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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Governo mantém valor do desconto extraordinário do ISP

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Governo mantém valor do desconto extraordinário do ISP

O Governo anunciou que vai manter o valor do desconto extraordinário e temporário do ISP em vigor. No terreno, Israel avisou que os ataques contra o Irão vão intensificar-se e alargar-se a mais "alvos e áreas". Atualizamos aqui todas as informações sobre o conflito.

Cristina Sambado, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Andreia Custódio - RTP

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Lusa /

PIB da UE cresce menos 0,4 a 0,6 pontos percentuais este ano

A Comissão Europeia estimou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia (UE) possa crescer menos 0,4 a 0,6 pontos percentuais este ano face a previsões anteriores devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.

"A nossa análise sugere que o crescimento da UE em 2026 poderia ser cerca de 0,4 pontos percentuais inferior ao projetado na nossa previsão económica de outono [divulgada em novembro passado] e a inflação poderia ser até um ponto percentual superior", disse hoje o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.

Falando em conferência de imprensa no final de uma reunião virtual do Eurogrupo, o responsável apontou que, "se as perturbações forem mais significativas e prolongadas, as consequências negativas para o crescimento seriam ainda maiores", com o PIB a crescer menos 0,6 pontos percentuais em 2026 e 2027 face ao anteriormente previsto.

 

ANE // CSJ

Lusa/Fim

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Teerão reafirma que Estreito de Ormuz está “fechado” à navegação hostil
RTP /

Teerão reafirma que Estreito de Ormuz está "fechado" à navegação hostil

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter impedido a passagem de três navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, acrescentando que a rota está encerrada a embarcações que viajem de e para portos ligados aos seus "inimigos".

"Esta manhã, após as mentiras do corrupto presidente dos EUA, que alegava que o Estreito de Ormuz estava aberto, três navios porta-contentores de diferentes nacionalidades... foram impedidos de entrar após um aviso da Marinha da Guarda Revolucionária", disseram os membros da Guarda no seu site Sepah News.

"A movimentação de qualquer embarcação 'de e para' portos de origem pertencentes a aliados e apoiantes dos inimigos sionistas-americanos, para qualquer destino e por qualquer corredor, é proibida", acrescentaram.
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RTP /

Governo mantém valor do desconto extraordinário do ISP

O Governo anunciou esta sexta-feira que vai manter o valor do desconto extraordinário e temporário do ISP em vigor.

Foto: Carla Quirino - RTP

O Governo decidiu manter o desconto nas taxas do imposto sobre os combustíveis na próxima semana, de 7,6 cêntimos por litro sobre o gasóleo e de 4,1 cêntimos sobre a gasolina, anunciou o Ministério das Finanças.

"Existindo a perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma ligeira descida do preço do gasóleo rodoviário e da gasolina, o Governo decidiu manter o valor do desconto extraordinário e temporário no ISP em vigor", indicou o Governo em comunicado. 

A esta redução acresce a incidência do IVA, com o desconto real para os portugueses a ser de 9,4 cêntimos por litro no caso do gasóleo rodoviário e de 5,1 cêntimos por litro no caso da gasolina sem chumbo, apontou o Ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento.

Após vários aumentos consecutivos, os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana. A gasolina pode descer dois cêntimos e meio por litro e o gasóleo deverá ficar mais barato um cêntimo.

Esta é a primeira descida dos preços dos combustíveis após três semanas consecutivas de aumentos, num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais.
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RTP /

Primeiro-ministro polaco alerta para possível escalada no Médio Oriente nos próximos dias

"Tenho motivos para acreditar, também com base nas informações que recebemos dos nossos aliados, que é improvável que haja estabilização nos próximos dias. Pelo contrário, poderá ocorrer uma nova escalada", disse o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, aos jornalistas esta sexta-feira.
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Lusa /

Polónia aprova medidas para reduzir preço dos combustíveis

O Parlamento polaco aprovou hoje medidas para travar a escalada do preço dos combustíveis, que, segundo o Governo, permitirão reduções de cerca de 30 cêntimos por litro, perante o aumento dos custos devido à guerra no Irão.

