- Boris Johnson fez uma visita surpresa a Kiev, onde esteve reunido com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O primeiro-ministro britânico anunciou que enviará mais 120 veículos blindados e novos sistemas de mísseis anti-navio à Ucrânia;
- Numa conferência de imprensa após a reunião com Zelensky, Johnson disse que as atrocidades em Bucha - uma pequena cidade perto de Kiev onde foram encontrados centenas de corpos após a retirada das tropas russas - "mancharam permanentemente" a reputação do presidente russo Vladimir Putin. Johnson prometeu ainda, juntamente com os seus aliados, “continuar a dar todo o equipamento e ajuda necessária para que a Ucrânia nunca mais seja invadida”;
- O presidente da Ucrânia disse que o seu país está ”sempre pronto” para manter negociações com a Rússia, que ficaram em suspenso após a descoberta de atrocidades em cidades já libertadas;
- Zelensky afirmou ainda que a Ucrânia está pronta para uma dura batalha com as forças russas no leste do país, que se estima ser agora o foco de Moscovo após a retirada de Kiev. Na última atualização dos serviços secretos, o Ministério britânico da Defesa revela que a atividade aérea russa deverá aumentar no sul e leste da Ucrânia;
- A cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, está sob recolher obrigatório até ao fim de segunda-feira. A cidade prepara-se para uma grande ofensiva russa;
- O autarca de Kramatorsk anunciou que o número de mortos no ataque à estação de comboios, na sexta-feira, aumentou para 52. Há ainda mais de 100 feridos;
- Um total de 4.532 pessoas foram retiradas de cidades ucranianas através de corredores humanitários este sábado, menos do que as 6.665 que conseguiram sair na sexta-feira.
A Ucrânia detetou hoje um aumento no nível de contaminação radioativa na inativa central nuclear de Chernobyl, ocupada por tropas russas até 31 de março, embora dentro dos limites, informou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Esta agência da ONU divulgou que as autoridades ucranianas estão a restaurar gradualmente o controlo de segurança nuclear e radioativa, mas avisaram que continuam com falta de pessoal para os trabalhos de manutenção que foram interrompidos quando as forças russas ocuparam a central, em 24 de fevereiro.
Num relatório enviado para a AIEA, a Ucrânia referiu-se a um "nível aumentado de contaminação radioativa (...) devido ao não cumprimento dos requisitos de segurança de radiação", embora tenha assegurado que essa radiação permanece "dentro dos limites".
As autoridades ucranianas ainda não conseguiram restaurar alguns equipamentos, como sensores de radiação, por falta de pessoal, uma situação que pode "levar à falha de outros sistemas e componentes importantes para a segurança", disse a AIEA, em comunicado.
O diretor da AIEA, Mariano Grossi, explicou que esta situação prova a necessidade de a agência enviar especialistas a Chernobyl, logo que possível.
Um total de 4.532 pessoas foram retiradas de cidades ucranianas através de corredores humanitários este sábado, menos do que as 6.665 que conseguiram sair na sexta-feira, disse Kyrylo Tymoshenko, chefe adjunto do gabinete da administração presidencial da Ucrânia, citado pela agência Reuters.
Cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas durante um bombardeamento russo este sábado na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, segundo anunciou o governador regional no Telegram.
"Hoje, cinco pessoas morreram como resultado de ataques russos na região de Donetsk. Mais cinco pessoas ficaram feridas", disse Pavlo Kyrylenko.
A retirada das forças russas permite ver a destruição que provocaram em várias cidades ucranianas. Em Borodyanka, as equipas de resgate procuram vítimas debaixo dos escombros. Kharkiv é uma ruína.
Destes, 10.324 são menores.
A Ucrânia realizou uma troca de prisioneiros com a Rússia este sábado, a terceira desde o início da guerra.
Segundo anunciou a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk, como parte do acordo, 12 soldados e 14 civis estão a regressar à Ucrânia. Vereshchuk não avançou quantos russos foram libertados.
As atrocidades cometidas em Bucha, uma pequena cidade perto de Kiev onde foram encontrados centenas de corpos após a retirada das tropas russas, "mancharam permanentemente" a reputação do presidente russo Vladimir Putin, disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson.
