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Novo balanço. Cheias devastadoras no Nepal e Tibete provocaram mais de 362 mortos
As equipas de resgate continuaram os seus esforços esta quinta-feira para encontrar mais de 1.300 pessoas desaparecidas, incluindo centenas de turistas estrangeiros, um dia depois de as cheias devastadoras de quarta-feira terem feito pelo menos 362 mortos no Nepal e na China.
As autoridades do Nepal elevaram esta quinta-feira o número de mortos para 359. Já as autoridades chinesas reportaram três vítimas mortais.
Um porta-voz da polícia nepalesa, Abhi Narayan Kafle, confirmou à agência de notícias espanhola EFE o mais recente balanço e disse que as autoridades resgataram com vida 445 pessoas nas últimas horas, entre as quais 27 estrangeiros.
De acordo com os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, um contingente militar transportou por via aérea 95 pessoas de Timure para Dhunche, a capital do distrito.
Segundo os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, um contingente militar transportou por via aérea 95 pessoas de Timure para Dhunche, a capital do distrito.Buscas prosseguem
Vinte e quatro horas após a passagem da inundação, as autoridades nepalesas ainda não tinham notícias de 823 pessoas na manhã desta quinta-feira, incluindo 393 estrangeiros, segundo uma contagem da autoridade nepalesa de gestão de emergências.
No lado chinês da fronteira, o desastre fez três mortos e 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros, quando uma enorme onda de água, lama e detritos desceu a montanha e submergiu a cidade fronteiriça de Gyirong, no Tibete, segundo as autoridades citadas esta quinta-feira de manhã pelos meios de comunicação social estatais chineses.
Sunil Sharma, porta-voz do organismo de turismo do Nepal, afirmou que entre os desaparecidos estavam 133 cidadãos indianos que participavam numa peregrinação ao monte Kailash, no Tibete, um local sagrado para os hindus.
No coração dos Himalaias, esta região do Nepal é muito popular entre os caminhantes e alpinistas de todo o mundo, muitos dos quais aspiram a escalar o Monte Evereste.
Estavam também desaparecidos 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 da Austrália, 34 do Reino Unido e 24 do Canadá, segundo o responsável.
Segundo o Ministério português dos Negócios Estrangeiros pelo menos dois cidadãos portugueses, um homem e uma mulher, estão entre os desaparecidos.
A empresa de trekking nepalesa Himalayan Glacier revelou à AFP que não recebeu notícias de um dos seus grupos de 47 pessoas. "As nossas equipas estão a visitar os hospitais para onde as vítimas estão a ser levadas", disse o seu diretor, Sanket Pandey.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a inundação foi desencadeada por um colapso glaciar tão violento que provocou um sismo de magnitude 5,2 e deslizamentos de terra.
A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal afirmou que a "inundação que envolveu glaciares" ocorreu no rio Lhende devido a um deslizamento de terras que aconteceu a cerca de 20 quilómetros a nordeste de uma passagem fronteiriça entre o Nepal e a China.
A enxurrada de água e lama que engoliu a região, arrastando inúmeras casas e os seus moradores, provocou a morte a 162 pessoas do lado nepalês e a outras três no território chinês vizinho do Tibete.
Esta enxurrada foi provocada pelo degelo de um glaciar, com tal força que desencadeou um sismo de magnitude 5,2 e inúmeros deslizamentos de terra, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
No Nepal, a cheia atingiu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, a norte de Katmandu, e o vale do rio Bhotekoshi, a leste da capital.
Um relatório técnico preliminar publicado esta quinta-feira pelo Governo nepalês alerta para uma possível segunda vaga.
"O lago que se formou (após a avalanche) no rio ainda não recuou completamente", alerta o relatório, acrescentando que "a possibilidade de outro deslizamento de lama (...) não pode ser descartada de imediato".
As cheias e os deslizamentos de terra são comuns durante a estação das monções de verão (junho a setembro) no Nepal, Tibete e em toda a Ásia Meridional.
Os cientistas afirmam que as alterações climáticas estão a aumentar a intensidade e a frequência destes eventos.
As montanhas nevadas do Nepal perderam quase um terço do seu gelo em pouco mais de 30 anos devido ao aquecimento global, segundo informações da Organização das Nações Unidas em 2023. A agência acrescentou nesse ano que os glaciares do Nepal, país situado entre dois grandes emissores de carbono – a Índia e a China – derreteram 65 por cento mais rapidamente na última década do que na anterior.
As inundações, os deslizamentos de terra, as avalanches e as secas estão a tornar-se mais frequentes e intensos no Himalaia Hindu Kush, e as mudanças aceleradas na água, no solo e no ar em toda a região representam uma grande ameaça para as pessoas, afirmou o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas.