O projeto, aprovado por maioria na primeira votação, reduz o IVA sobre os combustíveis de 23% para 8% e mantém os impostos especiais sobre os combustíveis no mínimo permitido pela União Europeia (UE), cerca de sete cêntimos por litro para a gasolina e o gasóleo.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou na quinta-feira que o objetivo é que a redução fiscal "se traduza nos preços, e não em margens maiores para quem comercializa combustível".

Para além da redução do IVA e dos impostos especiais, as medidas do executivo incluem o estabelecimento de um preço máximo de venda ao público para os combustíveis de uso doméstico.

Esse preço será fixado diariamente pelo ministério da Energia para todos os postos de abastecimento do país.

O Governo de Tusk está a estudar também um imposto sobre os lucros extraordinários das petrolíferas, com a intenção declarada de evitar que a ajuda fiscal se transforme em "ganhos adicionais para o setor".

Após a votação no parlamento, prevê-se que o texto siga ainda hoje para o Senado, esperando-se a ratificação da proposta.

As medidas já tiveram um impacto imediato nos mercados, e as ações da petrolífera estatal Orlen chegaram a cair até 6,6% durante a sessão de quinta-feira, quando as alterações foram anunciadas.

A Orlen é a principal empresa energética polaca, conta com participação estatal maioritária e domina a rede de refinação e postos de abastecimento do país, com mais de 2.000 postos de abastecimento em toda a Polónia.

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RTP /

Berlim acusa Rússia de ajudar Irão a identificar alvos para ataques

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, acusou a Rússia de ajudar o Irão a identificar potenciais alvos para ataques, afirmando que o presidente Vladimir Putin esperava usar a guerra no Irão como uma manobra de diversão do seu ataque à Ucrânia.

Em declarações aos jornalistas numa reunião do G7 em França, Wadephul avançou ainda que falou com o secretário de Estado norte-americano, Marcio Rubio, para delinear a posição da Alemanha, que está disposta a desempenhar um papel no Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades.

"Putin espera cinicamente que a escalada no Médio Oriente desvie a nossa atenção dos seus crimes na Ucrânia", afirmou Wadephul. "Este plano não pode ter sucesso. Vemos muito claramente como os dois conflitos estão intimamente interligados. A Rússia está evidentemente a apoiar o Irão com informações sobre alvos potenciais".
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RTP /

Mais de 1.900 mortos no Irão desde o início da guerra

Mais de 1.900 pessoas morreram e pelo menos 20.000 ficaram feridas no Irão desde o início dos ataques dos EUA e Israel, de acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Esta entidade lembrou que o Crescente Vermelho Iraniano continua a ser a única organização humanitária a nível nacional a operar em todo o país.
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RTP /

Israel vai "intensificar" ataques contra o Irão para pôr fim aos disparos de mísseis

O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, afirmou há momentos que os ataques contra o Irão vão intensificar-se e alargar-se a mais "alvos e áreas" que alegadamente ajudam Teerão a construir armas contra civis israelitas.
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RTP /

Não há refúgio da guerra em Beirute, afirma UNICEF

Os civis ⁠não têm lugares seguro onde se refugiar no ⁠Líbano, nem mesmo ⁠na ⁠capital, ​Beirute, afirmou o representante da UNICEF nesse país, ⁠Marcoluigi Corsi.