"O que Putin fez em Bucha e Irpin são crimes de guerra que mancharam permanentemente a sua reputação e a do respetivo governo", afirmou Johnson numa conferência de imprensa após uma visita surpresa a Kiev este sábado, onde esteve reunido com o presidente ucraniano. Boris Johnson anunciou ainda o seu apoio para continuar a intensificar as sanções à Rússia. “Em conjunto com os nossos parceiros, vamos realmente criar pressão económica e vamos continuar a impor mais sanções à Rússia”, afirmou.
“Em conjunto com os nossos parceiros, temos de fornecer equipamentos e tecnologia de modo a que a Ucrânia não volte a ser invadida”, acrescentou.
O primeiro-ministro britânico apelidou a guerra lançada por Moscovo de “indesculpável e desnecessária” e enalteceu a bravura do povo ucraniano. “Nas últimas semanas, o mundo descobriu novos heróis e esses heróis são o povo ucraniano”, afirmou Johnson.
Após uma reunião com Volodymyr Zelensky em Kiev, Boris Johnson anunciou que enviará mais 120 veículos blindados e novos sistemas de mísseis anti-navio à Ucrânia.
“É por causa da liderança resoluta do presidente Volodymyr Zelensky e do inabalável heroísmo e coragem do povo ucraniano que os objetivos monstruosos de Vladimir Putin estão a ser frustrados”, disse Boris Johnson através de um comunicado de Downing Street.
O armamento antitanque e antiaéreo, bem como os chamados “drones suicidas”, estão entre os equipamentos que o Reino Unido prometeu fornecer à Ucrânia no pacote de ajuda financeira e militar de 100 milhões de libras anunciado pelo primeiro-ministro na sexta-feira.
O presidente ucraniano diz que é preciso travar a tirania de Putin. Esta tarde, Volodymyr Zelensky criticou a Rússia. Assegurou que é o maior país do mundo em território, mas não em coragem. Zelensky voltou a apelar a mais sanções e a um embargo ao petróleo russo.
Today I met my friend President @ZelenskyyUa in Kyiv as a show of our unwavering support for the people of Ukraine.
— Boris Johnson (@BorisJohnson) April 9, 2022
We're setting out a new package of financial & military aid which is a testament of our commitment to his country's struggle against Russia’s barbaric campaign. pic.twitter.com/KNY0Nm6NQ3
A viagem, preparada com grande secretismo, foi revelada há pouco. Instantes depois, a embaixada da Ucrânia publicou uma fotografia na rede social Twitter com a expressão "surpresa" e onde podem ver-se, sentados frente a frente, o primeiro-ministro britânico e o presidente ucraniano, em Kiev.
Os bombardeamentos russos causaram estragos em 307 instalações de saúde, destruiu 21 clínicas e obrigou a montar vários hospitais de campanha, de acordo com os dados divulgados hoje pelo ministro da Saúde da Ucrânia, Viktor Lyashko.
“Tivemos um total de 307 instalações de saúde danificadas, desde o início da guerra. Este número inclui centros de cuidados primários. Vinte e um hospitais foram totalmente destruídos e não podem ser recuperados. Terão de ser construídos novos”, indicou o governante, citado pela agência Efe.
Nos arredores de Kiev já se veem filas de carros, as pessoas começam a voltar para casa. Mas são muito evidentes as marcas do conflito e da destruição. Foi o que testemunhou o repórter Luís Peixoto, enviado especial da Antena 1 à Ucrânia.
A Comissão Europeia prometeu mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia e os países que estão a receber refugiados que fogem da guerra, anunciou a presidente do executivo da UE, Ursula von der Leyen, este sábado.
"Seiscentos milhões irão para a Ucrânia, para as autoridades ucranianas e parcialmente para as Nações Unidas", disse Von der Leyen durante um evento de angariação de fundos para a Ucrânia em Varsóvia, na Polónia.
"E 400 milhões de euros vão para os países da linha de frente que estão a fazer um trabalho excelente a ajudar os refugiados que estão a chegar", acrescentou.
