Mundo
Kremlin declara-se a favor da diplomacia e nega autoria de ciberataques à Ucrânia
O Kremlin veio reafirmar esta quarta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, está aberto à via das negociações diplomáticas para um alívio da tensão nas linhas de fronteira com a Ucrânia. A Presidência russa referiu-se também às últimas declarações do presidente dos Estados Unidos, instando Joe Biden a concentrar atenções no conflito que opõe ucranianos no leste da antiga república soviética.
Vladimir Putin, afirma o Kremlin, encara positivamente a janela de diálogo que a Administração Biden mantém entreaberta. Todavia, considera que seria preferível que o presidente norte-americano orientasse o foco para o conflito entre ucranianos.
A Presidência russa refere-se aos combates sem quartel que opõem, no leste da Ucrânia, as tropas regulares deste país e rebeldes pró-Rússia apoiados por Moscovo.
"É positivo que o presidente dos Estados Unidos também tenha manifestado a sua disponibilidade para negociações sérias", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações citadas pela France Presse.
Ainda segundo Peskov, quaisquer conversações serão "muito difíceis", pois terão de desembocar numa reformulação da arquitetura de segurança europeia saída da guerra fria.
"Será muito difícil. Será necessária muita flexibilidade de ambos os lados, vontade política", enfatizou o porta-voz.
No dia em que o Ministério russo da Defesa anunciou novo recuo de tropas envolvidas em exercícios militares, desta feita na península da Crimeia, o xadrez diplomático adensa-se.
Durante uma conferência de Imprensa partilhada com o homólogo brasileiro, Carlos Alberto França, Lavrov disse esperar que os aliados ocidentais não sigam o caminho de Londres. Foi na terça-feira que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, agitou a ameaça de medidas como o bloqueio ao financiamento de empresas russas a partir de Londres, ou a exposição pública dos detentores de companhias e propriedades.
Moscovo nega responsabilidade por ataques informáticos
O Kremlin negou ainda ter desencadeado quaisquer ataques, nos últimos dias, às infraestruturas digitais do Ministério da Defesa e de duas instituições bancárias da Ucrânia.
Na noite de terça-feira, as estruturas de segurança online da Ucrânia admitiram não saber quem esteve na origem dos recentes ataques informáticos, mas não excluíram a hipótese de envolvimento da vizinha Rússia.
Uma das preocupações sinalizadas pelo Ocidente, com Washington à cabeça, prende-se com a possibilidade de a Rússia prosseguir uma estratégia de desestabilização da vizinha Ucrânia por via de ciberataques a infraestruturas tidas como críticas.
c/ agências
A Presidência russa refere-se aos combates sem quartel que opõem, no leste da Ucrânia, as tropas regulares deste país e rebeldes pró-Rússia apoiados por Moscovo.
"É positivo que o presidente dos Estados Unidos também tenha manifestado a sua disponibilidade para negociações sérias", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações citadas pela France Presse.
Ainda segundo Peskov, quaisquer conversações serão "muito difíceis", pois terão de desembocar numa reformulação da arquitetura de segurança europeia saída da guerra fria.
"Será muito difícil. Será necessária muita flexibilidade de ambos os lados, vontade política", enfatizou o porta-voz.
No dia em que o Ministério russo da Defesa anunciou novo recuo de tropas envolvidas em exercícios militares, desta feita na península da Crimeia, o xadrez diplomático adensa-se.
O embaixador russo na Irlanda adiantou que todas as forças militares destacadas para as fronteiras ocidentais do país deverão retornar às posições normais dentro de três a quatro semanas. Nas últimas horas, o Reino Unido reforçou o coro de ameaças de novas sanções destinadas à Rússia, em caso de invasão da Ucrânia. O que motivou entretanto uma resposta do ministro russo dos Negócios Estrangeiros. Sergei Lavrov garante que Moscovo retaliará a quaisquer pacotes de sanções que brotem desta crise.
Durante uma conferência de Imprensa partilhada com o homólogo brasileiro, Carlos Alberto França, Lavrov disse esperar que os aliados ocidentais não sigam o caminho de Londres. Foi na terça-feira que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, agitou a ameaça de medidas como o bloqueio ao financiamento de empresas russas a partir de Londres, ou a exposição pública dos detentores de companhias e propriedades.
Moscovo nega responsabilidade por ataques informáticos
O Kremlin negou ainda ter desencadeado quaisquer ataques, nos últimos dias, às infraestruturas digitais do Ministério da Defesa e de duas instituições bancárias da Ucrânia.
Na noite de terça-feira, as estruturas de segurança online da Ucrânia admitiram não saber quem esteve na origem dos recentes ataques informáticos, mas não excluíram a hipótese de envolvimento da vizinha Rússia.
Uma mensagem no portal do Ministério da Defesa da Ucrânia indica que estão em curso operações de manutenção. O Ministério da Defesa garantia na manhã desta quarta-feira que o ataque ao seu site continuava em curso.
Uma das preocupações sinalizadas pelo Ocidente, com Washington à cabeça, prende-se com a possibilidade de a Rússia prosseguir uma estratégia de desestabilização da vizinha Ucrânia por via de ciberataques a infraestruturas tidas como críticas.
c/ agências