Um responsável do ACNUR alertou, por sua vez, que cerca de 150.000 pessoas ficaram isoladas no Líbano após a destruição de pontes.
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RTP /

Mais de 370.000 crianças deslocadas no Líbano e 121 mortas

Segundo o representante da UNICEF no Líbano, Marcoluigi Corsi, mais de 370.000 crianças foram forçadas a abandonar as suas casas no Líbano devido à guerra. Pelo menos 121 crianças morreram e 399 ficaram feridas, acrescentou.
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RTP /

Preço dos combustíveis deverá descer na próxima semana

A gasolina pode descer dois cêntimos e meio por litro e o gasóleo deverá ficar mais barato um cêntimo na próxima semana. É a primeira descida depois dos aumentos significativos das últimas semanas.
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RTP /

Guarda Revolucionária frisa que transporte marítimo de e para portos de aliados dos EUA e de Israel é proibido

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirmou esta sexta-feira que o transporte marítimo "de e para portos de aliados e apoiantes dos inimigos israelo-americanos" está proibido através de qualquer corredor ou para qualquer destino.

Acrescentou ainda que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer trânsito pela via navegável enfrentará "medidas severas".

De acordo com a imprensa iraniana, três navios porta-contentores de várias nacionalidades foram mandados voltar para trás no Estreito de Ormuz após avisos da marinha da Guarda Revolucionária.
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RTP /

Autoridade reguladora da aviação da UE prolonga aviso às companhias aéreas para evitarem espaço aéreo do Golfo

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) prolongou até 10 de abril o seu aviso às companhias aéreas para que evitem o espaço aéreo do Irão, de Israel e de vários Estados do Golfo devido ao aumento da atividade militar, de acordo com um boletim atualizado sobre zonas de conflito.

A recomendação era anteriormente válida até 27 de março.
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RTP /

Irão apela a civis para que abandonem zonas próximas das forças americanas na região

A Guarda Revolucionária Iraniana apelou hoje aos civis para que se mantenham afastados dos locais onde se encontram as forças americanas no Médio Oriente.

As "cobardes" forças americano-israelitas "tentam usar locais civis e inocentes como escudos humanos", alertou a Guarda no seu site Sepah News, depois de o Irão ter ameaçado atacar hotéis no Golfo.

"Recomendamos que abandonem com urgência os locais onde estão estacionadas as tropas americanas, para que nenhum mal vos seja feito", acrescentam.
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RTP /

Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação na área da defesa

A Ucrânia e a Arábia Saudita assinaram um acordo de cooperação na área da defesa que estabelece as bases para futuros contratos, cooperação tecnológica e investimentos, avançou hoje o presidente Volodymyr Zelensky.

Zelensky, que se encontra de visita à Arábia Saudita, afirmou que o acordo foi assinado antes de uma reunião com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

"Estamos prontos para partilhar a nossa experiência e os nossos sistemas com a Arábia Saudita e para trabalhar em conjunto no sentido de reforçar a proteção de vidas", afirmou Zelensky na aplicação Telegram.
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Lusa /

ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.   

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.

O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.

"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.

Hoje, o Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma nova reunião sobre a segurança das crianças no conflito do Médio Oriente na sequência do bombardeamento contra a escola da região iraniana de Minab.

A reunião foi pedida pelo Irão, República Popular da China e Cuba e vai concentrar-se na "proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais".

O Governo iraniano acusou os militares norte-americanos de terem atacado a escola.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou inicialmente qualquer envolvimento dos Estados Unidos no bombardeamento que atingiu a escola de Minab e culpou o Irão, antes de indicar que "aceitaria" o resultado de uma investigação.

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RTP /

Reino Unido e aliados do G7 "profundamente preocupados" com ligações entre Rússia e Irão

A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, afirmou esta manhã que o Reino Unido e os aliados do G7 estão profundamente preocupados com os laços crescentes entre a Rússia e o Irão, depois de as potências europeias terem acusado Moscovo de ajudar Teerão a atacar as forças norte-americanas na guerra no Médio Oriente.

"Estamos profundamente preocupados com as ligações entre a Rússia e o Irão, que são de longa data em termos de capacidades partilhadas", afirmou Cooper antes do segundo dia de reunião do G7, em França.
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RTP /

Secretário de Estado norte-americano chegou à reunião do G7 em França

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, chegou esta sexta-feira à Abadia de Vaux-de-Cernay, perto de Paris, para participar no segundo dia da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, amplamente dominada pela guerra no Médio Oriente e pelas suas consequências económicas globais.