Artistas como Elton John, Alanis Morrissette, Billie Eilish, Annie Lennox ou Chris Rock juntaram-se à campanha ao lado de líderes mundiais que se comprometeram, em nome dos seus países, em mobilizar milhões de dólares para ajudar os refugiados ucranianos.
"O mundo finalmente prometeu 9,1 mil milhões de euros como parte da campanha. Para além disso, a Comissão Europeia, juntamente com o BERD (Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento), está a adicionar mais mil milhões de euros para pessoas deslocadas na Ucrânia. É fantástico. No total, são 10,1 mil milhões de euros", disse Von der Leyen.
A campanha "Stand Up for Ukraine” foi lançada pela organização internacional Global Citizen com o apoio da União Europeia e do primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está em Kiev reunido com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A embaixada da Ucrânia em Londres publicou uma fotografia no Twitter de Johnson e Zelensky reunidos.
Surprise 😉 pic.twitter.com/AWa5RjYosD
— Embassy of Ukraine to the UK (@UkrEmbLondon) April 9, 2022
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que o seu país está ”sempre pronto” para manter negociações com a Rússia, que ficaram em suspenso após a descoberta de atrocidades em cidades já libertadas.
"Estamos prontos para lutar e, ao mesmo tempo, para procurar meios diplomáticos para parar esta guerra. Neste momento, estamos a considerar um diálogo paralelo", assegurou o Presidente ucraniano, numa conferência de imprensa conjunta com o chefe da diplomacia austríaca, Karl Nehammer, de visita a Kiev e a Bucha, que se tornou um símbolo das atrocidades da invasão russa.
A última ronda de conversações diretas russo-ucranianas realizou-se em 29 de março, em Istambul, quando a Ucrânia apresentou as suas principais propostas para um acordo com Moscovo, incluindo a "neutralidade" do país em troca de um acordo internacional para garantir a sua segurança.
"No leste e no sul, observámos uma concentração de armas, equipamentos e tropas que se preparam para ocupar outras partes do nosso território", salientou Zelensky.
Questionado sobre os cenários para essa ofensiva, o Presidente explicou que vai depender de "vários fatores", incluindo a "força das forças ucranianas, a rapidez dos nossos aliados para nos fornecer armas e a vontade do líder russo [Vladimir Putin] de ir mais longe".
Um dia após o bombardeamento de uma estação ferroviária em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, continuam a ser retirados desta cidade várias dezenas de civis que sobreviveram ao ataque, relata a agência AFP.
Este sábado, segundo jornalistas da AFP, vários autocarros e carrinhas estavam a transportar dezenas dos sobreviventes do ataque, que passaram a noite numa igreja protestante no centro da cidade de Kramatorsk.
Na igreja foram colocados colchões, para os refugiados, e esta manhã foi preparado um pequeno-almoço.
Na sexta-feira, após o ataque, entre 300 a 400 pessoas tentaram refugiar-se dentro deste edifício, segundo um dos membros da igreja, citado pela agência francesa de notícias.
“As pessoas ficaram traumatizadas. Metade correu para se refugiar na cave e outros queriam sair o mais rapidamente possível. Alguns foram retirados durante a tarde de autocarro. No final, ficaram perto de 80 pessoas e levei também sete para minha casa”, contou Yevgen.
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) revelou que já concedeu, desde o início do conflito na Ucrânia, 29.318 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a cidadãos estrangeiros que residem naquele país.
Destes, 10.292 são menores.
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, avisou hoje que o inimigo da Europa "não está só em Moscovo, está em Paris, nas eleições em França (domingo), está em Madrid e em todos os projetos políticos de extrema-direita".
Falando numa iniciativa do PSOE de Madrid, Sánchez pediu à direita espanhola que, na fase de mudança de liderança, "olhe mais para a direita europeia e menos para a extrema-direita espanhola".
"Se a escolha que amanhã se fará em Paris e em toda a França for Europa ou extrema-direita, os socialistas são claros: Europa", declarou.
