Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão lança mísseis contra Israel. Telavive promete resposta firme
As forças armadas israelitas anunciaram que o Irão lançou vários mísseis contra Israel. As sirenes de alerta soaram em vários locais do país e é esperada outra vaga de mísseis. Telavive promete uma resposta dura contra Teerão, mas Donald Trump pede a Benjamin Netanyahu para não retaliar.
(em atualização)
Israel está sob ataque do Irão que lançou mísseis contra várias cidades israelitas e é esperada uma nova vaga de mais misseis. Teerão já confirmou o ataque, pelos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, que mereceram também uma resposta do Hezbollah, que reivindicou ataques no norte do país.
O Exército israelita informou ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território de Israel, acrescentando que os sistemas de defesa estão a operar para intercetar a ameaça.
O Exército israelita informou ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território de Israel, acrescentando que os sistemas de defesa estão a operar para intercetar a ameaça.
"Uma nova vaga de mísseis foi disparada em direção ao Estado de Israel", referiu um breve comunicado militar.
As sirenes de alerta soaram em vastas zonas do norte de Israel e o Exército apelou à população "que siga as instruções do Comando da Frente Interna".
A interceção de vários mísseis iranianos provocou pelo menos três incêndios em áreas abertas no norte de Israel. Segundo os serviços de bombeiros, citados pela imprensa israelita, foram mobilizadas equipas para combater as chamas em três locais distintos.
As autoridades indicaram que os incêndios já foram colocados sob controlo, não havendo, para já, registo de vítimas ou danos significativos.
As autoridades indicaram que os incêndios já foram colocados sob controlo, não havendo, para já, registo de vítimas ou danos significativos.
O Irão lançou cerca de dez mísseis balísticos contra o norte de Israel. As anti-aéreas foram acionadas de imediato, assim que foram identificados os lançamentos.
As forças israelitas garantem que interceptaram todos os mísseis até ao momento. Este é primeiro ataque desde 8 de abril.
Um conselheiro do líder supremo do Irão confirma o ataque e diz que o país avisou repetidamente que não ia tolerar violações do cessar-fogo no Líbano.
As forças israelitas garantem que interceptaram todos os mísseis até ao momento. Este é primeiro ataque desde 8 de abril.
Um conselheiro do líder supremo do Irão confirma o ataque e diz que o país avisou repetidamente que não ia tolerar violações do cessar-fogo no Líbano.
"O Irão lançou mísseis contra Israel", informou a televisão estatal iraniana, IRIB, que mostrou imagens de mísseis a sobrevoar o céu da província ocidental iraniana de Kermanshah e de pessoas a celebrar a nova ofensiva nas ruas.
Por indicação das autoridades israelitas, as escolas encerraram em todo o país.
Por indicação das autoridades israelitas, as escolas encerraram em todo o país.
"Após o lançamento de mísseis contra o norte de Israel, até ao momento, o Centro de Despacho de Emergência 101 do MDA não recebeu chamadas relativas a impactos ou vítimas. Serão fornecidas mais atualizações, se necessário", declarou, em comunicado, o serviço de emergência israelita Maguén David Adom (MDA).
Além disso, equipas dos Bombeiros e Serviços de Resgate de Israel estão a inspecionar vários locais nos Montes Golã, após terem recebido chamadas para a linha de emergência 102 na sequência deste ataque do Irão.
A Guarda Revolucionária Iraniana volta a ameaçar com mais ataques e diz que Isreal ultrapasssou todas as linhas vermelhas.
O Exército iraniano advertiu Israel de que, caso responda aos ataques realizados contra o seu território ou volte a bombardear o Líbano, "enfrentará uma resposta devastadora".
"Se [Israel] ampliar os seus ataques nessa zona [no Líbano] ou responder à ação do Irão com ataques mais devastadores e punitivos, enfrentará uma resposta devastadora contra o regime e os seus apoiantes", afirmou o chefe do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado citado pelos meios de comunicação iranianos.