Na sua primeira visita ao estrangeiro desde a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, o chefe da diplomacia norte-americana será pressionado pelos seus homólogos a esclarecer a estratégia da Casa Branca sobre este conflito que já dura há quase um mês.

Marco Rubio deverá pedir aos ministros alemão, britânico, canadiano, francês, italiano e japonês que ajudem Washington na reabertura do estreito de Ormuz.
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Lusa /

Israel lança nova vaga de ataques antes de negociações de paz na ONU

Israel lançou uma vaga de ataques contra o Irão na madrugada de hoje, antes de uma reunião planeada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os bombardeamentos de infraestruturas civis iranianas.

A ofensiva visou locais "no coração de Teerão" utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, assim como lançadores de mísseis e locais de armazenamento no oeste do Irão, afirmaram os militares israelitas.

Fumo foi também avistado sobre Beirute, embora Israel não tenha reportado de imediato ataques contra a capital libanesa. Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel, com os militares a afirmar que estavam a trabalhar para intercetar mísseis iranianos.

O Irão continuou a disparar mísseis e drones contra os vizinhos árabes do Golfo, com sirenes a alertar para ataques no Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

O Kuwait afirmou que o porto de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, sofreu "danos materiais" num ataque, mas que ninguém ficou ferido.

O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas à porta fechada sobre o Irão para hoje em Nova Iorque, de acordo com dois diplomatas da ONU que pediram para não ser identificados por a reunião não ser pública.

As mesmas fontes acrescentaram que a Rússia solicitou a reunião sobre os ataques israelo-americanos contra infraestruturas civis no Irão, com os Estados Unidos (EUA), que detêm a presidência do Conselho de Segurança, a agendar a reunião.

Os EUA pressionaram o Irão a iniciar conversações tendo como base uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos, mas, ao mesmo tempo ordenaram o envio de mais tropas para a região, no que se suspeita serem preparações para uma tentativa militar de retirar o estreito de Ormuz do controlo apertado do Irão.

O enviado do Presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, afirmou que Washington entregou uma proposta para um possível cessar-fogo utilizando o Paquistão como intermediário. A lista inclui restrições ao programa nuclear do Irão e a reabertura do estreito de Ormuz.

O Irão rejeitou a oferta dos EUA e apresentou a sua própria proposta de cinco pontos, que inclui reparações e o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz.

Depois de Wall Street ter registado o pior dia desde o início da guerra, as ações asiáticas tiveram quedas consideráveis hoje devido às crescentes dúvidas sobre as hipóteses de um conflito prolongado.

Os preços do petróleo voltaram a subir com o Brent, o padrão internacional, fixou-se em 107 dólares por barril hoje de manhã, uma subida de mais de 45% desde que Israel e os EUA atacaram o Irão a 28 de fevereiro e iniciaram a guerra.

O controlo do Irão sobre a navegação através do estreito de Ormuz causou crescentes preocupações de uma crise energética global e parece fazer parte de uma estratégia para forçar os EUA a recuar, perturbando a economia mundial.

O bloco árabe do Golfo afirmou na quinta-feira que o Irão está agora a cobrar portagens aos navios para garantir a sua passagem segura pela via navegável.

À medida que os esforços diplomáticos prosseguiam, um grupo de navios dos EUA aproximou-se da região com cerca de 2.500 fuzileiros navais. Pelo menos mil paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada --- treinados para aterrar em território hostil para garantir território estratégico e aeródromos --- receberam ordens de mobilização para a região.

O secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados, Jan Egeland, afirmou que os trabalhadores da organização humanitária no Irão lhe comunicaram que "inúmeras casas, hospitais e escolas foram danificados ou destruídos" e que quase todos os bairros de Teerão sofreram danos.

"Os civis estão a pagar o preço mais elevado por esta guerra --- ela tem de acabar", afirmou num comunicado.