Afirmou que os alegados crimes de guerra no âmbito da invasão russa da Ucrânia não ficarão impunes, e apelou à unidade de todas as forças políticas "na legítima defesa e partilha justa dos fardos desta guerra".
Dirigindo-se à sua oposição à direita, pediu que "não volte aos velhos hábitos", que seja "implacável com a corrupção" e que não ceda à "chantagem da extrema-direita".
Pediu também à direita espanhola que apoie o plano de resposta à crise do Governo, nomeadamente os 16 mil milhões de euros destinados a pequenas empresas afetadas pelo aumento do preço da eletricidade.
Reconhecendo as incertezas que a guerra na Ucrânia acarreta, garantiu que fará tudo o que estiver ao seu alcance para "aliviar as consequências económicas e sociais do conflito" e conseguir crescimento e criação de emprego.
O Ministério ucraniano da Defesa acusou as forças russas de cometerem crimes de guerra em Makariv, que fica a cerca de 50 quilómetros a oeste de Kiev.
O presidente da câmara da cidade revelou que foram encontrados, sexta-feira, 132 corpos torturados e mutilados em Makariv.As 🇺🇦 rescuers advance in the territory liberated from 🇷🇺 occupiers, new monstrous war crimes are uncovered. The town of Makariv in the Kyiv region is half ruined. 132 tormented bodies of tortured, murdered citizens have already been found.#russianwarcrimes
— Defence of Ukraine (@DefenceU) April 9, 2022
A ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, já não vê qualquer possibilidade de fornecer à Ucrânia mais armas das reservas das forças armadas alemãs e considera que as futuras entregas deviam realizar-se através da indústria de armamento.
"Claro que todos somos chamados a apoiar a Ucrânia na sua corajosa luta. Todavia, tenho de o dizer, com honestidade, que atingimos um limite quando se trata de entregas de reservas da 'Bundeswehr'", disse a ministra, numa entrevista publicada hoje no diário regional alemão Augsburger Allgemeine.
As tropas alemãs "devem continuar em posição de assegurar a defesa nacional e da Aliança", argumentou, sublinhando que tal não significa que a Alemanha não possa fazer mais pela Ucrânia.
"É por isso que também esclarecemos o que a indústria poderia fornecer diretamente. Estamos constantemente a coordenar com a Ucrânia a este respeito", frisou.
A ministra recusou-se, contudo, a revelar que armas estavam envolvidas, alegando haver boas razões para que essa informação seja classificada como secreta.
Acrescentou que, ao contrário do que referem outras informações, a decisão foi tomada a “pedido expresso da Ucrânia”.
"Há declarações claras a este respeito por parte do meu homólogo ucraniano, do seu adjunto e do adido militar. Naturalmente, mantemos estas indicações", frisou.
Christine Lambrecht sublinhou ainda que se fornecessem todos os pormenores sobre as entregas de armas, a Rússia também disporia dessas informações “e só isso já teria implicações militares estratégicas”.
Mais de 4,4 milhões ucranianos fugiram do país desde a invasão ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, em 24 de fevereiro, de acordo com os dados atualizados pelo Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
O ACNUR contabilizou hoje 4.441.663 refugiados ucranianos, mais 59.347 do que na sexta-feira.
Desde a Segunda Guerra Mundial que a Europa não assistia a um afluxo de refugiados tão grande.
Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças, dado que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens em idade militar devido à lei marcial.
A ONU também estima o número de deslocados internos em 7,1 milhões, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), divulgados na passada terça-feira.
No total, mais de 11 milhões de pessoas, ou seja, mais de um quarto da população, tiveram que abandonar as suas casas e atravessar a fronteira para chegar aos países vizinhos ou encontrar refúgio noutras localidades da Ucrânia.
Antes do conflito, a Ucrânia tinha mais de 37 milhões de habitantes nos territórios controlados por Kiev, sem incluir a península da Crimeia (sul), que foi anexada pela Rússia em 2014, e as regiões de Donetsk e Lugansk controladas por separatistas pró-russos.
