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Israel lança concurso para 1.234 casas do plano que divide Cisjordânia

Israel lança concurso para 1.234 casas do plano que divide Cisjordânia

O Governo israelita anunciou hoje um concurso para construção de 1.234 habitações, parte do controverso plano E1, que divide o norte e o sul da Cisjordânia ocupada e isola Jerusalém Oriental.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O plano conta com a rejeição da comunidade internacional e um recurso judicial.

As habitações representam quase metade das 3.401 aprovadas há um ano para o projeto, e o concurso é lançado apesar de, em 15 de junho, o Tribunal Distrital de Jerusalém ter instado o Estado israelita a responder, antes de 01 de setembro, a um recurso apresentado em nome dos residentes beduínos palestinianos que serão forçosamente despejados, caso o assentamento se concretize.

"Fomos informados de que nenhum concurso seria aberto nos próximos meses e que seríamos avisados com antecedência caso isso mudasse. Em vez disso, o Governo publicou o concurso sem aviso prévio", denunciaram em conjunto as ONG Ir Amim, Peace Now e Bimkom, que representam os queixosos.

"Esta é uma decisão com profundas consequências políticas (...). O Governo optou agora por iniciar a primeira fase de um dos projetos de assentamentos mais controversos enquanto o processo judicial ainda está pendente", afirmaram num comunicado.

O projeto E1 ocuparia 1.200 hectares, a leste de Jerusalém, separando esta cidade da Cisjordânia ocupada, onde vivem várias comunidades beduínas palestinianas.

Esta é uma nova licitação, depois da publicada em meados de dezembro de 2025 pela Autoridade de Terras de Israel, para a totalidade das 3.401 habitações, ter sido levada a tribunal.

O ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, um dos principais impulsionadores da colonização dos territórios palestinianos ocupados, afirmou no ano passado que o Estado palestiniano "está a ser apagado da mesa, não com `slogans`, mas com ações".

"Cada assentamento, cada bairro, cada habitação é um novo prego no caixão desta ideia perigosa", afirmou Ben Gvir, cujo partido Otzma Yehudit (Força Judaica), de ideologia ultranacionalista e supremacista judaica, é atualmente um dos pilares da coligação governamental de Benjamin Netanyahu em Israel.

Mais de 20 países - incluindo aliados de Israel, como França, Canadá, Itália e Austrália - condenaram a construção de colonatos, considerando-a "uma violação inaceitável do direito internacional que pode aumentar a violência", mas não tomaram nenhuma medida a respeito.

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