Mundo
Guerra no Médio Oriente
Israel bombardeia milícia Houthi em retaliação por ataque contra aeroporto
A queda de um míssil lançado pela milícia imenita Houthi, este domingo, no aeroporto Ben Gourion, o principal de Israel, teve resposta esta segunda-feira com o bombardeamento de alvos "terroristas" no porto de Hodeida e arredores, no Iémen.
Em comunicado, o exército de Israel referiu que "o ataque realizou-se em resposta a ataques repetidos levados a cabo pelo regime terrorista Houthi contra o Estado de Israel". Esta segunda-feira, os alvos de Israel foram infraestruturas que serviam "para a transferência de armas e de equipamentos militares iranianos", referiu o mesmo comunicado das forças israelitas.
Foram utilizados "mísseis terra-terra e veículos aéreos automatizados". Desde março que a milícia xiita Houthi do Iémen, apoiada pelo Irão, intensificou os seus ataques contra alvos israelitas.
Mais de 10 projéteis atingiram o porto e os bairros de al Salakhanah e al Hawak, na cidade de Hodeida, referiram à agência Reuters cinco habitantes.
Outros quatro bombardeamentos alvejaram uma fábrica de cimento a leste de Hodeida, considerada por Israel como "um importante recurso económico para os Houthi".
O porto de Hodeida é o segundo mais importante do Iémen e passam por ele 80 por cento das importações alimentares do país.
EUA negam envolvimento
Num primeiro momento, a estrutura Houthi, que domina o Iémen, denunciou ataques americano-israelitas contra a capital do país e seu reduto, Sanaa, durante a alvorada desta segunda-feira.
A agência de notícias oficial imenita, Saba, referiu que os bombardeamentos feriram 16 pessoas em Sanaa. A televisão dos Houthi, a al-Masirah, anunciou depois que três outros ataques haviam visado Sanaa e mais sete à área de al Jawf, no norte.
Sob anonimato, uma fonte bem colocada do Pentágono confirmou contudo à Reuters que os Estados Unidos não tiveram qualquer envolvimento nos ataques israelitas desta segunda-feira, sublinhando contudo que os dois aliados mantêm coordenação geral das operações militares na área.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahiu, prometera domingo retaliar contra o ataque Houthi com míssil, o primeiro a ter escapado à interceção das forças israelitas.
"Agimos contra eles no passado e agiremos no futuro mas não posso dar detalhes", afirmou Netanyahu. "Não irá acontecer 'um único bum' mas haverá 'muitos buns'", advertiu.
"Os ataques dos Houthi emanam do Irão", acrescentou. "Israel irá responder a este ataque no tempo certo e num local escolhidos por nós".
O Irão negou ter auxiliado os Houthi no ataque ao Ben Gourion. O chefe da diplomacia de Teerão acusou mesmo Israel de pretender arrastar os Estados Unidos para uma "catástrofe" no Médio Oriente, num momento em que o regime xiita dos Ayatolas negoceia com a Administração Trump o destino do seu programa nuclear.
Meses de ataques
Desde o início da ofensiva israelita contra o Hamas em Gaza, na sequência do ataque do grupo islamita a Israel, a 7 de outubro de 2023, que os Houthi se afirmaram solidários com os palestinianos.
Encetaram assim uma ofensiva contra alvos israelitas a mais de 1800 quilómetros, usando mísseis e drones. A maioria dos ataques foi intercetada.
Os rebeldes xiitas do Iémen elegeram também como alvo o tráfego marítimo ligado a Israel e aos EUA, que utilize o Mar Vermelho.
Os ataques levaram os EUA e vários aliados europeus a reforçar as suas operações militares na área, para manter aberta a via comercial, uma das mais importantes do mundo.
Em março, o presidente norte-americano Donald Trump ordenou ataques em larga escala contra os Houthi, de forma a reduzir as capacidades do grupo e impedi-lo de atacar os navios comerciais no Mar Vermelho. Os ataques terão alegadamente feito centenas de mortos no Iémen.
Ao mesmo tempo, Israel conduziu nos últimos meses vários bombardeamentos contra alvos estratégicos no Iémen.
Domingo, os Houthi reivindicaram o ataque contra o aeroporto Ben Gourion, conseguido "com um míssil balístico hipersónico".
