Mundo
"Número de circo". Obama reagiu a vídeo racista partilhado por Trump
O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, comentou indiretamente o vídeo racista publicado nas redes sociais do presidente Donald Trump, afirmando que a "vergonha" e o "decoro" desapareceram da política.
Questionado diretamente sobre o vídeo em causa mas sem nunca referir o nome do presidente norte-americano, Obama disse que “estamos a assistir a uma espécie de número de circo” e que a "vergonha" e o "decoro" desapareceram da política.
"Há uma espécie de circo a acontecer nas redes sociais e na televisão", disse Obama em entrevista ao podcast de Brian Tyler Cohen. “E o que é verdade é que não parece haver qualquer vergonha disso entre as pessoas que costumavam pensar que era preciso ter algum tipo de decoro, sentido de propriedade e respeito pelo cargo. Isso perdeu-se”, acrescentou.
O antigo presidente dos EUA lembrou, no entanto, que a maioria dos cidadãos não aprova este tipo de comportamento. “A maioria dos americanos acha este comportamento profundamente perturbador”, asseverou.
“É verdade que chama a atenção e que é uma distração, mas as pessoas ainda acreditam na decência, cortesia e bondade”, acrescentou, afirmando que os cidadãos já estão a dar uma resposta, nomeadamente em Minnesota e Minneapolis.
Há duas semanas, o presidente norte-americano publicou um vídeo na sua rede social Truth Social que retratava Obama e a sua mulher, Michele, como macacos. O vídeo gerou críticas generalizadas por parte de democratas e republicanos e Donald Trump acabou por remover o vídeo.
A Casa Branca defendeu inicialmente o vídeo, considerando a reação negativa uma "falsa indignação". Trump não pediu desculpas e afirmou que a publicação foi feita por um funcionário.
"Não cometi nenhum erro", disse o presidente dos EUA aos jornalistas quando questionado se planeava pedir desculpa.
Obama compara ICE a ditaduras
Durante a entrevista, Obama falou sobre uma série de assuntos, nomeadamente as operações da polícia federal de imigração dos Estados Unidos (ICE). O ex-presidente norte-americano condenou as operações do ICE em Minnesota, comparando-as a comportamentos observados em "ditaduras".
"O comportamento desviante de agentes do governo federal é profundamente preocupante e perigoso", afirmou Obama, referindo-se a comportamentos "que vimos no passado em países autoritários e ditaduras". Dois cidadãos norte-americanos que tentaram opor-se ao ICE, Renee Good e Alex Pretti, foram mortos a tiro por agentes federais no mês passado, o que desencadeou uma onda de indignação e manifestações.
O ex-presidente democrata havia já criticado as ações dos agentes do ICE no mês passado, apelando a uma "reação" dos cidadãos em defesa de valores fundamentais, que, segundo Obama, estão a ser "atacados".
No podcast transmitido no sábado à noite, Obama saudou a resistência contra as operações da polícia de imigração.
"São cidadãos que dizem, de forma sistemática e organizada: `esta não é a América em que acreditamos`, e `vamos resistir, vamos ripostar com a verdade, com câmaras e com manifestações pacíficas`", afirmou.
"Este tipo de comportamento heroico e persistente por parte de pessoas comuns, apesar das temperaturas negativas, é o que nos deve dar esperança", acrescentou Barack Obama. "Enquanto tivermos pessoas que fazem isso, acho que vamos conseguir".
c/agências
"Há uma espécie de circo a acontecer nas redes sociais e na televisão", disse Obama em entrevista ao podcast de Brian Tyler Cohen. “E o que é verdade é que não parece haver qualquer vergonha disso entre as pessoas que costumavam pensar que era preciso ter algum tipo de decoro, sentido de propriedade e respeito pelo cargo. Isso perdeu-se”, acrescentou.
O antigo presidente dos EUA lembrou, no entanto, que a maioria dos cidadãos não aprova este tipo de comportamento. “A maioria dos americanos acha este comportamento profundamente perturbador”, asseverou.
“É verdade que chama a atenção e que é uma distração, mas as pessoas ainda acreditam na decência, cortesia e bondade”, acrescentou, afirmando que os cidadãos já estão a dar uma resposta, nomeadamente em Minnesota e Minneapolis.
Há duas semanas, o presidente norte-americano publicou um vídeo na sua rede social Truth Social que retratava Obama e a sua mulher, Michele, como macacos. O vídeo gerou críticas generalizadas por parte de democratas e republicanos e Donald Trump acabou por remover o vídeo.
A Casa Branca defendeu inicialmente o vídeo, considerando a reação negativa uma "falsa indignação". Trump não pediu desculpas e afirmou que a publicação foi feita por um funcionário.
"Não cometi nenhum erro", disse o presidente dos EUA aos jornalistas quando questionado se planeava pedir desculpa.
Obama compara ICE a ditaduras
Durante a entrevista, Obama falou sobre uma série de assuntos, nomeadamente as operações da polícia federal de imigração dos Estados Unidos (ICE). O ex-presidente norte-americano condenou as operações do ICE em Minnesota, comparando-as a comportamentos observados em "ditaduras".
"O comportamento desviante de agentes do governo federal é profundamente preocupante e perigoso", afirmou Obama, referindo-se a comportamentos "que vimos no passado em países autoritários e ditaduras". Dois cidadãos norte-americanos que tentaram opor-se ao ICE, Renee Good e Alex Pretti, foram mortos a tiro por agentes federais no mês passado, o que desencadeou uma onda de indignação e manifestações.
O ex-presidente democrata havia já criticado as ações dos agentes do ICE no mês passado, apelando a uma "reação" dos cidadãos em defesa de valores fundamentais, que, segundo Obama, estão a ser "atacados".
No podcast transmitido no sábado à noite, Obama saudou a resistência contra as operações da polícia de imigração.
"São cidadãos que dizem, de forma sistemática e organizada: `esta não é a América em que acreditamos`, e `vamos resistir, vamos ripostar com a verdade, com câmaras e com manifestações pacíficas`", afirmou.
"Este tipo de comportamento heroico e persistente por parte de pessoas comuns, apesar das temperaturas negativas, é o que nos deve dar esperança", acrescentou Barack Obama. "Enquanto tivermos pessoas que fazem isso, acho que vamos conseguir".
c/agências