Mataram o "Che". Foi há 50 anos

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Faria 90 anos em 2018, mas na realidade não chegou aos 40. Ernesto Guevara, mundialmente conhecido como “el Che”, combateu durante uma vida inteira, curta e intensa. Em 9 de outubro de 1967, foi capturado e assassinado por ordem da CIA. Completa-se agora meio século e, para quem viveu o acontecimento, parece que foi ontem. Para quem não o viveu, parece presente nas imagens que fizeram do “Che” um ícone do século passado.

Ernesto nasce em 1928, numa família argentina abastada, de origem burguesa. As mais antigas fotografias de família daquele que viria a ser o “Che” testemunham uma infância feliz, com os pais, o irmão e as três irmãs.


Primeiro à esquerda.

Primeiro à esquerda.

Uma sombra neste quadro de aparência idílica é a asma de que Ernesto sofre desde os seus primeiros anos. Irá acompanhá-lo até ao fim e, onde não houver acesso aos meios para controlá-la, chegará por várias vezes a constituir um risco de vida. 

O jovem empenha-se com tenacidade em controlar a doença e esse empenho explica a disciplina e perseverança que coloca na prática de vários desportos, nomeadamente rugby. Submete-se por isso a tratamentos e dietas rigorosas. Quando, mesmo assim, sofre violentas crises de asma e tem de interromper a prática desportiva, dedica o tempo à leitura e ao xadrez.

Primeiro à direita.

A autodisciplina é também notória nos estudos e permite-lhe concluir sem dificuldade o curso de medicina. Especializa-se em alergologia, que lhe interessa em parte devido à experiência que tinha como asmático.


O jovem Ernesto, sem militância política à data da sua entrada para a Universidade, é socialmente rebelde e começa a certa altura a solidarizar-se com amigos e companheiros universitários atingidos pela repressão policial. Entre eles contam-se os irmãos Granado, filhos de um ferroviário, empenhados na luta política, e que chega a visitar na cadeia.


Na visita à prisão, situam alguns biógrafos um ponto de viragem de Ernesto para a luta política. Mas pode ter havido vários factores a confluirem para produzir esse efeito. O jovem toma entretanto o gosto por viagens e vê por todo o lado um país fustigado pela miséria, deslocava-se de bicicleta, de motociclo ou à boleia. Numa dessas viagens, em 1951, parte num navio mercante como médico de bordo.

À direita.

À esquerda.

Ao centro, na mota.

Também as suas leituras o levam cada vez mais longe. Dos livros de aventuras, de Emilio Salgari ou de Jules Verne, passa a devorar também clássicos franceses como Baudelaire, depois os existencialistas, de Kafka a Sartre, passando por Camus. E em breve irá ler também “O Capital”, de Karl Marx.

Precisamente com um dos irmãos Granado, Alberto, combina fazer uma viagem por toda a América Latina. Realizam-na em 1952, percorrem vários países, do Chile à Colômbia. De caminho, trabalham numa leprosaria no Perú, onde ficam a conhecer o médico Hugo Pesce, antigo companheiro de José Carlos Mariátegui e com este fundador do Partido Comunista Peruano. Mas, mais do que uma influência directamente comunista sobre os dois jovens, Pesce ficará na memória de ambos como alguém que lhes despertou a atenção para a realidade indígena do continente.

Na Colômbia, Granado e Guevara caem no meio de uma situação de guerra civil, com centenas de milhares de mortos. São detidos e libertados pouco depois.


No ano seguinte, Ernesto inicia uma segunda viagem pelo continente latino-americano, desta vez com o seu amigo Carlos Ferrer. Ambos vão reunir-se a Alberto Granado, que entretanto estava a viver na Colômbia. Daí, Ernesto segue para a Guatemala, que encontrará em processo de profunda ebulição. O governo de Jacobo Árbenz procura controlar recursos do país que se encontravam nas mãos de uma multinacional norte-americana, mas acha-se por esse motivo na mira de preparativos golpistas promovidos pela CIA.

Corre o ano de 1954. Ernesto procura um emprego como médico. É nesse tempo que encontra uma militante política e refugiada peruana, Hilda Gadea, com quem virá a casar-se. Em junho do mesmo ano, a Guatemala é invadida por um exército mercenário apoiado pelos EUA e Ernesto integra-se como voluntário numa brigada de médicos militares. Mas o comando do Exército dá então um golpe de Estado, que o obriga a procurar refúgio no México, onde mais tarde se reencontrará com Hilda Gadea.

Com Hilda Gadea.

