Mundo
Magyar acusa Governo de Orbán de estar a destruir documentos
Em conferência de imprensa, um dia após o triunfo nas urnas, o recém-eleito Péter Magyar acusou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria de estar a destruir documentos sobre as sanções da União Europeia à Rússia.
A meio do discurso desta segunda-feira, Magyar disse ter recebido informações de que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó - que recentemente foi acusado de ter transmitido informações à Rússia - estaria no Ministério “a destruir documentos relacionados com as sanções" contra a Rússia.
“Eles estão a destruir documentos, e isso não vai ajudá-los – mas isso é apenas para dar um contexto sobre a situação na Hungria ”, disse o primeiro-ministro, que comparou as tentativas de destruir registos públicos à “antiga era comunista”.
Magir alega que existem muitos documentos legais que o público húngaro, ou mesmo ele próprio, desconhecem, incluindo documentos relativos a obrigações internacionais e empréstimos.
"Teremos de obter todos os documentos que não foram destruídos" para descobrir os detalhes, disse, garantindo que o seu Governo tentará torná-los públicos sempre que possível e sem violar as cláusulas de confidencialidade, a fim de esclarecer as ações do Governo anterior. Jornal da Tarde | 13 de abril de 2026
Sobre a União Europeia, Magyar prometeu manter uma mensagem europeísta. “Os húngaros orgulham-se da sua identidade europeia e constataram que, independentemente das mentiras da propaganda, a União Europeia é um projeto de paz”, constatou.
Péter Magyar prometeu continuar as negociações com Bruxelas para desbloquear os fundos congelados por Bruxelas.
“Uma nova era”
O primeiro-ministro eleito da Hungria prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance "para garantir uma nova era" para o país, depois de 16 anos sob a liderança do nacionalista Viktor Orbán.
"Porque o povo húngaro não votou por uma simples mudança de Governo, mas por uma mudança completa de regime", declarou.
Magyar voltou a apelar ao presidente da República, Tamás Sulyok, para resignar, acusando-o de ser "um fantoche", e para convocar rapidamente o parlamento para acelerar a formação do próximo Governo.
"Vou repetir: ele deve resignar o mais depressa possível, isto é a decisão do povo", afirmou o líder do Tisza, que conquistou mais de dois terços dos deputados no parlamento húngaro nas eleições de domingo. Sülyok tem 30 dias para resignar. Enquanto isso, o Governo de Orbán continua a gerir os assuntos do dia-a-dia.
Em dezembro, o Parlamento húngaro aprovou uma lei que dificulta a destituição do presidente, cujo mandato se estende atualmente até 2030.
Magyar acrescentou que, sob um Governo Tisza, que tem o nome do seu partido, "o primeiro-ministro não será um Rei Sol, como sob Viktor Orbán, mas um capitão de equipa que coordena (...) e tem em conta as opiniões e sugestões dos seus ministros, e que, em geral, respeita os membros do Parlamento e o povo húngaro”.
O primeiro-ministro prometeu ainda alterar a Constituição para limitar os mandatos do primeiro-ministro e garantiu que Orbán nunca mais se poderá candidatar ao cargo.
“Eles estão a destruir documentos, e isso não vai ajudá-los – mas isso é apenas para dar um contexto sobre a situação na Hungria ”, disse o primeiro-ministro, que comparou as tentativas de destruir registos públicos à “antiga era comunista”.
Magir alega que existem muitos documentos legais que o público húngaro, ou mesmo ele próprio, desconhecem, incluindo documentos relativos a obrigações internacionais e empréstimos.
"Teremos de obter todos os documentos que não foram destruídos" para descobrir os detalhes, disse, garantindo que o seu Governo tentará torná-los públicos sempre que possível e sem violar as cláusulas de confidencialidade, a fim de esclarecer as ações do Governo anterior. Jornal da Tarde | 13 de abril de 2026
Sobre a União Europeia, Magyar prometeu manter uma mensagem europeísta. “Os húngaros orgulham-se da sua identidade europeia e constataram que, independentemente das mentiras da propaganda, a União Europeia é um projeto de paz”, constatou.
