maior bolsa do Japão terminou a sessão com o principal índice, o Nikkei, a cair 5,19%, para 52.728,72 pontos, enquanto em Seul, o índice Kospi recuou 5,96% para 5.251,87 pontos.

Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500, do índice Nasdaq Composite e do Dow Jones Industrial Average estavam a negociar com uma queda superior a 1%, depois de terem recuado mais de 2% no final do domingo.

Os mercados chineses, que tendem a ser menos afetados pelas tendências globais, registaram perdas mais moderadas. O Hang Seng de Hong Kong caiu 1,6% para 25.343,77 e o índice Shanghai Composite recuou 0,7% para 4.097,69.

O índice de referência de Taiwan caiu a pique 4,4%, e outros mercados regionais também sofreram quedas acentuadas.

O índice Sensex da Bolsa de Bombaim (BSE), que acompanha 30 das maiores empresas cotadas da Índia, abriu a sessão a cair 2,74% para 76.752,72 pontos, uma perda de 2.166,18 pontos, enquanto o Nifty 50 da Bolsa Nacional de Valores (NSE), o principal indicador do mercado indiano, também caiu 2,74%.

O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.

Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril.

O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril.

Lusa/Fim

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Lusa /

Subida do petróleo é "pequeno preço a pagar pela paz e segurança" defende Trump

A subida do petróleo é "um pequeno preço a pagar pela paz e segurança dos Estados Unidos e do mundo", disse hoje o Presidente norte-americano, depois de o barril West Texas Intermediate (WTI) ter ultrapassado 100 dólares.

Evelyn Hockstein - Reuters

"Só os tolos pensam o contrário", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Truth Social, assegurando que os preço do petróleo "cairá rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana estiver concluída".

O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou hoje os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.

Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.

O Brent, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subiu hoje para 101,9 dólares, um aumento de 9,2% em relação ao preço no final na sexta-feira, de 92,69 dólares.

O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Hoje à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei.

O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

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Lusa /

Preço do petróleo sobe mais de 27% e ultrapassa 118 dólares por barril

O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.

Foto: Instagram

Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril.

O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril.

O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

No domingo à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei.

O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

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Combustíveis disparam esta segunda-feira

Os combustiveis vao ficar mais caros esta segunda-feira. O gasóleo dispara 19 cêntimos e meio e a gasolina sobe 8 centimos.

Foto: Carla Quirino - RTP

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RTP /

Filho de Khamenei é o novo líder supremo do Irão

Confirma-se o que já se antecipava, Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irão. Trata-se do filho do anterior Ayatola, que foi morto nas primeiras horas do ataque dos Estados Unidos e de Israel.

Mojtaba Khamenei tem 56 anos, nunca ocupou um cargo no governo e representa a continuidade da linha dura do regime.
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Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute e Teerão

O exército de Israel anunciou hoje o lançamento de uma nova vaga de ataques contra infraestruturas controladas pelo grupo xiita Hezbollah em Beirute e contra o regime iraniano, na região central do país.

As forças israelitas anunciaram a ofensiva na plataforma de mensagens Telegram, horas depois de uma série de ataques em que o exército israelita afirmou ter bombardeado o quartel-general da Força Aérea da Guarda Revolucionária iraniana, a partir do qual são operados mísseis balísticos e drones.

Na declaração, Israel informou que, no domingo, a força aérea atingiu 400 alvos militares pertencentes ao regime dos ayatollahs no oeste e centro do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de produção de armas.

Israel atacou também pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e arredores, resultando em pelo menos quatro mortes, forçando o racionamento de gasolina para 20 litros por pessoa por dia e deixando a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, uma mistura de chuva e fumo.

O exército israelita voltou hoje a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, afirmando estar a visar o Hezbollah, que reportou intensos combates no leste do Líbano contra as tropas israelitas que chegaram de helicóptero.

c/Lusa
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Novo ataque contra Israel após escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo

O Irão lançou no domingo a primeira salva de mísseis contra Israel após o anúncio que o `ayatollah` Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do país, revelou a rádio e televisão estatal iraniana.

Morteza Nikoubazl - Nurphoto via AFP

"Os mísseis de defesa iranianos respondem ao terceiro líder da República Islâmica", indicou a agência de notícias Irib na plataforma de mensagens Telegram, mostrando um projétil com a inscrição "sob o seu comando Seyyed Mojtaba".

O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

"O `ayatollah` Mojtaba Hosseini Khamenei [...] é nomeado e apresentado como terceiro líder do sistema sagrado da República Islâmica do Irão, com base numa votação decisiva dos respeitados membros da Assembleia de Peritos", lê-se num comunicado daquele órgão clerical xiita, citado pela agência de notícias francesa France-Presse.

Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

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Chegaram esta manhã a Lisboa 54 portugueses repatriados

Estes portugueses estavam no Catar. Foram repatriados num voo da Força Aérea portuguesa que, ao todo, transportou 61 pessoas.

 Para além dos 54 portugueses vieram no voo 7 cidadãos estrangeiros, oriundos do Canadá, do Reino Unido e da Coreia do Sul.
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