A Itália vai reabrir a sua embaixada na capital ucraniana após a Semana Santa, mês e meio depois de a ter encerrado e transferido para Lviv por causa da invasão russa, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi di Maio.
"Fomos os últimos a sair de Kiev e seremos os primeiros a regressar", afirmou o chefe da diplomacia italiana durante um encontro com o seu gabinete de crise, em que participou o embaixador italiano em Kiev, Francesco Zazo.
Di Maio indicou que é "um gesto para demonstrar apoio ao povo ucraniano e uma forma de dizer que deve prevalecer a diplomacia" e que a representação italiana reabrirá "imediatamente depois" da Páscoa, que se celebra no dia 17.
Nos próximos dias serão dados os passos necessários para a reabertura, "em coordenação com os parceiros europeus", afirmou Di Maio, apostado em "intensificar a pressão" sobre o Presidente russo, Vladimir Putin, para o levar à mesa das negociações e conseguir um cessar-fogo no conflito.
A Itália tinha transferido a sua embaixada para Lviv a 01 de março, uma semana depois do início da invasão russa da Ucrânia.
Os civis nas áreas ocupadas pela Rússia na região de Kiev sofrem ameaças generalizadas de violência e intimidação por parte das tropas russas, denunciou, na rede social Twitter, Oksana Pokalchuk, que dirige a secção ucraniana da Amnistia Internacional.
Segundo a ativista ucraniana dos direitos humanos, “dois homens na cidade de Bucha, a noroeste de Kiev, revelaram que os atiradores furtivos “dispararam regularmente” contra eles, quando foram buscar comida a uma mercearia destruída perto de casa”.Interviewees told us they had lost access to electricity, water, and gas in the early days of the invasion, and there was very limited access to food.
— Oksana Pokalchuk (@OPokalchuk) April 9, 2022
— Oksana Pokalchuk (@OPokalchuk) April 9, 2022
Os relatos oferecem apenas um “pequeno vislumbre dos horrores que as pessoas sofreram”, acrescentou Oksana Pokalchuk.
O governador da região de Lugansk revelou que os corredores humanitários para retirar os civis estavam a “ser ajustados” na sequência do ataque de ontem com mísseis à estação ferroviária de Kramatorsk.
“Infelizmente, após o incidente de ontem em Kramatorsk, as nossas rotas estão ser ajustadas, mas estamos prontos, vamos continuar a retirar as pessoas”, afirmou Serhii Haidai.
Segundo o governador os bombardeamentos prosseguem na região.
"Todas as povoações estão a ser bombardeadas. As áreas mais difíceis são Rubizhne, Popasna e a comunidade Hirske. A comunidade Hirske é bombardeada de manhã até à noite, constantemente, o inimigo não parou de todo, são bombardeados com todo o tipo de armas, e também por aviões. A luta continua na Popasna e em Rubizhne", acrescentou.
A União Europeia afirmou-se hoje "profundamente consternada" com o ataque russo contra a estação de comboios da cidade ucraniana de Kramatorsk, que matou 52 pessoas, e disse que os responsáveis por este “crime de guerra” devem “prestar contas”.
"Não deve haver impunidade para os crimes de guerra. A UE apoia medidas para garantir a prestação de contas pelas violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário”, sublinhou em comunicado um porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa.
A UE condenou o "bombardeamento brutal e indiscriminado de civis inocentes, incluindo de muitas crianças” que fugiam do terror dos ataques russos nesta localidade na região de Donetsk, leste da Ucrânia. Segundo as autoridades ucranianas, no ataque morreram 52 pessoas, incluindo oito crianças, e cerca de cem pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.
As autoridades russas acusaram o serviço de vídeo Youtube, do Google, de bloquear a conta do canal da Câmara Baixa do Parlamento, “Duma TV”, e prometem retaliar.
O presidente da Duma, Vyacheslav Volodin, disse que Washington estava a violar "os direitos dos russos". E a a porta-voz diplomática russa Maria Zakharova disse que o Youtube tinha "assinado a sua própria condenação".
A AFP confirmou que a conta em questão não está acessível.
