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"Morto ele não está". Temer avalia peso político de Lula condenado

"Morto ele não está". Temer avalia peso político de Lula condenado

Cinco dias depois de Lula da Silva ter visto agravada, em segunda instância, a pena de prisão, Michel Temer vem a público para afirmar que preferia que o antigo Presidente brasileiro fosse batido em eleições. “Porque isto pacificaria o país”, advoga o atual Presidente.

Carlos Santos Neves - RTP /
“Quando eu examino o quadro político, pessoalmente apreciaria que ele não tivesse estas responsabilizações todas”, admitiu o atual Presidente do Brasil Adriano Machado - Reuters

Foi em entrevista à Rádio Bandeirantes, esta segunda-feira, que o Presidente brasileiro ensaiou uma análise política do caso de Luiz Inácio Lula da Silva.
“Quando eu examino o quadro político, pessoalmente apreciaria que ele não tivesse estas responsabilizações todas, que pudesse disputar a eleição e fosse vencido no voto porque isto pacificaria o país”, disse Temer.
“Ele é uma figura de muito carisma. Não sei dizer se ele está morto eleitoralmente, ou seja, se ele vai participar das eleições ou não, mas dizer que imagem dele, a palavra dele, a presença do passado dele não vai ter alguma influência? Eu acho que, aí, morto ele não está”, disse Michel Temer, para quem a sociedade brasileira teria mais a ganhar com uma derrota do antigo Presidente no campo eleitoral.

“Eu pessoalmente acharia, sob o foco político, que, se ele pudesse disputar as eleições e se derrotado, seria melhor para o país”, propugnou Temer, depois de afirmar que a “não participação” do rosto do PT nas próximas eleições presidenciais será um fator de tensão acrescida no Brasil.

Na passada quarta-feira, três juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) agravaram a pena de prisão de Lula da Silva de nove anos e meio para 12 anos e um mês.

O antigo Presidente voltou a ser dado como culpado num processo relacionado com a Operação Lava Jato, ao abrigo do qual foi acusado de receber um apartamento triplex como suborno da construtora OAS pelo favorecimento da empresa em contratos com a petrolífera Petrobras.



Este desfecho em segunda instância poderá ser o ponto final aos planos presidenciais de Lula, uma vez que o Tribunal Superior Eleitoral não deverá dar luz verde à candidatura.

Na mesma entrevista à Rádio Bandeirantes, Michel Temer admitiu também que gostaria de ser rendido na Presidência por alguém que “defendesse o seu legado”. Sem avançar com qualquer nome.

c/ Lusa
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