Além disso, equipas dos Bombeiros e Serviços de Resgate de Israel estão a inspecionar vários locais nos Montes Golã, após terem recebido chamadas para a linha de emergência 102 na sequência deste ataque do Irão.
A Guarda Revolucionária Iraniana volta a ameaçar com mais ataques e diz que Isreal ultrapasssou todas as linhas vermelhas.
O Exército iraniano advertiu Israel de que, caso responda aos ataques realizados contra o seu território ou volte a bombardear o Líbano, "enfrentará uma resposta devastadora".
"Se [Israel] ampliar os seus ataques nessa zona [no Líbano] ou responder à ação do Irão com ataques mais devastadores e punitivos, enfrentará uma resposta devastadora contra o regime e os seus apoiantes", afirmou o chefe do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado citado pelos meios de comunicação iranianos.
A Força Aérea israelita está a operar para "intercetar e atacar onde for necessário para neutralizar a ameaça", segundo o comunicado militar, que termina garantindo que o sistema de defesa antiaérea israelita "não é infalível, pelo que é importante seguir as instruções do Comando da Frente Interna".
O Hezbollah confirmou, entretanto, ter atingido várias posições militares no norte de Israel, poucas horas depois de um ataque israelita contra Beirute, que Israel afirmou ter realizado em resposta a disparos inimigos.
O movimento pró-iraniano indicou, num comunicado, ter atacado "uma concentração de soldados do inimigo israelita no quartel de Dovev", no norte de Israel, às 09h30 locais.
O Hezbollah reivindicou ainda o ataque, uma hora antes, a uma posição da artilharia israelita, bem como a uma concentração de soldados, também no norte do país.
O Hezbollah confirmou, entretanto, ter atingido várias posições militares no norte de Israel, poucas horas depois de um ataque israelita contra Beirute, que Israel afirmou ter realizado em resposta a disparos inimigos.
O movimento pró-iraniano indicou, num comunicado, ter atacado "uma concentração de soldados do inimigo israelita no quartel de Dovev", no norte de Israel, às 09h30 locais.
O Hezbollah reivindicou ainda o ataque, uma hora antes, a uma posição da artilharia israelita, bem como a uma concentração de soldados, também no norte do país.
Israel promete resposta firme
O ministro da Segurança Nacional de Israel já reagiu e defendeu uma resposta dura a este ataque iraniano.
Itamar Ben-Gvir reagiu ao lançamento de mísseis do Irão contra território israelita. Numa publicação nas redes sociais, o governante afirmou que "esta noite, Teerão deve arder".
Itamar Ben-Gvir reagiu ao lançamento de mísseis do Irão contra território israelita. Numa publicação nas redes sociais, o governante afirmou que "esta noite, Teerão deve arder".
הלילה טהרן חייבת לבעור!
— איתמר בן גביר (@itamarbengvir) June 7, 2026
Entretanto, primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deverá reunir-se com os principais responsáveis de segurança de Israel. Encontro que servirá para avaliar a situação e definir os próximos passos.
Israel espera uma nova vaga de ataques nas próximas horas.
Segundo avança o jornal The Times of Israel, este ataque acontece depois de Israel ter bombardeado Beirute, após novas tréguas.
Segundo avança o jornal The Times of Israel, este ataque acontece depois de Israel ter bombardeado Beirute, após novas tréguas.
O jornal online norte-americano AXIOS diz que Donald Trump já foi informado da escalada do conflito entre o Irão e Israel.
Donald Trump já reagiu e afirmou que vai pedir ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para não avançar com uma retaliação contra o Irão. Em declarações ao Axios, Trump disse que pretende contactar Netanyahu de imediato para defender uma contenção do conflito.
A ofensiva militar acontece depois de o Irão ter advertido que, caso os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, a República Islâmica retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos a 08 de abril inclui a nação árabe.
O Irão, o Iraque e a Síria já anunciaram ter fechado os seus espaços aéreos.
C/agências