Os rebeldes iemenitas afirmaram depois que pretendem "impor um bloqueio aéreo total ao inimigo israelita atacando repetidamente os aeroporto", com destaque para o Ben Gourion, onde a queda do míssil levou à interrupção breve dos tráfego aéreo.
De acordo com um jornalista da agência France Press, o míssil houthi caiu numa área arborizada ao lado de um acesso aos parqueamentos do Terminal 3. O socorro deu conta de seis feridos ligeiros.
Foram utilizados "mísseis terra-terra e veículos aéreos automatizados". Desde março que a milícia xiita Houthi do Iémen, apoiada pelo Irão, intensificou os seus ataques contra alvos israelitas.
Mais de 10 projéteis atingiram o porto e os bairros de al Salakhanah e al Hawak, na cidade de Hodeida, referiram à agência Reuters cinco habitantes.
Outros quatro bombardeamentos alvejaram uma fábrica de cimento a leste de Hodeida, considerada por Israel como "um importante recurso económico para os Houthi".
O porto de Hodeida é o segundo mais importante do Iémen e passam por ele 80 por cento das importações alimentares do país.
EUA negam envolvimento
Num primeiro momento, a estrutura Houthi, que domina o Iémen, denunciou ataques americano-israelitas contra a capital do país e seu reduto, Sanaa, durante a alvorada desta segunda-feira.
A agência de notícias oficial imenita, Saba, referiu que os bombardeamentos feriram 16 pessoas em Sanaa. A televisão dos Houthi, a al-Masirah, anunciou depois que três outros ataques haviam visado Sanaa e mais sete à área de al Jawf, no norte.
Sob anonimato, uma fonte bem colocada do Pentágono confirmou contudo à Reuters que os Estados Unidos não tiveram qualquer envolvimento nos ataques israelitas desta segunda-feira, sublinhando contudo que os dois aliados mantêm coordenação geral das operações militares na área.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahiu, prometera domingo retaliar contra o ataque Houthi com míssil, o primeiro a ter escapado à interceção das forças israelitas.
"Agimos contra eles no passado e agiremos no futuro mas não posso dar detalhes", afirmou Netanyahu. "Não irá acontecer 'um único bum' mas haverá 'muitos buns'", advertiu.
"Os ataques dos Houthi emanam do Irão", acrescentou. "Israel irá responder a este ataque no tempo certo e num local escolhidos por nós".
O Irão negou ter auxiliado os Houthi no ataque ao Ben Gourion. O chefe da diplomacia de Teerão acusou mesmo Israel de pretender arrastar os Estados Unidos para uma "catástrofe" no Médio Oriente, num momento em que o regime xiita dos Ayatolas negoceia com a Administração Trump o destino do seu programa nuclear.
Meses de ataques
Desde o início da ofensiva israelita contra o Hamas em Gaza, na sequência do ataque do grupo islamita a Israel, a 7 de outubro de 2023, que os Houthi se afirmaram solidários com os palestinianos.
Encetaram assim uma ofensiva contra alvos israelitas a mais de 1800 quilómetros, usando mísseis e drones. A maioria dos ataques foi intercetada.
Os rebeldes xiitas do Iémen elegeram também como alvo o tráfego marítimo ligado a Israel e aos EUA, que utilize o Mar Vermelho.
Os ataques levaram os EUA e vários aliados europeus a reforçar as suas operações militares na área, para manter aberta a via comercial, uma das mais importantes do mundo.
Em março, o presidente norte-americano Donald Trump ordenou ataques em larga escala contra os Houthi, de forma a reduzir as capacidades do grupo e impedi-lo de atacar os navios comerciais no Mar Vermelho. Os ataques terão alegadamente feito centenas de mortos no Iémen.
Ao mesmo tempo, Israel conduziu nos últimos meses vários bombardeamentos contra alvos estratégicos no Iémen.
Domingo, os Houthi reivindicaram o ataque contra o aeroporto Ben Gourion, conseguido "com um míssil balístico hipersónico".
Os rebeldes iemenitas afirmaram depois que pretendem "impor um bloqueio aéreo total ao inimigo israelita atacando repetidamente os aeroporto", com destaque para o Ben Gourion, onde a queda do míssil levou à interrupção breve dos tráfego aéreo.
De acordo com um jornalista da agência France Press, o míssil houthi caiu numa área arborizada ao lado de um acesso aos parqueamentos do Terminal 3. O socorro deu conta de seis feridos ligeiros.