Irão ameaça atacar embaixadas israelitas "em todo o mundo" caso Israel ataque embaixada no Líbano
"Se Israel cometer tal crime, obriga-nos a tornar todas as embaixadas israelitas do mundo alvos legítimos", declarou Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas do país, em transmissão ao vivo pela televisão iraniana.
As Forças Armadas de Israel haviam alertado "os representantes do regime terrorista iraniano que ainda estavam no Líbano na terça-feira para que deixassem o país imediatamente ou corressem o risco de serem alvejados", dando-lhes 24 horas para partir.
China vai enviar enviado para mediar negociações
Pequim "enviará um enviado especial para assuntos do Médio Oriente aos países da região para facilitar a mediação", disse Wang Yi durante uma conversa telefónica com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, segundo comunicado oficial de Pequim.
A China é próxima do Irão e apoia Teerão na defesa da soberania, ao mesmo tempo em que insta Israel e os Estados Unidos a cessarem operações militares.
Pequim "sempre foi uma força para a paz e está disposta a continuar a desempenhar um papel construtivo".
"A China insta veementemente todas as partes a retornarem ao diálogo e às negociações o mais breve possível e a evitarem uma escalada ainda maior das tensões", acrescentou.
Doha afirma que Irão não tinha como alvo apenas interesses norte-americanos no Catar
Líbano. Mais de 83.000 deslocados, 72 mortos e combates a sul
EUA dizem que lançamentos de mísseis e ataques com drones iranianos diminuíram drasticamente
Quanto aos ataques com drones, "diminuíram 73 por cento em comparação com os primeiros dias". Teerão lançou "mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em toda a região" desde o início da ofensiva israelo-americana no sábado.
Berlim adverte EUA e Israel que conflitos não se resolvem "apenas pela via militar"
"É uma ilusão pensar que os conflitos na região podem ser resolvidos apenas pela força militar e por ações unilaterais", disse o social-democrata Boris Pistorius aos parlamentares alemães, prometendo que Berlim "continuará a enfatizar isso aos seus amigos americanos e israelitas".
Pistorius salientou que é "muito mais fácil começar uma guerra do que terminá-la". Segundo o mesmo, "é necessária uma estratégia de saída sólida". E "por enquanto", disse, "não vê nenhuma".
Durante um encontro na terça-feira na Casa Branca com o presidente Donald Trump, o ministro dos Negócios Estrangeiros Friedrich Merz afirmou estar "em sintonia (com o presidente norte-americano) quanto ao derrube deste terrível regime em Teerão".
Kaja Kallas. Governo do Irão está a dar argumentos "à sua própria ruína"
Questionado sobre o incidente, o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radosław Sikorski, afirmou: "O Irão está a alargar a guerra aos países que não o atacaram... há um ditado popular que diz que é pior do que um crime, é um erro."
Israel insta residentes a abandonar sul do Líbano
Desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, a milícia xiita libanesa, Hezbollah, lançou drones e rockets contra Israel na segunda-feira, provocando uma retaliação israelita que matou dezenas de pessoas.
Quase 60 mil pessoas fugiram dos combates, segundo as Nações Unidas, somando-se às dezenas de milhares que já tinham sido deslocadas pela guerra de 2024 entre o Hezbollah e Israel.
Um porta-voz militar israelita publicou na quarta-feira um mapa da zona no sul do Líbano que, segundo ele, os residentes deveriam evacuar, uma área que corresponde a cerca de 8% do território libanês.
"Tentamos evitar a guerra". Presidente do Irão envia mensagem a países vizinhos
"Suas Majestades, Chefes de Estado de países amigos e vizinhos, procurámos, através da diplomacia, evitar a guerra, mas a agressão militar americano-sionista não nos deixou outra alternativa senão defendermo-nos", escreveu.
"Respeitamos a vossa soberania e acreditamos que a segurança e a estabilidade da região devem ser alcançadas através dos esforços colectivos das vossas nações", acrescentou, ao justificar os recentes ataques às bases militares dos EUA no Médio Oriente e a estruturas civis, como aeroportos e portos.
Forças norte-americanas atacaram ou afundaram mais de 20 navios iranianos
Líbano: 27 detidos por posse de armas após proibição do Hezbollah
Em comunicado, o exército especificou que deteve "26 libaneses e um palestiniano em várias zonas" nos últimos dois dias por "posse ilegal de armas e munições".
Na segunda-feira, as autoridades decidiram pela "proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah", depois de o grupo ter arrastado o Líbano para o conflito regional ao lançar ataques contra Israel em solidariedade com o Irão.
Maersk suspende todas as reservas de e para o Golfo Pérsico "até novo aviso"
"Temporariamente, não estamos a aceitar reservas de frete de importação ou exportação de e para os Emirados Árabes Unidos, Omã (todos os portos, exceto Salalah), Iraque, Kuwait, Qatar, Bahrein e Arábia Saudita (apenas Dammam e Jubail) até novo aviso", afirmou a empresa em comunicado.
Estão a ser feitas exceções para alimentos essenciais e bens de primeira necessidade, e a medida não se aplica à Jordânia e ao Líbano, esclareceu o grupo, que detém atualmente dois navios no Golfo Pérsico.
Montenegro diz que prioridade são operações de repatriamento
"Temos já em curso operações de repatriamento que estão, neste momento, a decorrer e que, naturalmente, têm contornos que não podem ser totalmente publicitados, precisamente por razão da segurança", disse.
Também de acordo com o primeiro-ministro, o Governo convocou uma reunião extraordinária do Gabinete Coordenador de Segurança para reforçar as medidas de segurança interna.
Montenegro. Uso das Lajes obedeceu a 3 critérios e "salvaguardou o "interesse nacional"
Catar insta o Irão a "cessar imediatamente" ataques
Mísseis e drones iranianos "atingiram civis e áreas residenciais no Catar", enfatizou o primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, durante uma conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.
Durante a chamada, ele também acusou Teerão de tentar "prejudicar os vizinhos e arrastá-los para uma guerra que não lhes pertence", segundo um comunicado.
Forças israelitas entraram em várias aldeias na fronteira sul do Líbano
"As forças israelitas estão presentes hoje em diversas vilas e cidades", incluindo Houla, Kfar Kila, Kfar Chouba, Yaroun e Khiam, a seis quilómetros da fronteira, disse uma fonte da ONU à AFP.
Agências de viagens estimam entre 500 e mil pessoas com dificuldades em regressar
Os viajantes retidos devido ao conflito no Irão serão mais de mil, segundo a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), com a Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) a apontar para cerca de 500.
Em resposta a perguntas da Lusa, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, indicou que ainda está a ser recolhida informação "que é ela própria muito dinâmica", mas pode afirmar que haverá "mais de mil pessoas com dificuldades em regressar, quer por estarem na zona do conflito, quer por terem itinerários de regresso que incluem espaço aéreo condicionado".
Por sua vez, Miguel Quintas, presidente da ANAV, disse que, de acordo com contactos diários com os clientes, estimam "que existam algumas centenas de pessoas nas zonas afetadas (entre 400 a 500 pessoas)", sendo que "muitos destes portugueses `não-clientes` das agências de viagens" têm pedido apoio para informações de reservas e voos.
"O repatriamento será realizado assim que os voos possam chegar e sair das zonas afetadas pela guerra, sempre dentro da máxima segurança, sendo que temos conhecimento de alguns voos esporádicos já foram realizados desde Abu Dhabi e Dubai", indicou.
O presidente da APAVT referiu que "as agências de viagens estão, naturalmente, a acompanhar todos os seus clientes, com o objetivo de controlarem as condições da estada, bem como de programarem os regressos, de acordo com o espaço aéreo aberto em cada momento", encontrando-se em contacto com a Secretaria de Estado das Comunidades e integrando um Gabinete de Crise na Confederação Europeia das Agências de Viagens.