No México, conhece Raul Castro, e depois o irmão, Fidel, que aí foi instalar-se em 1955, depois de ter saído da prisão em Cuba. Integra-se no Movimento 26 de Julho (M26J) e passa a participar nos treinos de uma força expedicionária para desembarcar em Cuba. Mas a polícia mexicana, alertada, detém os membros da força. A primeira foto conhecida em que surgem juntos Fidel e o “Che” é uma em que se preparam para sair da cadeia.

Fidel à esquerda, “Che” à direita (ao serem libertados da prisão).

Em 25 de Novembro de 1956, o M26J consegue finalmente fazer navegar até Cuba o pequeno navio “Granma”, com 82 guerrilheiros a bordo. No desembarque, perde a maior parte do armamento. Numa emboscada, quase logo a seguir, perde a maior parte dos combatentes. Do grupo inicial, apenas sobreviveram, no máximo, duas dezenas. O comunicado oficial dá como mortos os dois irmãos Castro e o “Che”.

A família do “Che” chega a acreditar que ele esteja morto. Na realidade, tinha sofrido um ferimento superficial. No final do ano, consegue fazer chegar à família, na Argentina, uma mensagem inesperada. Das suas sete vidas, diz, ainda só gastou duas.

À direita, com Raul Castro.

À direita, com Camilo Cienfuegos.

Na guerrilha, o “Che” tornara-se entretanto, a par de Fidel e Raul Castro, um dos comandantes mais destacados. À frente da 4ª Coluna, trabalha em estreita colaboração com um outro dirigente, que viria a morrer prematuramente, Camilo Cienfuegos. 

Torna-se conhecido pelo rigor com que exige das suas tropas um tratamento digno e humano para os prisioneiros inimigos. Por outro lado, não hesita em executar, ele próprio, um espião infiltrado, que revelara às tropas de Fulgencio Batista uma localização da guerrilha, provocando desse modo baixas importantes.

Posteriormente, o “Che” e Cienfuegos virão a encontrar-se à frente de duas colunas que, em meados de 1958, recebem a missão de tomar a cidade de Santa Clara. A operação era decisiva para o avanço sobre a capital e conclui-se com a tomada de um comboio que transportava tropas de reforço. A vitória na batalha de Santa Clara precipita a fuga de Fulgencio Batista – que virá a terminar, depois de algumas etapas intermédias, no exílio português, até ao fim da vida.

Datam da batalha de Santa Clara as famosas fotos do “Che” ferido, com um braço ao peito. Em Santa Clara mantém a política de tratar correctamente os soldados inimigos, para encorajar a sua rendição sem combate. Mas manda executar com processos sumaríssimos os responsáveis militares e policiais conhecidos por terem cometido crimes e torturas. Posteriormente, após a vitória da revolução, o “Che” presidirá a um tribunal que condena à morte numerosos torturadores da polícia de Batista.


Rapidamente os Estados Unidos passam de uma relativa neutralidade para uma aberta hostilização de Cuba. A panóplia de meios usados contra a revolução inclui o boicote à importação de açúcar cubano e, em breve, atentados bombistas contra navios, instalações e pessoas. 

Em 1960, numa manifestação de protesto contra um atentado mortífero cometido no porto da Havana, o “Che” vê-se surpreendido pela objectiva do fotógrafo Alberto Korda. Daí resulta a foto mais famosa do século XX, pela qual o autor nunca recebeu quaisquer direitos.



Nos primeiros tempos, a revolução segue uma curva de radicalizações sucessivas. O “Che”, conhecido como principal partidário de uma transformação socialista da economia, ganha peso político nesse processo. As imagens da época testemunham o seu protagonismo.

“Che”, ao centro, com o presidente Osvaldo Dorticos, à sua mão direita, e com Fidel.


Com Raul Castro. 

Com Fidel, numa pescaria. 

Com Fidel, jogando golfe.

Entretanto, também no plano internacional o “Che” será durante algum tempo o rosto mais visível da revolução cubana. Intervém na ONU, para denunciar o imperialismo norte-americano. Visita a URSS por várias vezes e reúne-se com Kruchtchev. Visita a China e reúne-se com Mao Tse Tung. Na África negra será interlocutor do presidente ganês Kwame N’Krumah. No mundo árabe estende pontes para o dirigente argelino Ahmed Ben Bella e para o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. Na Índia, dialoga com Nehru.

Na Assembleia Geral da ONU.

Embora sem qualquer cargo formal na condução da política externa, o "Che" desdobra-se em contactos internacionais. O novo regime cubano faz uso do seu prestígio, mas ele próprio se empenha nesses contactos, por iniciativa que corresponde à sua visão internacionalista da revolução. É de então que data, nomeadamente, a sua tentativa frustrada de contactar com Mário Soares, em 1964 a visitar Cuba sob a falsa identidade de um jornalista desportivo brasileiro.
Com Mao Tse Tung.


