Mais de 500 civis mortos em confronto entre forças sírias e fiéis a Assad

Mais de 500 civis alauítas foram mortos desde quinta-feira pelas forças de segurança sírias e grupos aliados durante as operações e combates com os partidários do presidente sírio deposto Bashar al-Assad no oeste do país. O alerta foi dado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês) este sábado.

Rachel Mestre Mesquita - RTP /
Karam al-Masri -Reuters

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que "532 civis alauítas foram mortos na costa síria e nas regiões montanhosas de Latakia pelas forças de segurança e grupos afiliados" nos últimos três dias.

Segundo a mesma fonte, o número de mortos eleva-se para 745, dos quais 213 membros de segurança e combatentes leais do clã Assad, na consequência da violência registada nos últimos dias. 

Este sábado, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apelou a um acesso "seguro" dos profissionais de saúde e das equipas de salvamento no este da Síria.  

"O @ICRC (na sigla em inglês) está extremamente preocupado com os relatos de violência na zona costeira da Síria" pode ler-se na mensagem publicada na rede social X que acompanha um comunicado da organização.


Através do comunicado o CICV apelou este sábado a todos os intervenientes para que "garantam o acesso sem atraves aos cuidados de sáude e protejam as instalações médicas" na Síria.  Os trabalhadores humanitários e de resgate "devem ter acesso seguro para prestar médicos e transportar os feridos e os mortos".
Paris condena "atrocidades" contra "civis" e "prisioneiros"

A França "condenou" nesta tarde de sábado "com toda a veemência as atrocidades cometidas contra civis de base sectária e prisioneiros" na Síria, onde mais de 300 membros da minoria alauíta foram mortos nos últimos três dias, número apontado pela agência France Presse (AFP).

Num comunicado de imprensa, citado pela AFP, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês apelou "às autoridades sírias interinas para que assegurem que investigações indepedentes possam esclarecer totalmente estes crimes e que os seus autores sejam condenados".

c/agências 
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