Já o presidente da ANAV alertou para o aumento de custos com viagens, tendo em conta o contexto. "Se a instabilidade se prolongar no tempo é muito provável que os preços aumentem para os destinos fora da zona de conflito", devido à aviação, com os custos dos desvios de rotas e devido ao pacote turístico, por causa da "necessidade de se realizarem novas contratações de alojamento. A procura crescente para novos destinos, "os custos operacionais de contratação e seguros, podem também levar ao aumento dos respetivos preços".
O presidente da APAVT, por sua vez, apontou pressão sobre os preços "sobretudo por capacidade reduzida e necessidade de reacomodar passageiros em alternativas", o que tende "a traduzir-se em condições comerciais mais voláteis e, em alguns casos, aumento de preços nas opções remanescentes".
Pedro Costa Ferreira apontou ainda cancelamentos, indicando desde logo que "há partidas para os próximos dias, que estão prejudicadas por falta de condições nos destinos e/ou por dificuldades de cumprir a viagem, pelo condicionamento atual do espaço aéreo".
Miguel Quintas, por sua vez, destacou que "as agências estão a registar um aumento relevante de pedidos nas últimas 48 horas, sobretudo adiamentos e remarcações (mais do que cancelamentos efetivos)".
Segundo o presidente da ANAV, "a causa principal é a incerteza operacional", com aeroportos e rotas condicionados, assim como "alterações de percurso e risco de ligações perdidas".
Ainda de acordo com Miguel Quintas, "os destinos mais afetados são os do corredor de risco e, sobretudo, os `hubs` que multiplicam itinerários: Dubai, Doha, Abu Dhabi, e também Telavive, Beirute e Riade (estes via escalas)".
O presidente da ANAV destacou que se pode esperar um "efeito psicológico" em "alguns pedidos para o Mediterrâneo Oriental, com procura de alternativas mais a oeste".
Quanto às perspetivas para os próximos meses, o presidente da APAVT apontou que "dependem da evolução do conflito e das restrições de espaço aéreo e operações", apontando para já, um "cenário de elevada incerteza e provável volatilidade nas próximas semanas, com impacto direto nas rotas que dependem do corredor do Médio Oriente".
O presidente da ANAV, ainda que reconhecendo que se "desconhece a dimensão e o tempo que durará o conflito", alertou que se "os eventos se prolongarem no tempo, é possível que surjam destinos de substituição".
Para Miguel Quintas, a maior probabilidade passa por troca por voos de longa distância para destinos "neutros em segurança", como Caraíbas, Sudeste Asiático, Oceano Índico, "para públicos que querem reduzir exposição a corredores aéreos sensíveis e desejam luxo". Outra opção será troca de "região por região", ou seja, "quem ia para Golfo/Levante poderá optar por Turquia, Grécia e eventualmente Chipre e parte do Egito.
Menos provável será uma troca por "sol e praia seguro", para Espanha, Canárias, Portugal, Marrocos, Tunísia.
Turquia convoca enviado iraniano para protestar contra míssil balístico
O porta-voz disse que a Turquia está "em contacto com os aliados da NATO", organização a que pertence, segundo uma declaração divulgada nas redes sociais citada pela agência de notícias espanhola EFE.
Montenegro. Presidente, Presidente eleito e partidos foram "consultados"
Esse "pedido formal para a utilização da Base das Lajes ocorreu na tarde de dia 28", mas, frisou Montenegro, "nós antecipa-mo-lo".
Montenegro. "Não houve nenhuma informação adicional a Portugal" antes do ataque
Montenegro diz não haver dúvidas que Portugal tem "relação muito mais próxima" com EUA do que com Irão
Luís Montenegro referiu-se ao Irão como um país que “viola de forma reiterada o direito internacional e que tem em curso um programa nuclear”, enquanto os EUA são um parceiro e membro da NATO.
“Que não haja dúvidas que Portugal tem objetivamente uma relação muito mais próxima com o nosso aliado, os Estados Unidos da América”, vincou.
Montenegro respondia à questão de José Luís Carneiro, que começou a intervenção dizendo "de forma clara e inequívoca" que o PS condena a intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel no Irão, mas também repudia o regime "teocrático" iraniano.
Na resposta, o primeiro-ministro assegurou que “o Governo português obviamente fez a sua análise e a sua interação em toda esta tripla dimensão: União Europeia, NATO, parceiros na zona do Golfo”.
A prioridade de Portugal “é a proteção e segurança dos portugueses que residem ou se encontram naquela região”, frisou Luís Montenegro.
“Portugal tem uma tradição muito saudável” de, em matérias de política externa, “ter um largo consenso” e um “respeito pelo direito internacional, pela carta das Nações Unidas, pelo papel de Portugal no mundo”, acrescentou.
“Tendo havido uma ação militar dos EUA, Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido nessa ação militar. O que não quer dizer que não esteja a acompanhar desde a primeira hora”, disse ainda.
O Estado português “defende a via diplomática e negocial para garantir a paz internacional”.
Montenegro admite avançar com desconto extraordinário e temporário do ISP
O primeiro-ministro admitiu hoje que o Governo poderá avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verifique um aumento de 10 cêntimos face ao valor desta semana.
Esta posição foi transmitida por Luís Montenegro no debate quinzenal, no parlamento, em resposta a uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, sobre as consequências económicas da intervenção norte-americana e israelita no Irão.
"Dentro da orientação que foi dada a vários membros do Governo para não desvalorizarem os efeitos que o conflito [com o Irão] possa ter na nossa dinâmica económica, estamos em condições de dizer que um desses efeitos pode vir a ser o aumento do preço dos combustíveis", começou por apontar o líder do executivo.
Nesse sentido, segundo Luís Montenegro, caso se verifique uma subida de preço da gasolina e do gasóleo superiores a 10 cêntimos face ao valor desta semana, nesse cenário, "o Governo vai introduzir um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar o adicional da receita do IVA".
"Por esta forma, devolve-se todo esse adicional às portuguesas e aos portugueses e às empresas", acrescentou o primeiro-ministro.
Nova Zelândia envia dois C-130J Hercules para o Médio Oriente para evacuações
O governo informou que existem atualmente cerca de 3.000 neozelandeses registados como residentes no Médio Oriente.
“Os acontecimentos no Médio Oriente são dinâmicos, perigosos e complexos – e o nosso principal foco é auxiliar os neozelandeses da região, na medida do possível, neste ambiente de segurança extremamente desafiante”, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Winston Peters, em comunicado.
Acrescentou que o envio de dois aviões, juntamente com a equipa consular, visa garantir que “estão prontos, quando as condições o permitirem, para auxiliar em quaisquer operações de evacuação de civis”.
Cruzeiros no Médio Oriente suspensos
A Associação Internacional de Linhas de Cruzeiro (CLIA) anunciou hoje a suspensão de todos os itinerários para o Médio Oriente, após os ataques dos EUA e de Israel ao Irão.
A CLIA reúne empresas que operam mais de 310 navios.
Em declarações à agência estatal grega AMNA, a diretora da associação, Maria Deligianni, disse que, pelo menos, seis navios de cruzeiros continuam ancorados nos portos do Dubai, Abu Dhabi e Doha, com milhares de passageiros impossibilitados de regressar a casa, após a suspensão das ligações aéreas.
A companhia de navegação grega Celestyal comuicou hoje o cancelamento de dois itinerários de cruzeiro - um com partida de Doha, no Qatar, entre os dias 07 e 14 de março e outro com partida do Dubai, Emirados Árabes Unidos, entre 09 e 16 de março.
O principal sindicato marítimo da Grécia - o PNO -, convocou uma greve de 24 horas para esta quarta-feira, exigindo que o Governo grego declare como "zona de guerra" a que abrange o Golfo do Pérsico, o Mar Vermelho e o Mar Arábico, proibindo assim a navegação de navios na região.
Intervenção militar dos EUA é "um perigo real" para Cuba
O embaixador de Cuba em Lisboa afirmou hoje que uma intervenção militar norte-americana, semelhante às que ocorreram na Venezuela e no Irão, constitui um "perigo real" para a ilha, face à "política agressiva" de Washington.