A Rússia reorganizou a cúpula militar que dirige as operações na Ucrânia para melhorar a coordenação das unidades no terreno, disse hoje fonte ocidental à emissora britânica BBC.
O Kremlin designou o general Alexander Dvornikov, com experiência na Síria, como primeiro responsável da cadeia de comando para dirigir a invasão, indicou a mesma fonte ao canal público, que não revela a sua identidade.
O exército russo manteve até agora vários grupos operacionais com comandos independentes e 44 dias depois de começar os ataques na Ucrânia não conseguiu cumprir os objetivos, nem tomar grandes cidades como a capital, Kiev.
O Presidente russo, Vladimir Putin, pode colocar à frente certos “imperativos políticos”, face a outras “prioridades militares” na hora de decidir os passos seguintes, segundo a BBC.
Moscovo está a acelerar a prossecução de objetivos para conseguir “algum êxito” antes de 09 de maio, quando a Rússia comemora a vitória na Segunda Guerra Mundial.
Nos últimos dias, as tropas russas retiraram-se das imediações de Kiev e outras zonas da Ucrânia para centrar esforços numa ofensiva na região de Donbass, leste do país.
O governador de Lugansk, Serhiy Gaidai, afirmou que cerca de 30 por cento da população permanece nas cidades e aldeias da região, numa altura em que as tropas de Moscovo intensificam os bombardeamentos.
More people need to evacuate from the Luhansk region in eastern Ukraine as shelling has increased in recent days and more Russian forces have been arriving, Luhansk Governor Serhiy Gaidai said on Saturday.https://t.co/kdHpqhem89
— The postman24 (@the_postman24) April 9, 2022
As forças russas destruíram um depósito de munições na Base Aérea de Myrhorod no centro da Ucrânia.
Um caça MiG-29 da força aérea ucraniana e um helicóptero Mi-8 também foram destruídos no ataque à base na região de Poltava, revelou o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov.
Na última atualização dos serviços secretos, o Ministério britânico da Defesa revela que a atividade aérea russa aumente no sul e leste da Ucrânia.
As forças militares russas continuam a atingir civis, como os que foram atingidos na estação ferroviária de Kramatorsk, na sexta-feira.
As operações russas concentram-se na região oriental de Donbas, acrescenta o Ministério britânico da Defesa, bem como nas cidades do sul de Mariupol e Mykolaiv.
Latest Defence Intelligence update on the situation in Ukraine - 9 April 2022
— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) April 9, 2022
Find out more about the UK government's response: https://t.co/E0EjD3xPmZ
🇺🇦 #StandWithUkraine 🇺🇦 pic.twitter.com/hswPju7mdi
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a uma "resposta global firme" à Rússia após o ataque à estação ferroviária em Kramatorsk, no leste ucraniano, que provocou a morte a pelo menos 52 pessoas.
"Este é outro crime de guerra russo pelo qual todos os envolvidos serão responsabilizados", disse Zelensky numa mensagem de vídeo, referindo-se ao ataque com mísseis à estação de comboios, esta sexta-feira, que matou pelo menos 52 pessoas, incluindo oito crianças, de acordo com as autoridades locais.
"As potências mundiais já condenaram o ataque da Rússia a Kramatorsk. Esperamos uma forte resposta global a este crime de guerra", afirmou Zelensky, citado pela AFP.
O Presidente ucraniano precisou ainda que tal como "nos massacres em Bucha, como em muitos outros crimes de guerra russos, o ataque com mísseis em Kramatorsk deve ser uma das acusações que devem ser levadas a tribunal".
Apesar de a estação estar localizada num território controlado pelo governo ucraniano, no Donbass, a Rússia acusou a Ucrânia da autoria do ataque, refere a Associated Press.
Duas agências especializadas da ONU apelaram hoje para uma ação urgente de ajuda a cerca de um milhar de marinheiros que se encontram retidos nas águas e nos portos ucranianos desde a invasão russa da Ucrânia.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de cem navios mercantes estão impedidos de abandonar os portos da Ucrânia e as águas territoriais vizinhas.
Os dirigentes destas duas organizações endereçaram uma carta conjunta aos responsáveis do Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) para lhes comunicar a sua preocupação quanto ao destino daqueles marinheiros.