Passeando no Kremlin, em 1964.


Em reunião com Kruschev.

Recebido no aeroporto de Argel por Ben Bella.


Com Kwame N’Krumah.

Com Salvador Allende.

Para além do diálogo com os políticos terceiro-mundistas mais destacados do seu tempo, o “Che” será também um interlocutor de vários nomes da arte e da literatura. Tem assim a ocasião de se reunir com quem fora um dos seus escritores preferidos, Jean-Paul Sartre, por ocasião de uma visita deste a Cuba na companhia de Simone de Beauvoir.


Com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.

Em Cuba, o novo regime sobrevivera entretanto à tentativa de invasão da Baía dos Porcos (1961) e à Crise dos Mísseis (1962). A revolução invadida, cercada, embargada, continua de pé. Perdeu-se a euforia dos primeiros tempos e o ambiente festivo vai dando lugar a uma rotina. 

As imagens da época documentam um “Che” que encontra tempo para alguns dos desportos mais em voga, como o baseball, ou para a sua velha aficção pelo xadrez. 




E há tempo para uma vida privada. O “Che” volta a casar-se, agora com Aleida March, que fora guerrilheira na Sierra Maestra e assumira funções administrativas após a vitória. Dela terá dois filhos e duas filhas. Uma das filhas, Aleida Guevara, viria mais tarde a ser médica da missão militar cubana em Angola.



Para contornar as dificuldades quotidianas de abastecimento, os responsáveis do novo regime têm acesso a soluções que estão vedadas ao comum dos mortais. Ao notar em sua casa a existência de géneros que escasseiam por todo o lado, o “Che” inquire como foram conseguidos. Informado sobre um outro expediente usados, recusa-os indignado, por não querer qualquer privilégio.

Começara entretanto a elaborar uma bateria de argumentos sobre a luta por um “homem novo” e sobre o valor do exemplo moral nesse processo. Empenha-se por isso em dar, ele próprio, o exemplo , nas jornadas de trabalho voluntárias. 

Corta cana de açúcar, de machete em punho, empilha sacas, conduz tractores – mesmo quando, em plena crise de asma, as fotos o mostram com a fisionomia deformada pelo consumo de cortisona.




Mas as virtudes do exemplo mostram-se insuficientes para vergar as realidades da economia. O “Che” assume responsabilidades de topo na política económica. É governador do banco nacional, e desse tempo ficam as notas de banco com a singela assinatura: “Che”. Dirige o instituto da reforma agrária e deixa como herança um campo libertado dos latifúndios. 

Assume, enfim, o Ministério da Indústria e esbarra no subdesenvolvimento de um sector que assim está condenado a permanecer, se se mantiver a política oficial de concentrar recursos na monocultura e exportação do açúcar. Em consequência, o “Che” preconiza uma diversificação da economia cubana. Aparentemente, resulta daí uma divergência séria com Fidel. A sua popularidade não o poupa a um isolamento político crescente.

Uma anedota cursa em Cuba, por vezes contada pelo próprio Fidel, para criticar em tom de bonomia a impreparação do “Che” para assumir responsabilidades na política económica: um dia, numa reunião, teria dito Fidel que era preciso um “bom economista” para o Ministério da Indústria. O “Che”, cansado, ouve mal e entende que se procura um “bom comunista”. Levanta o braço, voluntário, e fica ministro por engano. Mas a divergência era autêntica, não era um equívoco.


O “Che” vai-se mostrando cada vez mais descontente com uma economia que se baseia na exportação quase exclusiva do açúcar, com toda a dependência que isso cria em relação à URSS. No final de 1964, decide demitir-se do governo e empenhar-se em exportar a revolução.

Trata, em primeiro lugar, de fazê-lo para África. No início do ano seguinte, envia uma carta a Fidel explicando a sua decisão. Com 120 militares cubanos, parte para o Congo, para combater ao lado do movimento dirigido desde o exílio por Cristophe Gbenye. Datam de então alguns dos seus contactos com movimentos de libertação das ex-colónias portuguesas.

Mas a pequena guerrilha do “Che” permanecerá sempre um corpo estranho em África. Em Novembro de 1965, terá de retirar ingloriamente. Os diários do “Che” sobre a malograda experiência africana serão publicados mais tarde com o título “O ano que estivemos em parte nenhuma”, aludindo ao secretismo que rodeou a sua saída de Cuba e às especulações da imprensa internacional, que ocasionalmente o deram como morto, a mando de Fidel.


O “Che” passa depois algum tempo em Praga, onde escreve desenvolvidamente sobre a economia do bloco de Leste. Os cadernos, demasiado críticos sobre essa realidade, permanecem inéditos até hoje. Em Julho de 1966, regressa a Cuba, novamente com um plano de exportar a revolução. O país de destino será, desta vez, a Bolívia.