"Tudo é possível, realmente. Além disso, a sua política [dos Estados Unidos] é agressiva" e isso demonstra que "há um perigo real contra Cuba", disse José Ramón Saborido Loidi, em entrevista à agência Lusa.
O embaixador cubano adiantou que alguns setores da política norte-americana, "inclusive de extrema-direita", estão a pressionar para uma "ação mais rápida" sobre a ilha caribenha.
"Mas estamos tranquilos, preparados, o povo está preparado, há muitos anos que nos preparamos para isso, para a defesa, e o custo será evidentemente muito alto, e vamos realmente tentar evitar isso", defendeu.
Na passada sexta-feira, um dia antes do início dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que estava a ponderar uma "tomada de controlo pacífica" de Cuba.
"O Governo dos Estados Unidos, ou o Presidente Trump podem dizer qualquer coisa. Seria necessário traduzir um pouco o que isso significa", reagiu o diplomata cubano em relação às declarações do líder norte-americano.
"Muitos de nós sabemos realmente que nada disso é bom", continuou, defendendo que, no entanto, "a resposta do país e do povo é realmente aquilo pelo qual sempre lutou durante tantos e tantos anos: a sua soberania e a sua independência".
O embaixador referiu que o Governo cubano está sempre disponível para conversar com os Estados Unidos, em negociações que sejam em "igualdade de condições e respeito".
"Não se pode ir a uma conversa entre países partindo de posições de força, temos que sentarmo-nos à mesa de negociação em igualdade de condições e com o respeito que cada um merece", prosseguiu o representante diplomático de Havana, adiantando que, nessas condições, Cuba "sempre esteve disposta a sentar-se para negociar, para possibilidades reais".
"Porque temos muitas possibilidades", para "cooperar para o desenvolvimento da melhoria da assistência social, para ajudar, porque Cuba sempre foi solidária com o mundo", acrescentou.
Em janeiro, após a captura pelos Estados Unidos do líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana, Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano e Trump ordenou a imposição de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha, agravando a pior crise económica e social que o país vive desde 1959.
O Gabinete de Direitos Humanos da ONU assinalou que o bloqueio dos Estados Unidos viola a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, além de provocar o desmantelamento do sistema alimentar, sanitário e de abastecimento de água na ilha.
Esta foi uma entrevista à Lusa, cujas restantes declarações sobre o impacto do embargo petrolífero norte-americano e as implicações no setor do Turismo serão publicadas na quinta-feira.
China escolhe enviado especial para o Médio Oriente
Segundo o gabinete do ministro, este agradeceu numa chamada telefónica a contenção da Arábia Saudita e a insistência em resolver as diferenças através de meios pacíficos.
Noutra chamada telefónica com o MNE dos Emirados Árabes Unidos, Wang disse que a "linha vermelha" de proteger civis em conflitos não deve ser ultrapassada e que os alvos não militares, incluindo infraestruturas energéticas, não devem ser atacados.
Pelo menos 87 mortos após EUA terem afundado navio iraniano ao largo do Sri Lanka
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka avançou que pelo menos 87 pessoas morreram no ataque ao navio IRIS Dena, que estava a regressar ao Irão vindo de um porto no leste da Índia.
"Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais", disse Hegseth no Pentágono. "Em vez disso, foi afundado por um torpedo. Uma morte silenciosa".
O navio iraniano tinha participado num exercício naval realizado na Baía de Bengala de 18 a 25 de fevereiro.
Suíça planeia voo de Omã para ajudar cidadãos retidos
Macron reitera solidariedade com Sánchez
A conversa aconteceu depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter decidido cortar as relações comerciais com Madrid devido à recusa deste país em permitir que aeronaves americanas utilizem bases navais e aéreas do sul de Espanha para a ofensiva contra Teerão.
Primeiro voo de repariamento dirige-se para Lisboa
Chega esta quarta-feira a Lisboa o primeiro voo a sair do Dubai desde o início da guerra. Mas muitos outros continuam cancelados.
Segurança reforçada em sete embaixadas portuguesas
A segurança foi reforçada em sete embaixadas em Portugal devido à situação no Médio Oriente.
No grau de ameaça, Portugal está em nível significativo: 3 de 5.
Grande Entrevista. Durão Barroso avalia posição de Sánchez como "erro grave"
Durão Barroso diz que a posição de Espanha foi "um erro grave" que afastou Madrid de Washington e irritou o mundo árabe.
Durão Barroso é o convidado da Grande Entrevista, que pode ser vista na íntegra esta quarta-feira à noite.
Peritos da UE asseguram que abastecimento de gás está estável e não há impacto
Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia (UE) asseguraram hoje que o abastecimento de gás ao espaço comunitário "está estável" e "não há impacto" na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.
"A reunião do Grupo de Coordenação do Gás da UE com os países da UE e a Agência Internacional de Energia acaba de terminar. Confirmou-se que o abastecimento de gás está estável", escreveu a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia numa publicação na rede social X.
De acordo com tal mensagem, "atualmente não há impacto na segurança do abastecimento de gás da UE".
Ainda assim, "a Comissão continua a acompanhar a situação", é ainda referido.
PS defende que deve ser o primeiro-ministro a esclarecer utilização da Base das Lajes
O presidente do PS/Açores defendeu hoje que é o primeiro-ministro "quem deve falar ao povo português" sobre a Base das Lajes, nos Açores, e que os esclarecimentos do Governo devem ser dados no parlamento e não em entrevistas.
"Quem representa o Governo é o primeiro-ministro. Quem deve falar ao povo português é o primeiro-ministro. E mesmo quando falam outros membros do Governo, devem fazê-lo em declarações dirigidas ao povo português e não em entrevistas laterais", defendeu Francisco César em declarações aos jornalistas após uma reunião, na sede nacional do PS, em Lisboa, com personalidades políticas e académicas sobre a atual situação geopolítica internacional e a posição portuguesa.
Para o dirigente do PS, as entrevistas a órgãos de comunicação social, por "meritórias que sejam", "não estão dirigidas diretamente ao povo português"
Francisco César frisou que não é pedido ao Governo que divulgue informações confidenciais e que "são normais serem mantidas sob reserva", mas sim que explique aos portugueses, na Assembleia da República, a posição do país, bem como as garantias que foram pedidas aos Estados Unidos da América em relação à utilização base militar nos Açores.
O deputado açoriano disse que este encontro teve como objetivos, entre outros, "avaliar o trabalho e a posição do Estado português" e a utilização da Base das Lajes, em particular preparar as questões que serão feitas ao Governo sobre a "condução deste processo desde o início".
"Ou seja, a relação que foi tida com o Governo americano, os esclarecimentos que foram pedidos pela parte do Governo português aos Estados Unidos da América daquilo que tem a ver com a utilização da base americana, e também daquilo que tem a ver com a defesa do interesse nacional em todo este processo", detalhou.
Questionado sobre o facto de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, ter dito que Portugal concedeu aos Estados Unidos uma "autorização condicional" para utilização da Base das Lajes, Francisco César afirmou querer "perceber concretamente que explicações foram pedidas e que explicações foram dadas" e adiantou que essas perguntas serão feitas pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, no debate quinzenal desta tarde, no parlamento.
O socialista argumentou que "é da responsabilidade do Estado assegurar que as garantias que lhe são dadas são efetivamente cumpridas" e que "é da responsabilidade do maior partido português da oposição garantir" garantir que o Governo responde sobre estas matérias.
Francisco César defendeu também que no debate desta tarde o Governo deve fazer a sua avaliação deste ataque militar ao Irão à luz do direito internacional
Sobre a recusa de Espanha de permitir a utilização por parte dos EUA das bases militares no país para as operações relacionadas com os ataques ao Irão, Francisco César defendeu a afirmação da solidariedade com os países da União Europeia, nomeadamente com Espanha.
O líder do PS nos Açores também foi questionado sobre como é que a sua região se sente sobre os acontecimentos da última semana e respondeu que "quando há pouca informação" e o "Governo português não se dirige ao povo português as pessoas têm dúvidas e têm, naturalmente, preocupações".