Vai ser imposto um recolher obrigatório na cidade de Odessa, no sul da Ucrânia. Começa esta tarde e deverá durar até ao fim de segunda-feira.
A cidade prepara-se para uma grande ofensiva russa. Teme-se o bombardeamento com mísseis.
O Ministério britânico da Defesa já alertou que Moscovo deverá usar mísseis disparados de navios contra o leste da Ucrânia. Mariupol, Mykolaiv e todo o Donbass são alvos.
A Procuradoria-Geral ucraniana revela que já morreram 176 crianças.
Ontem, foi possível retirar quase sete mil civis, principalmente, das cidades sitiadas de Mariupol e Berdiansk.
As autoridades ucranianas referem que terão sido levadas à força para a Rússia mais de seiscentos mil ucranianos.
A vice-primeira-ministra da Integração Europeia e Euro-Atlântica da Ucrânia, Olga Stefanishina, disse ter esperança de que o país possa tornar-se candidato à adesão à União Europeia (UE) em junho.
"Esperamos que, na cimeira dos líderes da União Europeia em junho deste ano, a Ucrânia se torne candidata à adesão, e que esse processo abra novos horizontes políticos para nós, mas acima de tudo, horizontes financeiros", disse, segundo a agência de notícias Interfax.
As autoridades ucranianas avançaram que 6.665 civis foram retirados através de corredores humanitários nas últimas 24 horas, mas acusaram os russos de terem retido oito autocarros na cidade de Melitopol.
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereshchuk, disse que na sexta-feira 5.158 cidadãos usaram os seus próprios meios de transporte para chegar à cidade de Zaporijia, através do corredor humanitário de Mariupol e Berdyansk.
Segundo um comunicado, 1.614 eram civis de Mariupol, 3.544 de regiões de Zaporijia e 1.507 de outras cidades.
Vereshchuk garantiu que hoje “vão continuar os trabalhos no corredor humanitário para Mariupol e as cidades bloqueadas da região de Zaporijia, bem como a retirada de pessoas das cidades da região de Lugansk”.
Em relação aos oito autocarros apreendidos pelas forças russas em Melitopol, a vice-primeira-ministra destacou que as autoridades estão "a negociar para que esses autocarros sejam devolvidos e dar uma oportunidade, de acordo com os acordos, de retirar os moradores locais".
Os acordos “permitem cooperação com o poder ocupante (chamemos-lhe assim), decidir quem deve ir para onde e quem não deve, onde recolher a ajuda humanitária, quando apreender autocarros na estrada onde funciona o corredor humanitário", lamentou Vereshchuk.
A vice-primeira-ministra acrescentou que os corredores foram criados de acordo com o direito humanitário.
"Tudo o que seja feito durante a operação e a vigência desse corredor pode ser considerado uma grave violação do direito internacional", disse Vereshchuk.
(Agência Lusa)
- Está prevista a abertura de 10 corredores humanitários pra retirada de civis este sábado na Ucrânia No dia seguinte a um dos maiores ataques da guerra. Uma estação ferroviária foi atingida por mísseis. No local estavam cerca de quatro mil pessoas à espera de comboio para fugirem.
- Mais de 50 morreram no ataque em Kramatorsk, e cerca de 100 ficaram feridas.
- Moscovo nega qualquer envolvimento e responsabiliza os ucranianos. No entanto, fontes militares dos Estados Unidos garantem que os mísseis foram disparados de posições ocupadas pela Rússia.
- A cidade de Kharkiv também esteve sob ataque intenso. Nas últimas 24 horas foram registadas quase 50 explosões.
- Segundo com a estimativa da ONU, a guerra na Ucrânia já matou mais de mil e seiscentos civis.
- O presidente ucraniano considera que o ataque a Kramatorsk, é mais um crime de guerra que tem de ser julgado. Volodymyr Zelensky revelou, ao programa 60 Minutes da CBS, que uma agência de notícias russa anunciou o bombardeamento na estação quando os mísseis ainda estavam no ar.