Fidel, mais uma vez, apoia o projecto e a constituição do grupo guerrilheiro que acompanhará o “Che”. Reúne-se com o “Che” para discutir o projecto e informa-se minuciosamente sobre os preparativos da operação, nomeadamente o passaporte falso e o disfarce do “Che”.

O “Che” (à esq.), com Fidel examinando o passaporte falso.


O “Che” em vários dos seus disfarces.

O passaporte falso do “Che” .
O estudo que a CIA fez do passaporte, para identificar o portador.

O “Che” entra, assim, clandestinamente na Bolívia para iniciar o combate contra a ditadura do general René Barrientos. Acompanham-no 46 combatentes, na sua maioria bolivianos e cubanos. O seu diário da Bolívia inicia-se em 7 de novembro de 1966. Depois disso irá viver apenas 11 meses.

A crónica desse ano incompleto é a de sucessivas emboscadas ou confrontos sofridos pela guerrilha, cada vez mais enfrquecida e encurralada. Para além de contactos esporádicos, não consegue enraizar a sua guerrilha na população do campo.
Fidel sobre Mario Monge
"Assim, o chefe do Partido Comunista de um país que se chama Bolívia (...) não fez mais do que entrar em vergonhosas, ridículas e imerecidas exigências de comando".

Sofre também as consequências da desconfiança e da hostilidade do Partido Comunista Boliviano, chefiado por Mario Monge, que quer ver reconhecida a si próprio uma liderança política formal sobre toda a actividade da guerrilha.

O próprio Fidel virá a verberar mais tarde, em termos duros, o comportamento dos comunistas bolivianos, como co-responsável pelo isolamento do "Che".


Em 8 de outubro, o que resta das forças do “Che” vê-se cercado por tropas governamentais, enquadradas por agentes da CIA. Dos 47 iniciais, já só existem 17. Parte deles, está doente e enfraquecida. O “Che” decide ficar para trás, a cobrir a retirada dos doentes e feridos. Consegue reter durante três horas as tropas inimigas, mas três dos seus companheiros são mortos. Ele próprio sofre um ferimento ligeiro e é capturado.

Última foto do "Che" em vida, após ser capturado.

A ordem para o “Che” ser executado não veio pela cadeia de comando boliviana, e sim, directamente, da CIA. Foi transmitida pelo seu mais qualificado agente no local, Félix Rodríguez, ao sargento Mario Terán. Este recebeu ordens para visar o “Che” abaixo do pescoço, para parecer que morrera em combate.

Numa entrevista à Paris-Match, dez anos depois, Terán relata assim o assassínio:

“Esse foi o pior momento da minha vida. Quando cheguei, o ‘Che’ estava sentado num banco. Quando me viu, disse: ‘Você veio matar-me’. Senti-me intimidado e baixei a cabeça sem responder. Perguntou-me: ‘O que disseram os outros?’. Respondi-lhe que não disseram nada e ele disse: “Eram uns valentes!’. Não me atrevi a disparar. Nesse momento vi o ‘Che’, grande, enorme. Os olhos dele brilhavam intensamente. Pensei que se atirava contra mim e, quando me olhou fixamente, senti uma tontura. Pensei que com um movimento rápido o ‘Che’ podia tirar-me a arma. Mas disse-me: ‘Acalme-se e aponte bem! Vai matar um homem!’ Então dei um passo atrás, em direcção à ombreira da porta, fechei os olhos e disparei a primeira rajada. O ‘Che’, com as pernas destroçadas, caiu no chão, contorceu-se e começou a esguichar muito sangue. Eu retomei o ânimo e disparei a segunda rajada, que o atingiu num braço, no ombro e no coração. Estava morto”.

O corpo do “Che” será depois exibido como um troféu, fotografado, amputado das duas mãos, para provar a sua morte com as impressões digitais, e enterrado sob a pista de aviação de Valle Grande, em local que havia de permanecer secreto durante três décadas.


Os assassinos apoderam-se do seu diário e tratam de publicá-lo para ganhar dinheiro. Ao clamor que se levanta, a protestar contra esse roubo de direitos de autor que deviam pertencer à família do morto, respondem que o diário é um despojo de guerra.

No final, de nada lhes serve: os serviços secretos cubanos conseguem obter uma cópia, através de um infiltrado no exército boliviano, e Fidel manda entregar o manuscrito a Giangiaccomo Feltrinelli. O lendário editor italiano publica o livro em tempo record. Desse modo, antecipa-se irremediavelmente aos que mataram o “Che” e queriam enriquecer à sua custa.

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