Neste encontro, esteve também em análise, explicou o socialista, a situação dos cidadãos portugueses e a "necessidade que o Estado português tem de garantir a proteção de todos" os que se encontram em zona de conflito.
EUA mataram iraniano que alegadamente preparou plano de assassinato de Trump
"O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi capturado e morto. O Irão tentou matar o presidente Trump, mas foi o presidente Trump quem riu por último", disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa.
Hegseth não revelou o nome do iraniano, mas disse que a operação ocorreu na terça-feira.
Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano de estar envolvido num alegado plano ordenado pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica para assassinar Trump, então presidente eleito dos EUA.
EUA rejeitam que incidente na Turquia motive Artigo 5.º da NATO
Israel avança com plano de repatriamento "em dois movimentos"
O Governo israelita quer agilizar as entradas de israelitas que estão fora do país e querem regressar e as saídas de estrangeiros que querem abandonar o Estado hebraico.
Israel promete eliminar o próximo líder do Irão
Estará para breve o anúncio do sucessor de Ali Khamenei.
O Irão continua a responder aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel. Foi atingido o consulado norte-americano no Dubai.
Presidente da APRE! entre portugueses retidos em cruzeiro
Multiplicam-se os bombardeamentos sobre o Irão
Ataques aéreos israelitas e norte-americanos atingiram, nas últimas horas, dezenas de locais no Irão.
Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters
Cinco dias depois do início do conflito, são já centenas as vítimas mortais desta operação.
Voo do Dubai com destino a Portugal aterra às 19h30 em Lisboa
Mais de mil mortos iranianos nos ataques desde sábado
Pelo menos 1.045 pessoas morreram desde sábado no Irão na sequência dos ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos, afirmou a agência estatal Fundação dos Mártires e dos Assuntos dos Veteranos iraniana.
António Costa transmitiu a Sánchez "total solidariedade da UE com Espanha"
“Acabei de falar ao telefone com o presidente Pedro Sánchez para expressar a total solidariedade da UE com Espanha”, escreveu Costa na rede social X.
Acabo de mantener una llamada con el presidente @sanchezcastejon para expresar la plena solidaridad de la UE con España.
— António Costa (@eucopresident) March 4, 2026
La UE siempre garantizará que los intereses de sus Estados miembros estén plenamente protegidos.
Reafirmamos nuestro firme compromiso con los principios del…
Enviados da RTP abrigados em bunker em Israel após alertas de mísseis
Perante um momento de ameaça, os enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, tiveram de se abrigar num bunker.
A equipa da RTP está neste momento no piso -2 de um hotel, numa sala com porta blindada e paredes de betão.
Neste momento, para além dos dois repórteres portugueses estão também duas funcionárias do hotel e quatro hóspedes.
Esses hóspedes - um casal francês e outro russo - aguardam para sair de Israel.
Israel estará a planear atacar Irão durante "pelo menos" mais uma ou duas semanas
"Dentro do Exército, estão previstas pelo menos mais duas semanas de bombardeamentos no Irão", refere o site de notícias Ynet, o mais lido em Israel.
De acordo com o Times of Israel, as forças militares "planeiam pelo menos mais uma ou duas semanas de operações no Irão, durante as quais vão visar milhares de outros alvos do regime iraniano".
NATO interceta míssil iraniano
De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa da Turquia, o míssil foi disparado do Irão e atravessou o Iraque e a Síria antes de se dirigir para o espaço aéreo turco, tendo sido neutralizado por sistemas de defesa aérea e antimíssil da NATO estacionados na região.Um fragmento do projétil caiu no município de Dortyol, na província mediterrânica de Hatay.
"A NATO solidariza-se firmemente com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irão continua os seus ataques indiscriminados em toda a região", afirmou a porta-voz da organização, Allison Hart.
Este foi o primeiro incidente registado em território turco, país-membro da NATO, desde o início dos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão no sábado.
Ancara não informou qual seria o alvo do míssil iraniano, mas a trajetória do projétil é compatível com um disparo a partir do oeste do Irão em direção à Base Aérea de Incirlik, perto de Adana, no sul da Turquia. Incirlik é um dos principais pontos de apoio das forças da NATO no país, acolhendo também unidades militares norte-americanas.
A400 espanhol aterrou na base das Lajes
O jornalista Luís Almeida apurou que estão quatro reabastecedores dos Estados Unidos no ar, em missão, há mais de quatro horas.
Há pouco aterrou na base açoriana um A400 espanhol, um avião militar.
Líderes da UE vão pedir a Bruxelas para estabilizar o mercado de carbono
Os líderes deverão também pedir a Bruxelas que aborde o impacto do preço do carbono da UE nos custos da eletricidade.
"Não seremos vassalos de ninguém", diz ministra espanhola
Danos perto da central nuclear iraniana de Isfahan
Homenagem a Khamenei adiada
França anuncia reunião do G7 sobre o Médio Oriente
"Falei com todos, nomeadamente com Scott Bessent, que é o secretário de Estado do Tesouro americano. E concordámos em organizar uma reunião que será, sem dúvida, no início da próxima semana", com os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais, declarou hoje o ministro francês da Economia e das Finanças, Roland Lescure, na rádio Franceinfo.
"Queremos deixar passar uma semana, ver como evolui o conflito, ver como evoluem os mercados", acrescentou, precisando que está "em contacto próximo" com os seus homólogos das Finanças há três dias "de forma bilateral".
Israel reivindica abate de avião e estima que Teerão mantém capacidades
O porta-voz do Exército israelita, brigadeiro-general Effie Defrin, disse a uma televisão de Israel que foram destruídos nos últimos dias várias dezenas de lançadores de mísseis iranianos mas, acrescentou, o regime de Teerão ainda possui "capacidades significativas".
Por outro lado, o mesmo porta-voz alertou que a defesa de Israel "não é impenetrável".
Os militares israelitas anunciaram ainda que atacaram uma instalação de mísseis balísticos em Isfahan, no centro do Irão.
c/ Lusa
Itália pondera reativar centrais a carvão se crise no Golfo piorar
Segundo Gilberto Pichetto Fratin, Itália tem "centrais a carvão que eu não gostaria de reativar, mas elas estão lá em reserva para proteger o país".
A Itália tem uma carteira diversificada de fornecedores de gás que inclui a Noruega, a Argélia e o Azerbaijão, entre outros.
"No que diz respeito à segurança (energética), o nosso país está (...) bastante seguro em termos quantitativos", afirmou Gilberto Pichetto Fratin.
"Temos os níveis de armazenamento mais elevados da Europa, temos fontes diversificadas e, por isso, podemos dizer que não existe uma situação extremamente grave no que diz respeito às quantidades de recursos, e estou a referir-me principalmente ao gás", acrescentou.
Rocket disparado contra combatentes curdos iranianos no Iraque causou uma morte
"O rocket atingiu uma posição do PAK" na região autónoma do Curdistão, no norte do país, que abriga campos e bases geridos por vários grupos rebeldes curdos iranianos.
UE não vê efeito imediato do conflito na segurança do abastecimento de gás
As autoridades europeias não têm, de momento, qualquer medida de resposta preparada a nível europeu nesse sentido.
RTP em Telavive. Israelitas preocupados com situação no sul do Líbano
Embaixada de Portugal em Abu Dhabi pede a portugueses que entrem "de imediato" em contacto com o Gabinete de Emergência Consular
Para esse efeito deverão usar os contactos +351 217 929 714 | +351 961 706 472 ou gec@mne.pt, “devendo aguardar por indicações concretas após o contacto”.
“Informa-se, igualmente, que existem perspetivas de retoma de alguns voos para a Europa já durante esta semana, tanto operados pela Emirates (a partir do Dubai) como pela Etihad (a partir de Abu Dhabi)”, acrescenta a embaixada.
“Recorda-se, por fim, que todos os cidadãos que desejem ser repatriados deverão assinar o Compromisso de Pagamento ao Estado. Nem a Embaixada de Portugal em Abu Dhabi nem o Gabinete de Emergência Consular estão, nesta fase, a proceder à cobrança de nenhum valor”, refere.
