Mundo
Guerra no Médio Oriente
Rebeldes do Iémen reivindicam disparo de míssil contra aeroporto de Telavive
Os rebeldes Houthis do Iémen reivindicaram a responsabilidade por um míssil lançado no aeroporto israelita Ben Gurion no domingo. O tráfego aéreo, que esteve interrompido, foi retomado cerca de uma hora após o ataque. O ministro israelita da Defesa já prometeu uma resposta ao grupo que é apoiado pelo Irão.
Em comunicado, os Houthis afirmaram que “visaram o aeroporto Bem-Gurion com um míssil balístico hipersónico que atingiu com sucesso o seu alvo”.
Os Houthis advertiram “todas as companhias aéreas internacionais contra a continuação dos seus voos para o aeroporto Bem-Gurion, uma vez que este se tornou perigoso para o tráfego aéreo”.
No seu comunicado, os rebeldes referem um outro ataque com drones contra “um alvo inimigo israelita vital na zona de Ashkelon”, no sul de Israel. O exército israelita não fez qualquer referência a este ataque.
Segundo a imprensa israelita um míssil caiu este domingo na área do aeroporto de Ben-Gurion, próximo de Telavive, e causou seis feridos ligeiros. O tráfego aéreo esteve interrompido, mas os voos foram retomados cerca de uma hora depois do ataque.
"As descolagens e aterragens foram retomadas normalmente. O aeroporto de Ben-Gurion está aberto e operacional", segundo um comunicado das autoridades aeroportuárias israelitas.
Os jornais Haaretz, The Times of Israel e Jerusalem Post publicaram imagens em vídeo que mostram o momento do impacto na zona do Terminal 3 do Aeroporto Ben-Gurion.
“Foram feitas várias tentativas para intercetar o míssil lançado do Iémen”, afirmou o exército em comunicado, informando que um objeto caiu na zona do aeroporto, sem especificar se se tratava de um míssil ou de destroços do projétil.
“O incidente está a ser investigado”, acrescentou.
A polícia israelita disse que o impacto foi mesmo de um míssil. “Podem ver a área atrás de nós: formou-se uma cratera com várias dezenas de metros de largura e também várias dezenas de metros de profundidade”, disse o chefe da polícia local, Yair Hezroni, num vídeo com a torre de controlo do aeroporto em segundo plano.
Um comunicado emitido pela polícia concluiu tratar-se de um “impacto de míssil”.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, prometeu uma resposta ao ataque dos Houthis, que são apoiados pelo Irão.
“Quem nos prejudicar receberá sete castigos”, afirmou numa breve declaração.
Ataques em solidariedade com os palestinianos Desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes a Israel pelo movimento islamita Hamas em 7 de outubro de 2023, os Houthis anunciaram ataques a Israel em solidariedade com os palestinianos em Gaza.
Os Houthis, que são apoiados pelo Irão, o inimigo declarado de Israel, já tinham reivindicado a responsabilidade pelos disparos contra o aeroporto, mas o exército disse que os tinha intercetado.
Na sexta-feira, afirmaram ter disparado dois mísseis contra Israel, com várias horas de intervalo, que o exército israelita anunciou terem sido intercetados.
O porta-voz militar dos Houthi, Yahya Saree, afirmou num vídeo que o grupo tinha como alvo uma instalação militar no centro de Israel com “um míssil balístico hipersónico Palestina 2”.
Os rebeldes Houthi controlam vastas áreas do Iémen devastado pela guerra, incluindo a capital Sanaa, a mais de 1.800 quilómetros da fronteira sul de Israel.
Os rebeldes também atacaram navios que acreditam estar ligados a Israel no Mar Vermelho, uma zona fundamental para o tráfego marítimo mundial.
Após uma suspensão de dois meses, os Houthis retomaram os ataques contra Israel com o reinício da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, em 18 de março.
Os Estados Unidos, sob o comando do Presidente Joe Biden, começaram a atacar as posições dos Houthi em janeiro de 2024 para os obrigar a cessar os disparos. A campanha intensificou-se após o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro.
Os Houthis advertiram “todas as companhias aéreas internacionais contra a continuação dos seus voos para o aeroporto Bem-Gurion, uma vez que este se tornou perigoso para o tráfego aéreo”.
