Inteligência artificial. Uma boa notícia na deteção precoce do cancro da mama
Um estudo da Universidade de Lübeck, na Alemanha, conclui que a utilização de inteligência artificial (IA) na análise de mamografias para rastreio do cancro da mama aumenta a "taxa de deteção sem ter uma taxa mais alta de falsos positivos". Declarações de um coautor do estudo que explica o que distingue esta investigação de outros estudos. A ferramenta de IA foi aplicada em tempo real e envolvendo um grupo mais alargado, em vez de utilizada a posteriori como até agora.
A conclusão a que os investigadores chegaram é que a inteligência artificial detetou um caso adicional de cancro por cada mil mulheres examinadas.
O processo
A ferramenta de IA, para além de rotular os exames que considera insuspeitos como “normais”, também emite um alerta da “rede de segurança” quando deteta um exame suspeito que foi considerado insuspeito pelo radiologista. Neste caso, é destacada a área que merece um exame minucioso.
A taxa de deteção foi 6,7 por cento maior no grupo com a IA. No entanto, depois de ter em conta fatores como a idade das mulheres e dos radiologistas envolvidos, os investigadores descobriram que a diferença na taxa de deteção aumentou para 17,6 por cento para o grupo IA.
Por outras palavras, com a aplicação da IA foi detetado mais um caso de cancro da mama por cada mil mulheres examinadas.
Os riscos apontados
Perante os resultados deste estudo, surgem alertas como o de uma especialista da Universidade de Lund, na Suécia, que defende que “o acompanhamento a longo prazo é essencial para compreender completamente as implicações clínicas da integração da IA no rastreio” com mamografias.