Síria fecha fronteira com o Líbano
As chegadas permanecem abertas enquanto os sírios estiverem a fugir do Líbano, de acordo com as autoridades sírias.
Exército israelita acredita que Irão ainda tem capacidade para lançar mísseis contra Israel
"Destruímos dezenas de lançadores de mísseis que representavam ameaças significativas para a frente israelita (...). Vamos continuar a atacar os lançadores de mísseis e reduzir os disparos, mas o regime ainda tem muitas capacidades e lembro que a nossa defesa não é hermética", disse o porta-voz do Exército, Effie Defrin.
As forças militares de Israel disseram também ter atacado uma instalação de mísseis balísticos em Isfahan, no centro do Irão.
"Ataques em grande escala" realizados durante a noite visaram, em particular, "uma instalação utilizada pelo Exército para o armazenamento, produção e lançamento de mísseis balísticos, incluindo mísseis Ghadr, em Isfahan", indicou Telavive em comunicado.
Rússia acusa EUA de usarem ameaça imaginária como pretexto para derrubar Irão
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, disse ainda que os EUA usaram as negociações com o Irão como um disfarce enquanto planeavam uma mudança de regime no país.
Assembleia de Peritos do Irão perto de escolher o próximo líder supremo
Uma centena de pessoas desaparecidas após ataque submarino a navio iraniano
Chipre deteta objeto suspeito perto do Líbano
O incidente ocorreu após um ataque de um drone não identificado de fabricação iraniana a uma base britânica em Akrotiri, Chipre, na segunda-feira. Outros dois drones foram intercetados pelo Chipre nesse dia.
As autoridades cipriotas disseram acreditar que os drones foram lançados pelo Hezbollah, apoiado pelo Irão, no Líbano.
Bolsas europeias mistas e a moderar quedas de terça-feira
As principais bolsas europeias abriram hoje com tendência mista e moderam assim as quedas de terça-feira, quando caíram em média 3,50%, enquanto o conflito no Irão continua a espalhar-se.
Cerca das 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,30% para 606,25 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Madrid recuavam 0,10%, 0,06% e 0,63%, enquanto as de Frankfurt e Milão se valorizavam 0,32% e 0,21%.
A bolsa de Lisboa subia, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,13% para 8.890,69 pontos.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, desceu hoje 3,61%, encadeando a terceira sessão consecutiva em baixa devido à escalada do conflito no Médio Oriente e o impacto nos preços da energia.
O índice de referência da bolsa de Xangai caiu 0,98%, o da de Shenzhen perdeu 0,75% e o Hang Seng, de Hong Kong, cedia 2,02% pouco antes do final da sessão.
A China rejeitou hoje que o comércio seja empregado como arma ou como ferramenta de pressão política, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado na terça-feira cortar as relações comerciais com Espanha pela sua postura perante a guerra do Irão.
Wall Street terminou na terça-feira com quedas próximas a 1% nos principais indicadores, depois de uma sessão marcada pela volatilidade.
Os futuros dos indicadores de Wall Street apontam para leves quedas, de 0,35% para o Nasdaq e 0,17% para o Dow Jones.
Na agenda macroeconómica do dia, destaca-se a publicação dos índices de gestores de compra do setor de serviços e os PMI do setor de serviços na zona euro, nas principais economias, o Reino Unido e os EUA.
Os metais preciosos apreciam-se moderadamente, com a onça de ouro a avançar 0,90% e a da prata 1,90%.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a avançar, com a onça a ser negociada a 5.163,41 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a valorizar-se para 84,8543 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
No mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, avança 2,68% para 83,51 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, sobe 2,51% para 76,46 dólares.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,765%, contra 2,751% na terça-feira.
A bitcoin sobe 2%, mas mantém-se abaixo de 70.000 dólares, em 69.406,7 dólares.
O euro descia para 1,1600 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1613 dólares na terça-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
Filho de Ali Khamenei estará vivo e poderá ser o próximo líder supremo
Mojtaba Khamenei tem vindo a ser apontado como possível sucessor, depois de o seu pai ter sido morto nos recentes ataques.
França condena guerra mas reforça meios militares no Mediterrâneo
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a intervenção militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Quanto à defesa, o presidente francês fala num reforço de meios militares, sendo que as forças militares já abateram alguns drones, em apoio aos aliados franceses.
Quatro dos seis soldados norte-americanos mortos já foram identificados
Quatro dos seis soldados norte-americanos mortos desde o início da guerra no Médio Oriente foram identificados, anunciou hoje o Departamento de Defesa, especificando que morreram no primeiro dia da ofensiva conjunta EUA-Israel.
"O capitão Cody Khork, de 35 anos, o sargento Noah Tietjens, de 42 anos, a sargento Nicole Amor, de 39 anos, e o sargento Declan Coady, de 20 anos, morreram no dia 01 de março de 2026, em Port Shuaiba, no Kuwait, durante um ataque com um drone", refere o Departamento em comunicado.
Segundo a nota, todos eram reservistas destacados para o Kuwait e estavam afetos ao 103.º Comando de Apoio, com sede em Des Moines, no estado norte-americano do Iowa.
A comunicação social norte-americana publicou hoje fotografias dos quatro soldados, as primeiras baixas norte-americanas da operação militar iniciada no sábado pelos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão.
EUA ordenam retirada de funcionários não essenciais do Paquistão
Os Estados Unidos deram ordens aos funcionários governamentais não essenciais para que abandonem os consulados em Lahore e Karachi, duas das maiores cidades do Paquistão, dada a escalada de hostilidades entre Washington e Teerão, informaram hoje fontes oficiais.
"O Departamento de Estado ordenou que funcionários não essenciais do governo dos Estados Unidos e as suas famílias deixem os consulados americanos em Lahore e Karachi, deixem o Paquistão devido a riscos de segurança", afirmou a missão americana no país, em comunicado.
A ordem surge na sequência do aumento das tensões regionais após o início dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão, no sábado, que, segundo Washington, geraram uma ameaça constante de ataques com drones e mísseis iranianos, bem como interrupções nos voos comerciais.
A escalada de hostilidades provocou protestos no Paquistão contra os ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irão, que no fim de semana fizeram pelo menos 24 mortos e mais de 100 feridos.
Entre os mortos, estavam 10 na cidade portuária de Karachi, onde seguranças do consulado americano abriram fogo contra manifestantes que haviam ultrapassado o perímetro do prédio.
Outras 14 pessoas morreram em distúrbios no norte do país, em Gilgit e Skardu, onde uma multidão incendiou um escritório das Nações Unidas.
"Há risco de violência terrorista, incluindo ataques terroristas e outras atividades no Paquistão", lê-se no alerta.
As autoridades alertam, ainda, que historicamente os grupos militares têm como alvo centros de transporte, mercados, hotéis, locais de culto e prédios governamentais.
O Departamento de Estado acrescentou que não houve alteração no status da embaixada americana em Islamabade.
O alerta reiterou os avisos sobre viagem para diversas regiões do país, incluindo as áreas de conflito do Baluchistão e de Khyber Pakhtunkhwa, onde grupos armados têm realizado ataques frequentes contra civis, forças de segurança e estrangeiros.
A missão dos Estados Unidos recomendou aos seus cidadãos no Paquistão que acompanhem os media locais, evitem protestos e áreas com aglomeração, mantenham os documentos de viagem atualizados e elaborem planos de contingência para o caso de uma saída de emergência.
Uma forte explosão foi sentida a nordeste de Teerão
Uma forte explosão foi sentida hoje a nordeste de Teerão testemunhou um jornalista da Agência France Presse (AFP), no quinto dia de ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão.
O Exército israelita afirmou, entretanto, que está a realizar ataques "em grande escala" contra Teerão, sem adiantar pormenores sobre a operação em curso.
A televisão estatal iraniana confirmou uma forte explosão, mas não forneceu mais detalhes.