A instituição afirmou que a cheia repentina provocou uma forte onda de água, sedimentos e pedras através dos sistemas fluviais Bhote Koshi e Trishuli, acrescentando que os níveis de água no rio, na área de Galchhi, a jusante, teriam subido até nove metros em 30 minutos.
Um porta-voz da polícia nepalesa, Abhi Narayan Kafle, confirmou à agência de notícias espanhola EFE o mais recente balanço e disse que as autoridades resgataram com vida 445 pessoas nas últimas horas, entre as quais 27 estrangeiros.
De acordo com os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, um contingente militar transportou por via aérea 95 pessoas de Timure para Dhunche, a capital do distrito.
Segundo os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, um contingente militar transportou por via aérea 95 pessoas de Timure para Dhunche, a capital do distrito.Buscas prosseguem
Vinte e quatro horas após a passagem da inundação, as autoridades nepalesas ainda não tinham notícias de 823 pessoas na manhã desta quinta-feira, incluindo 393 estrangeiros, segundo uma contagem da autoridade nepalesa de gestão de emergências.
No lado chinês da fronteira, o desastre fez três mortos e 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros, quando uma enorme onda de água, lama e detritos desceu a montanha e submergiu a cidade fronteiriça de Gyirong, no Tibete, segundo as autoridades citadas esta quinta-feira de manhã pelos meios de comunicação social estatais chineses.
Sunil Sharma, porta-voz do organismo de turismo do Nepal, afirmou que entre os desaparecidos estavam 133 cidadãos indianos que participavam numa peregrinação ao monte Kailash, no Tibete, um local sagrado para os hindus.
No coração dos Himalaias, esta região do Nepal é muito popular entre os caminhantes e alpinistas de todo o mundo, muitos dos quais aspiram a escalar o Monte Evereste.
Estavam também desaparecidos 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 da Austrália, 34 do Reino Unido e 24 do Canadá, segundo o responsável.
Segundo o Ministério português dos Negócios Estrangeiros pelo menos dois cidadãos portugueses, um homem e uma mulher, estão entre os desaparecidos.
A empresa de trekking nepalesa Himalayan Glacier revelou à AFP que não recebeu notícias de um dos seus grupos de 47 pessoas. "As nossas equipas estão a visitar os hospitais para onde as vítimas estão a ser levadas", disse o seu diretor, Sanket Pandey.
Inundação desencadeada por um colapso glaciar
A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal afirmou que a "inundação que envolveu glaciares" ocorreu no rio Lhende devido a um deslizamento de terras que aconteceu a cerca de 20 quilómetros a nordeste de uma passagem fronteiriça entre o Nepal e a China.
A enxurrada de água e lama que engoliu a região, arrastando inúmeras casas e os seus moradores, provocou a morte a 162 pessoas do lado nepalês e a outras três no território chinês vizinho do Tibete.
Esta enxurrada foi provocada pelo degelo de um glaciar, com tal força que desencadeou um sismo de magnitude 5,2 e inúmeros deslizamentos de terra, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Diversos projetos hidrelétricos estão localizados nas zonas mais afetadas do distrito montanhoso de Rasuwa, que tem uma população de cerca de 50 mil habitantes.
Novo deslizamento é possível
Um relatório técnico preliminar publicado esta quinta-feira pelo Governo nepalês alerta para uma possível segunda vaga.
"O lago que se formou (após a avalanche) no rio ainda não recuou completamente", alerta o relatório, acrescentando que "a possibilidade de outro deslizamento de lama (...) não pode ser descartada de imediato".
As cheias e os deslizamentos de terra são comuns durante a estação das monções de verão (junho a setembro) no Nepal, Tibete e em toda a Ásia Meridional.
Os cientistas afirmam que as alterações climáticas estão a aumentar a intensidade e a frequência destes eventos.
As montanhas nevadas do Nepal perderam quase um terço do seu gelo em pouco mais de 30 anos devido ao aquecimento global, segundo informações da Organização das Nações Unidas em 2023. A agência acrescentou nesse ano que os glaciares do Nepal, país situado entre dois grandes emissores de carbono – a Índia e a China – derreteram 65 por cento mais rapidamente na última década do que na anterior.
As inundações, os deslizamentos de terra, as avalanches e as secas estão a tornar-se mais frequentes e intensos no Himalaia Hindu Kush, e as mudanças aceleradas na água, no solo e no ar em toda a região representam uma grande ameaça para as pessoas, afirmou o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas.
A instituição afirmou que a cheia repentina provocou uma forte onda de água, sedimentos e pedras através dos sistemas fluviais Bhote Koshi e Trishuli, acrescentando que os níveis de água no rio, na área de Galchhi, a jusante, teriam subido até nove metros em 30 minutos.
O centro revelou ainda que as autoridades e os cientistas estão a avaliar se os detritos bloquearam temporariamente o rio num troço estreito, "formando uma barragem natural", dado que, se esta água for libertada repentinamente, poderá criar "um risco secundário".
c/agências