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Manifestações em Munique. Protestar para o mundo político ouvir

Manifestações em Munique. Protestar para o mundo político ouvir

À margem da Conferência de Segurança de Munique realizam-se quase uma dezena de manifestações. Um número recorde de protestos por comparação aos anos anteriores.

Rosário Salgueiro - enviada especial da RTP a Munique /
Liesa Johannssen - Reuters

A associação ecologista Greenpeace trouxe para a Praça Central de Munique bonecos gigantes de Donald Trump, alertando para as consequências da política norte-americana anti energias limpas.

Ainda na quinta-feira, o presidente norte-americano ordenou que o Pentágono compre eletricidade de centrais térmicas de carvão. Isto “a fim de garantir que as instalações militares e os locais essenciais da defesa contem com um fornecimento ininterrupto”, disse Trump.

Em Munique, a especialista em energia da Greenpeace Lisa Goeldner alertou a Europa para se tornar independente energeticamente.

Lisa garantiu que "a força da Europa depende da nossa segurança energética. A UE está a importar cada vez mais gás de xisto dos EUA. Isso torna-nos vulneráveis ​​à pressão de Trump. É por isso que a Greenpeace está a agir hoje aqui em Munique, porque sempre que falamos de segurança, também temos de falar de soberania energética. Só as energias renováveis ​​mantêm a Europa independente".
Rosário Salgueiro, Paulo Domingos Lourenço - enviados especiais da RTP a Munique

Noutra praça, a 500 metros do hotel onde se começam a reunir os mais de 60 chefes de Estado e de governo e mais de uma centena de ministros dos negócios estrangeiros e de defesa, um milhar de iranianos no exílio pediram apoio para a mudança política e ideológica no Irão.A manifestação é organizada pelo Conselho de Resistência do Irão.


Na lapela autocolantes amarelos com a frase "Nem Xá, nem Moullah". Rejeitam a transição do atual regime para as mãos do herdeiro Reza Pahlevi. Querem que o mundo os ajude a fazer uma transição com a resistência civil organizada.

Na Praça Odeon de Munique centenas de fotos, sobretudo de jovens que morreram ou desapareceram durante as manifestações do passado mês de janeiro. Lê-se nos cartazes os seus nomes e uma frase: "Tombaram pela liberdade".
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