Um jornalista da AFP em Teerão observou uma coluna de fumo a subir do nordeste da cidade e ouviu o som de aeronaves militares cerca das 11:15 (07:45 em Lisboa).
Israel alertou população sobre ataques aéreos contra prédios no sul de Beirute
O Exército israelita alertou hoje os moradores de três edifícios do sul de Beirute que vão ser alvos da aviação de combate, alegando que os prédios pertencem à milícia xiita Hezbollah.
O porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, disse que os residentes devem afastar-se dos prédios "pelo menos 300 metros".
A declaração divulgada nas redes sociais foi acompanhada de um mapa que assinala a vermelho os edifícios e a zona, no sul da capital do Líbano, que vai ser alvo da Força Aérea israelita.
Os alertas referiram-se sobretudo aos moradores do bairro de Laylaki.
O outro aviso anterior dizia respeito a dois edifícios, também a sul de Beirute.
Novos ataques israelitas atingiram o Líbano durante a madrugada de hoje, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), que reportou quatro mortes na cidade de Baalbek, no leste do país.
O Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, realizou uma série de ataques na segunda-feira, quando o grupo xiita atacou posições israelitas em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
O líder supremo iraniano morreu na sequência do ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Israel respondeu com ataques aéreos contra Beirute e outras zonas do Líbano, que causaram um grande número de deslocados, mais de meia centena de mortos e aproximadamente 150 feridos.
Preço do gás natural regista subida de 10%
O preço do gás natural continuou hoje a subir, embora a um ritmo mais lento do que nos dias anteriores, registando um aumento de 10% para 61,30 euros por megawatt-hora (MWh), segundo dados da Bloomberg.
Na terça-feira, o gás já tinha fechado com uma subida significativa de quase 22%, atingindo os 54,29 euros.
Na segunda-feira, os preços do gás dispararam logo 40,81%.
Esta subida foi consequência do aumento das tensões no Médio Oriente e da suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL) pela Qatar Energy, empresa estatal do Qatar, devido a preocupações de segurança após um ataque a duas das suas instalações.
Também hoje, o preço do petróleo Brent subia ligeiramente mais de 2% na abertura, acumulando uma subida de mais de 12% nos últimos três dias de negociação, na sequência do conflito no Médio Oriente.
De acordo com os dados da Bloomberg analisados pela agência de notícias espanhola EFE, às 07:15 de hoje (06:15 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a subir 2,21%, atingindo os 83,20 dólares por barril.
Bolsas chinesas continuam a cair perante incerteza no mercado de energia
As bolsas chinesas registavam hoje quedas, acompanhando a tendência negativa nos mercados asiáticos perante a incerteza sobre o fornecimento de energia após o agravamento do conflito no Médio Oriente.
Por volta das 13:00 locais (05:00 em Lisboa), o índice de referência da bolsa de Xangai caía 1,29%, enquanto o mercado de Shenzhen recuava 0,75%.
O índice CSI 300, que reúne as 300 maiores empresas cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, registava uma descida de 1,31%.
Também na China continental, o índice da bolsa de Pequim perdia 0,56% à mesma hora, embora este mercado tenha menor peso, dado ter sido criado apenas em 2021 e estar sobretudo orientado para pequenas e médias empresas.
A queda mais acentuada registava-se na bolsa de Hong Kong, cujo índice de referência Hang Seng recuava 2,76%, com apenas seis das 88 empresas que o compõem a escaparem às perdas.
Do outro lado do Estreito de Taiwan, o índice Taiex, da bolsa de Taipé, caía 4,02% poucos minutos antes do fecho da sessão.
Os mercados asiáticos reagiam assim ao aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, que alimentam receios de perturbações no abastecimento energético e maior volatilidade nos mercados financeiros globais.
"Não vamos ser cúmplices". Sánchez recusa "jogar à roleta russa com o destino de milhões de pessoas"
Espanha garante que vai colaborar "com fontes diplomáticas e materiais com países na região que estejam a trabalhar para a paz".
"É assim que começam os grandes desastres da humanidade. Não se pode jogar à roleta russa com o destino de milhões de pessoas", disse Sánchez num discurso à nação, um dia depois de Donald Trump ter anunciado o corte de relações comerciais com Madrid.
O presidente dos Estados Unidos tomou essa decisão depois de Espanha ter anunciado que não permitiria aos norte-americanos o uso das suas bases aéreas e navais no âmbito da guerra contra o Irão.
No discurso desta manhã, Pedro Sánchez insistiu que a posição de Espanha é "não à guerra" e lembrou que a guerra no Iraque levou a um mundo mais inseguro. Ana Romeu - correspondente da RTP em Madrid
"Não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém", declarou o líder espanhol.
"Em Espanha somos contra o desastre", sublinhou. "A guerra contra o Irão não vai originar uma ordem internacional mais justa, salários mais elevados, melhores serviços públicos ou ambiente mais saudável".
O primeiro-ministro espanhol assegurou que o país vai "colaborar com fontes diplomáticas e materiais com países na região que estejam a trabalhar para a paz".
c/ agências
Kuwait anuncia morte de menina de 11 anos após queda de destroços de drone
O Kuwait anunciou hoje a morte de uma menina de 11 anos atingida por destroços de um drone numa zona residencial da capital do emirado, numa altura em que o Irão continuava ataques de retaliação contra países do Golfo.
As equipas de resgate tentaram reanimar a criança durante o transporte para o hospital, mas "não resistiu aos ferimentos", disse o Ministério da Saúde do Kuwait, em comunicado, sem especificar a nacionalidade da vítima.
Na segunda-feira, o exército do Irão tinha anunciado ataques contra base aérea norte-americana de Ali Al-Salem no Kuwait e a navios no oceano Índico em retaliação pela morte do líder supremo Ali Khamenei, no sábado.
Mísseis das "forças terrestres e navais do exército, operando a partir de vários locais, visaram a base aérea norte-americana Ali Al-Salem no Kuwait, bem como navios inimigos no norte do oceano Índico", disse Teerão.
Os militares disseram que foram usados "15 mísseis de cruzeiro", indicou um comunicado citado pela agência de notícias France-Presse.
A informação foi também divulgada pela rede de televisão pública iraniana IRIB, que não adiantou mais detalhes sobre os ataques.
O Governo do Kuwait anunciou que vários aviões de combate norte-americanos se despenharam no país e que as tripulações sobreviveram.
"As autoridades competentes iniciaram de imediato as operações de busca e salvamento e procederam à retirada das tripulações, transferindo-as para o hospital", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.
A causa do acidente não foi especificada, nem o número de caças envolvidos, desconhecendo-se se há alguma ligação com o anúncio do ataque iraniano.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.
Na primeira onda de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.
Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.
Teerão respondeu aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos em Israel, Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos, bem como ameaças a navios no estreito de Ormuz.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei começam hoje à noite
O funeral de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, terá início hoje à noite e durará três dias, segundo a agência de notícias IRNA.
"A partir das 22:00 de hoje (18:30 hora de Lisboa), os fiéis poderão prestar a sua última homenagem aos restos mortais do líder mártir da nação, dirigindo-se para a Grande Mesquita Imam Khomeini", em Teerão, informou a agência oficial IRNA, citando um comunicado do Conselho de Coordenação do Desenvolvimento Islâmico.
Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, será sepultado na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), o seu local de nascimento.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Navio da Marinha iraniana afunda-se junto ao Sri Lanka
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, disse que o país resgatou hoje 30 marinheiros de uma fragata militar do Irão que se estava a afundar perto das suas águas territoriais.
O ministro, que fez o anúncio no parlamento, não especificou a causa do naufrágio da fragata militar iraniana, Iris Dena, que tinha 180 tripulantes a bordo quando foi emitido um pedido de socorro, ao amanhecer.
Um deputado da oposição perguntou se o navio tinha sido bombardeado no âmbito do ataque militar lançado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, mas não houve resposta imediata do Governo.
