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Microsoft. Ciberataques estatais "aumentaram nível de eficácia" no último ano
O Relatório de Defesa Digital divulgado esta sexta-feira pela Microsoft, revela que o nível de eficácia dos ciberataques por parte dos estados-nação aumentou de 20 para 40 por cento no decorrer do último ano. Rússia, Irão, Coreia do Norte e China são os principais autores.
A empresa destaca, este ano, a “guerra híbrida” em curso na Ucrânia, com ataques “físicos e digitais” por parte da Rússia sobretudo desde fevereiro deste ano.
“O aumento da eficácia dos ataques de estado-nação é justificado pelos avanços da Rússia na tentativa de destruição das infraestruturas críticas da Ucrânia e respetiva espionagem aos países aliados”, destaca a Microsoft no Relatório de Defesa Digital.
“A 23 de fevereiro de 2022, o mundo da segurança cibernética entrou numa nova era, a era da guerra híbrida. Naquele dia, horas antes do lançamento de mísseis e antes dos ataques atravessarem as fronteiras, responsáveis russos lançaram um ataque cibernético massivo e destrutivo contra o governo, tecnologia e setor financeiro ucraniano”, destaca Tom Burt, vice-presidente da Microsoft.
No total, 90 por cento dos ataques detetados com proveniência da Rússia “visaram os Estados-membros da NATO”, sendo que 48 por cento desses ataques “comprometeram empresas de TI [tecnologias de informação] ” sediadas nesses mesmos países.
Para além da Rússia, outros países como o Irão, Coreia do Norte ou China também levaram a cabo ataques cibernéticos. Os principais objetivos destes são a recolha de informação, interrupção de processos e serviços, roubo de criptomoedas ou destruição de dados e ainda obtenção de receitas.
De acordo com o relatório divulgado esta sexta-feira, a Microsoft diz ter bloqueado 37 mil milhões de ameaças por correio eletrónico e 34,7 mil milhões de ameaças de roubo de identidade entre julho de 2021 e junho de 2022.
Os principais setores afetados pelos ataques de estados-nação detetados pela Microsoft são as tecnologias de informação, organizações não-governamentais e grupos de reflexão, educação, governos, finanças, meios de comunicação, serviços de saúde, transportes, organizações intergovernamentais e comunicações.
Também os ataques de ransomware e phishing continuam a aumentar. De acordo com o relatório da empresa tecnológica, só no ultimo ano registaram-se, por segundo, cerca de 921 ataques a passwords, o que representa um aumento de 74 por cento em relação ao período homólogo.
Os ataques de ransomware - um malware de sequestro de dados mediante pagamento de resgate – duplicaram este ano e afetaram setores como a Indústria, Saúde, Retalho, Educação, Energia, Finanças, Governos e Tecnologias de Informação.
De igual forma, os e-mails de phishing também aumentaram. A Microsoft detetou cerca de 710 milhões de mensagens bloqueadas por semana. Os temas relacionados com a Covid-19 foram menos prevalecentes do que em 2020, com a guerra na Ucrânia a gerar novas estratégias de phising.
Logo desde março de 2022, a Microsoft detetou “emails a fazerem-se passar por organizações legítimas que solicitam doações em Bitcoin e Ethereum [duas criptomoedas], alegadamente para apoiar cidadãos ucranianos”.
“O aumento da eficácia dos ataques de estado-nação é justificado pelos avanços da Rússia na tentativa de destruição das infraestruturas críticas da Ucrânia e respetiva espionagem aos países aliados”, destaca a Microsoft no Relatório de Defesa Digital.
O relatório abrange o período entre julho de 2021 e junho de 2022 e avaliou mais de 43 triliões de sinais diários.
Entre os principais aliados atacados estão os Estados Unidos (55 por cento dos ataques), Reino Unido (8 por cento), Canadá (3 por cento), Alemanha (3 por cento) e Suíça (2 por cento).
“A 23 de fevereiro de 2022, o mundo da segurança cibernética entrou numa nova era, a era da guerra híbrida. Naquele dia, horas antes do lançamento de mísseis e antes dos ataques atravessarem as fronteiras, responsáveis russos lançaram um ataque cibernético massivo e destrutivo contra o governo, tecnologia e setor financeiro ucraniano”, destaca Tom Burt, vice-presidente da Microsoft.
No total, 90 por cento dos ataques detetados com proveniência da Rússia “visaram os Estados-membros da NATO”, sendo que 48 por cento desses ataques “comprometeram empresas de TI [tecnologias de informação] ” sediadas nesses mesmos países.
Para além da Rússia, outros países como o Irão, Coreia do Norte ou China também levaram a cabo ataques cibernéticos. Os principais objetivos destes são a recolha de informação, interrupção de processos e serviços, roubo de criptomoedas ou destruição de dados e ainda obtenção de receitas.
De acordo com o relatório divulgado esta sexta-feira, a Microsoft diz ter bloqueado 37 mil milhões de ameaças por correio eletrónico e 34,7 mil milhões de ameaças de roubo de identidade entre julho de 2021 e junho de 2022.
Os principais setores afetados pelos ataques de estados-nação detetados pela Microsoft são as tecnologias de informação, organizações não-governamentais e grupos de reflexão, educação, governos, finanças, meios de comunicação, serviços de saúde, transportes, organizações intergovernamentais e comunicações.
Também os ataques de ransomware e phishing continuam a aumentar. De acordo com o relatório da empresa tecnológica, só no ultimo ano registaram-se, por segundo, cerca de 921 ataques a passwords, o que representa um aumento de 74 por cento em relação ao período homólogo.
Os ataques de ransomware - um malware de sequestro de dados mediante pagamento de resgate – duplicaram este ano e afetaram setores como a Indústria, Saúde, Retalho, Educação, Energia, Finanças, Governos e Tecnologias de Informação.
De igual forma, os e-mails de phishing também aumentaram. A Microsoft detetou cerca de 710 milhões de mensagens bloqueadas por semana. Os temas relacionados com a Covid-19 foram menos prevalecentes do que em 2020, com a guerra na Ucrânia a gerar novas estratégias de phising.
Logo desde março de 2022, a Microsoft detetou “emails a fazerem-se passar por organizações legítimas que solicitam doações em Bitcoin e Ethereum [duas criptomoedas], alegadamente para apoiar cidadãos ucranianos”.