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RTP /

Principal porto do Kuwait atingido por ataque de drones

O principal porto comercial do Kuwait foi hoje alvo de um ataque com drones inimigos, anunciaram as autoridades portuárias locais, esclarecendo que a infraestrutura de Shuwaikh teve somente danos materiais, sem quaisquer vítimas, em comunicado na rede social X.

c/ Lusa
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Ponto de situação
RTP /

Pentágono pondera envio de mais dez mil operacionais para o Médio Oriente

  • O Irão anunciou o lançamento de uma nova vaga de bombardeamentos sobre Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico. Foram também ouvidas explosões no sul de Beirute e em Teerão, consequência de contínuos bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel;


  • O Pentágono está a ponderar o envio de mais dez mil operacionais para o Médio Oriente, incluindo tropas terrestres. A notícia foi avançada pelo jornal The Wall Street Journal, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa. Este potencial destacamento inntegraria infantaria e veículos blindados;


  • O presidente dos Estados Unidos alargou a moratória aos planos para atacar infraestruturas energéticas do Irão por dez dias, até 6 de abril. Donald Trump alega que o pedido para este novo adiamento partiu do Irão e insiste na ideia de que as conversações com Teerão estão a correr "muito bem";


  • O preço do barril de petróleo Brent, referência para a Europa, caiu após o anúncio de Donald Trump. Esta semana, a escalada fixou um novo máximo de 108 dólares por barril;


  • Depois de Teerão ter batido com a porta ao plano de 15 pontos dos Estados Unidos para um cessar-fogo, considerando-o "unilateral e injusto", o presidente norte-americano reiterou também que os iranianos estariam a "implorar por um acordo";


  • Trump afirmou ainda que o Irão está a permitir que alguns petroleiros cruzem Ormuz com suposto sinal de boa-fé;


  • Os Houthis do Iémen desvalorizam a noticiada intenção norte-americana de ocupar a Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz. Não há razões para preocupação, reagem os rebeldes conotados com o regime iraniano;


  • O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel avisou que o Tsahal corre o risco de "colapsar sobre si mesmo", à medida que enfrenta exigências crescentes em múltiplas frentes. Em causa, segundo a imprensa israelita, está a falta de efetivo;


  • Dois navios da transportadora chinesa COSCO Shipping começaram a atravessar o Estreito de Ormuz, dois dias depois de a empresa ter retomado as reservas de contentores com destino a vários países da região;


  • O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, avisou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente "teria consequências incalculáveis" e mergulharia a região na miséria. Palavras deixadas durante uma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica, Rafael Grossi.
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RTP /

Donald Trump alarga ultimato ao Irão até 6 de abril

O presidente norte-americano deu na tarde desta quinta-feira uma conferência de imprensa com os seus adjuntos durante a qual deixou vários recados a Teerão.

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Israel mobiliza reservistas e Teerão redobra ataques contra Israel

Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias acompanham no terreno, a partir de Israel, os desenvolvimentos da guerra no Irão.

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EUA, Israel e Irão prosseguem bombardeamentos

Mesmo com as negociações de paz em curso, Israel e Estados Unidos continuam a bombarder o Irão.

Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

Israel anunciou ter morto o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. Os Estados Unidos revelaram ter já atingido mais de dez mil alvos em território iraniano.
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Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação de defesa

O acordo visa uma "protecção dos céus" e foi assinado durante uma visita Volodymyr Zelensky a Riade.

Foto: António Mateus - RTP

Kiev enviou para diversos países do Médio Oriente, incluindo a Arábia Saudita, mais de 200 especialistas em defesa contra drones de fabrico iraniano.
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Estreito de Ormuz domina agenda do G7

O Estreito de Ormuz poderia reabrir de imediato, se o Irão assim o permitisse. Esta é a convicção de Marco Rubio, que coloca a segurança da via marítima no topo da agenda do G7.

Foto: Brendan Smialowski - Pool via Reuters

O secretário de Estado norte-americano confirma que a tensão na região será um dos temas centrais no encontro de chefes da diplomacia, que arranca agora.
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