Herath disse que dois navios da Marinha do Sri Lanka e uma aeronave foram enviados para resgatar os 30 marinheiros feridos, que foram levados para um hospital no sul da ilha.
"Respondemos a um pedido de socorro de acordo com as nossas obrigações internacionais, uma vez que se tratava de uma zona de busca e salvamento no Oceano Índico", disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da Marinha do Sri Lanka, Buddhika Sampath.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Israel diz que próximo líder supremo do Irão será "alvo de eliminação"
O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação".
Israel Katz fez a declaração na rede social X.
"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano --- será alvo de eliminação", escreveu.
Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo. Israel matou o `ayatollah` Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no sábado que deu início à guerra.
A Guarda da Revolução do Irão afirmou hoje ter disparado aproximadamente 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, no quinto dia de ataques de retaliação após ataques contra território iraniano.
"Há algumas horas, a 17ª vaga da Operação Honest Promise-4 foi realizada com o lançamento de mais de 40 mísseis pelas forças da Guarda da Revolução Islâmica contra alvos americanos e sionistas [israelitas]", declarou a Guarda, num comunicado lido na televisão estatal iraniana.
As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registo de feridos, segundo os serviços de emergência israelitas.
Por seu turno, o exército de Israel anunciou hoje ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão, segundo um comunicado.
"Há pouco tempo, a Força Aérea israelita, guiada por informações de inteligência, concluiu mais uma onda de ataques contra centros de comando do regime terrorista iraniano em Teerão", referiu o comunicado.
"No âmbito destes ataques, o exército lançou dezenas de munições contra centros de comando da Segurança Interna" do Irão, da Guarda da Revolução e da força paramilitar Basij, acrescentou o comunicado.
Durante a noite, o exército lançou uma "onda generalizada de ataques" contra o Irão, após bombardeamentos de mísseis em território israelita.
O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
Navio da frota fantasma da Rússia afunda-se no Mediterrâneo após incêndio
A Líbia anunciou hoje o naufrágio em águas territoriais do país de um transportador de gás natural liquefeito da chamada frota fantasma, usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.
A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia disse num comunicado que recebeu um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que mencionava explosões repentinas seguidas de um "incêndio maciço, que acabou por provocar o seu naufrágio total".
A autoridade não forneceu detalhes sobre as causas do incêndio.
O centro de socorro líbio confirmou o resgate bem-sucedido dos 30 tripulantes, que se encontram em bom estado de saúde, em cooperação com o homólogo de Malta.
O incidente ocorreu a 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando fazia a viagem do porto de Murmansk, na Rússia, para o porto de Port Said, no Egito.
O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.
No domingo, o vice primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prévot, anunciou que as forças especiais intercetaram um navio pertencente à designada frota fantasma da Rússia no Mar do Norte.
O ministro da Defesa, Theo Francken, tinha declarado numa mensagem anterior que o petroleiro foi "escoltado até ao porto de Zeebrugge, onde será apreendido".
A Rússia tem utilizado uma frota de petroleiros antigos e de propriedade obscura para contornar as restrições impostas às suas exportações de petróleo bruto após a invasão da Ucrânia, em 2022.
A União Europeia incluiu centenas destes navios na `lista negra`, num esforço para enfraquecer a capacidade de financiamento de guerra de Moscovo.
A operação foi feita em conjunto com países parceiros do G7, dos países nórdicos e do Báltico, e em coordenação com a França.
Preço do petróleo Brent sobe mais de 2% na abertura
O preço do petróleo Brent subiu hoje ligeiramente mais de 2% na abertura, acumulando uma subida de mais de 12% nos últimos três dias de negociação, na sequência do conflito no Médio Oriente.
De acordo com os dados da Bloomberg analisados pela agência de notícias espanhola EFE, às 07:15 de hoje (06:15 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a subir 2,21%, atingindo os 83,20 dólares por barril.
O preço do crude está hoje a subir menos acentuadamente do que nas sessões anteriores: na terça-feira, fechou com uma subida de 4,71%, embora tenha atingido mais de 85 dólares por barril (níveis que não se viam desde julho de 2014) e na passada segunda-feira aumentado 7,26%.
Os preços do petróleo subiram mais de 13% nas primeiras horas de segunda-feira, numa reação inicial ao ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irão, que, em retaliação, prolongou o conflito por grande parte do Médio Oriente.
O mercado teme que, como consequência deste confronto armado, o trânsito pelo estreito de Ormuz, por onde passa 20% do fluxo mundial de petróleo, fique paralisado.
O analista da XTB, Javier Cabrera, alerta que, enquanto persistirem as tensões no Estreito de Ormuz, o petróleo, o gás e os seus derivados serão os ativos com maiores subidas de preço.
"À medida que o bloqueio se prolonga, a subida dos preços do crude será maior e o impacto na economia global será mais significativo", alerta.
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar o Estreito de Ormuz.
Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), que fechou na terça-feira a subir 4,7%, subiu hoje 2,15% para 76,19 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Estados Unidos permitem que pessoal não essencial abandone Chipre
Os Estados Unidos anunciaram na hoje que autorizaram a saída do pessoal não essencial do Chipre, onde uma base militar dos Estados Unidos foi alvo de um ataque iraniano na segunda-feira.
O Departamento de Estado "autorizou que funcionários não essenciais do governo norte-americano" e as famílias "deixassem o Chipre" devido a preocupações de segurança, afirmou a embaixada dos EUA em Nicósia.
Na terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar para Chipre um navio da Marinha britânica, juntamente com helicópteros equipados com capacidades de contramedidas contra drones.
Numa mensagem publicada na rede social X, Starmer adiantou ter informado o Presidente de Chipre do envio dos meios militares para a ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), que acolhe uma base militar britânica que foi alvo de drones iranianos.
"O Reino Unido está totalmente empenhado na segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali destacado", escreveu o chefe do Governo, sublinhando que "as operações defensivas continuam".
Keir Starmer acrescentou ainda que o país "agirá sempre no interesse do Reino Unido e dos seus aliados".
O navio de guerra mobilizado, o "HMS Dragon", tem como principal missão a defesa antiaérea com radares e um sistema de mísseis antiaéreos.
Chipre acolhe duas bases militares soberanas britânicas, remanescentes do período colonial, que mantêm importância estratégica no Mediterrâneo oriental.
A base de Akrotiri, na costa ocidental da ilha, foi alvo de um ataque com um drone no domingo, que causou danos na pista, o que levou o Ministério da Defesa britânico a retirar os familiares de militares para alojamentos alternativos nas proximidades.
Outros dois drones foram intercetados e destruídos na segunda-feira.
A base de Akrotiri, que acolhe pessoal militar e funcionários civis, é a principal base aérea do Reino Unido para operações no Médio Oriente e, nos últimos anos, tem sido usada em missões contra o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque e para atacar alvos huthis no Iémen.
O Reino Unido recusou integrar a operação militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, iniciada no sábado, mas autorizou Washington a usar bases em território britânico em resposta aos ataques do regime de Teerão a interesses britânicos e aos países aliados no Golfo.
Teerão respondeu aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos em Israel, Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos, bem como ameaças a navios no estreito de Ormuz.
Entretanto, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica anunciou que o Governo vai fretar um avião charter para repatriar os cidadãos britânicos na região.
Segundo Yvette Cooper, 130 mil cidadãos britânicos de um total estimado de 300 mil registaram-se para obter ajuda.
Líbano anuncia 11 mortos em ataques israelitas no sul de Beirute e Baalbek
Ataques israelitas mataram pelo menos 11 pessoas hoje no Líbano, no sul de Beirute e em Baalbek, anunciaram o Ministério da Saúde e a imprensa estatal, no quinto dia da guerra na região.
O Líbano foi arrastado na segunda-feira para o conflito, após um primeiro ataque contra Israel pelo movimento pró-Irão Hezbollah, que afirmou querer vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei na operação israelo-americana contra o Irão.
Ao sul da capital libanesa, "ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat" causaram seis mortos e oito feridos "de acordo com um balanço preliminar", anunciou o Ministério da Saúde libanês, num comunicado.