Péter Magyar prometeu continuar as negociações com Bruxelas para desbloquear os fundos congelados por Bruxelas.
“Uma nova era”
O primeiro-ministro eleito da Hungria prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance "para garantir uma nova era" para o país, depois de 16 anos sob a liderança do nacionalista Viktor Orbán.
"Porque o povo húngaro não votou por uma simples mudança de Governo, mas por uma mudança completa de regime", declarou.
Magyar voltou a apelar ao presidente da República, Tamás Sulyok, para resignar, acusando-o de ser "um fantoche", e para convocar rapidamente o parlamento para acelerar a formação do próximo Governo.
"Vou repetir: ele deve resignar o mais depressa possível, isto é a decisão do povo", afirmou o líder do Tisza, que conquistou mais de dois terços dos deputados no parlamento húngaro nas eleições de domingo. Sülyok tem 30 dias para resignar. Enquanto isso, o Governo de Orbán continua a gerir os assuntos do dia-a-dia.
Em dezembro, o Parlamento húngaro aprovou uma lei que dificulta a destituição do presidente, cujo mandato se estende atualmente até 2030.
Magyar acrescentou que, sob um Governo Tisza, que tem o nome do seu partido, "o primeiro-ministro não será um Rei Sol, como sob Viktor Orbán, mas um capitão de equipa que coordena (...) e tem em conta as opiniões e sugestões dos seus ministros, e que, em geral, respeita os membros do Parlamento e o povo húngaro”.
O primeiro-ministro prometeu ainda alterar a Constituição para limitar os mandatos do primeiro-ministro e garantiu que Orbán nunca mais se poderá candidatar ao cargo.
“Vamos estipular que o primeiro-ministro só pode exercer o cargo por dois mandatos”, prometeu, salientando que vai restaurar o sistema de check and balances.
Magyar contra acesso rápido de Kiev à UE
Sobre a Ucrânia, Magyar afastou uma adesão rápidado país à União Europeia e afirmou que promoverá um referendo sobre a entrada de Kiev no bloco europeu.
Sobre a Ucrânia, Magyar afastou uma adesão rápidado país à União Europeia e afirmou que promoverá um referendo sobre a entrada de Kiev no bloco europeu.
"Não apoiamos uma via rápida para a adesão da Ucrânia", comentou o líder do Tisza, em conferência de imprensa em Budapeste.
Para Magyar, é "impossível que um país em guerra entre para a UE" e defende, por isso, que Kiev deve submeter-se ao processo normal de adesão, como "todos os candidatos, e discutir os capítulos".
"Se a Ucrânia o fizer, então a Hungria terá um referendo sobre isso e não será num futuro próximo", comentou.
Kiev apresentou formalmente o pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa. Tem estatuto de país candidato desde 23 de junho desse mesmo ano.
Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia.
Para Magyar, é "impossível que um país em guerra entre para a UE" e defende, por isso, que Kiev deve submeter-se ao processo normal de adesão, como "todos os candidatos, e discutir os capítulos".
"Se a Ucrânia o fizer, então a Hungria terá um referendo sobre isso e não será num futuro próximo", comentou.
Kiev apresentou formalmente o pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa. Tem estatuto de país candidato desde 23 de junho desse mesmo ano.
Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia.
No entanto, Magyar afirmou que, se falar com o Presidente russo, Vladimir Putin, lhe pedirá para "parar a matança" na Ucrânia. "Acho que seria uma conversa muito curta", disse.
"Se Putin me ligar, vou atender o telefone e vou pedir-lhe para parar a matança e a guerra", disse Magyar.
O líder do Tisza disse ter registado que o Kremlin tenha dito que respeita o resultado das eleições húngaras.
"Se Putin me ligar, vou atender o telefone e vou pedir-lhe para parar a matança e a guerra", disse Magyar.
O líder do Tisza disse ter registado que o Kremlin tenha dito que respeita o resultado das eleições húngaras.
c/agências