No seu comunicado, os rebeldes referem um outro ataque com drones contra “um alvo inimigo israelita vital na zona de Ashkelon”, no sul de Israel. O exército israelita não fez qualquer referência a este ataque.
Segundo a imprensa israelita um míssil caiu este domingo na área do aeroporto de Ben-Gurion, próximo de Telavive, e causou seis feridos ligeiros. O tráfego aéreo esteve interrompido, mas os voos foram retomados cerca de uma hora depois do ataque.
"As descolagens e aterragens foram retomadas normalmente. O aeroporto de Ben-Gurion está aberto e operacional", segundo um comunicado das autoridades aeroportuárias israelitas.
Segundo a Reuters, “alguns voos, nomeadamente da Air India, da TUS Airways e do Grupo Lufthansa, foram cancelados. Outros, incluindo para os aeroportos norte-americanos de Newark e JFK, sofreram atrasos de cerca de 90 minutos”.
O serviço de emergência Magen David Adom (MDA) revelou que prestou assistência médica a quatro mulheres e dois homens com idades entre os 22 e os 54 anos que ficaram ligeiramente feridos devido à explosão.
Os jornais Haaretz, The Times of Israel e Jerusalem Post publicaram imagens em vídeo que mostram o momento do impacto na zona do Terminal 3 do Aeroporto Ben-Gurion.
O exército israelita confirmou o ataque, mas disse desconhecer ainda se intercetou o míssil ou não.Senior Houthi official: We demonstrated our capabilities by striking Ben Gurion Airport https://t.co/ehuA82m3vN
— The Times of Israel (@TimesofIsrael) May 4, 2025
“Foram feitas várias tentativas para intercetar o míssil lançado do Iémen”, afirmou o exército em comunicado, informando que um objeto caiu na zona do aeroporto, sem especificar se se tratava de um míssil ou de destroços do projétil.
“O incidente está a ser investigado”, acrescentou.
A polícia israelita disse que o impacto foi mesmo de um míssil. “Podem ver a área atrás de nós: formou-se uma cratera com várias dezenas de metros de largura e também várias dezenas de metros de profundidade”, disse o chefe da polícia local, Yair Hezroni, num vídeo com a torre de controlo do aeroporto em segundo plano.
Um comunicado emitido pela polícia concluiu tratar-se de um “impacto de míssil”.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, prometeu uma resposta ao ataque dos Houthis, que são apoiados pelo Irão.
“Quem nos prejudicar receberá sete castigos”, afirmou numa breve declaração.
Ataques em solidariedade com os palestinianos Desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes a Israel pelo movimento islamita Hamas em 7 de outubro de 2023, os Houthis anunciaram ataques a Israel em solidariedade com os palestinianos em Gaza.
Os Houthis, que são apoiados pelo Irão, o inimigo declarado de Israel, já tinham reivindicado a responsabilidade pelos disparos contra o aeroporto, mas o exército disse que os tinha intercetado.
Na sexta-feira, afirmaram ter disparado dois mísseis contra Israel, com várias horas de intervalo, que o exército israelita anunciou terem sido intercetados.
O porta-voz militar dos Houthi, Yahya Saree, afirmou num vídeo que o grupo tinha como alvo uma instalação militar no centro de Israel com “um míssil balístico hipersónico Palestina 2”.
Os rebeldes Houthi controlam vastas áreas do Iémen devastado pela guerra, incluindo a capital Sanaa, a mais de 1.800 quilómetros da fronteira sul de Israel.
Os rebeldes também atacaram navios que acreditam estar ligados a Israel no Mar Vermelho, uma zona fundamental para o tráfego marítimo mundial.
Após uma suspensão de dois meses, os Houthis retomaram os ataques contra Israel com o reinício da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, em 18 de março.
Os Estados Unidos, sob o comando do Presidente Joe Biden, começaram a atacar as posições dos Houthi em janeiro de 2024 para os obrigar a cessar os disparos. A campanha intensificou-se após o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro.
No final de abril, o Pentágono afirmou ter atingido mais de 800 alvos no Iémen desde meados de março, matando centenas de “combatentes” entre os Houthis, incluindo membros da sua liderança.
c/ Agências