Em imagens da agência de notícias France-Presse tiradas em Aramoun, veículos de emergência estão reunidos à noite, enquanto socorristas transportam uma maca.
No leste do Líbano, na cidade de Baalbek, de maioria xiita, cinco pessoas foram mortas e outras 15 ficaram feridas hoje num ataque israelita contra um edifício de quatro andares, informou a Agência Nacional de Informação libanesa.
Operações estão em curso para encontrar três pessoas ainda desaparecidas, informou a agência de notícias oficial.
Além disso, em Hazmieh, nos subúrbios a sudeste de Beirute, um ataque aéreo israelita atingiu "um hotel" e ambulâncias foram enviadas para o local, informou a mesma agência, mas sem mencionar vítimas.
O exército israelita apelou esta manhã a 13 cidades e aldeias do sul do Líbano para que sejam evacuadas "de imediato" antes dos ataques contra o Hezbollah.
Um anúncio semelhante foi feito anteriormente para outras 16 localidades do sul.
O movimento pró-iraniano realizou na terça-feira uma série de ataques contra Israel, afirmando ter atingido, em particular, a base naval de Haifa (norte), em resposta aos ataques israelitas nos subúrbios, a sul de Beirute.
Desde segunda-feira, pelo menos 50 pessoas foram mortas e outras 335 ficaram feridas nos ataques israelitas ao Líbano, anunciou o Ministério da Saúde, antes destes ataques noturnos.
Três socorristas foram mortos enquanto prestavam assistência "a pessoas feridas em explosões no distrito de Tyr" (sul), escreveu na rede social X o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
"As partes beligerantes devem respeitar o direito internacional humanitário e proteger os profissionais de saúde", lembrou.
Seis mortos em ataques israelitas no sul de Beirute
Ataques israelitas contra duas cidades situadas a sul da capital libanesa, Beirute, causaram seis mortos, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.
O ministério indica num comunicado que "os ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat" causaram seis mortos e oito feridos, "de acordo com um balanço preliminar".
A agência de notícias libanesa NNA anunciou que ataques aéreos atingiram hoje "um prédio de quatro andares ao amanhecer" na cidade de Baalbek, no leste do país, causando um número indeterminado de mortos.
A mesma agência indicou que "um ataque aéreo israelita atingiu um hotel em Hazmieh", nos subúrbios a sudeste da capital, acrescentando que "foram enviadas ambulâncias para o local".
O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, desencadeado pelo ataque israelo-americano contra Teerão no sábado.
Ataques destruíram centenas de mísseis balísticos e toda a Marinha - EUA
O Comando Central das forças armadas norte-americanas (CENTCOM) reivindicou hoje ter afundado "toda a Marinha de guerra" iraniana e destruído centenas de mísseis balísticos desde o início dos ataques contra o Irão no sábado.
Num vídeo de atualização publicado nas redes sociais, o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques lançados em conjunto com Israel atingiram 2.000 alvos e permitiram, nas primeiras 100 horas de operações, "degradar severamente as defesas aéreas iranianas".
"E não iremos parar, vamos continuar a conduzir operações dinâmicas direcionadas contra os lançadores móveis de mísseis balísticos para destruir o que caracterizaria como a capacidade remanescente de lançamento" do Irão, afirma Cooper.
Numa missão num porto militar no sul do Irão, dezenas de bombardeiros norte-americanos "afundaram toda a Marinha iraniana", com 17 navios destruídos, "incluindo o mais operacional submarino iraniano".
"Durante décadas, o regime do Irão assediou a navegação internacional. Hoje, não há um único navio iraniano a navegar no Golfo Arábico, Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã", afirma Cooper.
Além de navios e centenas de mísseis balísticos, também foram destruídos `drones`, segundo o responsável do CENTCOM.
As operações têm envolvido o maior dispositivo militar norte-americano mobilizado na região "na última geração", bombardeiros furtivos B-1 e B-2, e mais recentemente B-52, que visaram centros de comando e controlo das forças iranianas.
"A capacidade do Irão está a declinar e a nossa capacidade a aumentar", afirma Cooper.
Em resposta, adiantou, Teerão disparou 500 mísseis balísticos e 2.000 `drones`, visando alvos civis "indiscriminadamente".
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
Estados Unidos testam novo drone kamikaze
Os Estados Unidos estão a aproveitar os ataques massivos que realizam desde sábado contra o Irão para testar um novo drone kamikaze norte-americano.
O Exército norte-americano reconhece que o drone foi inspirado Shahed-136 iraniano, frequentemente utilizado pela Rússia contra a Ucrânia.
O Comando Central norte-americano (Centcom) anunciou estar a utilizar pela primeira vez na história estes drones kamikaze no mesmo dia em que os EUA, juntamente com Israel, lançaram os primeiros mísseis e drones contra alvos iranianos.
"Estes drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irão, estão agora a infligir represálias fabricadas nos Estados Unidos", afirmou o Centcom nas redes sociais.
De acordo com as autoridades militares norte-americanas, o sistema faz parte de uma nova estratégia baseada em drones de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades, uma tática inspirada nas lições da guerra na Ucrânia, onde milhares de drones económicos estão a ser utilizados por ambos os lados.
Nas operações na Ucrânia, a Rússia transformou o Shahed-136 no drone de ataque preferido, ao ponto de passar a produzir a própria versão da aeronave não tripulada, denominada Geran-2, com transferência de design e apoio iraniano.
As características do Shahed-136 são as que levaram tanto a Rússia como os Estados Unidos a decidirem copiar o design.
O que realmente transformou o Shahed-136 num sucesso é o baixo custo e a facilidade de produção em massa. Analistas estimam que cada unidade custa ao Irão cerca de 20 mil dólares (17,2 mil euros), muito inferior ao de sistemas não tripulados mais avançados, como o MQ-9 Reaper, norte-americano, cujo preço pode ultrapassar os 20 milhões de dólares (17,2 milhões de euros).
Esta diferença permite lançar grandes quantidades de drones para saturar defesas aéreas inimigas ou atacar vários alvos em simultâneo, uma estratégia conhecida como "massa acessível", que ganha cada vez mais peso na doutrina militar moderna.
Guarda Revolucionária garante "controlo total" do estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irão garantiu hoje que tem "controlo total" do estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira que a Marinha norte-americana poderia escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz "se necessário".
Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque
Um drone foi abatido hoje perto do aeroporto internacional da capital do Iraque, Bagdade, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona, disseram duas fontes da segurança iraquiana.
O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.
"Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais", disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.
Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,
Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.
As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.
A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de "dezenas de drones", reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país.
Além disso, na terça-feira, um ataque semelhante foi realizado contra a base militar iraquiana de Salah ad-Din.
De seguida, a base aérea Imam Ali em Nasiriyah, no sudeste do país, foi bombardeado, num incidente que já está a ser investigado pelas autoridades, segundo o portal de notícias iraquiano Shafaq.
Desde as primeiras horas da ofensiva contra o Irão, os ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel visaram grupos iraquianos apoiados pelo Irão. Estes grupos reivindicaram a responsabilidade por dezenas de ataques com drones contra bases norte-americanas.
O incidente ocorreu num contexto de tensão regional após os ataques israelo-americanos de sábado contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra Israel, bem como contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico.
O Irão confirmou a morte de Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
870 mortos desde início da operação americano-israelita contra o Irão
Mais de 870 pessoas morreram durante as ações militares no Médio Oriente desde o início da operação americano-israelita contra o Irão a 28 de fevereiro, revela o The New York Times.
Governo prepara repatriamento de 400 portugueses no Golfo Pérsico
Os números foram avançados à agência Lusa pelo secretário de Estado das Comunidades.
Portugal reforça vigilância nas fronteiras e embaixadas
A PSP reforçou o policiamento de área junto das embaixadas e dos aeroportos portugueses. A decisão surge depois de uma avaliação do risco e da ameaça aos interesses de alguns países, na sequência de contacto próximo com responsáveis diplomáticos.